{"id":11571,"date":"2020-01-20T14:41:00","date_gmt":"2020-01-20T17:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=11571"},"modified":"2020-01-20T15:04:21","modified_gmt":"2020-01-20T18:04:21","slug":"mcdonalds-sofre-varios-processos-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/01\/20\/mcdonalds-sofre-varios-processos-nos-eua\/","title":{"rendered":"McDonald\u2019s sofre v\u00e1rios processo nos Estados Unidos da Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<p><strong>O site da BBC revelou na semana passada que a rede de fast-food McDonald\u2019s est\u00e1 sendo acusada de racismo por duas executivas da multinacional. Na a\u00e7\u00e3o judicial, elas afirmam que a empresa estadunidense \u201cpratica discrimina\u00e7\u00e3o racial intencional contra seus clientes e funcion\u00e1rios\u201d. De acordo com as duas vice-presidentes, \u201co clima piorou depois que o brit\u00e2nico Steve Easterbrook assumiu o cargo de presidente-executivo, em 2015. Sob sua lideran\u00e7a, a companhia levou a cabo uma \u2018implac\u00e1vel elimina\u00e7\u00e3o\u2019 de negros em cargos de lideran\u00e7a, reduzindo tamb\u00e9m a publicidade voltada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o afro-americana\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Diante da abertura do processo na Justi\u00e7a dos EUA, a rede divulgou uma nota rejeitando as acusa\u00e7\u00f5es. \u201cNo McDonald\u2019s, nossas a\u00e7\u00f5es se baseiam na nossa cren\u00e7a de que uma empresa respeitosa, inclusiva, vibrante e diversa nos torna mais fortes\u201d. A multinacional n\u00e3o defendeu Steve Easterbrook, citado nominalmente no processo judicial, \u201cque foi demitido no ano passado por ter se envolvido em uma rela\u00e7\u00e3o com uma colega de trabalho, violando as regras internas da companhia, mesmo tendo sido uma rela\u00e7\u00e3o consensual\u201d.<\/p>\n<p>As denunciantes, por\u00e9m, mant\u00e9m a acusa\u00e7\u00e3o de racismo. Segundo a a\u00e7\u00e3o, protocolada em 7 de janeiro numa Corte Federal de Illinois por Vicki Guster-Hines e Domineca Neal \u2013 que trabalham no McDonald\u2019s desde 1987 e 2012, respectivamente, e s\u00e3o vice-presidentes de franquias e opera\u00e7\u00f5es \u2013, a discrimina\u00e7\u00e3o existe h\u00e1 muito tempo na rede de fast-food. Ela \u00e9 \u201csist\u00eamica, mas oculta\u201d, e tornou-se \u201caberta, incontest\u00e1vel e altamente prejudicial\u201d ap\u00f3s a mudan\u00e7a na presid\u00eancia em 2015.<\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, elas relatam que \u201cprojetos de treinamento para funcion\u00e1rios negros foram engavetados\u201d, que eles foram exclu\u00eddos dos postos de conselheiros s\u00eaniores da empresa e que colegas eram descritas \u201ccomo mulheres negras raivosas\u201d. Ainda de acordo com a den\u00fancia, \u201co n\u00famero de franquias pertencentes a pessoas negras tamb\u00e9m caiu desproporcionalmente fruto de uma pol\u00edtica intencional ou resultado de \u2018neglig\u00eancia irrespons\u00e1vel\u2019 sobre o alto investimento requerido dos donos de franquias\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a acusa\u00e7\u00e3o de que \u201cos clientes negros foram exclu\u00eddos em seus an\u00fancios publicit\u00e1rios\u201d e foram \u201cconsiderados menos desejados pelo McDonald\u2019s\u201d. Diante de tantas den\u00fancias, as duas executivas do alto escal\u00e3o requerem \u201crepara\u00e7\u00e3o por danos e dizem que sofreram retalia\u00e7\u00f5es da empresa por expressarem suas preocupa\u00e7\u00f5es com o tratamento dispensado aos afro-americanos\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Multas trabalhistas milion\u00e1rias<\/strong><\/h4>\n<p>O processo ainda vai a julgamento, mas tudo indica que o poderoso McDonald\u2019s sofrer\u00e1 uma nova puni\u00e7\u00e3o. Em novembro do ano passado, a multinacional j\u00e1 havia sido multada em US$ 26 milh\u00f5es por descumprir leis trabalhistas. Segundo reportagem do UOL, a empresa concordou em pagar a multa \u201cpara resolver um processo de quase sete anos que acusa a rede de fast food de pagar a seus empregados na Calif\u00f3rnia (EUA) sal\u00e1rios abaixo do estabelecido pela lei. O acordo preliminar aponta que a empresa usava um sistema que enganava os trabalhadores fora do expediente e impedia os empregados de descansar durante os turnos\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a mat\u00e9ria, \u201cmais de 38 mil caixas e cozinheiros da Calif\u00f3rnia se mobilizaram ao longo dos anos, no que agora \u00e9 o maior acordo salarial do McDonald\u2019s nos Estados Unidos, disseram representantes. O acordo exige que o McDonald\u2019s pague horas extras exigidas, acompanhe o pagamento eletronicamente, forne\u00e7a pausas para descanso durante os turnos \u2013 e n\u00e3o no in\u00edcio ou final \u2013 e forne\u00e7a uniformes de trabalho de substitui\u00e7\u00e3o quando os velhos forem danificados ou desgastados\u201d.<\/p>\n<h4><strong>J\u00e1 a Ragazzo no Brasil\u2026<\/strong><\/h4>\n<p>J\u00e1 no Brasil, as empresas est\u00e3o euf\u00f3ricas com o escravocrata Jair Bolsonaro e o abutre Paulo Guedes. Tudo \u00e9 feito para facilitar a vida dos patr\u00f5es e sacanear os assalariados \u2013 com a retirada dos direitos trabalhistas, a diminui\u00e7\u00e3o dos processos na Justi\u00e7a, a redu\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho e outros in\u00fameros abusos. Quando uma empresa \u00e9 autuada, a multa \u00e9 mixuruca. Em outubro passado, por exemplo, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo condenou a rede de fast-food Ragazzo, que pertence ao grupo golpista Habib\u2019s, a pagar a indeniza\u00e7\u00e3o de apenas R$ 10 mil a um cliente que teve o rosto desfigurado por um seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cAos chutes, o funcion\u00e1rio de uma das unidades quebrou a mand\u00edbula de Samuel Soares da Silva, 28, por desconfiar que ele n\u00e3o pagaria a conta\u2026 De acordo com o processo, o seguran\u00e7a se identificou como gerente antes de iniciar as agress\u00f5es. O rapaz, que teve a mand\u00edbula quebrada, precisou ser submetido a duas cirurgias no SUS para reconstru\u00e7\u00e3o facial e incis\u00e3o de 22 pinos na mand\u00edbula. A Justi\u00e7a n\u00e3o aceitou o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 50 mil e fixou o valor em R$ 10 mil por danos morais e est\u00e9ticos\u201d, descreveu o jornal Folha de S.Paulo.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br\/ Via Blog do Miro\/\u00a0Por Altamiro Borges<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O site da BBC revelou na semana passada que a rede de fast-food McDonald\u2019s est\u00e1 sendo acusada de racismo por duas executivas da multinacional. Na a\u00e7\u00e3o judicial, elas afirmam que a empresa estadunidense \u201cpratica discrimina\u00e7\u00e3o racial intencional contra seus clientes e funcion\u00e1rios\u201d. 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