{"id":12446,"date":"2020-03-02T14:51:05","date_gmt":"2020-03-02T17:51:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=12446"},"modified":"2020-03-02T14:51:31","modified_gmt":"2020-03-02T17:51:31","slug":"economia-e-sistema-de-protecao-social-entram-em-colapso-no-governo-de-jair-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/03\/02\/economia-e-sistema-de-protecao-social-entram-em-colapso-no-governo-de-jair-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Economia e sistema de prote\u00e7\u00e3o social entram em colapso no governo de Jair Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p>Economista Denise Gentil alerta que a chegada de Bolsonaro ao poder aprofundou a crise econ\u00f4mica e gerou colapso do sistema de prote\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds, colocando os mais pobres na mis\u00e9ria<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o pa\u00eds vive um momento de enorme gravidade econ\u00f4mica e social, com uma implac\u00e1vel destrui\u00e7\u00e3o do Estado Democr\u00e1tico de Direito e de ruptura do pacto civilizat\u00f3rio, antes amparado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. Esta situa\u00e7\u00e3o gerou uma enorme viol\u00eancia para a grande maioria dos trabalhadores e das trabalhadoras que vive sem nenhuma perspectiva de uma vida mais digna.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 da professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), Denise Gentil, ap\u00f3s analisar os n\u00fameros da economia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para ela, h\u00e1 um emaranhado de fatores nocivos como a reforma da Previd\u00eancia, a queda brutal do investimento p\u00fablico, a desindustrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, a devasta\u00e7\u00e3o do meio ambiente (tanto por desastres provocados por empresas quanto por eventos clim\u00e1ticos extremos), a desregulamenta\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, o desmantelamento da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade p\u00fablica e a privatiza\u00e7\u00e3o de recursos naturais e dos servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que levaram inevitavelmente \u00e0 atual crise social e econ\u00f4mica de grandes propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Confira os resultados negativos da economia, ap\u00f3s as medidas tomadas pelo governo Bolsonaro:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; 0,89% de crescimento econ\u00f4mico (previs\u00e3o do PIB feita pelo Boletim Focus do Banco Central). O\u00a0 mercado financeiro projetou 2,53% de crescimento no in\u00edcio do ano no primeiro relat\u00f3rio Focus.<\/p>\n<p>&#8211; queda de 1,1 % da produ\u00e7\u00e3o industrial em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), divulgados em 4 de fevereiro deste ano, a ind\u00fastria brasileira operou 18% abaixo do ponto mais alto registrado em maio de 2011. Em seis anos (2014\/2019) a ind\u00fastria brasileira perdeu 14,8%.<\/p>\n<p>&#8211; 11,9% \u00e9 a taxa de desemprego m\u00e9dio de 2019, atingindo 12,6 milh\u00f5es de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (PNAD) Continua do IBGE;<\/p>\n<p>&#8211; a taxa de informalidade \u00e9 de 41,1%. S\u00e3o 38,4 milh\u00f5es de pessoas trabalhando de forma muito prec\u00e1ria, um recorde dos \u00faltimos quatro anos;<\/p>\n<p>&#8211; a renda domiciliar dos 20% mais pobres caiu 11,5%, enquanto a dos 20% mais ricos registrou um aumento real de 6% ainda segundo a PNAD Cont\u00ednua do IBGE.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 63,4 milh\u00f5es de inadimplentes no pa\u00eds (dados de agosto\/2019 da Serasa Experian).\u00a0 Cerca de 40% da popula\u00e7\u00e3o adulta deixaram de honrar seus compromissos financeiros.<\/p>\n<p>&#8211; O investimento p\u00fablico em 2017 foi o menor em 50 anos, impactando severamente na falta de dinamismo da economia brasileira. No entanto, em 2019, o investimento do Governo Central foi de apenas 0,8% do PIB, segundo dados do Tesouro Nacional.<\/p>\n<p><strong>Elite apoia as medidas<\/strong><\/p>\n<p>Para a professora Denise Gentil, as medidas tomadas pelo governo tiveram um amplo apoio da elite econ\u00f4mica do pa\u00eds, que se interessa apenas em resguardar os ganhos financeiros na Bolsa de Valores, nos t\u00edtulos p\u00fablicos e nos v\u00e1rios ativos financeiros.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma esp\u00e9cie de dom\u00ednio econ\u00f4mico e pol\u00edtico que n\u00e3o apenas alterou completamente o funcionamento das regras democr\u00e1ticas, mas que tamb\u00e9m n\u00e3o se importa com a falta de crescimento econ\u00f4mico, com o alto \u00edndice de desemprego e mis\u00e9ria, com o aumento dos sem-teto, com a morte por viol\u00eancia na periferia e com as perdas dos direitos sociais que desprotege os mais vulner\u00e1veis\u201d, critica.<\/p>\n<p>Ela ressalta ainda que, segundo a S\u00edntese de Indicadores Sociais do IBGE, entre 2015 e 2018, em m\u00e9dia, 1 milh\u00e3o de brasileiros desceram para um patamar abaixo da linha de pobreza ao ano. De acordo com o Banco Mundial est\u00e1 abaixo da linha de pobreza quem tem rendimento de US$ 1,90 di\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cO \u00faltimo dado do IBGE \u00e9 de 2018 e mostra que 13,5 milh\u00f5es de pessoas (6,5%) t\u00eam renda inferior a US$ 1,90 ao dia. Esse contingente \u00e9 maior que a popula\u00e7\u00e3o de pa\u00edses como Portugal, B\u00e9lgica e Gr\u00e9cia\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ricos investem no mercado financeiro<\/strong><\/p>\n<p>A professora de economia v\u00ea na hipertrofia da especula\u00e7\u00e3o financeira, a chamada financeiriza\u00e7\u00e3o e no aprofundamento da din\u00e2mica neoliberal, os principais motivos para os baixos \u00edndices da economia brasileira.<\/p>\n<p>Ela, que vem estudando h\u00e1 alguns anos o processo de financeiriza\u00e7\u00e3o da economia brasileira e mundial, diz que os recursos para investimentos produtivos passaram a ser alocados preferencialmente em ativos financeiros, n\u00e3o importando os impactos negativos, como o baixo crescimento, o aumento das crises financeiras, o desemprego, a concentra\u00e7\u00e3o de renda e da riqueza e a deteriora\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas causada pela queda da arrecada\u00e7\u00e3o e pelo aumento da despesa financeira do setor p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cA pol\u00edtica neoliberal resulta em grandes ganhos para o capital financeiro investido em t\u00edtulos p\u00fablicos e na Bolsa de Valores. O ganho no ano passado na Bolsa foi de 31,58%, o quarto ano consecutivo de ganhos do Ibovespa. O lucro acumulado pelos quatro maiores bancos, Ita\u00fa, Santander, Bradesco e Banco do Brasil, foi de R$ 59,7 bilh\u00f5es, um aumento de 14,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, segundo dados da empresa Economatica. Enquanto isso, o PIB cresceu menos de 1%\u201d, diz.<\/p>\n<p>Segundo Denise, as for\u00e7as conservadoras promoveram um novo padr\u00e3o de riqueza no capitalismo, a &#8216; financeiriza\u00e7\u00e3o&#8217; que imp\u00f5e uma pol\u00edtica econ\u00f4mica que lhe \u00e9 favor\u00e1vel. Austeridade fiscal, metas de infla\u00e7\u00e3o muito baixas, privatiza\u00e7\u00f5es, desmonte dos bancos p\u00fablicos, aus\u00eancia de controle sobre entrada e sa\u00edda de capital e desregula\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho que resultam em violenta \u00a0segrega\u00e7\u00e3o social, com n\u00edveis de investimentos e empregos baixos. N\u00e3o existe espa\u00e7o para a realiza\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\u201cOs direitos sociais s\u00e3o considerados empecilhos, \u2018privil\u00e9gios\u2019, tidos como prejudiciais \u00e0 economia\u201d, afirma a economista.<\/p>\n<p><strong>O neoliberalismo econ\u00f4mico p\u00f3s golpe de 2016<\/strong><\/p>\n<p>Para que Jair Bolsonaro e as for\u00e7as conservadoras provocassem esse caos na economia, deve-se voltar um pouco no tempo e analisar os efeitos da Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 95, do Teto dos Gastos P\u00fablicos, aprovada no governo golpista de Michel Temer, acredita a professora de Economia da URFJ.<\/p>\n<p>Somente na \u00e1rea da sa\u00fade o corte de gasto causado pela EC 95, foi de R$ 9,5 bilh\u00f5es, em 2019. Se a regra anterior ainda valesse, teriam sido aplicados \u00a0no ano passado, em sa\u00fade 14,5% da Receita Corrente L\u00edquida (RCL), o equivalente ao valor de R$ 131,3 bilh\u00f5es. Com o corte o setor ficou com apenas R$ 122,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo Denise Gentil, o avan\u00e7o da financeiriza\u00e7\u00e3o imp\u00f4s o Teto dos Gastos para limitar as pol\u00edticas p\u00fablicas e desconstruiu o estado de bem estar social. Isto atingiu, em 2019, s\u00f3 na sa\u00fade, o programa Farm\u00e1cia Popular, a vacina\u00e7\u00e3o, e levou \u00e0 queda de investimentos em pesquisas.<\/p>\n<p>\u201cE n\u00e3o apenas isso. Houve redu\u00e7\u00e3o no gasto federal com educa\u00e7\u00e3o superior, seguro desemprego, saneamento b\u00e1sico e com o programa Minha Casa Minha Vida\u201d, conta a professora da URFJ.<\/p>\n<p><strong>Futuro sombrio<\/strong><\/p>\n<p>Para Denise Gentil, h\u00e1 muitos motivos para a crise continuar produzindo estragos em 2020. Os dados muito fracos da atividade econ\u00f4mica no Brasil se juntam \u00e0s fortes incertezas no mercado mundial causadas pela crise na Argentina e a desacelera\u00e7\u00e3o da China e Europa, provocada pelo coronav\u00edrus, o que impactar\u00e1 fortemente as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No ano de 2019, a Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo teve uma fuga de capital estrangeiro de US$ 44,5 bilh\u00f5es e agora com a epidemia do coronav\u00edrus as empresas brasileiras, principalmente as do agroneg\u00f3cio que exportam carne bovina para a China, perderam R$ 398 bilh\u00f5es em valor de mercado. Entre janeiro e 27 de fevereiro de 2020, a sa\u00edda de capitais da bolsa foi de R$ 35 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cCombater o coronav\u00edrus n\u00e3o \u00e9 apenas uma medida de sa\u00fade coletiva, mas \u00e9 tamb\u00e9m a salva\u00e7\u00e3o da Bolsa de Valores\u201d, avalia.<\/p>\n<p>No entanto, para a economista, n\u00e3o \u00e9 apenas a crise financeira mundial provocada pelo coronav\u00edrus o motivo da queda na Bolsa brasileira.<\/p>\n<p>\u201cO insucesso do leil\u00e3o do pr\u00e9-sal pela Petrobras e a falta de confian\u00e7a nos resultados da pol\u00edtica econ\u00f4mica de Bolsonaro, tamb\u00e9m s\u00e3o fatores que produziram essa queda\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para piorar a crise econ\u00f4mica, a previs\u00e3o de algumas institui\u00e7\u00f5es financeiras, segundo Denise, para o Produto Interno Bruto (PIB) \u00e9 de um crescimento baixo, que j\u00e1 est\u00e1 em apenas 1,4% e n\u00e3o de 2% como pretende a equipe econ\u00f4mica do governo.<\/p>\n<p>Ela afirma que o \u00a0ministro da Economia, Paulo Guedes, j\u00e1 enfrenta um desgaste muito grande porque a queda nos juros, o arrocho fiscal e a reforma da Previd\u00eancia n\u00e3o est\u00e3o alavancando a economia conforme foi prometido por ele.<\/p>\n<p>\u201cO alto patamar de desemprego, o elevado endividamento das fam\u00edlias e os investimentos p\u00fablicos muito baixos geram expectativas de desmoronamento na demanda e produzem um clima de elevada incerteza nos investidores, paralisando os investimentos produtivos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 fuga de capitais da bolsa, que neste governo j\u00e1 chegou a R$80 bilh\u00f5es. Estamos perdendo reservas internacionais de forma acelerada e h\u00e1 perigo de crise externa no horizonte. Em s\u00edntese, a gest\u00e3o de Guedes tem sido desastrosa\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Declara\u00e7\u00f5es de Bolsonaro contra a democracia agravam crise econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>O mercado financeiro internacional est\u00e1 temeroso em investir no pa\u00eds por causa do risco pol\u00edtico que vem das frequentes declara\u00e7\u00f5es de Jair Bolsonaro.\u00a0Seus recentes ataques ao Congresso Nacional impactam negativamente na economia porque as reformas que o mercado financeiro ainda quer aprovar, podem ser paralisadas e gerar incertezas.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um clima de enfrentamento entre os Poderes. O mercado financeiro e as for\u00e7as conservadoras desejam a reforma dos fundos p\u00fablicos, a reforma administrativa e a reforma tribut\u00e1ria para reduzir ainda mais o espa\u00e7o de pol\u00edticas que n\u00e3o sejam aquelas que favorecem as finan\u00e7as. Ocorre que a disputa pol\u00edtica de Bolsonaro com os setores progressistas do Congresso pode paralisar tudo isso, principalmente em ano de elei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>N\u00e3o h\u00e1 nenhum interesse pelo crescimento econ\u00f4mico. O que precisa ter lucro \u00e9 o capital da esfera financeira e isto pode ser alcan\u00e7ado independentemente da ind\u00fastria, do com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Este capital n\u00e3o tem nenhum interesse na fome do brasileiro nem na morte de jovens na periferia<\/p>\n<footer>&#8211; Denise Gentil<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p><strong>S\u00f3 a uni\u00e3o e luta dos trabalhadores podem frear a crise financeira<\/strong><\/p>\n<p>A professora de economia defende que \u00e9 a classe trabalhadora que precisa e que se interessa pelo crescimento econ\u00f4mico para ter empregos \u00a0e viver com dignidade.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o houver a resist\u00eancia das for\u00e7as progressistas e as urgentes alian\u00e7as pol\u00edticas contra o aprofundamento desse ultra financismo misturado com golpe de Estado, n\u00e3o haver\u00e1 sa\u00edda para os trabalhadores\u201d, diz.<\/p>\n<p>Denise Gentil defende ainda que precisamos encontrar o caminho que nos leve a escapar do labirinto da desmobiliza\u00e7\u00e3o e do comodismo. Segundo ela, \u00e9 \u00a0uma tarefa dific\u00edlima, mas j\u00e1 conseguimos realiz\u00e1-la no passado. A tarefa fundamental \u00e9 criar um ambiente pol\u00edtico que promova a revers\u00e3o da reforma da previd\u00eancia e da reforma trabalhista, que acabe definitivamente com a austeridade fiscal para recuperarmos os empregos, que promova o perd\u00e3o da d\u00edvida dos estudantes universit\u00e1rios, que nos proporcione uma sa\u00fade p\u00fablica de fato universal e digna, uma educa\u00e7\u00e3o voltada para o progresso social, que promova a reestatiza\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s, a retomada dos bancos p\u00fablicos, o controle ambiental em favor dos povos e da vida.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o tarefas gigantescas, proporcionais \u00e0s imensas perdas recentes, mas \u00e9 na a luta que conseguiremos encontrar os caminhos e vencer a desesperan\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 tarde para reescrevermos nossa hist\u00f3ria.\u00a0Ser\u00e1 preciso muita resist\u00eancia, estrat\u00e9gia e intelig\u00eancia pol\u00edtica para frear este modelo econ\u00f4mico que traz perspectivas profundamente nefastas. Precisamos de lideran\u00e7as que re\u00fanam essa capacidade de reformular o pa\u00eds&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>CUT e Centrais sindicais convocam trabalhadores em defesa de direitos<\/strong><\/p>\n<p>A uni\u00e3o da classe trabalhadora em defesa dos seus direitos e pela democracia, \u00a0\u00a0que prega a professora de economia da URFJ, Denise Gentil, come\u00e7a a se tornar realidade com a decis\u00e3o das centrais sindicais em promover no pr\u00f3ximo dia 18 de mar\u00e7o, o\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/milhoes-de-trabalhadores-devem-ir-as-ruas-em-defesa-do-servico-publico-de-qualid-9109\">Dia Nacional de Luta em Defesa do Servi\u00e7o P\u00fablico, Estatais, Emprego e Sal\u00e1rio, Soberania, Defesa da Amaz\u00f4nia e Agricultura Familiar<\/a>\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Convocado pela CUT e demais Centrais sindicais, o\u00a0<strong>18 de mar\u00e7o<\/strong>\u00a0ser\u00e1 um dia de mobiliza\u00e7\u00f5es nos locais de trabalho, paralisa\u00e7\u00f5es e atos nas principais capitais e nas cidades do interior do pa\u00eds.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economista Denise Gentil alerta que a chegada de Bolsonaro ao poder aprofundou a crise econ\u00f4mica e gerou colapso do sistema de prote\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds, colocando os mais pobres na mis\u00e9ria Ap\u00f3s o primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o pa\u00eds vive um momento de enorme gravidade econ\u00f4mica e social, com uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12447,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[61,245],"class_list":["post-12446","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-desigualdade-social","tag-desmonte-do-governo-bolsonaro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12446"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12446\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12449,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12446\/revisions\/12449"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12447"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}