{"id":10082,"date":"2019-11-13T15:09:43","date_gmt":"2019-11-13T18:09:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=10082"},"modified":"2019-11-13T15:09:43","modified_gmt":"2019-11-13T18:09:43","slug":"stf-mantem-decisao-que-proibe-gestantes-em-atividade-insalubre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/11\/13\/stf-mantem-decisao-que-proibe-gestantes-em-atividade-insalubre\/","title":{"rendered":"STF mant\u00e9m decis\u00e3o que pro\u00edbe gestantes em atividade insalubre"},"content":{"rendered":"<p><strong>Essa \u00e9 mais uma derrota para a Reforma Trabalhista de 2017. Decis\u00e3o do Supremo teve resultado de 10 votos contra 1<\/strong><\/p>\n<p>Por unanimidade e em ambiente virtual, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou recurso da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) e manteve a decis\u00e3o, tomada em maio pelo plen\u00e1rio, que pro\u00edbe o trabalho de gestantes em atividades com qualquer grau de insalubridade.<\/p>\n<p>No julgamento de maio, os ministros do Supremo entenderam, por 10 votos a 1, ser inconstitucional um trecho da reforma trabalhista de 2017 que previa a necessidade de recomenda\u00e7\u00e3o por meio de atestado m\u00e9dico para que gestantes pudessem ser afastadas de atividades insalubres em grau m\u00e9dio e m\u00ednimo, e em qualquer grau para lactantes.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, passou a valer a regra anterior da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), cujo artigo 394-A prev\u00ea o afastamento de gestantes de atividades com qualquer grau de insalubridade.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m de modo un\u00e2nime, os ministros decidiram sequer apreciar, por quest\u00f5es processuais, um segundo recurso em que Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade (CNSa\u00fade) pedia o adiamento dos efeitos da decis\u00e3o para dar tempo de o governo reavaliar a real insalubridade em diferentes atividades e ambientes hospitalares.<\/p>\n<p>Por meio de um embargo de declara\u00e7\u00e3o, tipo de recurso que busca esclarecer pontos de uma decis\u00e3o, a AGU pediu ao Supremo para declarar que a gestante poderia se manter na atividade formalmente classificada como insalubre se houvesse comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de que n\u00e3o haveria risco \u00e0 gravidez ou ao beb\u00ea.<\/p>\n<div id=\"D_interna_middle\"><\/div>\n<p>Os ministros do Supremo, por\u00e9m, n\u00e3o acolheram os argumentos, e mantiveram o efeito imediato da decis\u00e3o. Votou por rejeitar os embargos inclusive o ministro Marco Aur\u00e9lio Mello, \u00fanico que havia votado, em maio, contra a proibi\u00e7\u00e3o de gestantes em atividades insalubres.<\/p>\n<p>Desse modo, as mulheres gr\u00e1vidas devem ser afastadas de imediato de toda atividade insalubre, em qualquer grau. Caso n\u00e3o seja poss\u00edvel realoc\u00e1-la em outro tipo de servi\u00e7o, a gestante deve deixar de trabalhar e passar a receber sal\u00e1rio-maternidade, nos termos da lei que regulamenta o benef\u00edcio, prev\u00ea a decis\u00e3o.<\/p>\n<p>www.cartacapital.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa \u00e9 mais uma derrota para a Reforma Trabalhista de 2017. 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