{"id":12365,"date":"2020-02-27T13:19:32","date_gmt":"2020-02-27T16:19:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=12365"},"modified":"2020-02-27T14:21:14","modified_gmt":"2020-02-27T17:21:14","slug":"mais-de-80-das-greves-no-pais-em-2019-foram-por-manutencao-de-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/02\/27\/mais-de-80-das-greves-no-pais-em-2019-foram-por-manutencao-de-direitos\/","title":{"rendered":"Mais de 80% das greves no pa\u00eds em 2019 foram por manuten\u00e7\u00e3o de direitos"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12366 alignright\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/greve-brasil-300x163.jpg\" alt=\"\" width=\"377\" height=\"205\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/greve-brasil-300x163.jpg 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/greve-brasil-768x418.jpg 768w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/greve-brasil-1024x557.jpg 1024w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/greve-brasil.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 377px) 100vw, 377px\" \/>De 1.118 paralisa\u00e7\u00f5es acompanhadas pelo Dieese, 921 foram as chamadas defensivas: por manuten\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es ou descumprimento de direitos. Movimentos praticamente se dividem entre os setores p\u00fablico e privado.<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de greves no Brasil foi um pouco menor em 2019, mas continuou acima de mil, segundo levantamento do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/\">Dieese<\/a>. E continua mostrando quantidade elevada das chamadas paralisa\u00e7\u00f5es defensivas, por manuten\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho ou por descumprimento de direitos. De um total de 1.118 greves sistematizadas pelo instituto no ano passado, 921 (82,4%) foram defensivas, 511 por manuten\u00e7\u00e3o e 590 por descumprimento.<\/p>\n<p>Dessas 1.118 greves, pouco mais da metade (566, ou 50,6%) foi no setor p\u00fablico, ante 548 (49%) na iniciativa privada \u2013 4 (0,4%) envolveram ambos. Uma pequena mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a\u00a02018, quando, de 1.453 paralisa\u00e7\u00f5es, 54,4% foram na esfera p\u00fablica e 45,1% na esfera privada, de acordo com o Dieese.<\/p>\n<p>Das 566 paralisa\u00e7\u00f5es no setor p\u00fablico, 523 envolveram o funcionalismo e 43, empresas estatais. No primeiro caso, a maior parte (62,7%) foi em n\u00edvel municipal, com 34,6% atingindo o funcionalismo estadual. Houve ainda 10 (1,9%) no funcionalismo federal, sendo sete apenas na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Tempo indeterminado<\/strong><\/h4>\n<p>Sobre a \u201ct\u00e1tica\u201d dos movimentos, n\u00e3o houve mudan\u00e7a significativa de um ano para o outro. A maior parte (57,8%) foi por tempo indeterminado, enquanto 38,6% tiveram car\u00e1ter de advert\u00eancia. Outras 41 n\u00e3o tinham informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis. O perfil muda conforme o setor: no p\u00fablico, s\u00e3o 50,1% de advert\u00eancia e 47,4% por tempo indeterminado. No privado, 25,4% e 69,7%, respectivamente.<\/p>\n<p>Entre as reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores em greve, as mais constantes (37,9%) s\u00e3o por\u00a0regulariza\u00e7\u00e3o de pagamento de sal\u00e1rios, f\u00e9rias, 13\u00ba ou vale atrasados. Logo em seguida (37%), reajuste ou aumento do piso. Em terceiro, com 20,4%, aparecem itens relativos a alimenta\u00e7\u00e3o, transporte e assist\u00eancia m\u00e9dica. Depois, com 19,8%, melhoria de condi\u00e7\u00f5es trabalho, incluindo seguran\u00e7a e higiene. Planos de cargos e sal\u00e1rios figuram com 14,3% e contrata\u00e7\u00e3o, readmiss\u00e3o, efetiva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do emprego aparece com 12,3%.<\/p>\n<p>Mais de dois ter\u00e7os das greves (67,4%) envolveram at\u00e9 200 trabalhadores, enquanto 11,9% tiveram participa\u00e7\u00e3o de 201 a 500. De 1.001 a 2.000, apenas 7,4%. Mais de 10 mil, foram 2,2%.<\/p>\n<p>O acompanhamento \u00e9 feito desde meados dos anos 1980. No anos 2000, o Dieese registrou 525 greves. O n\u00famero foi seguindo tend\u00eancia de crescimento at\u00e9 atingir 2.114 em 2016.<\/p>\n<p>No per\u00edodo mais recente, em 2010, por exemplo, um dos melhores anos da economia brasileira, o n\u00famero de paralisa\u00e7\u00f5es foi baixo (445), passando a crescer na medida em que as condi\u00e7\u00f5es pioraram. Mas o\u00a0desemprego, que cresceu, tamb\u00e9m \u00e9 um fator que normalmente causa redu\u00e7\u00e3o de movimentos, o que em parte pode explicar o menor n\u00famero em 2019.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br \/ Via Rede Brasil Atual<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 1.118 paralisa\u00e7\u00f5es acompanhadas pelo Dieese, 921 foram as chamadas defensivas: por manuten\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es ou descumprimento de direitos. Movimentos praticamente se dividem entre os setores p\u00fablico e privado. O n\u00famero de greves no Brasil foi um pouco menor em 2019, mas continuou acima de mil, segundo levantamento do\u00a0Dieese. E continua mostrando quantidade elevada das [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12370,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[102],"class_list":["post-12365","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-greve-por-direitos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12365"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12365\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12384,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12365\/revisions\/12384"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}