{"id":16280,"date":"2020-09-10T11:32:27","date_gmt":"2020-09-10T14:32:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=16280"},"modified":"2020-09-10T11:32:27","modified_gmt":"2020-09-10T14:32:27","slug":"queda-na-media-movel-de-mortes-por-covid-no-brasil-deve-ser-vista-com-cautela-veja-analise-de-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/09\/10\/queda-na-media-movel-de-mortes-por-covid-no-brasil-deve-ser-vista-com-cautela-veja-analise-de-especialistas\/","title":{"rendered":"Queda na m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes por Covid no Brasil deve ser vista com cautela; veja an\u00e1lise de especialistas"},"content":{"rendered":"<p class=\"globo-amp-article-subtitle\"><strong>Especialistas dizem que a tend\u00eancia \u00e9 a transmiss\u00e3o continuar, mas num limiar mais baixo. Para eles, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar em imunidade de rebanho e existe o risco de uma 2\u00aa onda. Popula\u00e7\u00e3o deve evitar aglomera\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim da pandemia.<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_16282\" aria-describedby=\"caption-attachment-16282\" style=\"width: 433px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16282\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/000-1wh3h4-300x189.jpg\" alt=\"\" width=\"433\" height=\"273\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/000-1wh3h4-300x189.jpg 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/000-1wh3h4.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 433px) 100vw, 433px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16282\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0Membro das For\u00e7as Armadas desinfecta local onde fica o Cristo Redentor, no Corcovado, no Rio de Janeiro, contra a Covid-19. \u2014 Foto: Mauro Pimentel\/AFP<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Brasil registrou na quarta-feira (9) o terceiro dia de queda consecutiva na m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes por\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/coronavirus\/\">Covid-19<\/a>. Todas as datas com queda no \u00edndice foram registradas no m\u00eas de setembro. Antes disso, n\u00e3o houve outros per\u00edodos de queda na m\u00e9dia m\u00f3vel.<\/p>\n<ul class=\"content-unordered-list\">\n<li><strong>Semana at\u00e9 5 de setembro:<\/strong>\u00a0m\u00e9dia de 819 mortes por dia, redu\u00e7\u00e3o de 17%<\/li>\n<li><strong>Semana at\u00e9 7 de setembro:<\/strong>\u00a0m\u00e9dia de 784 mortes por dia, redu\u00e7\u00e3o de 17%<\/li>\n<li><strong>Semana at\u00e9 8 de setembro<\/strong>: m\u00e9dia de 691 mortes por dia, redu\u00e7\u00e3o de 26%<\/li>\n<li><strong>Semana at\u00e9 9 de setembro<\/strong>: m\u00e9dia de 679 mortes por dia, redu\u00e7\u00e3o de 25%<\/li>\n<\/ul>\n<p>A not\u00edcia \u00e9 boa, mas, segundo especialistas ouvidos pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>, o dado deve ser interpretado com cautela, uma vez que os registros s\u00e3o recentes para j\u00e1 afirmar que esta \u00e9 a tend\u00eancia da pandemia no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Para explicar os principais pontos do tema, os especialistas respondem, abaixo, \u00e0s seguintes perguntas:<\/strong><\/p>\n<ol class=\"content-ordered-list theme-ordered-list-color-primary\">\n<li>A queda na m\u00e9dia m\u00f3vel representa a realidade de todo o pa\u00eds?<\/li>\n<li>O que explica a queda na m\u00e9dia m\u00f3vel das mortes?<\/li>\n<li>A queda significa que o Brasil atingiu o pico da pandemia?<\/li>\n<li>A queda significa que o Brasil atingiu a imunidade de rebanho?<\/li>\n<li>A queda na m\u00e9dia m\u00f3vel das mortes ser\u00e1 constante daqui em diante?<\/li>\n<li>Poderemos ter um segundo aumento de mortes t\u00e3o alto quanto registrado no pico?<\/li>\n<li>J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel relaxar medidas de isolamento?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Veja abaixo as respostas:<\/strong><\/p>\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>1. A queda na m\u00e9dia m\u00f3vel representa a realidade de todo o pa\u00eds?<\/h2>\n<\/div>\n<p>O epidemiologista Paulo Lotufo afirma que \u00e9 preciso olhar com pondera\u00e7\u00e3o para a m\u00e9dia m\u00f3vel nacional, uma vez que o Brasil tem diferentes epidemias acontecendo ao mesmo tempo.<\/p>\n<blockquote class=\"content-blockquote theme-border-color-primary-before\"><p>&#8220;O coronav\u00edrus n\u00e3o atingiu todo o Brasil ao mesmo tempo, chegou primeiro em S\u00e3o Paulo capital e foi se espalhando. \u00c9 complicado falar da pandemia no Brasil como um todo, pois ela tem uma realidade pr\u00f3pria em cada lugar, tem din\u00e2micas muito distintas&#8221;, afirma Lotufo.<\/p><\/blockquote>\n<p>Por isso, o epidemiologista prefere analisar a curva epid\u00eamica de cada estado separadamente.<\/p>\n<p>&#8220;Muito do que vemos na m\u00e9dia m\u00f3vel nacional \u00e9 resultado da situa\u00e7\u00e3o da pandemia em S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, os estados mais populosos. O interior paulista conseguiu controlar as mortes neste per\u00edodo, por exemplo, isso refletiu na m\u00e9dia nacional. Por outro lado, os \u00f3bitos continuam crescendo em alguns estados&#8221;, diz.<\/p>\n<p>De fato, quando o Brasil apresentou a segunda queda de mortes na m\u00e9dia m\u00f3vel, em 7 de setembro, 17 estados \u2013 dos 26 estados mais o Distrito Federal \u2013 apresentaram redu\u00e7\u00e3o de fato (SC, ES, RJ, DF, GO, MT, AC, AP, RO, AL, BA, MA, PB, PE, PI, RN e SE), enquanto que dois ainda apresentavam aumento das mortes (AM e RR), e o restante estava em estabilidade.<\/p>\n<div class=\"globo-amp-ad-container\">\n<div class=\"globo-amp-ad\">O infectologista Alberto Chebabo, da Sociedade Brasileira de Infectologia, ressalta ainda que as duas \u00faltimas m\u00e9dias m\u00f3veis passaram por um feriado seguido de final de semana, o que pode ter interferido no registro dos \u00f3bitos.<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Segunda-feira tivemos 315 mortes notificadas, \u00e9 um n\u00famero muito baixo quando comparado com dias anteriores, que j\u00e1 chegou a mais de mil. Provavelmente esse n\u00famero teve impacto do feriado [7 de setembro]. Geralmente as notifica\u00e7\u00f5es caem nesses per\u00edodos&#8221;, diz Chebabo.<\/p>\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>2. O que explica as quedas de morte na m\u00e9dia m\u00f3vel nacional?<\/h2>\n<\/div>\n<p>O epidemiologista Pedro Hallal, reitor da Universidade Federal de Pelotas (<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/universidade\/ufpel\/\">UFPel<\/a>), explica que, ao contr\u00e1rio de pa\u00edses da Europa que conseguiram conter a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus por meio de pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica rigorosas, a queda das mortes na m\u00e9dia m\u00f3vel brasileira \u00e9 resultado do que os cientistas chamam de &#8220;hist\u00f3ria natural da doen\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<blockquote class=\"content-blockquote theme-border-color-primary-before\"><p>&#8220;Fizemos pouca pol\u00edtica de isolamento, falhamos com a sa\u00fade p\u00fablica, n\u00e3o conseguimos conter o v\u00edrus, deixamos seguir a &#8216;hist\u00f3ria natural da doen\u00e7a&#8217;, em que um v\u00edrus diminui a sua dissemina\u00e7\u00e3o naturalmente quando atinge o seu pr\u00f3prio limite. \u00c9 o que est\u00e1 acontecendo neste momento no Brasil&#8221;, afirma o epidemiologista.<\/p><\/blockquote>\n<p>Hallal lembra que, em abril, o\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/coronavirus\/noticia\/2020\/04\/07\/brasil-tera-pico-de-covid-19-em-abril-e-maio-e-virus-deve-circular-ate-meados-de-setembro-afirma-mandetta-e-especialistas-em-relatorio-tecnico.ghtml\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade previu que a curva epidemiol\u00f3gica come\u00e7aria a baixar em junho ou julho<\/a>, mas como as medidas para conter a Covid-19 n\u00e3o foram tomadas no tempo certo, o pico da pandemia se transformou em um plat\u00f4, matando por semanas mais de mil pessoas por dia.<\/p>\n<div class=\"globo-amp-ad-container\">\n<div class=\"globo-amp-ad\">&#8220;O v\u00edrus est\u00e1 nos mostrando que a sua hist\u00f3ria natural foi bem mais longa que isso. Nossa curva durou de mar\u00e7o a setembro pelo fato de que o Brasil descumpriu sistematicamente as recomenda\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia, como lockdown e distanciamento. Pagamos o pre\u00e7o, tivemos a curva epid\u00eamica mais longa do mundo&#8221;, diz Hallal.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>3. A queda significa que o Brasil atingiu o pico da pandemia?<\/h2>\n<\/div>\n<p>Segundo o infectologista Chebabo, todo o Brasil j\u00e1 alcan\u00e7ou o pico da pandemia. &#8220;Estamos em uma fase de redu\u00e7\u00e3o de n\u00fameros de casos justamente porque atingimos o pico em todos os estados. Ent\u00e3o, a tend\u00eancia agora \u00e9 diminuir, mas a gente tem que esperar para ver se a queda ir\u00e1 se manter&#8221;, diz Chebabo.<\/p>\n<div class=\"globo-amp-ad-container\"><\/div>\n<p>\u201c[Em epidemias] voc\u00ea tem um pico e, ap\u00f3s ele, a transmiss\u00e3o continua acontecendo, mas num limiar mais baixo. \u00c9 o que est\u00e1 acontecendo no Brasil agora e o que j\u00e1 aconteceu em quase todo o mundo. \u00c9 a evolu\u00e7\u00e3o natural da doen\u00e7a\u201d, compara o infectologista.<\/p>\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>4. A queda significa que o Brasil atingiu a imunidade de rebanho?<\/h2>\n<\/div>\n<p>A imunidade de rebanho ocorre quando uma parcela grande o suficiente de uma popula\u00e7\u00e3o foi infectada naturalmente e desenvolveu uma defesa contra o v\u00edrus. Com isso, o v\u00edrus n\u00e3o consegue se espalhar.<\/p>\n<p>&#8220;Numa imunidade de rebanho, voc\u00ea tem uma circula\u00e7\u00e3o muito baixa do v\u00edrus porque a maioria das pessoas est\u00e1 imune. Isso n\u00e3o aconteceu no Brasil, o v\u00edrus continua se espalhando de pessoa a pessoa aqui, ele est\u00e1 em intensa circula\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Chebabo.<\/p>\n<p>Um estudo da UFPel de julho mostrou que, apesar das mais de 120 mil mortes no pa\u00eds, apenas\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/coronavirus\/noticia\/2020\/07\/20\/esperar-imunidade-de-rebanho-e-absurdo-e-antietico-diz-lider-de-estudo-que-investiga-quantos-tiveram-covid-19-no-brasil.ghtml\">3,8% dos brasileiros j\u00e1 foram infectados com o coronav\u00edrus<\/a>.<\/p>\n<blockquote class=\"content-blockquote theme-border-color-primary-before\"><p>&#8220;Isso \u00e9 uma bobagem, \u00e9 uma especula\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o temos uma base segura para falar em imunidade de rebanho na pandemia. N\u00e3o conhecemos o v\u00edrus direito e sabemos pouco sobre como funcionada a imunidade&#8221;, afirma Lotufo.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para Hallal, imunidade de rebanho n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o para conter a pandemia, uma vez que, para ser alcan\u00e7ada, milh\u00f5es de brasileiros ainda precisariam ser infectados.<\/p>\n<p>&#8220;A imunidade de rebanho n\u00e3o deve ser objetivo de uma pol\u00edtica de sa\u00fade na pandemia, n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel, custaria muitas vidas&#8221;, afirma o reitor da UFPel.<\/p>\n<div class=\"content-media\">\n<div class=\"content-media__container\"><img decoding=\"async\" class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/s02.video.glbimg.com\/640x360\/8710425.jpg\" \/><\/p>\n<p class=\"content-media__description\">&#8216;Imunidade de rebanho&#8217;: o que \u00e9 e quais os riscos de deixar a pandemia correr seu curso<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>5. Poderemos ter um segundo aumento de mortes?<\/h2>\n<\/div>\n<p>Existe a possibilidade de uma segunda onda de casos e mortes em todo o mundo, mas, no caso do Brasil, um aumento n\u00e3o deve ser t\u00e3o alto quanto o que foi registrado no pico da pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos fazer uma previs\u00e3o de que ter\u00e1 uma segunda onda e qual ser\u00e1 o tamanho dela, mas a tend\u00eancia \u00e9 que, se houver no Brasil, ela ser\u00e1 menor do que a primeira porque j\u00e1 tivemos um percentual muito grande da popula\u00e7\u00e3o infectada&#8221;, explica Hallal.<\/p>\n<p>J\u00e1 em pa\u00edses da Europa, uma segunda onda tenderia a ser maior que a primeira porque os pa\u00edses conseguiram proteger a popula\u00e7\u00e3o com as medidas de lockdown e distanciamento.<\/p>\n<p>&#8220;Pa\u00edses europeus, por causa das medidas rigorosas que adotaram, t\u00eam grande parte da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi exposta ao v\u00edrus. Pode parecer uma desvantagem, mas, se vier uma segunda onda, agora conhecemos melhor a infec\u00e7\u00e3o e logo poderemos ter uma vacina&#8221;, afirma Hallal.<\/p>\n<div class=\"content-media\">\n<div class=\"content-media__container\"><img decoding=\"async\" class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/s01.video.glbimg.com\/640x360\/8743856.jpg\" \/><\/p>\n<p class=\"content-media__description\">Fiocruz alerta para poss\u00edvel segunda onda de Covid-19 no Rio<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>6. A queda na m\u00e9dia m\u00f3vel das mortes ser\u00e1 constante daqui em diante?<\/h2>\n<\/div>\n<p>N\u00e3o necessariamente, uma vez que ainda existem muitas pessoas suscet\u00edveis ao v\u00edrus.<\/p>\n<p>&#8220;As quedas ainda s\u00e3o recentes. Precisamos acompanhar para vez se a tend\u00eancia se manter\u00e1. O v\u00edrus n\u00e3o parou de circular&#8221;, diz Chebabo.<\/p>\n<div class=\"globo-amp-ad-container\"><\/div>\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>7. \u00c9 poss\u00edvel relaxar as medidas de isolamento?<\/h2>\n<\/div>\n<p>Para Hallal, \u00e9 poss\u00edvel afrouxar as medidas de confinamento e pensar em reabertura de algumas atividades, por\u00e9m com restri\u00e7\u00f5es e analisando caso a caso.<\/p>\n<blockquote class=\"content-blockquote theme-border-color-primary-before\"><p>&#8220;A queda na m\u00e9dia m\u00f3vel n\u00e3o quer dizer que \u00e9 poss\u00edvel retomar todas as atividades. Por outro lado, quando a curva epidemiol\u00f3gica est\u00e1 descendente, \u00e9 poss\u00edvel planejar uma retomada da economia de forma gradativa. E deve levar em considera\u00e7\u00e3o o cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico de cada estado \u2013 diria at\u00e9 de cada cidade&#8221;, diz Hallal.<\/p><\/blockquote>\n<div class=\"content-media\" data-block-type=\"backstage-photo\">\n<figure class=\"content-media__container\">\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/3xlw74deKk2ghA2ii7ItXTEUHR0=\/0x0:3600x2404\/600x0\/smart\/filters:gifv():strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/O\/W\/OWZkSZS361iemci1Qd9Q\/frm20200907125.jpg\" alt=\"eriado do Dia da Independ\u00eancia do Brasil de praias lotadas no Rio de Janeiro em plena pandemia de Covid 19, nesta segunda-feira, 7 de Setembro.  \u2014 Foto: Erbs jr.\/Framephoto\/Estad\u00e3o Conte\u00fado\" \/><\/figure><figcaption class=\"content-media__description\">eriado do Dia da Independ\u00eancia do Brasil de praias lotadas no Rio de Janeiro em plena pandemia de Covid 19, nesta segunda-feira, 7 de Setembro. \u2014 Foto: Erbs jr.\/Framephoto\/Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Os especialistas avaliam que<span class=\"highlight\">\u00a0n\u00e3o \u00e9 hora de promover aglomera\u00e7\u00f5es ou diminuir o distanciamento social.<\/span>\u00a0Como exemplo da retomada sem aglomera\u00e7\u00e3o, Hallal afirma que j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel realizar campeonatos de esportes coletivos, mas com todas as medidas contra a transmiss\u00e3o (testagem e isolamento dos envolvidos) e sem o p\u00fablico.<\/p>\n<p>&#8220;Agora \u00e9 o momento para voltar o futebol, por exemplo, mas n\u00e3o d\u00e1 para retomar os campeonatos na pandemia com presen\u00e7a do p\u00fablico&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p>Nesta l\u00f3gica,\u00a0<span class=\"highlight\">as aulas presenciais nas escolas e universidades devem ser as \u00faltimas atividades a serem retomadas.<\/span>\u00a0&#8220;A sala de aula \u00e9 um lugar que n\u00e3o permite muito o distanciamento&#8221;, alerta Hallal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do uso da m\u00e1scara, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/organizacao-mundial-de-saude\/\">OMS<\/a>) recomenda um distanciamento entre as pessoas \u2013 para evitar a transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus por got\u00edculas expelidas ao falar, rir ou tossir \u2013 de 1 metro e meio a dois metros.<\/p>\n<p>www.g1.globo.com \/ La\u00eds Modelli<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas dizem que a tend\u00eancia \u00e9 a transmiss\u00e3o continuar, mas num limiar mais baixo. 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