{"id":16156,"date":"2020-09-01T21:07:42","date_gmt":"2020-09-02T00:07:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=16156"},"modified":"2020-09-01T21:07:42","modified_gmt":"2020-09-02T00:07:42","slug":"bolsonaro-aposta-na-miseria-e-reduz-valor-do-salario-minimo-pela-segunda-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/09\/01\/bolsonaro-aposta-na-miseria-e-reduz-valor-do-salario-minimo-pela-segunda-vez\/","title":{"rendered":"Bolsonaro aposta na mis\u00e9ria e reduz valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo pela segunda vez"},"content":{"rendered":"<p><strong>Governo diminui de R$ 1.079 para R$ 1.067 o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo de 2021. J\u00e1 s\u00e3o dois anos sem aumento real. Ao contr\u00e1rio de Lula que em seus mandatos reajustou em 77%, Bolsonaro aprofunda a desigualdade.<\/strong><\/p>\n<p>Desde que a Pol\u00edtica de Valoriza\u00e7\u00e3o do Sal\u00e1rio M\u00ednimo criada no governo Lula (PT) com apoio da CUT e demais centrais terminou no ano passado, Jair Bolsonaro (ex-PSL) e seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, n\u00e3o mexeram uma palha para retomar os ganhos reais dos trabalhadores e trabalhadoras, aposentados e pensionistas que t\u00eam seus benef\u00edcios reajustados de acordo com o valor do piso nacional.<\/p>\n<p>A dupla Bolsonaro\/Guedes est\u00e1 destruindo todos os ganhos da pol\u00edtica, que garantiu aumento 77% no valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo e beneficiou negocia\u00e7\u00f5es salariais, com 84,5% de mais de 300 categorias profissionais conquistando reajuste acima da infla\u00e7\u00e3o, ganho real de 42,9% no sal\u00e1rio m\u00e9dio de admiss\u00e3o, que passou de R$ 772,58, em 2003, para R$ 1.104,12 em 2013, de acordo com dados do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>Na lei or\u00e7ament\u00e1ria encaminhada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), o governo prop\u00f4s sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 1.067 a partir de janeiro de 2021, com pagamento a partir de fevereiro. A proje\u00e7\u00e3o inicial para 2021 era aumentar o m\u00ednimo dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.079, mas o governo baixou o valor tirando R$ 12 por m\u00eas do bolso do trabalhador. O novo valor apenas rep\u00f5e a infla\u00e7\u00e3o projetada para 2020, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), de 2,09%, ou seja, sem aumento real.<\/p>\n<p>Em apenas dois anos de governo, Bolsonaro retirou R$ 18 mensais do bolso de cada trabalhador e de cada aposentado que ganha o sal\u00e1rio m\u00ednimo, sendo R$ 6 no primeiro ano, quando tamb\u00e9m derrubou o valor, e agora mais R$ 12.<\/p>\n<p>O que pode parecer pouco para alguns significa o aumento do abismo social, com a base da pir\u00e2mide ganhando muito pouco, critica a t\u00e9cnica da subse\u00e7\u00e3o do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) da CUT Nacional, Adriana Marcolino.<\/p>\n<p>No total, 48,9 milh\u00f5es de pessoas t\u00eam rendimento referenciado no sal\u00e1rio m\u00ednimo: 23,6 milh\u00f5es de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 10,9 milh\u00f5es de trabalhadores formais, outros 10,2 milh\u00f5es de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e 3,8 milh\u00f5es de empregados dom\u00e9sticos e outros 255 mil empregadores.<\/p>\n<p>\u201cA valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 importante porque reduz a dist\u00e2ncia salarial que no Brasil \u00e9 muito grande e, consequentemente, diminuiu a desigualdade social\u201d, afirma Adriana.<\/p>\n<p>Para ela, h\u00e1 falta de interesse do governo em renegociar a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o, o que teria um importante papel para o pa\u00eds sair da crise e estancar o aumento da pobreza que deve aumentar muito neste ano por causa da pandemia do novo coronav\u00edrus (Covid-19).<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica do Dieese defende que mesmo com o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/com-queda-de-quase-10-no-trimestre-pib-tem-seu-pior-resultado-historico-599f\"><strong>Produto Interno Bruto (PIB) com \u00edndice negativo de -9,7% neste segundo semestre<\/strong><\/a>, o que impediria um reajuste acima da infla\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o c\u00e1lculo da pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo levava em conta a infla\u00e7\u00e3o do ano anterior, medida pelo INPC, mais o resultado do PIB de dois anos antes, bastava Bolsonaro entender que sem dinheiro girando na economia a crise vai demorar a terminar.<\/p>\n<p>Segundo ela, o governo poderia oferecer um reajuste do m\u00ednimo acima da infla\u00e7\u00e3o para a retomada do crescimento, j\u00e1 que as fam\u00edlias com menor poder aquisitivo gastam tudo o que ganham e colocam no consumo, permitindo que o dinheiro volte a circular, aquecendo a economia.<\/p>\n<p>\u201cPelas contas do Dieese, o ideal seria que o m\u00ednimo para o sustento de uma fam\u00edlia de quatro pessoas, em julho deste ano, fosse de R$ 4.420,11. Valor 75% acima do que Bolsonaro quer pagar. Por isso que \u00e9 t\u00e3o importante o ganho real, mas, infelizmente, o governo federal v\u00ea o ganho do trabalhador como despesa para os grandes empres\u00e1rios e n\u00e3o como indutor da economia\u201d, critica a t\u00e9cnica do Dieese\/CUT.<\/p>\n<p><strong>Lideran\u00e7as progressistas criticam fim da pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do SM<\/strong><\/p>\n<p>No Twitter parlamentares do Partido dos Trabalhadores criticaram a decis\u00e3o de Bolsonaro em n\u00e3o manter a Pol\u00edtica de Valoriza\u00e7\u00e3o do Sal\u00e1rio M\u00ednimo. O senador Rog\u00e9rio Carvalho (PT\/SE) questionou a decis\u00e3o presidencial com perguntas que ironizam a falta de pol\u00edtica social de Bolsonaro.<\/p>\n<p>\u201cReduzir o pre\u00e7o do G\u00e1s de cozinha? Reduzir o pre\u00e7o da energia el\u00e9trica? Reduzir o pre\u00e7o dos combust\u00edveis? Reduzir os juros do cart\u00e3o? N\u00e3o! Bolsonaro vai reduzir o sal\u00e1rio m\u00ednimo, que serve pra pagar essas contas.<\/p>\n<p><a class=\"dd-lightbox\" href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/rogerio%20carvalho%20tuitter.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadsckrogerio20carvalho20-385x529xfit-6b851.jpg\" alt=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"385\" height=\"529\" \/><\/a><\/p>\n<p>Carlos Veras (PT\/PE) classificou como absurda a decis\u00e3o de Bolsonaro em retirar R$ 12,00 mensais do trabalhador.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um absurdo! Governo reduz o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo previsto para 2021: de R$ 1.075 para R$ 1.067\u201d, escreveu.<\/p>\n<p><span class=\"dd-label\"><a class=\"dd-lightbox\" href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/tuiter%20carlos%20veras%20SM.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadscktuiter20carlos20ver-435x326xfit-3c70d.jpg\" alt=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"435\" height=\"326\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p><strong>A Pol\u00edtica de Valoriza\u00e7\u00e3o do SM implantada por Lula com apoio da CUT<\/strong><\/p>\n<p>Durante 12 anos, a Pol\u00edtica de Valoriza\u00e7\u00e3o do Sal\u00e1rio M\u00ednimo criada por Lula \u00a0em 2007 e continuada no governo Dilma Rousseff previa o aumento real, acima da infla\u00e7\u00e3o, sempre que houvesse crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Mas a luta para dar ganhos aos trabalhadores teve in\u00edcio tr\u00eas anos antes, em 2003, quando a CUT e demais centrais sindicais, em um movimento unit\u00e1rio, lan\u00e7aram a campanha pela valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Nesta campanha, foram realizadas tr\u00eas marchas conjuntas em Bras\u00edlia com o objetivo de pressionar e, ao mesmo tempo, fortalecer a opini\u00e3o dos poderes Executivo e Legislativo sobre a import\u00e2ncia social e econ\u00f4mica da proposta de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p><strong>O resultado s\u00f3 trouxe benef\u00edcios para a economia<\/strong><\/p>\n<p>Nos governos petistas, a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio permitiu que 48,7 milh\u00f5es de pessoas ascendessem \u00e0s classes A, B e C.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o houvesse a luta das centrais e os governos petistas provavelmente o sal\u00e1rio m\u00ednimo, que em 2003 representava cerca de 29% do valor de julho de 1940, quando foi institu\u00eddo ficaria no mesmo patamar. Hoje, o sal\u00e1rio m\u00ednimo representa 50,85% do que valia h\u00e1 80 anos\u201d, conta Adriana Marcolino.<\/p>\n<p>www.cut.org.br \/ Rosely Rocha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo diminui de R$ 1.079 para R$ 1.067 o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo de 2021. J\u00e1 s\u00e3o dois anos sem aumento real. Ao contr\u00e1rio de Lula que em seus mandatos reajustou em 77%, Bolsonaro aprofunda a desigualdade. 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