{"id":11914,"date":"2020-02-05T15:11:53","date_gmt":"2020-02-05T18:11:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=11914"},"modified":"2020-02-05T15:11:53","modified_gmt":"2020-02-05T18:11:53","slug":"tst-entende-que-motorista-nao-tem-vinculo-empregaticio-com-aplicativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/02\/05\/tst-entende-que-motorista-nao-tem-vinculo-empregaticio-com-aplicativo\/","title":{"rendered":"TST entende que motorista n\u00e3o tem v\u00ednculo empregat\u00edcio com aplicativo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em decis\u00e3o in\u00e9dita, Corte considera flexibilidade de hor\u00e1rios trabalhados e percentual remunerat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou improcedente o v\u00ednculo empregat\u00edcio entre um motorista de Guarulhos (SP) e o aplicativo de corridas Uber. Em decis\u00e3o in\u00e9dita, o relator do processo, ministro Breno Medeiros, entnedeu que ficou caracterizada a possibilidade de o motorista ficar off-line, para flexibilizar a presta\u00e7\u00e3o dos seus servi\u00e7os.<\/p>\n<p>A reclama\u00e7\u00e3o trabalhista foi julgada nesta quarta-feira (5), e alegava a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os por quase um ano, entre julho de 2015 e junho de 2016. O motorista queria registrar o contrato na carteira de trabalho e receber parcelas decorrentes da rela\u00e7\u00e3o de emprego.<\/p>\n<p>\u201cA ampla flexibilidade do trabalhador em determinar a rotina, os hor\u00e1rios de trabalho, os locais em que deseja atuar e a quantidade de clientes que pretende atender por dia \u00e9 incompat\u00edvel com o reconhecimento da rela\u00e7\u00e3o de emprego, que tem como pressuposto b\u00e1sico a subordina\u00e7\u00e3o\u201d, avaliou o ministro Breno Medeiros.<\/p>\n<p>O relator tamb\u00e9m considou que \u00e9 reservado ao motorista entre 75% e 80% do valor pago pelo usu\u00e1rio, percentual superior ao que o TST tem admitido como bastante para caracterizar a rela\u00e7\u00e3o de parceria entre as partes envolvidas. Segundo ele, essa \u201cvantagem remunerat\u00f3ria\u201d n\u00e3o \u00e9 condizente com a circunst\u00e2ncia de emprego.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau j\u00e1 havia negado o reconhecimento do v\u00ednculo. O Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (SP), por outro lado, concluiu que estavam presentes os elementos que caracterizavam a rela\u00e7\u00e3o de emprego do 3\u00ba artigo da CLT, como habitualidade, onerosidade, pessoalidade e subordina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Uber alegou que n\u00e3o atua como empresa de transporte, mas de explora\u00e7\u00e3o de plataforma tecnol\u00f3gica. Neste caso, os motoristas atuam como parceiros, numa esp\u00e9cie de economia partilhada. Al\u00e9m disso, a empresa sustentou que o motorista que contrata os servi\u00e7os de intermedia\u00e7\u00e3o digital concordou com termos e condi\u00e7\u00f5es propostos, e que a rela\u00e7\u00e3o mantida com todos os motoristas parceiros \u00e9 uniforme.<\/p>\n<p>www.bahia.ba<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em decis\u00e3o in\u00e9dita, Corte considera flexibilidade de hor\u00e1rios trabalhados e percentual remunerat\u00f3rio O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou improcedente o v\u00ednculo empregat\u00edcio entre um motorista de Guarulhos (SP) e o aplicativo de corridas Uber. 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