{"id":14031,"date":"2020-05-04T22:19:07","date_gmt":"2020-05-05T01:19:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=14031"},"modified":"2020-05-04T22:27:08","modified_gmt":"2020-05-05T01:27:08","slug":"uma-pandemia-muitas-quarentenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/05\/04\/uma-pandemia-muitas-quarentenas\/","title":{"rendered":"Uma pandemia, muitas quarentenas"},"content":{"rendered":"<p class=\"bloco-chamada\"><strong>Epidemia se aproxima do pico enquanto Brasil vai deixando isolamento iniciado sem planejamento pr\u00e9vio; cientistas defendem modelo inteligente e em ritmos distintos<\/strong><\/p>\n<div class=\"post-inner\">\n<p>Com um s\u00e9timo da popula\u00e7\u00e3o chinesa, o Brasil superou a China em n\u00famero de mortes por\u00a0 Covid-19 e daqui a uma semana dever\u00e1 ter o dobro das mortes registradas naquele pa\u00eds, segundo proje\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica do Imperial College de Londres. Enquanto as mortes aumentam, as medidas de distanciamento social v\u00eam sendo relaxadas, e o movimento nas ruas cresceu desde o fim de mar\u00e7o. Para um grupo de matem\u00e1ticos e pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), h\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o para isso: a quarentena brasileira foi mal planejada e, em algumas regi\u00f5es, precoce. O pre\u00e7o que se paga por isso \u00e9 a press\u00e3o para arrefecer o isolamento \u00e0s v\u00e9speras do momento mais cr\u00edtico da epidemia.<\/p>\n<p>A quarentena \u00e9 a medida indispens\u00e1vel para conter a pandemia, recomendada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e pela maioria dos estudos cient\u00edficos. No Brasil, o principal problema apontado pelos pesquisadores \u00e9 a forma como ela foi posta em pr\u00e1tica. Os matem\u00e1ticos, a maior parte deles ligada ao Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o (ICMC), que fica na cidade de S\u00e3o Carlos, interior de S\u00e3o Paulo, se juntaram desde o final de mar\u00e7o para analisar modelos matem\u00e1ticos que podem ser aplicados \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas \u00e0 quarentena. Tamb\u00e9m participam da iniciativa alguns professores da Unicamp e do Impa (Instituto de Matem\u00e1tica Pura e Aplicada).<\/p>\n<p>Enquanto o presidente da Rep\u00fablica jogava contra a necessidade de isolamento, coube aos estados e munic\u00edpios, desde a chegada da pandemia, a decis\u00e3o de decretar suas pr\u00f3prias quarentenas. Em vez de impor um\u00a0<i>lockdown\u00a0<\/i>mais r\u00edgido nas cidades mais atingidas,\u00a0<a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/em-duas-estrategias-um-exito-e-uma-opera-tragica\/\">como fizeram os chineses na prov\u00edncia de Hubei<\/a>, os governos estaduais editaram decretos brandos e simult\u00e2neos para regi\u00f5es que estavam em est\u00e1gios completamente diferentes de contamina\u00e7\u00e3o. Na avalia\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, eles erraram no m\u00e9todo e no momento adequado para tomar essas medidas. O custo de uma quarentena precoce \u00e9 que o desgaste causado por ela tamb\u00e9m acontece mais r\u00e1pido do que deveria. E as pessoas passam a desrespeitar o isolamento no pior momento poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Quanto mais o isolamento social funciona para deter o avan\u00e7o catastr\u00f3fico da epidemia, mais pessoas tendem a ach\u00e1-lo desnecess\u00e1rio. O paradoxo pode ser explicado por uma analogia: a epidemia \u00e9 como saltar de um avi\u00e3o, logo se atinge uma velocidade letal. Para sobreviver, \u00e9 preciso abrir o paraquedas \u2013 ou, no caso da epidemia de Covid-19, decretar quarentena. Se depois de desacelerar at\u00e9 uma velocidade segura o paraquedista achar que j\u00e1 pode tirar o paraquedas, mesmo antes de chegar ao solo, o resultado ser\u00e1 desastroso. Tirar o paraquedas no meio do salto equivale a interromper as medidas de isolamento social antes de a epidemia estar controlada. As consequ\u00eancias s\u00e3o fatais.<\/p>\n<div id=\"assine-a-newsletter-conteudo-908719bc79fcfc0d2ad6\" role=\"main\">\n<section id=\"form-assine-a-newsletter-conteudo-908719bc79fcfc0d2ad6\">\n<div id=\"rdstation-bricks-embeddable-form-bricks-component-YOWvdjT8mqJX5MOMULPJXA\">\n<div id=\"bricks-component-YOWvdjT8mqJX5MOMULPJXA\" class=\"bricks--component bricks--component-embeddable-form\">\n<section id=\"rd-section-joq3m2m5c\" class=\"bricks--section rd-section\">\n<div id=\"rd-row-juvacwbo\" class=\"bricks--row rd-row\">\n<div id=\"rd-column-juvacwbp\" class=\"bricks--column rd-column\">\n<div>\n<div id=\"rd-form-joq3m2m5i\" class=\"bricks--component bricks-form rd-form\">\n<form id=\"conversion-form-assine-a-newsletter-conteudo\" action=\"https:\/\/www.rdstation.com.br\/api\/1.2\/conversions\" data-typed-fields=\"\" data-lang=\"pt-BR\">\n<div class=\"bricks-form__fieldset\" data-progressive-profiling=\"\"><\/div>\n<div>A tese desses pesquisadores \u00e9 de que a quarentena, para ser realmente eficaz, precisa ser \u201cinteligente e descentralizada\u201d. Isso significa que as medidas de isolamento devem ser planejadas de acordo com a situa\u00e7\u00e3o de cada cidade, levando em conta uma rede complexa de dados \u2013 desde o n\u00famero de leitos de UTI dispon\u00edveis na regi\u00e3o at\u00e9 a quantidade de \u00f4nibus que circulam na cidade, o n\u00famero de escolas e a posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de cada uma delas. Eles condensaram tudo isso em um algoritmo que demora, em m\u00e9dia, um dia para fazer c\u00e1lculos hipot\u00e9ticos e tentar prever a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em cada munic\u00edpio. \u00c9 uma ferramenta que pode ser usada pelos governos estaduais para monitorar a situa\u00e7\u00e3o em diferentes regi\u00f5es e, com isso, endurecer ou abrandar a quarentena conforme as necessidades, sejam elas epidemiol\u00f3gicas ou econ\u00f4micas.<\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<p>\u201cO que n\u00f3s vimos em S\u00e3o Paulo foi um\u00a0<i>lockdown<\/i>\u00a0do estado inteiro. Cidades pequenas, com pouqu\u00edssimo fluxo de pessoas, tiveram que fechar o com\u00e9rcio. Isso gera um custo social e pol\u00edtico muito grande, que mais \u00e0 frente vai aumentar a press\u00e3o pelo afrouxamento da quarentena\u201d, explica o matem\u00e1tico Tiago Pereira, professor e pesquisador do ICMC. \u201cSe eu coloco todo mundo em quarentena, como foi feito, a doen\u00e7a fica dormente por um tempo e eu consigo proteger o sistema de sa\u00fade. Mas, quando as pessoas voltarem \u00e0s ruas, todo mundo vai ser infectado.\u201d Em outras palavras, a queda de paraquedas volta a se acelerar. O resultado disso, em termos pr\u00e1ticos, seria a satura\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade, que \u00e9 o grande perigo da pandemia. Corre-se o risco de haver muitas pessoas contaminadas ao mesmo tempo, sem leitos para todas elas. \u201cPor isso \u00e9 preciso ocupar o sistema de sa\u00fade de uma maneira inteligente, para que a doen\u00e7a seja contida no menor tempo poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Foi o que a China fez, e que deu resultados. Wuhan, a cidade onde come\u00e7ou a pandemia, entrou em quarentena r\u00edgida no dia 23 de janeiro. As escolas foram fechadas, o transporte p\u00fablico suspenso e as estradas bloqueadas. Criou-se um cord\u00e3o sanit\u00e1rio que abarcava outras dezesseis cidades do entorno. As medidas gradativamente se tornaram mais r\u00edgidas, mas sempre restritas \u00e0 prov\u00edncia de Hubei, dentro da qual se encontra Wuhan. Outros munic\u00edpios passaram a adotar medidas mais brandas de isolamento. Na semana em que se decretou\u00a0<i>lockdown\u00a0<\/i>em Wuhan, 87% de todos os casos da China estavam concentrados ali.<\/p>\n<p>A Wuhan brasileira foi S\u00e3o Paulo, epicentro da pandemia no Brasil. As duas cidades t\u00eam o mesmo n\u00famero de habitantes \u2013 cerca de 11 milh\u00f5es de pessoas. No dia 25 de mar\u00e7o, um dia depois de o governador Jo\u00e3o Doria (PSDB-SP) ter decretado quarentena, 84% dos casos do estado de S\u00e3o Paulo estavam na capital. \u201cSe tivesse sido feito um\u00a0<i>lockdown<\/i>\u00a0mais r\u00edgido na cidade de S\u00e3o Paulo, os munic\u00edpios vizinhos n\u00e3o precisariam entrar numa quarentena t\u00e3o forte. Ou talvez entrassem, mas s\u00f3 depois de semanas\u201d, afirma Pereira. \u201cA Regi\u00e3o do Grande ABC, por exemplo, estaria com a vida relativamente normal.\u201d<\/p>\n<p>As grandes montadoras e ind\u00fastrias do ABC, muitas das quais suspenderam suas linhas de produ\u00e7\u00e3o, poderiam ter continuado abertas ao menos por algumas semanas. Com isso, o custo econ\u00f4mico da quarentena seria menor, assim como o custo social decorrente disso \u2013 menos trabalhadores seriam mandados para casa, ou n\u00e3o seriam mandados t\u00e3o cedo.<\/p>\n<p>Em suma, a quarentena feita no estado de S\u00e3o Paulo foi, ao mesmo tempo, branda e abrangente demais. N\u00e3o isolou suficientemente o epicentro da pandemia \u2013 diferentemente de Wuhan, o transporte p\u00fablico continuou funcionando na cidade \u2013, ao passo que paralisou a vida em munic\u00edpios menores que poderiam manter uma rotina normal por um tempo a ser definido. E o mesmo aconteceu em outros estados, como o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o que se paga por isso agora \u00e9 uma press\u00e3o cada vez maior pelo afrouxamento da quarentena. Espontaneamente, as pessoas t\u00eam abandonado o isolamento social. No dia 23 de mar\u00e7o, uma segunda-feira, v\u00e9spera de quando foram decretadas as quarentenas em S\u00e3o Paulo e no Rio, o \u00edndice de isolamento no Brasil era de 55,6%. Daquele momento em diante, o isolamento caiu, chegando a um patamar m\u00ednimo de 46% em 23 de abril, exatamente um m\u00eas depois. Os dados s\u00e3o da empresa In Loco, que calcula esse \u00edndice a partir do monitoramento de GPS de celulares.<\/p>\n<p><span class=\"capitalize\">O<\/span>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade prev\u00ea que o pico de transmissibilidade do coronav\u00edrus no Brasil vai ocorrer da metade de maio at\u00e9 a metade de junho. A curva do n\u00famero de casos e mortes \u00e9 cada vez mais \u00edngreme. Um\u00a0<a href=\"https:\/\/mrc-ide.github.io\/covid19-short-term-forecasts\/index.html\">relat\u00f3rio publicado pelo Imperial College de Londres<\/a>\u00a0calcula que, at\u00e9 o fim desta semana, o Brasil ter\u00e1 mais 4,4 mil mortes causadas pela Covid-19 \u2013 somando, ao todo, pouco mais de 10 mil mortes desde o in\u00edcio da pandemia.<\/p>\n<p>Dentre todos os 48 pa\u00edses analisados pelo Imperial College, o Brasil \u00e9 o que tem o maior \u00edndice de contamina\u00e7\u00e3o, chamado Rt. Hoje, cada brasileiro infectado contamina outras 2,8 pessoas, segundo esse \u00edndice. Nos Estados Unidos, um infectado contamina s\u00f3 uma pessoa. Considerando os dez pa\u00edses com maior n\u00famero de mortes at\u00e9 aqui, o Brasil \u00e9 o \u00fanico que est\u00e1 num momento de acelera\u00e7\u00e3o do n\u00famero de infectados. O crescimento nos Estados Unidos j\u00e1 se estabilizou, enquanto na It\u00e1lia, na Fran\u00e7a e na Espanha ele declina.<\/p>\n<p>Diante dessas circunst\u00e2ncias, afrouxar a quarentena deveria estar fora de quest\u00e3o. Mas \u00e9 o que tem defendido n\u00e3o apenas o presidente, como tamb\u00e9m os governadores, em meio \u00e0 press\u00e3o econ\u00f4mica resultante do isolamento. Jo\u00e3o Doria determinou que a quarentena em S\u00e3o Paulo dever\u00e1 durar s\u00f3 at\u00e9 11 de maio. Empres\u00e1rios como o presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de S\u00e3o Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, t\u00eam proposto modelos de retomada do trabalho para tentar conter danos maiores \u00e0 economia. Outros estados discutem planos de flexibiliza\u00e7\u00e3o em maior ou menor grau.<\/p>\n<p>Segundo Tiago Pereira, n\u00e3o h\u00e1, neste momento, cen\u00e1rio plaus\u00edvel no qual o sistema de sa\u00fade da cidade de S\u00e3o Paulo poderia aguentar um processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o da quarentena. O m\u00e1ximo de ocupa\u00e7\u00e3o que as UTIs dos hospitais aguentariam seria se em torno de 1% da popula\u00e7\u00e3o da cidade estivesse contaminada. Hoje, segundo dados oficiais, s\u00f3 0,13% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 contaminada. A subnotifica\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 estimada em, no m\u00ednimo, doze vezes o n\u00famero oficial. Isso significa que, hoje, a propor\u00e7\u00e3o real \u00e9 de 1,6% de contaminados na popula\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo. As UTIs j\u00e1 est\u00e3o, portanto, superlotadas.<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo de ocupa\u00e7\u00e3o m\u00e1xima dos leitos \u00e9 feito com base em estimativas, j\u00e1 que faltam dados no Brasil. \u201cDentre as pessoas que contra\u00edram o v\u00edrus e eram sintom\u00e1ticas, na China, 5% precisaram ser internadas na UTI. Na It\u00e1lia, foram em torno de 12%\u201d, afirma Pereira. \u201cEssa \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o importante, mas no Brasil a gente n\u00e3o tem ideia de qual \u00e9 a propor\u00e7\u00e3o. Estamos trabalhando com uma estimativa de que aqui seriam 10% dos contaminados. Mas se a propor\u00e7\u00e3o for igual \u00e0 da It\u00e1lia, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito preocupante.\u201d<\/p>\n<p>Diante disso, a resposta do algoritmo \u00e9 clara: mesmo no universo de dados oficiais, a \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel para evitar o colapso do sistema de sa\u00fade de S\u00e3o Paulo \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o, o quanto antes, de um\u00a0<i>lockdown<\/i>\u00a0r\u00edgido por pelo menos dois meses. Como foi feito em Wuhan, e como deveria ter sido feito desde o princ\u00edpio. A quarentena seria mais r\u00edgida onde deve, e mais branda onde ainda n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria. As previs\u00f5es s\u00e3o inequ\u00edvocas em mostrar que a quarentena simult\u00e2nea e gen\u00e9rica para v\u00e1rias cidades nunca \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o para se conter a doen\u00e7a. Quando uma cidade flexibiliza o isolamento, outra enrijece.<\/p>\n<p>Decretado um\u00a0<i>lockdown<\/i>\u00a0r\u00edgido na cidade de S\u00e3o Paulo, os munic\u00edpios do entorno poderiam adotar medidas mais leves de isolamento, aponta o algoritmo. Nesse cen\u00e1rio, durante o primeiro m\u00eas de quarentena na capital, Sorocaba s\u00f3 precisaria evitar aglomera\u00e7\u00f5es de pessoas. Ribeir\u00e3o Preto teria que fechar bares ou escolas. Quando o isolamento de S\u00e3o Paulo afrouxasse, tanto Sorocaba quanto Ribeir\u00e3o precisariam endurecer suas medidas, mas nunca na mesma intensidade que a capital: seriam proibidas aglomera\u00e7\u00f5es, e os prefeitos poderiam escolher entre fechar bares ou fechar escolas. No terceiro m\u00eas, tanto S\u00e3o Paulo quanto as duas cidades evitariam apenas que houvesse aglomera\u00e7\u00f5es. Esse \u00e9 um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico, que at\u00e9 o momento est\u00e1 longe de se realizar. E quanto maior a demora para enrijecer as medidas de isolamento na cidade de S\u00e3o Paulo, mais distante fica a possibilidade de uma abertura lenta, gradual e segura.<\/p>\n<p>www.piaui.folha.uol.com.br \/\u00a0LUIGI MAZZA<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Epidemia se aproxima do pico enquanto Brasil vai deixando isolamento iniciado sem planejamento pr\u00e9vio; cientistas defendem modelo inteligente e em ritmos distintos Com um s\u00e9timo da popula\u00e7\u00e3o chinesa, o Brasil superou a China em n\u00famero de mortes por\u00a0 Covid-19 e daqui a uma semana dever\u00e1 ter o dobro das mortes registradas naquele pa\u00eds, segundo proje\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14032,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[406,377],"class_list":["post-14031","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-isolamento-social","tag-pandemia-coronavirus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14031","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14031"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14031\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14035,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14031\/revisions\/14035"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14032"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14031"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14031"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}