{"id":11056,"date":"2019-12-23T10:04:04","date_gmt":"2019-12-23T13:04:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=11056"},"modified":"2019-12-23T10:04:04","modified_gmt":"2019-12-23T13:04:04","slug":"renda-deve-continuar-concentrada-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/12\/23\/renda-deve-continuar-concentrada-em-2020\/","title":{"rendered":"Renda deve continuar concentrada em 2020"},"content":{"rendered":"<p><strong>Proje\u00e7\u00e3o de pequena retomada do crescimento n\u00e3o prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o expressiva do alto desemprego e a renda deve continuar concentrada nas m\u00e3os dos mais ricos.<\/strong><\/p>\n<p>Os bancos acumulam lucros, os empres\u00e1rios d\u00e3o as melhores notas ao governo Jair Bolsonaro nas pesquisas, mas os brasileiros viveram dias piores este ano. De janeiro a setembro, quem ganha at\u00e9 1,6 mil por m\u00eas perdeu 1,6% da renda, enquanto quem ganha de 8 mil a 16 mil viu-a crescer 7,8%. S\u00e3o dados de uma pesquisa recente de um \u00f3rg\u00e3o oficial, o Ipea.<\/p>\n<p>No ano que vem, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser l\u00e1 muito diferente. Boa para o topo da pir\u00e2mide, e que o resto tenha paci\u00eancia, como j\u00e1 pediu o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao comentar o \u201cpibinho\u201d ao longo do ano. Gera\u00e7\u00e3o de emprego em ritmo lento, sal\u00e1rio idem.<\/p>\n<p>Para 2020, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) prev\u00ea que o desemprego ficar\u00e1 no patamar elevado de 11,3%, com reflexo na renda. \u201cExiste um estoque grande de desempregados que termina por moderar o ganho real de sal\u00e1rio\u201d, disse o economista-chefe da CNI, Flavio Castelo Branco, em 17 de dezembro, durante a divulga\u00e7\u00e3o de um balan\u00e7o de 2019 e de estimativas para 2020.<\/p>\n<p>Essa proje\u00e7\u00e3o de desemprego leva em conta o c\u00e1lculo de que a economia como um todo crescer\u00e1 2,5% no ano que vem. E, apesar de o PIB avan\u00e7ar quase o dobro do visto em 2019, o mercado de trabalho n\u00e3o viver\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o muito diferente.<\/p>\n<p>Em outubro, \u00faltimo dado oficial dispon\u00edvel no IBGE, o desemprego era de 11,6%, 0,3 ponto percentual apenas abaixo da estimativa da CNI para 2020. Havia 12,4 milh\u00f5es de pessoas na rua. Outras 4,6 milh\u00f5es haviam desistido de procurar vaga, por achar in\u00fatil, o chamado desalento. O sal\u00e1rio m\u00e9dio era de 2,317 mil mensais.<\/p>\n<p>Quando Bolsonaro e Guedes assumiram, o desemprego era de 11,6%, o n\u00famero de desocupados era de 12,2 milh\u00f5es e o de desalentados, de 4,7 milh\u00f5es. A renda m\u00e9dia estava em 2,254 mil reais. A varia\u00e7\u00e3o de apenas 67 reais na renda ao longo do ano comprova que o trabalhador n\u00e3o tira proveito do princ\u00edpio de aquecimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>\u201cO grande problema hoje \u00e9 o desemprego\u201d, afirmou o presidente da CNI, Robson Andrade, durante a divulga\u00e7\u00e3o das previs\u00f5es da entidade. \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil gerar emprego numa economia que busca ser mais inovadora, mais competitiva.\u201d<\/p>\n<p>Se o brasileiro precisa ter paci\u00eancia, o empresariado n\u00e3o. A CNI espera um avan\u00e7o da ind\u00fastria de 2,8% em 2020. \u00c9 quatro vezes mais que o projetado para o resultado final de 2019 e o maior \u00edndice desde 2011. Investimentos planejados para 2019 e que n\u00e3o se confirmaram devido ao consumo em ritmo lento t\u00eam chances crescentes de sair do papel, segundo a entidade.<\/p>\n<p>\u201cT\u00e3o importante quanto crescer a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 como ela ser\u00e1 distribu\u00edda. N\u00e3o existem raz\u00f5es nem evid\u00eancias para apoiar a estrat\u00e9gia de crescer o bolo para depois distribu\u00ed-lo. \u00c9 essencial avaliar quem ganha e quem perde com cada pol\u00edtica p\u00fablica\u201d, disse o Conselho Federal de Economia (Cofecon), em comunicado de 13 de dezembro. \u201c\u00c9 inaceit\u00e1vel crescer concentrando renda, mas essa \u00e9 a perspectiva com a atual pol\u00edtica econ\u00f4mica e suas reformas.\u201d<\/p>\n<p>Com o bolo a crescer sem reparti\u00e7\u00e3o, n\u00e3o surpreende que uma pesquisa Datafolha feita entre 5 e 6 de dezembro tenha constatado: 58% dos empres\u00e1rios acham o governo Bolsonaro \u00f3timo ou bom, e 20%, ruim ou p\u00e9ssimo. No \u00edndice geral, esses mesmos n\u00fameros s\u00e3o 30% e 36%, respectivamente.<\/p>\n<p>Apesar disso, ainda h\u00e1 esperan\u00e7a de que Bolsonaro fa\u00e7a um bom governo. Para 43% dos entrevistados pelo Datafolha, o governo ainda ser\u00e1 bom ou \u00f3timo. \u00c9 mais do que a opini\u00e3o oposta, 32% esperam por algo ruim ou p\u00e9ssimo.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a de sentimento entre o que o governo fez at\u00e9 agora e ainda pode fazer \u00e9 chave na disputa pol\u00edtica, e a\u00ed o rumo da economia vai pesar, na vis\u00e3o de um dos pr\u00f3ceres da oposi\u00e7\u00e3o, o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia.<\/p>\n<p>\u201cTudo vai depender da economia e do quanto o crescimento vai chegar ao emprego, \u00e0s pessoas\u201d, disse Wagner a\u00a0<em>CartaCapital<\/em>. \u201cAs pessoas querem prosperidade, querem acreditar que vai dar certo. Mas, at\u00e9 agora, foi bom s\u00f3 para os de cima.\u201d<\/p>\n<p>www.vermelho.org.br\/Andr\u00e9 Barrocal\/\u00a0CartaCapital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proje\u00e7\u00e3o de pequena retomada do crescimento n\u00e3o prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o expressiva do alto desemprego e a renda deve continuar concentrada nas m\u00e3os dos mais ricos. Os bancos acumulam lucros, os empres\u00e1rios d\u00e3o as melhores notas ao governo Jair Bolsonaro nas pesquisas, mas os brasileiros viveram dias piores este ano. 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