{"id":15526,"date":"2020-07-27T17:23:04","date_gmt":"2020-07-27T20:23:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=15526"},"modified":"2020-07-27T17:35:35","modified_gmt":"2020-07-27T20:35:35","slug":"covid-19-escancara-abismo-social-entre-populacao-negra-e-branca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/07\/27\/covid-19-escancara-abismo-social-entre-populacao-negra-e-branca\/","title":{"rendered":"Covid-19 escancara abismo social entre popula\u00e7\u00e3o negra e branca"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15528 alignright\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/NOVO-300x272.png\" alt=\"\" width=\"404\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/NOVO-300x272.png 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/NOVO-768x696.png 768w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/NOVO-365x330.png 365w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/NOVO.png 945w\" sizes=\"auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px\" \/><strong>A Covid-19 n\u00e3o escolhe quem contaminar, mas os abismos sociais entre a popula\u00e7\u00e3o branca e negra levam aos fatos j\u00e1 divulgados: a mortalidade do v\u00edrus tende a ser maior na popula\u00e7\u00e3o negra e em situa\u00e7\u00e3o de pobreza<\/strong><\/p>\n<p>A pandemia do coronav\u00edrus descortinou no Brasil e no mundo quest\u00f5es hist\u00f3ricas relacionadas a<a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/covid-19-desigualdade-social-e-tragedia-no-brasil\/\">\u00a0desigualdade social<\/a>, racismo estrutural e viol\u00eancia sofrida pelas popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis. Enquanto organiza\u00e7\u00f5es da \u00e1rea da Sa\u00fade devidamente clamam por \u201cfique em casa, lave as m\u00e3os e use m\u00e1scara\u201d, evidencia-se\u00a0<a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/impactos-da-covid-19-nas-periferias\/\">quem tem e quem n\u00e3o tem<\/a>\u00a0condi\u00e7\u00f5es para seguir tais medidas. Diversos fatos, como a morte de George Floyd, Breonna Taylor,\u00a0<a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/o-que-separa-joao-helio-de-joao-pedro\/\">Jo\u00e3o Pedro<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/quais-criancas-sua-branquitude-escolhe-proteger\/\">Miguel<\/a>\u00a0e muitos outros negros e negras, ou como a lota\u00e7\u00e3o dos meios de transporte por aqueles que dependem do trabalho informal para viver, s\u00f3 comprovam que a desigualdade racial n\u00e3o entra em quarentena. S\u00e3o muitos os dados que provam que entre aqueles que enfrentam e enfrentar\u00e3o os maiores desafios est\u00e3o os pretos e pardos, e especialmente, as mulheres e meninas negras do Sul Global. Por isso, neste Dia da Mulher Negra, Latina e Caribenha, precisamos evidenciar o debate em torno da urg\u00eancia de respostas antirracistas e voltadas \u00e0s mulheres em todas as esferas da sociedade.<\/p>\n<p>A Covid-19 n\u00e3o escolhe quem contaminar, mas os abismos sociais entre a popula\u00e7\u00e3o branca e negra levam aos fatos j\u00e1 divulgados: a\u00a0<a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/impactos-da-covid-19-nas-periferias\/\">mortalidade do v\u00edrus<\/a>\u00a0tende a ser maior na popula\u00e7\u00e3o negra e em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. De acordo com o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ctc.puc-rio.br\/diferencas-sociais-confirmam-que-pretos-e-pardos-morrem-mais-de-covid-19-do-que-brancos-segundo-nt11-do-nois\/\">N\u00facleo de Opera\u00e7\u00f5es e Intelig\u00eancia em Sa\u00fade<\/a>, da PUC-Rio, quase 55% de pessoas negras e pardas morreram por Covid-19, enquanto que, entre pessoas brancas, foram 38%.<\/p>\n<p>Homens pretos e pardos sem escolaridade morreram quatro vezes mais do que homens brancos com n\u00edvel superior (80,35% x 19,65%). Nos Estados Unidos,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ctc.puc-rio.br\/diferencas-sociais-confirmam-que-pretos-e-pardos-morrem-mais-de-covid-19-do-que-brancos-segundo-nt11-do-nois\/\">dados do\u00a0<i>APM Research Lab<\/i><\/a>\u00a0mostram que pessoas negras morreram a uma taxa de 50,3 por 100 mil pessoas, comparado com 20,7 para pessoas brancas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_161957\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-161957\" src=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/alerta-violencia-contra-mulher-pandemia-300x169.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/alerta-violencia-contra-mulher-pandemia-300x169.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2020\/07\/alerta-violencia-contra-mulher-pandemia-768x432.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2020\/07\/alerta-violencia-contra-mulher-pandemia-1024x576.jpg 1024w, \/wp-content\/uploads\/2020\/07\/alerta-violencia-contra-mulher-pandemia-1080x608.jpg 1080w, \/wp-content\/uploads\/2020\/07\/alerta-violencia-contra-mulher-pandemia-160x90.jpg 160w, \/wp-content\/uploads\/2020\/07\/alerta-violencia-contra-mulher-pandemia-360x203.jpg 360w, \/wp-content\/uploads\/2020\/07\/alerta-violencia-contra-mulher-pandemia-600x338.jpg 600w\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"394\" \/>N\u00e3o por acaso, \u00e9 essa mesma popula\u00e7\u00e3o que historicamente tem condi\u00e7\u00f5es mais prec\u00e1rias de vida, com fr\u00e1geis ou nenhum v\u00ednculo empregat\u00edcio e menor acesso aos servi\u00e7os e pol\u00edticas p\u00fablicas essenciais, como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, saneamento b\u00e1sico, habita\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a alimentar. No caso de mulheres e meninas negras, a falta desses servi\u00e7os e a sobrecarga de trabalho dom\u00e9stico as empurram ainda mais para o trabalho informal \u2013 muitas vezes em fun\u00e7\u00f5es de cuidado, como empregadas dom\u00e9sticas \u2013 e as distanciam da autonomia financeira, sendo elas tamb\u00e9m as principais v\u00edtimas da viol\u00eancia dom\u00e9stica. S\u00e3o essas mulheres, portanto, as que t\u00eam seus direitos majoritariamente amea\u00e7ados em momentos de crise como o que vivemos agora. Est\u00e3o, inclusive, entre as pessoas que mesmo em per\u00edodo de isolamento social se deslocam no seu p\u00e9riplo di\u00e1rio em transportes lotados, compondo essa grande estat\u00edstica das v\u00edtimas fatais da Covid-19.<\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15529 alignleft\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/resgate-foto-negra-800x445-1-300x167.jpg\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/resgate-foto-negra-800x445-1-300x167.jpg 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/resgate-foto-negra-800x445-1-768x427.jpg 768w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/resgate-foto-negra-800x445-1.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/>No Brasil, mulheres e meninas negras e pardas comp\u00f5em 28% da popula\u00e7\u00e3o. Ou seja, s\u00e3o 60 milh\u00f5es de brasileiras que deveriam usufruir dos mesmos direitos e condi\u00e7\u00f5es que os demais cidad\u00e3os e cidad\u00e3s. Mas n\u00e3o usufruem. Segundo o\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2018\/10\/31\/mulheres-negras-estao-50-mais-vulneraveis-ao-desemprego-mostra-pesquisa-do-ipea2018.ghtml\">Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea)<\/a>, elas s\u00e3o 50% mais suscet\u00edveis ao desemprego do que outros grupos. Muitas vezes, lhes faltaram oportunidades de desenvolvimento educacional \u2013 com estudos incompletos, impossibilidade de cursar o ensino superior, longas dist\u00e2ncias para chegar ao local de estudo ou trabalho \u2013, al\u00e9m do preconceito racial que tamb\u00e9m limita o acesso a melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2020\/04\/crise-do-coronavirus-acentua-desigualdade-de-genero-e-cor-diz-estudo.shtml\">estudo do Cebrap<\/a>\u00a0em parceria com outras organiza\u00e7\u00f5es, h\u00e1 uma forte correla\u00e7\u00e3o entre escolaridade, g\u00eanero e ra\u00e7a na distribui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada entre os grupos mais vulner\u00e1veis, mas a crise do coronav\u00edrus representa a primeira vez que grupos relativamente mais protegidos, e mais brancos, encontram-se amea\u00e7ados tamb\u00e9m. Mesmo assim, de acordo com a an\u00e1lise, a desigualdade \u00e9 gritante. No grupo mais vulner\u00e1vel, formado por trabalhadores informais em servi\u00e7os n\u00e3o essenciais, a participa\u00e7\u00e3o de mulheres negras \u00e9 64% maior do que na for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>\u00c9 bastante simb\u00f3lico, portanto, o fato de a primeira v\u00edtima fatal do coronav\u00edrus no Rio de Janeiro ter sido uma trabalhadora dom\u00e9stica, infectada pela mulher que contratou seus servi\u00e7os e que tinha acabado de chegar de uma viagem \u00e0 It\u00e1lia \u2013 com alta taxa de infectados naquele per\u00edodo. O sintoma do abismo e das desigualdades sociais, raciais e de acesso a servi\u00e7os j\u00e1 aparecia, portanto, nesse primeiro caso na capital fluminense.<\/p>\n<p>Esse epis\u00f3dio, no entanto, foi apenas o primeiro a ganhar mais destaque durante a pandemia dentro do debate racial, que tomou propor\u00e7\u00f5es mundiais com os revoltantes casos de George Floyde, americano morto ao ser imobilizado por um policial branco, e Jo\u00e3o Pedro, adolescente assassinado durante opera\u00e7\u00e3o policial em S\u00e3o Gon\u00e7alo. H\u00e1 tamb\u00e9m a morte do menino Miguel, num exemplo tr\u00e1gico do quanto o acesso a servi\u00e7os e a enorme sobrecarga do trabalho do cuidado afetam de forma desigual mulheres brancas e negras. Afinal, a m\u00e3e, Mirtes, teve que levar seu filho para o trabalho por n\u00e3o ter com quem deix\u00e1-lo, j\u00e1 que as creches em Recife estavam fechadas por conta da pandemia. Mirtes perdeu o menino, que estava aos cuidados da patroa e caiu do nono andar de um pr\u00e9dio de luxo, enquanto trabalhava por seu sustento. A ela, est\u00e1 proibida n\u00e3o s\u00f3 a express\u00e3o \u201cfique em casa\u201d, mas os direitos b\u00e1sicos de cidad\u00e3. A seu filho, foi negado o direito \u00e0 vida. E as estat\u00edsticas persistem.<\/p>\n<p>Mesmo em um momento de fragilidade mundial, pessoas negras e pardas continuam morrendo mais, sejam quais forem os motivos. Independentemente de qualquer isolamento ou distanciamento social, uma pessoa negra morre\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/distrito-federal\/noticia\/a-cada-23-minutos-um-jovem-negro-morre-no-brasil-diz-onu-ao-lancar-campanha-contra-violencia.ghtml\">a cada 23 minutos no Brasil<\/a>. A cada 100 pessoas assassinadas, 75 s\u00e3o negras. Se fizermos novamente o recorte por g\u00eanero, estudos apontam que as mulheres negras sempre estiveram e, mesmo ap\u00f3s o fim do per\u00edodo escravocrata, continuam sendo mais vulner\u00e1veis \u00e0s diversas formas de viol\u00eancia do que as mulheres brancas. De acordo com o Mapa da Viol\u00eancia, por exemplo, em 2013 morreram 66,7% mais mulheres negras v\u00edtimas de homic\u00eddio no Brasil em compara\u00e7\u00e3o com a taxa de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mdh\/pt-br\/noticias_seppir\/noticias\/negras-sao-maiores-vitimas-de-homicidio-de-mulheres-no-pais\">mulheres brancas<\/a>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15530 alignright\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/20190723-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-1-768x768-1-300x300.png\" alt=\"\" width=\"348\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/20190723-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-1-768x768-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/20190723-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-1-768x768-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/20190723-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-1-768x768-1-768x768.png 768w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/20190723-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-1-768x768-1-540x540.png 540w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/20190723-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-1-768x768-1.png 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/>Como j\u00e1 mencionado acima, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia que ao refletir sobre mulheres e meninas negras nesse contexto de pandemia combinemos aqui as perspectivas de ra\u00e7a, g\u00eanero e classe, ou seja, que tenhamos um olhar interseccional para o problema. Quando pensamos nessa interseccionalidade e seus estudos temos acesso a dados que entristecem, mas que ao mesmo tempo nos ajudam a refletir sobre a necessidade do desenvolvimento de respostas e pol\u00edticas voltadas para essas mulheres e tamb\u00e9m lideradas por elas. \u00c9 preciso, por exemplo, fazer com que medidas de transfer\u00eancia de renda cheguem adequadamente a essas mulheres; apoiar organiza\u00e7\u00f5es de mulheres considerando a diversidade entre elas e envolv\u00ea-las nas tomadas de decis\u00e3o; promover medidas para reconhecer, reduzir e redistribuir a sobrecarga de trabalho n\u00e3o-remunerado nas casas; garantir servi\u00e7os b\u00e1sicos como alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade para suas fam\u00edlias. Vale lembrar que as mulheres negras est\u00e3o na base da pir\u00e2mide econ\u00f4mica13, e mudar esta pir\u00e2mide altera todo o sistema de reiteradas desigualdades. Afinal, como afirma o Coletivo Combahee River: \u201cSe as mulheres negras fossem livres, isso significaria que todas as outras pessoas teriam que ser livres. Uma vez que a nossa liberdade necessitaria da destrui\u00e7\u00e3o de todos os sistemas de opress\u00e3o.\u201d14.<\/p>\n<p>www.diplomatique.org.br<\/p>\n<p><b>Claudia Dias<\/b>\u00a0\u00e9 cientista pol\u00edtica, doutora em Pol\u00edticas P\u00fablicas pelo Instituto de Economia da UFRJ e assessora de Direitos das Mulheres da ActionAid, organiza\u00e7\u00e3o internacional que trabalha por justi\u00e7a social, igualdade de g\u00eanero e pelo fim da pobreza.<\/p>\n<p><b>Dandara Oliveira de Paula<\/b> \u00e9 internacionalista, mestre em Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-raciais pelo CEFET e assistente de Programas e V\u00ednculos Solid\u00e1rios da ActionAid.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Covid-19 n\u00e3o escolhe quem contaminar, mas os abismos sociais entre a popula\u00e7\u00e3o branca e negra levam aos fatos j\u00e1 divulgados: a mortalidade do v\u00edrus tende a ser maior na popula\u00e7\u00e3o negra e em situa\u00e7\u00e3o de pobreza A pandemia do coronav\u00edrus descortinou no Brasil e no mundo quest\u00f5es hist\u00f3ricas relacionadas a\u00a0desigualdade social, racismo estrutural e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15527,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[413],"class_list":["post-15526","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-pandemia-coronavirus-negros"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15526"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15526\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15537,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15526\/revisions\/15537"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15527"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}