{"id":1572,"date":"2018-04-23T17:32:06","date_gmt":"2018-04-23T20:32:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=1572"},"modified":"2018-05-15T10:33:26","modified_gmt":"2018-05-15T13:33:26","slug":"quem-comemora-recuperacao-nao-conhece-economia-nem-historia-afirma-economista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2018\/04\/23\/quem-comemora-recuperacao-nao-conhece-economia-nem-historia-afirma-economista\/","title":{"rendered":"Quem Comemora &#8216;recupera\u00e7\u00e3o&#8217; N\u00e3o Conhece Economia Nem Hist\u00f3ria, Afirma Economista"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto o discurso oficial \u00e9 de que o Brasil saiu da crise rumo ao crescimento, o economista Jo\u00e3o Sics\u00fa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) usa a imagem de um homem no fundo do po\u00e7o: &#8220;Ele d\u00e1 uns saltos, mas continua l\u00e1&#8221;. Com isso, Sics\u00fa procura demonstrar que o pa\u00eds segue em crise &#8220;e nada indica que a gente viva uma verdadeira recupera\u00e7\u00e3o&#8221;. E identifica um per\u00edodo ainda pior, de depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Sics\u00fa observa que crescimento n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de recupera\u00e7\u00e3o. Para ele, a alta de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 deve-se, basicamente, a dois fatores: exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio e saques do FGTS. &#8220;Agora, no primeiro trimestre, muitos analistas do sistema financeiro j\u00e1 come\u00e7am a reconhecer que o PIB ser\u00e1 um desastre&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Quem comemorou o resultado do ano passado n\u00e3o conhece economia e nem hist\u00f3ria, afirma o professor. Os Estados Unidos s\u00f3 se recuperam da depress\u00e3o de 1929 ap\u00f3s 14 anos, exemplifica. Na crise atual, &#8220;o PIB perdeu 8 e cresceu 1&#8221; e o desemprego segue elevado. &#8220;Ningu\u00e9m pode comemorar uma coisa dessas.&#8221;<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o v\u00ea consist\u00eancia na &#8220;recupera\u00e7\u00e3o&#8221; atual. &#8220;Pode ter crescimento, mas as taxas s\u00e3o baixas e vol\u00e1teis. S\u00f3 se sai da depress\u00e3o com um plano organizado. O Brasil precisa ter um plano de investimento em infra-estrutura. E de amplia\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios sociais&#8221;, cita. Exatamente o contr\u00e1rio da pol\u00edtica atual.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos completamente paralisados. N\u00e3o temos ningu\u00e9m para lan\u00e7ar corda ou escada no po\u00e7o&#8221;, diz, novamente citando aquela imagem. &#8220;A crise pol\u00edtica permanece. E as pol\u00edticas de austeridade permanecem. N\u00e3o \u00e9 que a gente n\u00e3o tem um plano (de recupera\u00e7\u00e3o). Os fatores que levaram \u00e0 depress\u00e3o est\u00e3o a\u00ed, deixando o nosso cidad\u00e3o no fundo do po\u00e7o.&#8221;<\/p>\n<p>O economista ainda considera &#8220;nebuloso&#8221; o cen\u00e1rio do mercado de trabalho depois da entrada em vigor da Lei 13.467, de &#8220;reforma&#8221; da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. &#8220;Ainda n\u00e3o temos muitos par\u00e2metros&#8221;, comenta, acrescentando que a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 era desastrosa antes. O estoque de empregos formais caiu acentuadamente, lembra Sics\u00fa.<\/p>\n<p>Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Minist\u00e9rio do Trabalho, esse estoque chegava a 40,7 milh\u00f5es em fevereiro de 2014. Em igual m\u00eas deste ano, era de 38 milh\u00f5es. &#8220;A principal vari\u00e1vel para se pensar em vigor econ\u00f4mico era o n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada.&#8221;<\/p>\n<p>Outro indicador que ele considera relevante, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), \u00e9 o de estoque de capital da economia, uma taxa que, nos anos anteriores \u00e0 crise, vinha crescendo em torno de 1% de um trimestre para outro. &#8220;Est\u00e1 tendendo a zero.&#8221; O estoque de capital aponta a capacidade de produ\u00e7\u00e3o \u2013 e de crescimento efetivo \u2013 do pa\u00eds.<br \/>\nFonte: Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o discurso oficial \u00e9 de que o Brasil saiu da crise rumo ao crescimento, o economista Jo\u00e3o Sics\u00fa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) usa a imagem de um homem no fundo do po\u00e7o: &#8220;Ele d\u00e1 uns saltos, mas continua l\u00e1&#8221;. 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