{"id":16980,"date":"2020-10-26T10:48:05","date_gmt":"2020-10-26T13:48:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=16980"},"modified":"2020-10-26T10:48:05","modified_gmt":"2020-10-26T13:48:05","slug":"incansaveis-distantes-da-igualdade-mulheres-lutam-pelo-acesso-a-direitos-basicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/10\/26\/incansaveis-distantes-da-igualdade-mulheres-lutam-pelo-acesso-a-direitos-basicos\/","title":{"rendered":"Incans\u00e1veis: Distantes da igualdade, mulheres lutam pelo acesso a direitos b\u00e1sicos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wrapper\">\n<div class=\"materia-title\">\n<p><strong>Dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, a outros direitos b\u00e1sicos e a equipamentos p\u00fablicos ainda \u00e9 realidade para muitas mulheres. Especialistas destacam a import\u00e2ncia de redes de prote\u00e7\u00e3o formadas por pol\u00edticas intersetoriais. Conhe\u00e7a as a\u00e7\u00f5es do DF<\/strong><\/p>\n<p>Ter uma vida plena e digna implica na garantia de direitos humanos. Se isso j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil para a sociedade em geral, para as mulheres, o abismo \u00e9 ainda maior, como mostra a terceira reportagem da s\u00e9rie Incans\u00e1veis \u2014 A luta das mulheres por direitos fundamentais. Estudo publicado este ano pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) evidencia as raz\u00f5es que dificultam a entrada delas no mercado de trabalho e o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, por exemplo. Intitulado As mulheres do Distrito Federal: desigualdade, inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e cuidados com a casa e a fam\u00edlia, o levantamento mostra n\u00e3o apenas as discrep\u00e2ncias entre os g\u00eaneros, como tamb\u00e9m as desigualdades entre mulheres.<\/p>\n<p class=\"texto\">Moradora do Parano\u00e1, Thaynara Gomes Bispo dos Santos, 25 anos, conhece bem essa realidade. M\u00e3e do Eric Felipe, 7, Evelyn Caroliny, 4, e Enzo, de 4 meses, ela sustenta os filhos como diarista. Com a pandemia, foi dispensada e, agora, vive com menos de R$ 850, entre o aux\u00edlio do governo e a pens\u00e3o de R$ 200 da filha do meio. \u201cQuando aparece servi\u00e7o de dom\u00e9stica e falo que tenho tr\u00eas filhos, a pessoa nem me liga de volta. Se a gente \u00e9 m\u00e3e, o que nos faz mais fortes \u00e9 querer dar tudo de melhor para eles. Devia haver mais oportunidade\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\">Quando consegue uma di\u00e1ria, Thaynara precisa pagar algu\u00e9m para ficar com os filhos. Dos R$ 150 que recebe, sobram apenas R$ 50. A diferen\u00e7a \u00e9 para a bab\u00e1 das crian\u00e7as e a alimenta\u00e7\u00e3o delas. \u201cSe tivesse creche em tempo integral, tamb\u00e9m ajudaria. Com a chegada do Enzo, precisei parar o ensino m\u00e9dio, pois n\u00e3o consegui ningu\u00e9m para ficar com ele e n\u00e3o posso levar para a escola\u201d, lamenta.<\/p>\n<p class=\"texto\">O acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o das mulheres mais pobres \u00e9 menor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quelas do grupo de alta renda. Para se ter uma ideia, entre as jovens de 18 a 24 anos do grupo de alta renda, 91% est\u00e3o matriculadas no n\u00edvel superior, enquanto no grupo de baixa renda s\u00e3o apenas 59,6%.<\/p>\n<p class=\"texto\">E, independentemente da classe social, as mulheres do DF s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo trabalho dom\u00e9stico e cuidado com a fam\u00edlia. N\u00e3o bastasse isso, nas regi\u00f5es administrativas de baixa renda como Fercal, Itapo\u00e3, Parano\u00e1, Recanto das Emas, SCIA-Estrutural e Varj\u00e3o, 51,1% delas s\u00e3o as respons\u00e1veis pelo domic\u00edlio.<\/p>\n<h3>Emprego e creche<\/h3>\n<p class=\"texto\">A realidade de Thaynara reflete exatamente o que est\u00e1 na recomenda\u00e7\u00e3o do estudo da Codeplan. A conclus\u00e3o \u00e9 de que o Estado precisa ampliar as pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o ao acesso e perman\u00eancia no mercado de trabalho. Sobretudo para aquelas que vivem em regi\u00f5es de baixa renda e s\u00e3o m\u00e3es de fam\u00edlias monoparentais. Nestes casos, uma a\u00e7\u00e3o central \u00e9 aumentar a cobertura de creches para as crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos.<\/p>\n<p class=\"texto\">No DF, h\u00e1 cerca de 20 mil crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos na fila de espera por uma vaga em creche. De acordo com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, todas as crian\u00e7as a partir dos 4 anos s\u00e3o atendidas pela rede p\u00fablica de ensino.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para equacionar a balan\u00e7a entre a oferta e a procura, o Governo do Distrito Federal inaugurou quatro Centros de Educa\u00e7\u00e3o da Primeira Inf\u00e2ncia \u2014 Lago Norte, Ceil\u00e2ndia e dois em Samambaia \u2014, abrindo quase 700 novas vagas. Outras 15 unidades devem ser licitadas e constru\u00eddas em diferentes cidades do DF. A creche da Vila Telebras\u00edlia j\u00e1 est\u00e1 em fase de licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">Outra medida, segundo a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 colocar em pr\u00e1tica o Cart\u00e3o Creche, com o qual os benefici\u00e1rios receber\u00e3o cr\u00e9dito no cart\u00e3o para matricular os filhos em creches credenciadas ao programa.<\/p>\n<p class=\"texto\">Gerente de pesquisa da diretoria de estudos e pol\u00edticas sociais da Codeplan, Julia Pereira ressalta projetos do governo de promo\u00e7\u00e3o da igualdade de g\u00eanero no mercado de trabalho em parceria com a Secretaria da Mulher. \u201cEvid\u00eancias internacionais apontam para a capacita\u00e7\u00e3o das mulheres para o empreendedorismo. Mas n\u00e3o adianta ser longe das resid\u00eancias, n\u00e3o pode ter hor\u00e1rios r\u00edgidos, pois elas n\u00e3o t\u00eam com quem deixar os filhos. Se a capacita\u00e7\u00e3o agrega renda e oferta outros valores, como a quest\u00e3o de g\u00eanero e viol\u00eancia dom\u00e9stica, ela \u00e9 mais efetiva\u201d, detalha.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ainda segundo Juliana, os cursos devem abordar a cadeia completa. Se for corte e costura, deve ensinar como ter acesso ao insumo de forma mais rent\u00e1vel, como administrar o neg\u00f3cio e onde vender. Ou seja, \u00e9 preciso abordar a cadeia produtiva do come\u00e7o ao fim.<\/p>\n<h3>Empreendedorismo<\/h3>\n<p class=\"texto\">Aos 49 anos, Maria Arag\u00e3o tem constru\u00eddo uma hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o. Natural de Parna\u00edba, interior do Piau\u00ed, at\u00e9 os 34 ela n\u00e3o tinha profiss\u00e3o e sua \u00fanica ocupa\u00e7\u00e3o eram os cuidados com o pai doente. Quando ele morreu, h\u00e1 cerca de 15 anos, Maria mudou-se para o DF, aconselhada pela irm\u00e3, que j\u00e1 vivia aqui. O primeiro emprego, como recepcionista, mal dava para pagar o aluguel da kit, dividida com tr\u00eas amigas.<\/p>\n<p class=\"texto\">A virada na vida come\u00e7ou quando uma amiga, dona de sal\u00e3o, a ensinou o of\u00edcio de fazer sobrancelhas e disse: \u201cInveste nisso que voc\u00ea vai ter sucesso\u201d. Assim Maria fez. Economizava o que podia para se capacitar em cursos e aprender novas t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p class=\"texto\">Hoje, \u00e9 microempreendedora individual, atende em um espa\u00e7o no Setor Hospitalar Norte, e sonha em poder transformar a vida de outras mulheres. \u201cEstou fazendo as oficinas do projeto Mulheres Hipercriativas. Se eu for selecionada, quero dar cursos para pessoas como eu era, sem profiss\u00e3o, sem renda, sem rumo. Se a pessoa faz a sobrancelha de uma amiga, \u00e9 R$ 40. Se aprende a fazer micropigmenta\u00e7\u00e3o, a renda sobe para R$ 450 ou mais\u201d, exemplifica Maria, que agora \u00e9 especialista em embelezamento do olhar.<\/p>\n<div class=\"materia-title\">\n<h3>Feminic\u00eddio antinegro: quando a morte \u00e9 o que nos une<\/h3>\n<\/div>\n<p class=\"texto\"><em>Feminic\u00eddio antinegro \u00e9 o termo que revela a face mais perversa da viol\u00eancia contra as mulheres quando essa encontra o racismo: a morte. Segundo dados do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, em 2019 houve um aumento de 7,1% dos casos de feminic\u00eddio no pa\u00eds, chegando a 1.326 mulheres mortas. Desse total, 66,6% eram negras, indicador que vem se mantendo h\u00e1 anos. Considerada uma das legisla\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas de enfrentamento da viol\u00eancia de g\u00eanero no mundo, a Lei Maria da Penha (Lei n\u00ba 11.340\/2006) n\u00e3o tem alcan\u00e7ado as mulheres negras. A Lei de Feminic\u00eddio (Lei n\u00ba 13.104\/2015), como um instrumento jur\u00eddico importante, tamb\u00e9m n\u00e3o tem sido suficiente para coibir seus assassinatos.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Ao contr\u00e1rio, tanto a viol\u00eancia dom\u00e9stica quanto as mortes por homic\u00eddio de mulheres negras t\u00eam aumentado de maneira preocupante, significa que o racismo tem incidido na forma como estas viol\u00eancias atingem as mulheres brasileiras. A interseccionalidade, como ferramenta de an\u00e1lise elaborada por mulheres negras, tem sido fundamental para a compreens\u00e3o das desigualdades estruturais que atingem a popula\u00e7\u00e3o negra e, principalmente, para analisar a forma como diferentes marcadores sociais s\u00e3o determinantes na conforma\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra as mulheres. As ideias aplicadas \u00e0s mulheres negras, constru\u00eddas ao longo de s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o e escraviza\u00e7\u00e3o, criaram imagens negativas sobre seus corpos e s\u00e3o reiteradas na contemporaneidade.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Essas \u201cimagens de controle\u201d, nos termos da soci\u00f3loga Patricia Hill Collins, autorizam in\u00fameras viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, demonstrando a necessidade de an\u00e1lises que transcendam a perspectiva de g\u00eanero, a fim de abranger a complexidade das desigualdades. Al\u00e9m disso, o racismo institucional tem sido identificado como entrave no acesso a direitos, incluindo servi\u00e7os previstos na Lei Maria da Penha, como a formaliza\u00e7\u00e3o de den\u00fancia de agress\u00e3o e a concess\u00e3o de medida protetiva. Mulheres negras, marcadas como corpos viol\u00e1veis, est\u00e3o \u00e0 merc\u00ea da omiss\u00e3o do Estado. \u00c9 urgente a mudan\u00e7a desse quadro.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>*Coordenadora do Observat\u00f3rio da Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra (PopNegra), vinculado \u00e0 UnB<\/strong><\/p>\n<div class=\"materia-title\">\n<h3>Dignidade e cidadania<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"responsive-img\"><picture><source media=\"(max-width: 767px)\" data-srcset=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2020\/10\/25\/360x240\/1_download_horz-6362975.jpg 360w\" \/><source media=\"(max-width: 1365px)\" data-srcset=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2020\/10\/25\/675x450\/1_download_horz-6362975.jpg 675w\" \/><source media=\"(min-width: 1366px)\" data-srcset=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2020\/10\/25\/820x547\/1_download_horz-6362975.jpg 820w\" \/><\/picture>\n<figure style=\"width: 675px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\" (cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Cedida ao Correio)\" src=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2020\/10\/25\/675x450\/1_download_horz-6362975.jpg\" alt=\" (cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Cedida ao Correio)\" width=\"675\" height=\"449\" data-src=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2020\/10\/25\/675x450\/1_download_horz-6362975.jpg\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal\/Cedida ao Correio<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"responsive-img-caption\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">Doutora em sociologia, Ana Paula Martins ressalta que o acesso \u00e0 Justi\u00e7a envolve os servi\u00e7os p\u00fablicos e todos os recursos capazes de garantir a dignidade e a cidadania. No caso da viol\u00eancia contra a mulher, o momento \u00e9 de celebrar as conquistas e recrudescer a luta para evitar retrocessos e alcan\u00e7ar a amplia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e or\u00e7amentos p\u00fablicos destinados ao enfrentamento do problema.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para ela, garantir \u00e0s mulheres direitos b\u00e1sicos transformar\u00e1 uma realidade social, evitando que muitas delas entrem em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e tirando outras tantas desse estado. \u201cTodos n\u00f3s somos sujeitos vulner\u00e1veis \u00e0 viol\u00eancia, pois vivemos em um dos pa\u00edses mais violentos do mundo. Mas o fato de uma pessoa ser mulher j\u00e1 a exp\u00f5e mais \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica. Se ela \u00e9 negra, tem muito mais exposi\u00e7\u00e3o e risco de sofrer viol\u00eancia\u201d, detalha Ana Paula.<\/p>\n<p class=\"texto\">Sair deste ciclo exige uma rede robusta e integrada, com atua\u00e7\u00e3o sob a perspectiva intersetorial. \u201cServi\u00e7os de seguran\u00e7a p\u00fablica, de assist\u00eancia social, de acesso \u00e0 renda e ao trabalho decente, de sa\u00fade, de oportunidades de rompimento com o ciclo da viol\u00eancia, tudo isso precisa ser articulado e ter or\u00e7amento p\u00fablico para sua plena execu\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Ana Paula, que tamb\u00e9m \u00e9 professora colaboradora do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p class=\"texto\">Outro caminho para reduzir as desigualdades entre homens e mulheres e entre as pr\u00f3prias mulheres \u00e9 tra\u00e7ar pol\u00edticas diferentes para alcan\u00e7ar um n\u00famero maior de pessoas. \u201c\u00c9 preciso entender que h\u00e1 uma hierarquia de corpos e nem vou come\u00e7ar pelos homens subjugando as mulheres. Vamos falar da hierarquia de corpos entre mulheres: a branca, negra, a perif\u00e9rica, a trans. Esses grupos v\u00e3o precisar de aten\u00e7\u00e3o mais cuidadosa\u201d, defende Mariana T\u00e1vora, coordenadora do N\u00facleo de G\u00eanero do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e Territ\u00f3rios (MPDFT).<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Duas perguntas para \/ Ericka Filippelli, secret\u00e1ria da Mulher do DF<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>A legisla\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica tem sido um importante instrumento de defesa dos direitos das mulheres. No entanto, a elas ainda s\u00e3o negados direitos fundamentais. O que tem sido feito no DF para corrigir essa situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA garantia de direitos fundamentais passa pela necessidade de se ter uma pol\u00edtica p\u00fablica para implement\u00e1-los. Estamos trabalhando na constru\u00e7\u00e3o do Plano Distrital de Pol\u00edtica para as Mulheres, com a\u00e7\u00f5es no enfrentamento da viol\u00eancia, oferta de sa\u00fade, acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Trabalhando com a Secretaria de Economia e de Planejamento para identificar essa pol\u00edtica no Plano Plurianual. Realizamos a primeira elei\u00e7\u00e3o para o conselho dos direitos da mulher. Com isso, trazemos a sociedade civil para perto, os \u00f3rg\u00e3os de controle, e isso torna a pol\u00edtica mais eficiente. Criamos a Subsecretaria de Promo\u00e7\u00e3o de Pol\u00edticas para as Mulheres para tratar das quest\u00f5es de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, autonomia econ\u00f4mica das mulheres da \u00e1rea urbana, rural e as trans; e para garantir que a mulher tenha acesso ao mercado de trabalho e \u00e0 sa\u00fade integral.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Quais pol\u00edticas voltadas para a mulher j\u00e1 existem no DF?<\/strong><br \/>\nNossos projetos buscam proporcionar a autonomia econ\u00f4mica da mulher. Temos o Empreende Mais Mulher, cujo objetivo \u00e9 capacitar mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia. Temos o programa em parceria com a rede mulher empreendedora, em que capacitamos as mulheres por meio de cursos on-line. E o Mulheres Hipercriativas, em parceria com a OEI (Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Ibero-Americanos). Vamos selecionar 40 mulheres e capacit\u00e1-las em cursos presenciais e on-line. Elas v\u00e3o receber entre R$ 2,5 e R$ 10 mil durante esse processo e ser\u00e3o multiplicadoras. Nossa meta \u00e9 treinar 4 mil mulheres em um ano. Em breve, o governo vai inaugurar a Cl\u00ednica da Mulher e vamos torn\u00e1-la um ponto de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidez na adolesc\u00eancia e para o planejamento da vida sexual reprodutiva. Muitas das mulheres com filhos, fora do mercado de trabalho, n\u00e3o tiveram a oportunidade de escolher quando ser ou n\u00e3o m\u00e3e.<\/p>\n<h3 class=\"texto\"><strong>A\u00e7\u00f5es em rede<\/strong><\/h3>\n<p class=\"texto\"><strong>Confira a rede de prote\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o, repress\u00e3o, pol\u00edticas p\u00fablicas e canais de den\u00fancia de viol\u00eancia contra a mulher no DF<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Empreende mais mulher<\/strong><br \/>\nEspa\u00e7o com psic\u00f3logos e assistentes sociais capacitados para mapear as necessidades de trabalho e as habilidades profissionais da mulher. O atendimento \u00e9 individualizado e prev\u00ea a elabora\u00e7\u00e3o de um plano personalizado, feito pela equipe da Secretaria da Mulher. Tamb\u00e9m \u00e9 feito o encaminhamento aos cursos oferecidos pela pasta ou aos servi\u00e7os prestados pelos parceiros, incluindo Ag\u00eancia do Trabalhador, BRB, Simplifica PJ e o Prospera. Agendamento: (61) 99206-6788 ou empreende@mulher.df.gov.br.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Mulheres Hipercriativas<\/strong><br \/>\n\u00c9 um projeto da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Ibero-americanos (OEI) e da Secretaria de Estado da Mulher do DF que tem como objetivo formar uma rede de aprendizagem, com a colabora\u00e7\u00e3o e parceria de mulheres. As inscri\u00e7\u00f5es v\u00e3o at\u00e9 sexta-feira, pelo site: oei.org.br\/mulheres-hipercriativas.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Indicadores<\/strong><br \/>\nA Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica instalou a C\u00e2mara T\u00e9cnica de Monitoramento de Homic\u00eddios e Feminic\u00eddios. Tem como objetivo elaborar diagn\u00f3sticos criminal e criminol\u00f3gico dos crimes. A partir dele, o governo adequa as pol\u00edticas p\u00fablicas para cada regi\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Capacita\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nTreinamento de 1.815 profissionais da seguran\u00e7a p\u00fablica com foco no atendimento \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, enfrentamento ao feminic\u00eddio e \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. Deste total, 724 eram policiais militares rec\u00e9m-ingressados na Pol\u00edcia Militar (PMDF).<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Campanha #MetaaColher<\/strong><br \/>\nCom o slogan \u201cA melhor arma contra o feminic\u00eddio \u00e9 a colher\u201d, o movimento busca incentivar a den\u00fancia como ferramenta de preven\u00e7\u00e3o. Assista ao v\u00eddeo da campanha: bit.ly\/2HpLsZX.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Provid<\/strong><br \/>\nPoliciamento especializado para atendimento \u00e0s mulheres por meio do Programa de Preven\u00e7\u00e3o Orientada \u00e0 Viol\u00eancia Dom\u00e9stica (Provid). O trabalho ajuda a prevenir, inibir e interromper o ciclo da viol\u00eancia dom\u00e9stica. As v\u00edtimas podem entrar em contato por meio do 190.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Aplicativo Viva Flor<\/strong><br \/>\nDestinado \u00e0s mulheres com medida protetiva de urg\u00eancia, encaminhadas pelo Judici\u00e1rio. Ao acionar o aplicativo, ele emite um chamado de forma priorit\u00e1ria na tela do computador do despachante do Centro de Opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Militar do Distrito Federal (Copom). Uma equipe da PM \u00e9 enviada imediatamente para o local. No DF, 96 mulheres j\u00e1 usaram o sistema e, 80 permanecem com o aplicativo ativo.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Centro de Refer\u00eancia Especializado de Assist\u00eancia Social (Creas)<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma unidade p\u00fablica de assist\u00eancia social que atende as pessoas e fam\u00edlias (crian\u00e7as, adolescentes, jovens, adultos, idosos, mulheres) que est\u00e3o vivendo situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia ou viola\u00e7\u00e3o de direitos. No DF, s\u00e3o 10 unidades, al\u00e9m do Creas da Diversidade. Endere\u00e7os e telefones no link: bit.ly\/3kuno6Q.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Subsecretaria de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0s V\u00edtimas de Viol\u00eancia (Pr\u00f3-v\u00edtima)<\/strong><br \/>\nTelefone: 2104-4289<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Disque 100<\/strong><br \/>\n\u00c9 um servi\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes com foco em viol\u00eancia sexual e viola\u00e7\u00e3o de direitos de toda a popula\u00e7\u00e3o, especialmente os grupos sociais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Central de Atendimento \u00e0 Mulher<\/strong><br \/>\nTelefones: 180 (nacional) e 156, Op\u00e7\u00e3o 6 (Distrito Federal)<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Centros Especializados de Atendimento \u00e0 Mulher (Ceam)<\/strong><br \/>\nOfertam acolhimento e acompanhamento interdisciplinar (social, psicol\u00f3gico, pedag\u00f3gico e de orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica) \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia de g\u00eanero. Informa\u00e7\u00f5es e telefones: https:\/\/bit.ly\/35rrpCJ.<\/p>\n<p class=\"texto\">www.correiobraziliense.com.br<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, a outros direitos b\u00e1sicos e a equipamentos p\u00fablicos ainda \u00e9 realidade para muitas mulheres. Especialistas destacam a import\u00e2ncia de redes de prote\u00e7\u00e3o formadas por pol\u00edticas intersetoriais. Conhe\u00e7a as a\u00e7\u00f5es do DF Ter uma vida plena e digna implica na garantia de direitos humanos. 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