{"id":10523,"date":"2019-12-01T16:42:53","date_gmt":"2019-12-01T19:42:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=10523"},"modified":"2019-12-01T16:42:53","modified_gmt":"2019-12-01T19:42:53","slug":"informalidade-bate-todos-os-recordes-no-governo-bolsonaro-e-alcanca-412","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/12\/01\/informalidade-bate-todos-os-recordes-no-governo-bolsonaro-e-alcanca-412\/","title":{"rendered":"Informalidade bate todos os recordes no governo Bolsonaro e alcan\u00e7a 41,2%"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego direto no Brasil ficou em 11,6% no trimestre encerrado em outubro, atingindo 12,4 milh\u00f5es de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Verifica-se uma leve queda na s\u00e9rie do indicador desde o trimestre encerrado em junho. No per\u00edodo entre maio e julho, a taxa estava em 11,8%. J\u00e1 no trimestre encerrado em outubro do ano passado, a taxa foi de 11,7%.<\/p>\n<p>O IBGE considera que a taxa de desemprego segue estatisticamente est\u00e1vel. De acordo com a analista da pesquisa Adriana Beringuy, a \u201cestabilidade\u201d est\u00e1 relacionada a um crescimento menor da popula\u00e7\u00e3o ocupada.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ocupada no pa\u00eds somou 94,1 milh\u00f5es, o que representa um avan\u00e7o de 0,5% (mais 470 mil pessoas) em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior e de 1,6% (mais 1,4 milh\u00e3o de pessoas) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2018.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/6T3u8COUcICe8DiyjQrYv2-eOq4=\/0x0:1380x920\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/l\/O\/wcRgJ1TzCqvASTzc6WjA\/kgs7u-evolu-o-da-taxa-de-desemprego.png\" alt=\"Evolu\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego \u2014 Foto: Economia G1\" \/><\/figure>\n<p>O n\u00famero de desempregados recuou em 202 mil na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, mas aumentou em 58 mil frente ao mesmo per\u00edodo do ano passado, quando eram 12,309 milh\u00f5es de trabalhadores brasileiros desempregados.<\/p>\n<p>A aparente melhora encobre a crescente precariza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. O que mais avan\u00e7ou foi ocupa\u00e7\u00e3o informal, composta pelos que trabalham por conta pr\u00f3pria e empregados sem carteira assinada.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10524 alignleft\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/images.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"258\" \/>Trabalho sem carteira e por conta pr\u00f3pria batem novo recorde<\/strong><\/p>\n<p>A informalidade atingiu n\u00edvel recorde no governo Bolsonaro. Alcan\u00e7ou 41,2% da popula\u00e7\u00e3o ocupada no trimestre encerrado em outubro, de acordo com as estat\u00edsticas divulgadas pelo IBGE.<\/p>\n<p>\u201cIsso j\u00e1 est\u00e1 consolidado. N\u00e3o tem como a gente n\u00e3o observar esse movimento de alta da informalidade. Quando abrimos a an\u00e1lise, vemos que o emprego sem carteira assinada e o trabalho por conta pr\u00f3pria s\u00e3o os que mais impulsionam esse movimento\u201d, destacou a pesquisadora do IBGE.<\/p>\n<p>O n\u00famero de empregados sem carteira de trabalho assinada atingiu novo patamar recorde de 11,9 milh\u00f5es de pessoas, o que representa um crescimento anual de 2,4% (mais 280 mil pessoas).<\/p>\n<p>J\u00e1 a categoria por conta pr\u00f3pria chegou a 24,4 milh\u00f5es de pessoas, o que representa uma alta de 3,9% (mais 913 mil pessoas) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018.<\/p>\n<p>A taxa de informalidade no mercado de trabalho ficou em 41,2%, o que representa uma estabilidade frente ao trimestre m\u00f3vel anterior, reunindo um contingente total de 38,8 milh\u00f5es de brasileiros<\/p>\n<p>S\u00e3o 38,8 milh\u00f5es de brasileiros e brasileiras na informalidade<\/p>\n<p>Confira a distribui\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o por categoria:<\/p>\n<p>Empregado no setor privado sem carteira assinada: 11,852<\/p>\n<p>Trabalhador dom\u00e9stico sem carteira assinada: 4,565<\/p>\n<p>Conta pr\u00f3pria sem CNPJ: 19,466<\/p>\n<p>Empregador sem CNPJ: 0,798<\/p>\n<p>Trabalhador familiar auxiliar: 2,11<\/p>\n<p><strong>Emprego com carteira<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado somou 33,2 milh\u00f5es, o que segundo o IBGE representa estagna\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior e tamb\u00e9m na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>O Brasil gerou 70.852 empregos com carteira assinada em outubro, de acordo com n\u00fameros do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na semana passada pelo Minist\u00e9rio da Economia. Nos dez primeiros meses deste ano, foram criados 841.589 empregos com carteira assinada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>OCUPA\u00c7\u00c3O NO BRASIL POR POSI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Em milh\u00f5es de pessoas, no trimestre encerrado em outubro<\/p>\n<p>Empregado com carteira setor privado: 33,206<\/p>\n<p>Empregado sem carteira setor privado: 11,852<\/p>\n<p>Conta pr\u00f3pria: 24,446<\/p>\n<p>Empregado setor p\u00fablico: 11,675<\/p>\n<p>Trabalhador dom\u00e9stico: 6,314<\/p>\n<p>Empregador: 4,452<\/p>\n<p>Trabalhador familiar auxiliar: 2,11<\/p>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n<p><strong>Subutiliza\u00e7\u00e3o e desalento<\/strong><\/p>\n<p>A taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho recuou, passando de 24,6% no trimestre m\u00f3vel anterior para 23,8%, o que representa 972 mil pessoas a menos. Mesmo assim, ainda s\u00e3o 27,1 milh\u00f5es de pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o, o que representa uma estabilidade frente ao mesmo per\u00edodo de 2018.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-10526 alignleft\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/images-1.jpg\" alt=\"\" width=\"271\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/images-1.jpg 225w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/images-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 271px) 100vw, 271px\" \/>A queda foi puxada principalmente pelo aumento da jornada de trabalho dos trabalhadores informais. e pela redu\u00e7\u00e3o do contingente de pessoas trabalhando menos de 40 horas semanais, o que caracteriza a subocupa\u00e7\u00e3o por insufici\u00eancia de horas trabalhadas.<\/p>\n<p>O n\u00famero de subocupados diminuiu 4,5% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, com uma redu\u00e7\u00e3o de 332 mil pessoas, atingindo 7 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>O n\u00famero de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) tamb\u00e9m recuou, para 4,6 milh\u00f5es, com queda de 4,5% (menos 217 mil pessoas) em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre m\u00f3vel anterior, mas estatisticamente est\u00e1vel frente ao mesmo trimestre de 2018.<\/p>\n<p>O conceito de subutiliza\u00e7\u00e3o envolve tr\u00eas grupos de trabalhadores: os desempregados; os empregados que gostariam e poderiam trabalhar mais horas; e as pessoas que n\u00e3o est\u00e3o procurando emprego, mas se consideram dispon\u00edveis para trabalhar.<\/p>\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o civil<\/strong><\/p>\n<p>Na an\u00e1lise por setores da economia, a maioria das atividades registrou estabilidade do n\u00famero de ocupados. Apenas a agricultura registrou queda \u2013 cerca de 200 mil trabalhadores a menos \u2013 enquanto a \u00fanica alta estatisticamente relevante foi observada no segmento de constru\u00e7\u00e3o, com um aumento de 197 mil trabalhadores.<\/p>\n<p>De acordo com a analista do IBGE, a melhora do trabalho na constru\u00e7\u00e3o tem sido puxada pelo setor imobili\u00e1rio, sobretudo na Regi\u00e3o Sudeste, mas tamb\u00e9m tem car\u00e1ter predominantemente informal.<\/p>\n<p>\u201cA ocupa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 crescendo porque ao longo do ano est\u00e1 tendo um incentivo tanto da parte de cr\u00e9dito para aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, como venda de im\u00f3veis j\u00e1 constru\u00eddos, o que impulsiona todo o setor imobili\u00e1rio, demandando obras de reforma e acabamentos. O grosso desse aumento \u00e9 de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e empregados sem carteira assinada no setor privado\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Rendimento<\/strong><\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real do trabalhador ficou em R$ 2.317 no trimestre no trimestre encerrado em outubro, ante R$ 2.292 no trimestre anterior e R$ 2.298 na compara\u00e7\u00e3o anual. J\u00e1 a massa de rendimento real foi estimada em R$ 212,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando comparada ao trimestre m\u00f3vel de maio a julho de 2019, cresceu 1,8%, ou cerca de mais R$ 3,7 bilh\u00f5es. Segundo o IBGE, foi o primeiro aumento estatisticamente significativo desde o trimestre de agosto a outubro de 2017.<\/p>\n<p>O aumento da massa salarial \u00e9 um dos fatores que, juntamente com a queda dos juros e expans\u00e3o da concess\u00e3o cr\u00e9dito, estimula o aumento do consumo das fam\u00edlias \u2013principal componente de sustenta\u00e7\u00e3o do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.<\/p>\n<p>Os dados do IBGE mostram que a renda do trabalhador informal \u00e9 bem menor.<\/p>\n<p>No trimestre encerrado em outubro, o rendimento m\u00e9dio de quem tem carteira assinada foi de R$ 2.185, enquanto que o do trabalhador sem carteira foi de R$ 1.319. J\u00e1 o do conta pr\u00f3pria foi de R$ 3.147 entre os que tem CNPJ e de R$ 1.321 para os informais, sem CNPJ.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br \/ com informa\u00e7\u00f5es do G1<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego direto no Brasil ficou em 11,6% no trimestre encerrado em outubro, atingindo 12,4 milh\u00f5es de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Verifica-se uma leve queda na s\u00e9rie do indicador desde o trimestre encerrado em junho. No per\u00edodo entre maio e julho, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10525,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[55],"class_list":["post-10523","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-desemprego"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10523"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10523\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10527,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10523\/revisions\/10527"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10525"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}