{"id":16596,"date":"2020-10-02T12:53:10","date_gmt":"2020-10-02T15:53:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=16596"},"modified":"2020-10-02T12:55:16","modified_gmt":"2020-10-02T15:55:16","slug":"o-papel-central-da-escola-no-enfrentamento-do-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/10\/02\/o-papel-central-da-escola-no-enfrentamento-do-racismo\/","title":{"rendered":"O papel central da escola no enfrentamento do racismo"},"content":{"rendered":"<h3>OBSERVAT\u00d3RIO DE EDUCA\u00c7\u00c3O \u2013 ENSINO M\u00c9DIO E GEST\u00c3O<\/h3>\n<p><strong>A educa\u00e7\u00e3o, enquanto elemento nevr\u00e1lgico para qualquer mudan\u00e7a, \u00e9 essencial no combate ao racismo, de modo que, sem uma educa\u00e7\u00e3o efetivamente antirracista, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar em uma sociedade igualit\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es antirracistas realizadas em todo mundo este ano apontam que, se queremos construir uma sociedade equ\u00e2nime, \u00e9 necess\u00e1rio compreender qual o papel que cada estrutura socioecon\u00f4mica desempenha na reprodu\u00e7\u00e3o do racismo a fim de desenhar estrat\u00e9gias eficazes para o seu enfrentamento.\u00a0A educa\u00e7\u00e3o, enquanto elemento nevr\u00e1lgico para qualquer mudan\u00e7a, \u00e9 essencial nesse debate, de modo que, sem uma educa\u00e7\u00e3o efetivamente antirracista, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar em uma sociedade igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 central tanto para a reprodu\u00e7\u00e3o do racismo como para o seu enfrentamento.\u00a0 \u201cA educa\u00e7\u00e3o sempre foi um campo de batalha para n\u00f3s, negros\u201d, enfatiza a fil\u00f3sofa Sueli Carneiro, criadora do portal Geled\u00e9s, em entrevista para o v\u00eddeo \u201cGest\u00e3o Escolar para Equidade Racial\u201d, do Instituto Unibanco. A batalha come\u00e7a ainda no s\u00e9culo XIX, com a luta abolicionista, que j\u00e1 pautava o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. A Frente Negra Brasileira, nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940, permanece na constru\u00e7\u00e3o de massivo processo para facilitar o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, e o movimento negro, desde a constituinte at\u00e9 o presente, mant\u00e9m-se nessa mesma luta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_168571\" class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-168571\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-168571\" src=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1588955789321_1587909654521_equidade-2d-226-300x200.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1588955789321_1587909654521_equidade-2d-226-300x200.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1588955789321_1587909654521_equidade-2d-226-768x512.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1588955789321_1587909654521_equidade-2d-226-160x107.jpg 160w, \/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1588955789321_1587909654521_equidade-2d-226-360x240.jpg 360w, \/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1588955789321_1587909654521_equidade-2d-226-600x400.jpg 600w, \/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1588955789321_1587909654521_equidade-2d-226.jpg 800w\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"466\" \/>O grande mito da democracia racial continua sendo reiterado quando at\u00e9 mesmo as imagens de luta e enfrentamento do racismo s\u00f3 s\u00e3o amplamente divulgadas se internacionais. O papel do movimento negro brasileiro na garantia do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o de uma agenda pol\u00edtico-pedag\u00f3gica rumo a um curr\u00edculo e uma pr\u00e1tica educacional antirracistas \u00e9 central, garantindo nos \u00faltimos trinta anos conquistas fundamentais, como as a\u00e7\u00f5es afirmativas e a Lei n\u00ba 10.639\/2003, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB), tornando obrigat\u00f3rio o ensino da cultura e hist\u00f3ria africana, atualizada depois pela Lei n\u00ba 11.645\/2008, que contemplou a hist\u00f3ria e cultura ind\u00edgena.<\/figure>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tbdiR4AOmVE\" width=\"660\" height=\"415\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>Iara Pires Viana, ge\u00f3grafa e gestora da Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o de Minas Gerais, aponta que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre as desigualdades raciais e o direito de aprender. \u201cH\u00e1 quase uma aus\u00eancia do debate racial no campo da Educa\u00e7\u00e3o. E esse sil\u00eancio nos leva a crer que existe de fato uma democracia racial, \u00e9 quase a sedimenta\u00e7\u00e3o do mito da democracia racial. Mas os n\u00fameros revelam que n\u00e3o \u00e9 assim\u201d, explicou Iara durante a live \u201cDesafios para uma educa\u00e7\u00e3o antirracista | Gest\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica em Tempos de Crise\u201d, promovida pelo Instituto Unibanco.<\/p>\n<p>Segundo Iara, os dados apontam que h\u00e1 uma entrada permitida a todos e todas, mas no decorrer do<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-16598 alignright\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dados-educacao-300x220.png\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"231\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dados-educacao-300x220.png 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dados-educacao.png 460w\" sizes=\"auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/p>\n<p>processo de educa\u00e7\u00e3o, as turmas v\u00e3o clareando, h\u00e1 um processo de evas\u00e3o de estudantes negros, principalmente, no Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n<p>A gestora defende que o papel da Educa\u00e7\u00e3o na n\u00e3o reprodu\u00e7\u00e3o do racismo \u00e9 denunciar a pedagogia das aus\u00eancias, isto \u00e9, o racismo epist\u00eamico, marcado em todo o processo de forma\u00e7\u00e3o.\u00a0 \u201cNas licenciaturas de Pedagogia muito pouco se ouviu falar de autoras e autores negros, pouco ouviu se falar da hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o negra e da constitui\u00e7\u00e3o do povo negro no Brasil. Esse racismo epist\u00eamico enaltece uma pedagogia das aus\u00eancias. Por isso eu defendo que educadores e educadoras precisam fazer emergir uma pedagogia das emerg\u00eancias, assentada em um projeto pol\u00edtico pedag\u00f3gico emancipat\u00f3rio com tr\u00eas dimens\u00f5es estrat\u00e9gicas: mem\u00f3ria, den\u00fancia e comunica\u00e7\u00e3o\u201d, detalha Iara.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FhJLmEHY0_c\" width=\"660\" height=\"415\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<h5>Como construir uma educa\u00e7\u00e3o antirracista?<\/h5>\n<p>Promover uma educa\u00e7\u00e3o antirracista vai muito al\u00e9m de simplesmente combater as manifesta\u00e7\u00f5es materiais do racismo cotidiano, como ofensas e xingamentos. Apesar de positivas, as medidas que promovem a melhoria do clima escolar e a dissolu\u00e7\u00e3o de conflitos com base em discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial n\u00e3o bastam para a constru\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o efetivamente inclusiva e equ\u00e2nime. A educa\u00e7\u00e3o antirracista implica necessariamente a revis\u00e3o do curr\u00edculo, garantindo sua pluriversalidade, bem como a composi\u00e7\u00e3o de um corpo docente etnicamente diverso e formado em compet\u00eancias curriculares que abranjam a cultura e a hist\u00f3ria de povos africanos e amer\u00edndios.<\/p>\n<p>Edn\u00e9ia Gon\u00e7alves, diretora executiva da A\u00e7\u00e3o Educativa, destacou, em entrevista para o\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/metodologias\/como-pensar-uma-educacao-antirracista\/\">Centro de Refer\u00eancias em Educa\u00e7\u00e3o Integral<\/a>, que n\u00e3o basta que as escolas tratem o racismo como um conflito interpessoal. \u00c9 preciso compreender a sua din\u00e2mica estrutural, promovida inclusive pela pr\u00f3pria escola, quando esta n\u00e3o aborda a hist\u00f3ria e a cultura dos sujeitos e povos n\u00e3o brancos a partir de sua pr\u00f3pria perspectiva. \u201cAs escolas trazem o racismo como uma quest\u00e3o entre duas pessoas, confundindo-o com bullying. N\u00e3o o enxergam como um sistema que se retroalimenta e se reinventa\u201d, complementa Edn\u00e9ia. Vale ressaltar as caracter\u00edsticas estruturais, institucionais e sist\u00eamicas do racismo, que s\u00e3o base da nossa sociedade estruturada na discrimina\u00e7\u00e3o e que privilegia pessoas brancas em detrimento das negras.<\/p>\n<p>Assim, construir uma educa\u00e7\u00e3o antirracista implica encaminhar os conflitos interpessoais, mas sobretudo reconhecer e valorizar as identidades e hist\u00f3rias de todos os sujeitos no ambiente escolar. Quando o curr\u00edculo e o material did\u00e1tico s\u00f3 est\u00e3o compostos de uma \u00fanica perspectiva, na qual a hist\u00f3ria dos povos africanos e ind\u00edgenas come\u00e7a a partir da domina\u00e7\u00e3o e da escraviza\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um sil\u00eancio estrutural que invisibiliza sua cultura e possivelmente desengaja os estudantes n\u00e3o brancos.<\/p>\n<p>Sueli Carneiro destaca que o projeto brasileiro de na\u00e7\u00e3o \u00e9 a recria\u00e7\u00e3o da Europa nos tr\u00f3picos, de modo que a educa\u00e7\u00e3o passa a ser reprodutora disso: \u201cSe existe hist\u00f3ria, \u00e9 o ocidente que construiu hist\u00f3ria; se existe civiliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 o ocidente que produziu; se existe conhecimento relevante, \u00e9 o conhecimento produzido pelo ocidente. E todo esse processo de destitui\u00e7\u00e3o das pessoas n\u00e3o brancas \u2013 dos negros em especial \u2013 da condi\u00e7\u00e3o de ser sujeitos de conhecimento, sujeitos cognoc\u00eantricos, tem a ver com a pr\u00f3pria destitui\u00e7\u00e3o das pessoas negras de ser plenamente humanas e que chamo em minha tese de doutorado de epistemic\u00eddio, que \u00e9 negar. Negar ao outro a capacidade de produzir cultura, conhecimento e de ser sujeito relevante. Isso \u00e9 obra da escravid\u00e3o, da coloniza\u00e7\u00e3o e que o p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o n\u00e3o resolveu. A escola reitera isso, n\u00e3o \u00e9 gratuito que nossas primeiras experi\u00eancias de racismo ocorram na escola.\u201d<\/p>\n<h5>Interlocu\u00e7\u00f5es \u00c1frica e Di\u00e1spora Africana<\/h5>\n<p>Nos \u00faltimos anos, gestores e educadores de todo o pa\u00eds passaram a colocar em pr\u00e1tica iniciativas com o prop\u00f3sito de enfrentar a desigualdade \u00e9tnico-racial na educa\u00e7\u00e3o. Na constru\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o antirracista, \u00e9 importante n\u00e3o apenas visibilizar essas iniciativas, mas compartilhar os conhecimentos adquiridos, as conquistas e desafios, contribuindo ainda mais para a equidade no ensino e na aprendizagem.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br\/em-debate\/conteudo-multimidia\/detalhe\/educando-para-a-diversidade-o-papel-da-escola-no-enfrentamento-do-racismo\">projeto Interlocu\u00e7\u00f5es \u00c1frica e Di\u00e1spora Africana<\/a>,\u00a0 desenvolvido no Centro Educacional Maria Santa, em Pau Brasil, na Bahia, estimulou um di\u00e1logo plural entre estudantes, professores, comunidade e o movimento negro, valorizando a cultura, a identidade e o pertencimento \u00e9tnico racial atrav\u00e9s do enfrentamento dos estere\u00f3tipos raciais e do preconceito. Al\u00e9m de pesquisar as origens africanas e ind\u00edgenas de express\u00f5es usuais e cotidianas, os estudantes realizaram uma pesquisa sobre a forma\u00e7\u00e3o da favela Pau-Brasil, refletindo sobre a rela\u00e7\u00e3o centro\/periferia e as desigualdades raciais.<\/p>\n<p>Depois de atividades formativas com os professores, os mesmos passaram a desenvolver pr\u00e1ticas voltadas ao fortalecimento da identidade negra e da autoestima dos alunos em parceria com o movimento negro. As atividades abordaram ainda a forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das favelas, contrapondo as imagens estereotipadas dos territ\u00f3rios e popula\u00e7\u00f5es afro-brasileiros. Reunidos em grupos de pesquisa, os estudantes foram provocados a repensar o territ\u00f3rio onde vivem e as favelas em sua composi\u00e7\u00e3o cultural e criativa, para al\u00e9m do racismo territorial. Por fim, os estudantes remontaram, atrav\u00e9s de maquetes, as favelas em sua diversidade, provocando reflex\u00f5es de pertencimento, fortalecendo a autoestima e a autoimagem positiva, de maneira interdisciplinar, envolvendo toda a escola.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o possui um papel transformador e central na sociedade, de modo que, se a constru\u00e7\u00e3o de um ensino antirracista envolve m\u00faltiplas abordagens e perspectivas, isso se deve ao car\u00e1ter estrutural e sist\u00eamico que o pr\u00f3prio racismo possui em nosso cotidiano. Educar para a diversidade, enfrentando as desigualdades, \u00e9 um desafio hist\u00f3rico que demanda escuta, aten\u00e7\u00e3o e compromisso com a equidade.<\/p>\n<h5>Veja mais<\/h5>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yZP9txVNCVE\" width=\"660\" height=\"415\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>Conhe\u00e7a a curadoria de conte\u00fado que Edn\u00e9ia Gon\u00e7alves, coordenadora da A\u00e7\u00e3o Educativa, fez para a \u201cCole\u00e7\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o Baseada em Evid\u00eancias, Gest\u00e3o Escolar e Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-raciais\u201d,\u00a0 do Observat\u00f3rio de Educa\u00e7\u00e3o Ensino M\u00e9dio e Gest\u00e3o, do Instituto Unibanco. Acesse\u00a0<a href=\"https:\/\/observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br\/em-debate\/colecoes\/detalhe\/colecao-acao-educativa\">https:\/\/observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br\/em-debate\/colecoes\/detalhe\/colecao-acao-educativa<\/a><\/p>\n<p><strong>Indicadores<\/strong>\u00a0\u2013<a href=\"https:\/\/observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br\/educacao-em-numeros\/analises-integradas\/desigualdade-racial\">\u00a0An\u00e1lise integrada desigualdade racial: diferen\u00e7as entre negros e brancos de acesso, perman\u00eancia e conclus\u00e3o do Ensino M\u00e9dio com qualidade e na idade correta<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br\/em-debate\/desigualdade-racial-na-educacao\">Desigualdade racial na educa\u00e7\u00e3o brasileira: um Guia completo para entender e combater essa realidade<\/a><\/p>\n<p>www.diplomatique.org.br \/\u00a0Observat\u00f3rio de Educa\u00e7\u00e3o\u00a0| Brasil por\u00a0<strong>Instituto Unibanco<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OBSERVAT\u00d3RIO DE EDUCA\u00c7\u00c3O \u2013 ENSINO M\u00c9DIO E GEST\u00c3O A educa\u00e7\u00e3o, enquanto elemento nevr\u00e1lgico para qualquer mudan\u00e7a, \u00e9 essencial no combate ao racismo, de modo que, sem uma educa\u00e7\u00e3o efetivamente antirracista, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar em uma sociedade igualit\u00e1ria As manifesta\u00e7\u00f5es antirracistas realizadas em todo mundo este ano apontam que, se queremos construir uma sociedade equ\u00e2nime, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16597,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[345,317],"class_list":["post-16596","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-combate-ao-racismo","tag-educacao-inclusiva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16596","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16596"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16601,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16596\/revisions\/16601"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}