{"id":11223,"date":"2020-01-06T15:18:06","date_gmt":"2020-01-06T18:18:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=11223"},"modified":"2020-01-06T15:43:36","modified_gmt":"2020-01-06T18:43:36","slug":"nova-edicao-da-campanha-nacional-o-preco-da-luz-e-um-roubo-e-lancada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/01\/06\/nova-edicao-da-campanha-nacional-o-preco-da-luz-e-um-roubo-e-lancada\/","title":{"rendered":"Nova edi\u00e7\u00e3o da campanha nacional \u201cO pre\u00e7o da luz \u00e9 um roubo\u201d \u00e9 lan\u00e7ada"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\"><strong>A\u00e7\u00f5es buscam pressionar o governo federal\u00a0para a\u00a0diminui\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da tarifa de energia el\u00e9trica para a popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A alta\u00a0no pre\u00e7o da tarifa de energia el\u00e9trica\u00a0penaliza boa parte dos brasileiros, sobretudo os com menor renda. Para dialogar com essa parcela da popula\u00e7\u00e3o e denunciar as tarifas abusivas, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) retoma a campanha \u201cO pre\u00e7o da luz \u00e9 um roubo\u201d. Em torno de tr\u00eas eixos \u2013 den\u00fancia, mobiliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o \u2013 a iniciativa, retomada neste m\u00eas de janeiro, pretende ter seu ponto alto no dia 14 de mar\u00e7o,\u00a0Dia Nacional dos Atingidos por Barragens.<\/p>\n<p>Com foco na luta por direitos de pessoas afetadas pela\u00a0constru\u00e7\u00e3o\u00a0de hidrel\u00e9tricas, o movimento quer ampliar o seu\u00a0alcance\u00a0e pressionar o governo federal\u00a0para a\u00a0diminui\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da tarifa de energia el\u00e9trica para toda a popula\u00e7\u00e3o, uma vez que,\u00a0se a privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobr\u00e1s for confirmada na gest\u00e3o de Jair\u00a0Bolsonaro, as tarifas poder\u00e3o ser\u00a0elevadas em cerca de 15%. O controle privado sobre a estatal\u00a0permitir\u00e1 que\u00a0as 48 hidrel\u00e9tricas do sistema revejam suas tarifas e passem valores mais altos aos consumidores, ampliando a faixa de lucro da empresa.<\/p>\n<p>Segundo Jackson Dias, da coordena\u00e7\u00e3o nacional MAB, atualmente as usinas vendem energia por R$ 50 a cada 1.000 kWh. Se a privatiza\u00e7\u00e3o for confirmada,\u00a0o governo vai permitir\u00a0que seja cobrado o chamado \u201cpre\u00e7o de mercado\u201d, em uma faixa que pode chegar a\u00a0R$ 250 por 1.000 kWh. Esse aumento ser\u00e1, por sua vez, repassado para a popula\u00e7\u00e3o. Para frear essa situa\u00e7\u00e3o, o movimento lan\u00e7a m\u00e3o de estrat\u00e9gias que j\u00e1 foram vitoriosas em outros momentos.<\/p>\n<p>\u201cA campanha \u2018O pre\u00e7o da luz \u00e9 um roubo\u2019\u00a0\u00e9 uma campanha nacional do MAB\u00a0para pressionar pela diminui\u00e7\u00e3o das tarifas de energia el\u00e9trica. Tem alguns casos espec\u00edficos, como o de Minas Gerais, por exemplo, que eles fizeram um abaixo-assinado, se n\u00e3o me engano em 2008, que coletou centenas de milhares de assinaturas pela redu\u00e7\u00e3o da tarifa de energia e, naquele ano, eles conseguiram barrar o aumento da tarifa\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Segundo o movimento, outra medida que est\u00e1 na mira do governo federal \u00e9 o fim da Tarifa Social de Energia El\u00e9trica para os consumidores de baixa renda. Se acontecer, cerca de 9 milh\u00f5es de fam\u00edlias poder\u00e3o\u00a0ser\u00a0afetadas. O coordenador do MAB diz que\u00a0\u00e9 inaceit\u00e1vel que o povo brasileiro, sobretudo o que mora na Amaz\u00f4nia \u2013 local\u00a0com grande n\u00famero de hidrel\u00e9tricas \u2013, pague t\u00e3o caro pela energia, porque a matriz energ\u00e9tica usada na regi\u00e3o\u00a0\u00e9 uma das que tem o menor\u00a0custo de produ\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que s\u00e3o usados os rios para gerar energia.<\/p>\n<p>\u201cA ideia da campanha, a motiva\u00e7\u00e3o, \u00e9 o alto pre\u00e7o das tarifas de energia el\u00e9trica e tamb\u00e9m por entender que a nossa matriz energ\u00e9tica \u00e9 uma matriz voltada para a energia hidrel\u00e9trica, que \u00e9 uma energia\u00a0de baixo custo de produ\u00e7\u00e3o, em que a mat\u00e9ria-prima principal s\u00e3o os rios. Ent\u00e3o, como as empresas n\u00e3o pagam pelos rios, a energia sai muito barata. E, mesmo assim, no sistema el\u00e9trico brasileiro, eles cobram uma tarifa muito cara em todos os estados\u201d, explica.<\/p>\n<p>Bruna Dias,\u00a0moradora do bairro do Tapan\u00e3, em Bel\u00e9m (PA), acredita que\u00a0o valor cobrado pela concession\u00e1ria de energia no estado,\u00a0al\u00e9m de n\u00e3o corresponder ao servi\u00e7o oferecido, \u00e9 abusivo.<\/p>\n<p>\u201cA gente fica meio sem saber o que fazer, porque o valor que a gente paga na tarifa de energia e a qualidade desse servi\u00e7o s\u00e3o\u00a0inversamente proporcionais. Eu tenho uma renda de R$ 1.500 a R$ 2 mil e pago\u00a0uma energia de R$ 500 a R$ 600\u00a0em \u00e9poca de bandeira vermelha. \u00c9\u00a0surreal, ainda mais em uma casa com dois adultos e uma crian\u00e7a\u00a0que passam o dia todo fora e s\u00f3 voltam \u00e0 noite&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>www.brasildefato.com.br\/ Catarina Barbosa\/ Bel\u00e9m (PA)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00e7\u00f5es buscam pressionar o governo federal\u00a0para a\u00a0diminui\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da tarifa de energia el\u00e9trica para a popula\u00e7\u00e3o A alta\u00a0no pre\u00e7o da tarifa de energia el\u00e9trica\u00a0penaliza boa parte dos brasileiros, sobretudo os com menor renda. Para dialogar com essa parcela da popula\u00e7\u00e3o e denunciar as tarifas abusivas, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) retoma a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[338],"class_list":["post-11223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-conta-de-luz"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11223"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11226,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11223\/revisions\/11226"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}