{"id":16112,"date":"2020-08-31T13:00:12","date_gmt":"2020-08-31T16:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=16112"},"modified":"2020-08-31T13:00:12","modified_gmt":"2020-08-31T16:00:12","slug":"47-trabalhadores-em-mg-sao-resgatados-de-fazenda-em-buritizeiro-por-trabalho-escravo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/08\/31\/47-trabalhadores-em-mg-sao-resgatados-de-fazenda-em-buritizeiro-por-trabalho-escravo\/","title":{"rendered":"47 trabalhadores em MG s\u00e3o resgatados de fazenda em Buritizeiro por trabalho escravo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Trabalhadores de Paracatu-MG, 47 no total, s\u00e3o resgatados de fazenda em Buritizeiro por trabalho escravo. Um deles entrou na Justi\u00e7a e foi indenizado<\/strong><\/p>\n<p>A ju\u00edza titular da Vara do Trabalho da cidade de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, Cl\u00e1udia Eunice Rodrigues, determinou o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais ao trabalhador que foi encontrado prestando servi\u00e7o em condi\u00e7\u00f5es compar\u00e1veis \u00e0 de escravo em lavoura de feij\u00e3o na zona rural do munic\u00edpio. O caso foi verificado pela fiscaliza\u00e7\u00e3o da Superintend\u00eancia Regional do Trabalho em Minas Gerais (SRT-MG).<\/p>\n<p>O trabalhador declarou que as condi\u00e7\u00f5es de trabalho eram degradantes, sem as estruturas m\u00ednimas de sa\u00fade, higiene e seguran\u00e7a. Ele informou que o empregador n\u00e3o oferecia \u00e1gua pot\u00e1vel, instala\u00e7\u00f5es de moradia adequadas, refeit\u00f3rios e banheiros qu\u00edmicos na lavoura; assim, de acordo com o verificado nos autos de infra\u00e7\u00e3o lavrados pelo auditor-fiscal do trabalho. Diante disso, o trabalhador requereu indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o teve como objetivo a apura\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho no cultivo de feij\u00e3o e as condi\u00e7\u00f5es de alojamento fornecido pelo empregador. A opera\u00e7\u00e3o foi realizada na zona rural de Buritizeiro onde haviam 47 trabalhadores, todos origin\u00e1rios de Paracatu . Com o apoio das pol\u00edcias militar e rodovi\u00e1ria federal, foi realizado o resgate dos trabalhadores e, em seguida, a emiss\u00e3o do seguro-desemprego.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o, ao chegar \u00e0 Fazenda Agr\u00edcola Minas Norte, verificou in\u00fameras irregularidades, tais como: falta de registro do contrato de trabalho com o real empregador; condi\u00e7\u00f5es indignas de alojamento; aus\u00eancia de fornecimento de EPI\u2019s; aus\u00eancia de \u00e1gua pot\u00e1vel e falta de arm\u00e1rios individuais para guardar os pertences dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Portanto, diante das condi\u00e7\u00f5es de trabalho constatadas, foram lavrados 13 autos de infra\u00e7\u00e3o, para formaliza\u00e7\u00e3o do processo administrativo. Igualmente, foi reconhecida a caracteriza\u00e7\u00e3o dos empregados em condi\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>A ju\u00edza Cl\u00e1udia Eunice Rodrigues, ao analisar o caso, reconheceu que os trabalhadores foram mantidos em condi\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 de escravo. Assim, em decorr\u00eancia do ambiente degradante e sub-humano de trabalho \u00e0 que eram submetidos.<\/p>\n<p>Segundo a magistrada, foi constatado que o espa\u00e7o do alojamento era insuficiente para acomodar todos os trabalhadores e por isso alguns dormiam no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Ademais, os empregados n\u00e3o possu\u00edam local apropriado para as refei\u00e7\u00f5es, muito menos banheiros suficientes e adequados que pudessem atender a todos os trabalhadores.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br\/ fonte: TRT\/ foto: divulga\u00e7\u00e3o\/internet<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhadores de Paracatu-MG, 47 no total, s\u00e3o resgatados de fazenda em Buritizeiro por trabalho escravo. 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