Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia
/ domingo, setembro 15, 2019
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Greve dia 14 contra reforma da Previdência

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A luta contra a reforma da Previdência só pode ser vitoriosa se governo e Congresso Nacional forem colocados contra a parede. É o que os brasileiros prometem fazer nesta sexta-feira (14/06), com a greve geral contra a PEC 6/19, que mexe na aposentadoria dos trabalhadores.

Em Salvador, além de manifestações pela manhã em diversas partes da cidade, à tarde está prevista uma grande passeata, saindo do Campo Grande às 15h. O ato acontece simultaneamente em todo o país. A promessa é de parar o Brasil.

O momento é bem oportuno. O apoio a Bolsonaro derrete. Diante da incompetência e amadorismo do presidente e da equipe de ministros, há divisões na própria elite que ajudou a eleger o presidente. Portanto, o terreno é propício para construir um forte movimento contra os retrocessos.

Um deles é a reforma da Previdência que o governo quer empurrar goela abaixo da população, mas que, na prática, atende a agenda do sistema financeiro, de olho no dinheiro da aposentadoria dos trabalhadores.

O discurso oficial é de que se a proposta não for aprovada, o país vai quebrar, é uma mentira. A verdade é que o governo desvia boa parte das verbas da Seguridade Social para pagar juros aos bancos. Não é só isso, com o desemprego em nível recorde – mais de 13 milhões estão sem trabalho – e a economia patinando, a contribuição ao INSS caiu bruscamente, prejudicando a Previdência.

Mas nada que não possa ser recuperado se houver um projeto que vise retomar o crescimento econômico, com geração de emprego e distribuição de renda para reduzir as desigualdades sociais do país.

Entenda a PEC
Entre as principais perversidades da reforma da Previdência estão a obrigatoriedade da idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para mulheres, o aumento do tempo de contribuição 15 para 20 anos e o fim das condições especiais para trabalhadores rurais e professores terem direito ao benefício.

A PEC cria ainda o sistema de capitalização, em que o trabalhador contribui mensalmente, em uma conta individual, administrada por financeiras privadas, mas que ao final vai receber apenas parte do dinheiro aplicado, já que os bancos vão abocanhar uma boa fatia, disfarçada de taxa de administração.

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