{"id":17389,"date":"2020-11-18T19:23:57","date_gmt":"2020-11-18T22:23:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=17389"},"modified":"2020-11-18T19:23:57","modified_gmt":"2020-11-18T22:23:57","slug":"auxilio-de-600-reais-melhorou-a-economia-apos-o-corte-pobreza-volta-a-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/11\/18\/auxilio-de-600-reais-melhorou-a-economia-apos-o-corte-pobreza-volta-a-crescer\/","title":{"rendered":"Aux\u00edlio de 600 reais melhorou a economia; ap\u00f3s o corte pobreza volta a crescer"},"content":{"rendered":"<p><strong>O aux\u00edlio emergencial ajudou a levantar a economia e tamb\u00e9m a reduzir a pobreza \u201cpara o menor patamar em nada menos do que 40 anos\u201d. Mas a redu\u00e7\u00e3o pela metade do valor do benef\u00edcio j\u00e1 est\u00e1 pondo a perder parte dessa conquista. \u00c9 o que mostra estudo do pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre\/FGV), Daniel Duque, divulgado pelo Valor Econ\u00f4mico nesta quarta (18).<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/opiniao\/noticia\/2020\/11\/18\/corte-do-auxilio-emergencial-ja-leva-a-aumento-da-pobreza.ghtml?GLBID=1274882549eeb0b4cfa9f597f4b986bad6f686131795170624d34463239357266676a6349557676536c336f66544d354c554f576932317a455a77394752437868524e7847664a706b7653754261446f7743706a394b7a494b674737515872436a4f304c7856513d3d3a303a6361726f6c7275792e323031332e39\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">jornal<\/a>\u00a0aponta que \u201ca eventual extin\u00e7\u00e3o pura e simples do benef\u00edcio, sem nada que beneficie ao menos parte da popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel, em um ambiente de emprego ainda escasso e educa\u00e7\u00e3o insatisfat\u00f3ria, representaria uma s\u00e9ria volta atr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><strong>Segundo o estudo, em agosto o aux\u00edlio emergencial levou a pobreza para o menor patamar desde a d\u00e9cada de 1980. At\u00e9 ent\u00e3o, o melhor momento havia sido em 2014, quando a popula\u00e7\u00e3o em extrema pobreza representava 4,5% do total ou pouco mais de 9 milh\u00f5es de pessoas, e viviam abaixo da linha da pobreza 22,8%, ou 46,2 milh\u00f5es.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cA faixa da popula\u00e7\u00e3o na extrema pobreza, que vivia com menos de US$ 1,9 por dia, de acordo com a defini\u00e7\u00e3o do Banco Mundial, caiu para 2,3%, o equivalente a 4,8 milh\u00f5es de pessoas. Os n\u00fameros s\u00e3o praticamente metade dos registrados em maio, um dos momentos mais agudos da crise, quando 4,2% da popula\u00e7\u00e3o viviam em extrema pobreza, ou 8,8 milh\u00f5es de pessoas. J\u00e1 o segmento considerado pobre, com renda di\u00e1ria inferior a US$ 5,5 tamb\u00e9m pelo par\u00e2metro do Banco Mundial, era de 18,4% da popula\u00e7\u00e3o, ou 38,9 milh\u00f5es de pessoas em agosto, bem abaixo dos 23,7% de maio, ou 50 milh\u00f5es de pessoas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Corte no aux\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p>O corte do aux\u00edlio emergencial de R$ 600 para R$ 300, em setembro, entretanto, fez a pobreza voltou a crescer.<\/p>\n<p>\u201cA taxa da extrema pobreza subiu para 2,5% da popula\u00e7\u00e3o, englobando 5,2 milh\u00f5es de pessoas, ou 400 mil a mais do que no m\u00eas anterior. Enquanto a faixa vivendo na pobreza aumentou para 19,4% da popula\u00e7\u00e3o, equivalente a 41,1 milh\u00f5es de pessoas, ou nada menos do que 2,2 milh\u00f5es a mais \u2013 a popula\u00e7\u00e3o de Manaus ou quase uma Belo Horizonte\u201d, afirma o jornal.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><strong>E a perspectiva n\u00e3o \u00e9 boa. Para o pesquisador Daniel Duque, conforme informou o Valor, \u201ca situa\u00e7\u00e3o dos mais pobres ser\u00e1 na pr\u00e1tica ainda pior em consequ\u00eancia do aumento da infla\u00e7\u00e3o, que vem atingindo principalmente os alimentos\u201d.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O jornal chamou de \u201cinsensata\u201d a ideia de retirar a rede de prote\u00e7\u00e3o \u201cem momento em que a economia ainda patina e o mercado de trabalho custa a reagir\u201d, e acrescentou que a taxa de desemprego em 14,4% no trimestre encerrado em agosto, est\u00e1 bem acima dos 11,7% do fim de 2019.<\/p>\n<p><strong>Paras as centrais sindicais isso n\u00e3o \u00e9 novidade<\/strong><\/p>\n<p>Para os sindicalistas estas conclus\u00f5es n\u00e3o chegam a ser novidade. Em setembro, logo que foi anunciado o corte no aux\u00edlio de 600 para 300 reais, as centrais For\u00e7a Sindical, CUT, UGT, CTB, CSB e Nova Central afirmaram,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2020\/09\/auxilio-emergencial-nenhum-real-a-menos.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">em artigo publicado na Folha de S\u00e3o Paulo<\/a>, que o Brasil vivia \u201cum impasse entre preservar a prote\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u00e0 popula\u00e7\u00e3o afetada pela pandemia do coronav\u00edrus, por um lado, ou o arrocho da prote\u00e7\u00e3o social que levar\u00e1 ao aumento da fome, da mis\u00e9ria e da viol\u00eancia, por outro\u201d e que \u201ca escolha entre um caminho e outro marcar\u00e1 os rumos da nossa hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>No artigo as centrais questionaram de \u201cseremos um pa\u00eds de miser\u00e1veis ou um pa\u00eds que conseguiu atravessar a pandemia de forma respons\u00e1vel e construtiva\u201d levantando que \u201co horizonte, nessa perspectiva de redu\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial, \u00e9 o aumento de pessoas vivendo nas ruas, saques, revoltas e criminalidade, entre outras mazelas. A continuidade do aux\u00edlio emergencial de R$ 600, por outro lado, tem o potencial de conter esse cen\u00e1rio tr\u00e1gico\u201d.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br \/ R\u00e1dio Pe\u00e3o Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aux\u00edlio emergencial ajudou a levantar a economia e tamb\u00e9m a reduzir a pobreza \u201cpara o menor patamar em nada menos do que 40 anos\u201d. 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