{"id":16582,"date":"2020-10-02T12:27:26","date_gmt":"2020-10-02T15:27:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=16582"},"modified":"2020-10-02T12:28:17","modified_gmt":"2020-10-02T15:28:17","slug":"boiada-passou-na-petrobras-stf-autoriza-governo-a-vender-refinarias-sem-aval-do-congresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/10\/02\/boiada-passou-na-petrobras-stf-autoriza-governo-a-vender-refinarias-sem-aval-do-congresso\/","title":{"rendered":"Boiada passou na Petrobr\u00e1s: STF autoriza governo a vender refinarias sem aval do Congresso"},"content":{"rendered":"<p><strong>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (1) autorizar o governo de Jair Bolsonaro a vender refinarias e outras subsidi\u00e1rias da Petrobr\u00e1s sem precisar de autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional.<\/strong><\/p>\n<p>A vota\u00e7\u00e3o ficou em 6 votos contra 4 pela pela manuten\u00e7\u00e3o do plano de venda da Petrobr\u00e1s. Os votos favor\u00e1veis \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o das refinarias foram dos ministros Lu\u00eds Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux.<\/p>\n<p>J\u00e1 os ministros contr\u00e1rios \u00e0 venda das refinarias sem aval do Congresso foram Edson Fachin, o relator da a\u00e7\u00e3o, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski\u00a0 e Marco Aur\u00e9lio Mello. O ministro Celso de Mello, que se aposenta no pr\u00f3ximo dia 13, n\u00e3o participou do julgamento.<\/p>\n<p>Com a decis\u00e3o, a Petrobr\u00e1s est\u00e1 livre para seguir com seu plano de desinvestimentos que prev\u00ea venda de v\u00e1rios ativos e de oito refinarias de petr\u00f3leo que, juntas, representam cerca de 50% da capacidade de refino do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O julgamento foi decorrente de a\u00e7\u00e3o movida pelas Mesas-Diretoras do Congresso que questionou o tribunal sobre se a cria\u00e7\u00e3o das subsidi\u00e1rias estaria sendo feita para fatiar o patrim\u00f4nio da estatal e fraudar a necessidade de consulta ao Legislativo.<\/p>\n<p>Se inscreva no nosso canal no YouTube \/TVClassista<\/p>\n<p>www.ctb.org.br<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16584 alignright\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/systemuploadsnews00bdc8a07ef9c34ebeb-700x460xfit-439eb-300x197.jpg\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/systemuploadsnews00bdc8a07ef9c34ebeb-700x460xfit-439eb-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/systemuploadsnews00bdc8a07ef9c34ebeb-700x460xfit-439eb.jpg 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/>Decis\u00e3o do Supremo sobre a privatiza\u00e7\u00e3o de refinarias exp\u00f5e fissura entre os poderes<\/strong><\/p>\n<p>STF atropela o Congresso Nacional para permitir que o governo Bolsonaro venda unidades da Petrobr\u00e1s sem o aval do Legislativo<\/p>\n<p>A Medida Cautelar apresentada pelas mesas diretoras do Senado e C\u00e2mara Federal junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) na a\u00e7\u00e3o que vai decidir se o Governo Federal necessita de autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional para privatizar empresas estatais foi derrotada no plen\u00e1rio da Corte pelo placar de 6 votos contr\u00e1rios \u00e0 reclama\u00e7\u00e3o e 4 favor\u00e1veis.<\/p>\n<p>A liminar pretendida pelo Congresso Nacional visava interromper o processo de venda de refinarias da Petrobr\u00e1s enquanto o m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse julgado. A Repar e a Rlam (Bahia) foram as principais unidades citadas durante o julgamento por estarem com seus processos de venda adiantados. A gest\u00e3o da empresa manobra para facilitar a privatiza\u00e7\u00e3o com a transforma\u00e7\u00e3o de suas unidades em subsidi\u00e1rias. Ao chancelar tal procedimento, o STF entra em choque contra o Legislativo ao retirar suas prerrogativas legais.<\/p>\n<p>Votaram contra a Medida Cautelar os ministros Alexandre de Moraes, Lu\u00eds Roberto Barroso, Jos\u00e9 Antonio Dias Toffoli, Carmen L\u00facia, Gilmar Mendes, Luiz Fux. Acompanharam o voto do relator, Edson Fachin, favor\u00e1vel \u00e0 liminar, os ministros Ricardo Lewandowski, Marco Aur\u00e9lio Mello e Rosa Webber.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do STF desta quinta-feira (01) representa uma batalha perdida na luta em defesa do patrim\u00f4nio p\u00fablico nacional, mas a guerra continua. O m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o foi julgado e o resultado dessa vota\u00e7\u00e3o no Supremo, com maioria m\u00ednima, mostra que por l\u00e1 a quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 fechada. Agora, e mais do que nunca, a press\u00e3o popular sobre os poderes ser\u00e1 fundamental para a preserva\u00e7\u00e3o das empresas estatais, principalmente no Congresso Nacional, que deve reagir \u00e0 afronta sofrida.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (1) autorizar o governo de Jair Bolsonaro a vender refinarias e outras subsidi\u00e1rias da Petrobr\u00e1s sem precisar de autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional. A vota\u00e7\u00e3o ficou em 6 votos contra 4 pela pela manuten\u00e7\u00e3o do plano de venda da Petrobr\u00e1s. 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