{"id":11146,"date":"2019-12-30T12:54:42","date_gmt":"2019-12-30T15:54:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=11146"},"modified":"2019-12-30T12:54:42","modified_gmt":"2019-12-30T15:54:42","slug":"extrema-pobreza-sobe-e-brasil-ja-soma-135-milhoes-de-miseraveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/12\/30\/extrema-pobreza-sobe-e-brasil-ja-soma-135-milhoes-de-miseraveis\/","title":{"rendered":"Extrema pobreza sobe e Brasil j\u00e1 soma 13,5 milh\u00f5es de miser\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p class=\"font_secondary color_gray_dark \"><strong>Grupo, que sobrevive com 145 reais mensais, vem crescendo desde 2015. N\u00famero de miser\u00e1veis no pa\u00eds \u00e9 maior que a popula\u00e7\u00e3o da Bol\u00edvia, mostra IBGE<\/strong><\/p>\n<header class=\"col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div class=\"article_byline | margin_bottom_lg  \">\n<div class=\"\">\n<div class=\"place_and_time | uppercase color_gray_medium_lighter \">A extrema pobreza subiu no Brasil\u00a0e j\u00e1 soma 13,5 milh\u00f5es de pessoas sobrevivendo com at\u00e9 145 reais mensais. O n\u00famero de miser\u00e1veis vem crescendo desde 2015, invertendo a curva descendente da mis\u00e9ria dos anos anteriores. De 2014 para c\u00e1 4,5 milh\u00f5es de pessoas ca\u00edram para a extrema pobreza, passando a viver em condi\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis. O contingente \u00e9 recorde em sete anos da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A alta do desemprego, os programas sociais mais enxutos e a falta de reajuste de subven\u00e7\u00f5es como o Bolsa Fam\u00edlia aumentam o fosso do mais pobres. O indicador de pobreza do Bolsa Fam\u00edlia, por exemplo, \u00e9 de 89 reais, abaixo do par\u00e2metro de 145 reais utilizado pelo Banco Mundial.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<section class=\"article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\">A mis\u00e9ria atinge\u00a0principalmente estados do Norte e Nordeste do Brasil, em especial a popula\u00e7\u00e3o preta e parda, sem instru\u00e7\u00e3o ou com forma\u00e7\u00e3o fundamental incompleta. Mesmo os\u00a0filhos dessas fam\u00edlias\u00a0que queiram superar a condi\u00e7\u00e3o de estudos dos pais acabam paralisados pela limita\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica familiar. A falta de renda acaba empurrando os estudantes desse estrato para a evas\u00e3o escolar. Entre ir \u00e0 escola ou trabalhar para evitar que a fam\u00edlia passe fome, a segunda op\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais \u00f3bvia. Segundo o IBGE, 11,8% dos jovens mais pobres abandonaram a escola sem concluir o ensino m\u00e9dio no ano passado. Trata-se de um \u00edndice oito vezes maior que o dos jovens ricos.<\/p>\n<p class=\"\">O crescimento da extrema pobreza coincide com o in\u00edcio da recess\u00e3o que come\u00e7ou em 2014 no Brasil e terminou em 2016. Embora tenha continuado a subir, a velocidade \u00e9 bem menor. De 2017 para 2018 foram 200.000 pessoas a mais que assumiram o status de miser\u00e1veis. Um ano antes, por\u00e9m, de 2016 para 2017, a alta havia sido de 1.339 milh\u00e3o. Nesse per\u00edodo, o Brasil ajudou a\u00a0inflar os dados de extrema pobreza em todo o continente, como mostrou um estudo da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (CEPAL, um \u00f3rg\u00e3o da ONU).<\/p>\n<p class=\"\">O IBGE, por\u00e9m, aponta a necessidade de um trabalho focado para este grupo. Segundo Andr\u00e9 Sim\u00f5es, gerente do estudo S\u00edntese de Indicadores Sociais, a sa\u00edda da mis\u00e9ria desta popula\u00e7\u00e3o\u00a0depende de cuidados maiores. \u201c\u00c9 fundamental que as pessoas tenham acesso aos programas sociais e que tenham condi\u00e7\u00f5es de se inserir no mercado de trabalho para terem acesso a uma renda que as tirem da situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza\u201d, diz ele. Um dado do IBGE, por\u00e9m, chama a aten\u00e7\u00e3o. Dos 13,5 milh\u00f5es de miser\u00e1veis, 13,6% tinham alguma ocupa\u00e7\u00e3o, ainda que informal, cumprindo abaixo das 40 horas de trabalho semanal.<\/p>\n<p class=\"\">O estudo sugere um investimento extra de 1 bilh\u00e3o de reais mensais para atender aos brasileiros em condi\u00e7\u00e3o de extrema pobreza. A proje\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, esbarra num momento em que o Governo de Jair Bolsonaro est\u00e1 focado no aprofundamento do ajuste fiscal, como mostrou o pacote do ministro Paulo Guedes nesta ter\u00e7a, e na ideia da\u00a0redu\u00e7\u00e3o do papel do Estado, que foi abra\u00e7ada pelo pa\u00eds desde o governo de Michel Temer. Essa mudan\u00e7a se reflete, por exemplo, no n\u00famero de usu\u00e1rios do Bolsa Fam\u00edlia. Hoje, 13,7% dos lares brasileiros recebem o benef\u00edcio, contra 14,9% em 2014.<\/p>\n<p class=\"\">Uma das maiores cr\u00edticas ao governo de Jair Bolsonaro e \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica que adotou \u00e9 a falta de foco nos programas sociais.\u00a0Bolsonaro foi criticado em julho deste ano\u00a0por n\u00e3o ter reconhecido que o pa\u00eds tinha um quadro preocupante de crescimento da pobreza, que inclu\u00eda uma popula\u00e7\u00e3o que passava fome.<\/p>\n<p>www.brasil.elpais.com \/CARLA JIM\u00c9NEZ<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo, que sobrevive com 145 reais mensais, vem crescendo desde 2015. N\u00famero de miser\u00e1veis no pa\u00eds \u00e9 maior que a popula\u00e7\u00e3o da Bol\u00edvia, mostra IBGE A extrema pobreza subiu no Brasil\u00a0e j\u00e1 soma 13,5 milh\u00f5es de pessoas sobrevivendo com at\u00e9 145 reais mensais. 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