{"id":14651,"date":"2020-06-08T18:27:37","date_gmt":"2020-06-08T21:27:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=14651"},"modified":"2020-06-08T18:31:14","modified_gmt":"2020-06-08T21:31:14","slug":"protestos-da-oposicao-mostram-que-bolsonaro-nao-domina-mais-as-ruas-dizem-pesquisadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/06\/08\/protestos-da-oposicao-mostram-que-bolsonaro-nao-domina-mais-as-ruas-dizem-pesquisadores\/","title":{"rendered":"Protestos da oposi\u00e7\u00e3o mostram que Bolsonaro n\u00e3o domina mais as ruas, dizem pesquisadores"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">As manifesta\u00e7\u00f5es contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), pela democracia e contra o fascismo e o racismo que ocorreram neste domingo (7\/6) mostraram que o presidente &#8220;n\u00e3o \u00e9 dono das ruas&#8221;, avaliam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Grupos que apoiam o governo v\u00eam fazendo desde mar\u00e7o manifesta\u00e7\u00f5es com pedidos pelo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. O presidente costuma aparecer nos atos, sem repudiar suas mensagens antidemocr\u00e1ticas. Neste domingo, parte da oposi\u00e7\u00e3o foi \u00e0s ruas, apesar de a preocupa\u00e7\u00e3o com o cont\u00e1gio do coronav\u00edrus e poss\u00edveis conflitos violentos terem dividido esses grupos contr\u00e1rios ao governo. Atos aconteceram em diversas cidades, sendo os maiores em Bras\u00edlia, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Alguns opositores do governo argumentavam que confrontos entre manifestantes a favor e contra Bolsonaro poderiam ser usados como motivo para rea\u00e7\u00f5es autorit\u00e1rias da parte do governo. No entanto, os atos acontecerem sem grandes conflitos.<\/p>\n<p>Para analistas ouvidos pela reportagem, os atos mostraram que, &#8220;se houver embate, vai haver gente na rua defendendo a democracia&#8221;, nas palavras de Luciana Gross, professora da Escola de Direito de S\u00e3o Paulo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas.<\/p>\n<p>&#8220;O ato foi t\u00edmido, seria maior se n\u00e3o fosse a pandemia&#8221;, avalia Christian Lynch, professor de pensamento pol\u00edtico brasileiro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).<\/p>\n<p>Surgiram nos \u00faltimos dias iniciativas suprapartid\u00e1rias em defesa da democracia e contra Bolsonaro, como o movimento &#8220;Somos70porcento&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, isso n\u00e3o significa, segundo eles, que essa oposi\u00e7\u00e3o esteja coesa. H\u00e1 uma s\u00e9rie de diverg\u00eancias profundas entre os grupos contr\u00e1rios ao governo.<\/p>\n<p>Convocados por movimentos de periferia, ativistas negros, integrantes de torcidas organizadas, estudantes secundaristas, grupos antifascistas e a frente Povo Sem Medo, os atos tiveram duas bandeiras principais: o antifascismo e o antirracismo, com o mote &#8220;Vidas Negras Importam&#8221;, em rea\u00e7\u00e3o ao assassinato de pessoas negras pela pol\u00edcia nas periferias brasileiras.<\/p>\n<p>Valter Silv\u00e9rio, professor do departamento de sociologia da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) e especialista em rela\u00e7\u00f5es raciais, diz que h\u00e1 uma extensa tradi\u00e7\u00e3o de lutas do movimento negro que, devido a conjunturas espec\u00edficas, ganham visibilidade, e \u00e9 o que acontece neste momento. &#8220;As pessoas acham que \u00e9 novidade, mas n\u00e3o \u00e9&#8221;, resume.<\/p>\n<p>O que ele v\u00ea como novidade \u00e9 a emerg\u00eancia de grupos jovens que se articulam e que podem ter novo papel de lideran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>&#8216;<\/strong><strong>Bolsonaro n\u00e3o \u00e9 dono das ruas<\/strong><strong>&#8216;<\/strong><\/p>\n<p>Para Christian Lynch, da Uerj, Bolsonaro tenta criar a ilus\u00e3o de que tem &#8220;o povo&#8221; do seu lado incentivando manifesta\u00e7\u00f5es a seu favor e usando redes sociais. No entanto, isso vem caindo por terra, opina ele.<\/p>\n<p>&#8220;Bolsonaro \u00e9 um populista de ultradireita. Uma das pedras de toque \u00e9 vender ilus\u00e3o de que existe povo verdadeiro contra povo falso. Isso \u00e9 comum tanto na extrema direita quanto na extrema esquerda. (Ele tenta passar a imagem de que) povo \u00e9 quem est\u00e1 do lado dele. O resto, a oposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 povo. Mas o fato \u00e9 que cada vez menos gente \u00e9 arrebanhado pelo governo. A pandemia radicalizou seu grupo, mas unificou o outro lado. E daqui para frente ele vai perder a rua&#8221;, projeta Lynch.<\/p>\n<p>Isso acontece agora devido \u00e0s amea\u00e7as \u00e0 democracia e \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que o governo vem fazendo, avalia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos Somos70%, h\u00e1 o movimento Estamos Juntos, lan\u00e7ado no s\u00e1bado (30) e o Basta!, lan\u00e7ado por advogados e juristas no domingo (31).<\/p>\n<p>Luciana Gross, da FGV, avalia que os protestos foram parte de um esbo\u00e7o de uma rea\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos dias, diz ela, &#8220;foi poss\u00edvel ver o come\u00e7o de uma movimenta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios grupos diferentes entre si, mas que est\u00e3o chegando no limite de tanto que o presidente amea\u00e7a a democracia e as institui\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption body-narrow-width\">\n<p><figure style=\"width: 345px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/304\/cpsprodpb\/11869\/production\/_112758717_12922dd5-ff4c-41f5-9203-88a9f0e970da.jpg\" alt=\"Menina negra com cartaz\" width=\"345\" height=\"529\" data-highest-encountered-width=\"304\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">FOTOS P\u00daBLICAS\/RICARDO STUCKERT Image caption A bandeira do antirracismo esteve fortemente presente nos atos pela democracia; aqui, uma jovem no ato em Bras\u00edlia<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Para ela, os protestos que acontecem h\u00e1 dias nos Estados Unidos, ap\u00f3s a morte do seguran\u00e7a negro George Floyd por um policial branco, em Minneapolis, deram for\u00e7a a esse movimento no Brasil. &#8220;A movimenta\u00e7\u00e3o antirracista nos EUA sinalizou um esgotamento da popula\u00e7\u00e3o frente a lideran\u00e7as antidemocr\u00e1ticas, contra direitos humanos, autorit\u00e1rias. Tamb\u00e9m se sentiu essa for\u00e7a aqui&#8221;, diz a professora. Al\u00e9m disso, para ela, alguns governos estaduais e prefeituras j\u00e1 ensaiam uma flexibiliza\u00e7\u00e3o das regras de quarentena, o que motivou os manifestantes a irem \u00e0 rua.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que alguns previam, os atos foram pac\u00edficos. &#8220;Todos os atores contribu\u00edram para isso&#8221;, avalia Gross. &#8220;Os movimentos pr\u00f3-democracia cuidaram dos atos para que n\u00e3o aparecessem infiltrados e pediram responsabilidade para seus manifestantes. Apesar de n\u00e3o estar claro que pol\u00edcia venha respeitando a hierarquia dos governadores, o governador de S\u00e3o Paulo passou uma orienta\u00e7\u00e3o e teve uma aten\u00e7\u00e3o maior&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Militar de S\u00e3o Paulo foi criticada depois de manifesta\u00e7\u00e3o contra o governo na semana passada por ter sido, segundo cr\u00edticos, mais dura com aqueles que protestavam pela democracia do que com aqueles que se manifestavam a favor de Bolsonaro.<\/p>\n<p>&#8220;E al\u00e9m disso, neste domingo o governo pediu para seus apoiadores n\u00e3o irem \u00e0s ruas, apostando que haveria viol\u00eancia&#8221;, lembra Gross. Na semana passada, o presidente pediu que seus apoiadores n\u00e3o participem de atos. &#8220;Quem luta pela democracia, quer o governo funcionando, quer um Brasil melhor e preza pela sua liberdade, a gente pede que n\u00e3o compare\u00e7a \u00e0s ruas nestes dias para que n\u00f3s possamos, a For\u00e7a de Seguran\u00e7a, n\u00e3o s\u00f3 estaduais, como a nossa federal, fa\u00e7a seu devido trabalho caso esses marginais extrapolem os limites da lei&#8221;, disse, em refer\u00eancia a manifestantes contr\u00e1rios ao seu governo.<\/p>\n<p>&#8220;Foi um primeiro movimento e pode ser uma gesta\u00e7\u00e3o para quando acabar o confinamento. \u00c9 uma primeira articula\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou a se organizar. E mostrou que a rua n\u00e3o \u00e9 do governo. Se houver embate, vai ter bastante gente defendendo a democracia. N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o existisse, estavam cumprindo as regras de isolamento&#8221;, diz.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Limites da uni\u00e3o<\/h2>\n<p>Gross acha que \u00e9 cedo para analisar poss\u00edveis consequ\u00eancias dos atos para a oposi\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de uma frente contra Bolsonaro. No entanto, ela v\u00ea poss\u00edveis diverg\u00eancias entre os grupos que estavam presentes nos atos hoje e entre aqueles que ensaiam uma frente de oposi\u00e7\u00e3o mais ampla. &#8220;Esse movimento est\u00e1 represado pelo confinamento e por falta de projeto comum&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o deste domingo ganhou for\u00e7a depois que integrantes de torcidas organizadas compareceram \u00e0 avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo, no fim de semana anterior, para protestar em favor da democracia e contra posicionamentos autorit\u00e1rios de Bolsonaro e de parte dos seus apoiadores.<\/p>\n<p>&#8220;(As torcidas organizadas tomaram a frente) justamente porque a oposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 desorganizada&#8221;, diz ela. &#8220;Nossas institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o em frangalhos desde o come\u00e7o da Lava-Jato, os partidos est\u00e3o desorganizados, h\u00e1 um discurso de que pol\u00edtica \u00e9 igual a corrup\u00e7\u00e3o. Temos um longo caminho de recupera\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Hoje vimos nas ruas de S\u00e3o Paulo tr\u00eas grupos: torcidas organizadas, grupos antirracismo, que deve crescer, e um terceiro em torno de Guilherme Boulos (l\u00edder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Apesar de estarem ocupando um mesmo espa\u00e7o, tamb\u00e9m t\u00eam suas pr\u00f3prias pautas, n\u00e3o se juntam necessariamente num mesmo projeto, sem falar naqueles que n\u00e3o foram \u00e0 rua, como (os movimentos) Juntos, Basta e 70%, que aglomeram setores diferentes da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 um movimento anti-Bolsonaro, antifascismo e nesse sentido coeso, mas n\u00e3o tem projeto \u00fanico, e isso \u00e9 importante&#8221;, opina ela.<\/p>\n<p>Nessa mesma linha, Lynch, da Uerj, v\u00ea a forma\u00e7\u00e3o de uma frente contra Bolsonaro como uma &#8220;coaliz\u00e3o negativa&#8221;. &#8220;Uma coaliz\u00e3o positiva \u00e9 quando as pessoas se juntam por querer algo em comum. A negativa \u00e9 quando se juntam para rejeitar. O interesse em comum de todos \u00e9 se livrar de Bolsonaro&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>A dificuldade de reunir lideran\u00e7as de diferentes correntes ideol\u00f3gicas em uma frente ampla contra o governo Bolsonaro ficou clara esta semana tamb\u00e9m na tentativa de ampliar apoios a manifestos pela democracia.<\/p>\n<p>O ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, principal lideran\u00e7a do PT e da esquerda brasileira, se recusou a assinar o manifesto do Movimento Estamos Juntos, que teve o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), do governador do Maranh\u00e3o, Fl\u00e1vio Dino (PCdoB), do ex-prefeito de S\u00e3o Paulo Fernando Haddad (PT), do ex-governador do Esp\u00edrito Santo Paulo Hartung (MDB), entre outras lideran\u00e7as pol\u00edticas e tamb\u00e9m da classe art\u00edstica e intelectual.<\/p>\n<p>Segundo Lula, o texto &#8220;tem pouca coisa de interesse da classe trabalhadora&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Tem muita gente de bem que assinou. E tem muita gente que \u00e9 respons\u00e1vel pelo Bolsonaro. O PT tem que discutir com muita profundidade, para a gente n\u00e3o entrar numa coisa em que outra vez a elite sai por cima da carne seca, e o povo trabalhador n\u00e3o sai na fotografia&#8221;, criticou ainda, o ex-presidente.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Racismo<\/h2>\n<p>Todas as manifesta\u00e7\u00f5es tiveram a presen\u00e7a forte de movimentos contra o racismo.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, este foi o segundo domingo de protesto ap\u00f3s a morte de Jo\u00e3o Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, em sua casa, em uma favela de S\u00e3o Gon\u00e7alo (RJ), durante uma opera\u00e7\u00e3o policial.<\/p>\n<p>O soci\u00f3logo Valter Silv\u00e9rio, especialista em rela\u00e7\u00f5es raciais da UFSCar, avalia que este momento pode inaugurar uma nova fase de visibilidade do movimento negro no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;A sociedade vem falando de criar uma frente de &#8216;defesa da democracia&#8217; de uma forma abstrata. Ningu\u00e9m \u00e9 contra fazer uma frente. No entanto, ela n\u00e3o se faz em abstrato, mas a partir de quest\u00f5es concretas. Uma quest\u00e3o que existe no Brasil e que nunca foi compreendida pela esquerda, pelo menos n\u00e3o de forma adequada, \u00e9 a quest\u00e3o racial. Ela foi acionada nos momentos de democratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, mas sempre foi secundarizada no momento em que passam as elei\u00e7\u00f5es. O que est\u00e1 sendo colocado agora \u00e9 que a juventude tem uma informa\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es passadas das armadilhas colocadas nesses discursos.&#8221;<\/p>\n<p>Para Silv\u00e9rio, uma potencial novidade no campo pol\u00edtico \u00e9 que &#8220;haja uma composi\u00e7\u00e3o do ponto de vista pr\u00e1tico a partir de grupos que nunca foram considerados como agentes de potencial pol\u00edtico de organizar politicamente a sociedade brasileira&#8221;.<\/p>\n<p>Lynch, da Uerj, acredita que circunst\u00e2ncias recentes deram urg\u00eancia ao tema do racismo. &#8220;O governo Bolsonaro \u00e9 ofensivo ao combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o racial. Isso se v\u00ea pelo que ele fez com a Funda\u00e7\u00e3o Palmares.&#8221;<\/p>\n<p>Bolsonaro nomeou para presidir a funda\u00e7\u00e3o S\u00e9rgio Camargo, que minimiza o racismo no Brasil. Nesta semana emergiu a informa\u00e7\u00e3o de que Camargo chamou movimento negro de &#8216;esc\u00f3ria maldita&#8217;.<\/p>\n<p>&#8220;Isso j\u00e1 sinaliza essa oposi\u00e7\u00e3o. Mas coincidiu essa pol\u00edtica com protestos nos EUA que s\u00e3o anti-Trump e antirracismo e com a morte do menino\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/salasocial-52938903\">Miguel<\/a>. As circunst\u00e2ncias deram \u00e0 pauta antirracista uma visibilidade maior. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ela que \u00e9 ridicularizada pelo governo federal. Tem muito mais fregueses a\u00ed para engordar essa frente contra o bolsonarismo.&#8221;<\/p>\n<p>www.bbc.com\/portuguese\/brasil \/<span class=\"byline__name\">Luiza Franco<\/span><span class=\"byline__title\">Da BBC News Brasil em S\u00e3o Paulo \/ colaborou Mariana Schreiber, da BBC News Brasil em Bras\u00edlia<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As manifesta\u00e7\u00f5es contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), pela democracia e contra o fascismo e o racismo que ocorreram neste domingo (7\/6) mostraram que o presidente &#8220;n\u00e3o \u00e9 dono das ruas&#8221;, avaliam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. 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