{"id":17933,"date":"2020-12-14T15:48:24","date_gmt":"2020-12-14T15:48:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=17933"},"modified":"2020-12-14T15:49:12","modified_gmt":"2020-12-14T15:49:12","slug":"inseguranca-para-trabalhador-trabalho-temporario-tem-maior-alta-desde-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/12\/14\/inseguranca-para-trabalhador-trabalho-temporario-tem-maior-alta-desde-2008\/","title":{"rendered":"Inseguran\u00e7a para trabalhador: Trabalho tempor\u00e1rio tem maior alta desde 2008"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Como os patr\u00f5es s\u00f3 se interessam pelo lucro, ao gerar de empregos de qualidade, aproveitam a reforma de Temer que legalizou essa forma prec\u00e1ria de contrata\u00e7\u00e3o<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p>O trabalho tempor\u00e1rio, modelo de contrata\u00e7\u00e3o prec\u00e1rio legalizado pela reforma Trabalhista do ileg\u00edtimo Michel Temer, em 2017, virou uma tend\u00eancia entre empresas que querem lucrar mais e pagar menos aos trabalhadores e trabalhadoras, em especial em \u00e9pocas de crise, e cresce mais a cada dia.<\/p>\n<p>Apenas em outubro deste ano, em torno de 30,7 mil trabalhadores tempor\u00e1rios foram contratados, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria Especial de Previd\u00eancia e Trabalho do Governo Federal. O n\u00famero representa 7,7% do total de vagas criadas no m\u00eas (394,9 mil) e \u00e9 o maior desde 2008.<\/p>\n<p>O \u00edndice de contrata\u00e7\u00f5es em empresas especializadas em trabalhos tempor\u00e1rios cresceu 25% &#8211; quase 10 vezes mais do que no mercado formal de trabalho (2,3%), entre de junho e outubro deste ano.<\/p>\n<p>Essas contrata\u00e7\u00f5es atendem somente aos interesses dos empres\u00e1rios que, em tempos de crise \u2013 e em nome dos lucros \u2013 n\u00e3o se arriscam a contratar trabalhadores efetivos, afirma a t\u00e9cnica do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese\/Subse\u00e7\u00e3o CUT), Adriana Marcolino.<\/p>\n<p>\u201cAo inv\u00e9s de gerar empregos de qualidade, esses contratos garantem economia para as empresas e inseguran\u00e7a para os trabalhadores e trabalhadoras\u201d, diz Adriana. Ela afirma ainda que esses contratos consideram trabalhadores como simples mercadorias que as empresas podem comprar e descartar conforme a necessidade.<\/p>\n<p>\u201cMas estamos falando de pessoas, de fam\u00edlias, que contribuem para a gera\u00e7\u00e3o de riqueza do pa\u00eds e milh\u00f5es delas, hoje, fazem parte da estat\u00edstica do desemprego, que se mant\u00e9m em patamares elevados\u201d, completa Adriana.<\/p>\n<p>O n\u00famero de desempregados no Brasil \u00e9 de 14,1 milh\u00f5es de pessoas, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad-Cont\u00ednua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) referentes ao 3\u00b0 trimestre de 2020.<\/p>\n<p>Que o Brasil vive uma crise, todos sabem. Inclusive o governo Federal, que ainda assim n\u00e3o tem pol\u00edticas econ\u00f4micas efetivas para enfrentar as dificuldades, com investimentos, para promover desenvolvimento com gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda.<\/p>\n<p>E o resultado, em especial nesses tempos de pandemia do novo coronav\u00edrus \u00e9 dificuldade para todos os setores. \u201cSe o momento imp\u00f5e dificuldade para as empresas, precisamos pensar em pol\u00edticas que protejam a economia, as estruturas produtivas e de servi\u00e7os, mas tamb\u00e9m os trabalhadores e trabalhadoras\u201d, diz Adriana Marcolino.<\/p>\n<p>Ela explica que os trabalhadores s\u00e3o quem mais necessitam de prote\u00e7\u00e3o social neste momento. E gera\u00e7\u00e3o de empregos \u2018n\u00e3o perec\u00edveis\u2019, qualidade e direitos \u00e9 o elemento principal desta prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Mas a hist\u00f3ria \u00e9 velha<\/strong><\/h4>\n<p>Desde 2017, a reforma Trabalhista vem precarizando as rela\u00e7\u00f5es de trabalho e, ao contr\u00e1rio do que foi prometido pelos pais da nova lei, Temer e seus ministros, n\u00e3o houve aumento de empregos, nem de competitividade e nem mesmo crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o trouxe nenhum emprego, pelo contr\u00e1rio, tirou emprego formal de quem estava trabalhando e substituiu por emprego sem direitos, pelos contratos intermitentes e os tempor\u00e1rios, que v\u00eam crescendo porque patr\u00e3o n\u00e3o quer ter muito custo\u201d, diz o vice-presidente da CUT, Vagner Freitas.<\/p>\n<p>O dirigente ainda afirma que isso \u00e9 o que provoca a crise no mercado de trabalho, que impacta na economia e na arrecada\u00e7\u00e3o para a previd\u00eancia, j\u00e1 que o trabalhador n\u00e3o tem uma expectativa de longevidade no emprego.<\/p>\n<p>A CUT, lembra Vagner, j\u00e1 alertava desde o in\u00edcio da tramita\u00e7\u00e3o da proposta que era mentira o que eles diziam que haveria gera\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de empregos, al\u00e9m dos que j\u00e1 existiam, que ia ter oportunidades para os jovens e outras promessas que n\u00e3o se concretizaram.<\/p>\n<p>Mas o governo Bolsonaro, dando continuidade ao projeto de Brasil posto em pr\u00e1tica ap\u00f3s o golpe de 2016 que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, prossegue atacando ainda mais as j\u00e1 fragilizadas rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em um evento em Bras\u00edlia, no \u00faltimo dia 8, que para o pa\u00eds incluir 40 milh\u00f5es de brasileiros no mercado de trabalho, os tais invis\u00edveis como eles chamam os brasileiros sem emprego e sem renda que eles disseram s\u00f3 saber que existiam durante a pandemia, \u00e9 preciso precarizar ainda mais os direitos, retomando o contrato de trabalho Verde-Amarelo, que s\u00f3 beneficia os patr\u00f5es, como tudo que esse governo faz.<\/p>\n<p>De acordo com o Dieese o programa vai no sentido contr\u00e1rio. \u201cTem potencial para aumentar o desemprego e a precariza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Momento de consci\u00eancia<\/strong><\/h4>\n<p>Vagner Freitas avalia que este \u00e9 o momento de a sociedade comparar a situa\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho antes e depois da reforma Trabalhista para perceber que os direitos dos trabalhadores s\u00e3o sagrados, ou eram antes do golpe.<\/p>\n<p>De acordo com Vagner, a crise agravada pela pandemia, a falta de uma a\u00e7\u00e3o nacional de combate ao novo coronav\u00edrus resultaram em mais queda da renda e do trabalho no Brasil e o governo n\u00e3o tem nenhuma proposta para resolver a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E os trabalhos precarizados, tempor\u00e1rios, terceirizados, completa o dirigente, refletem na forma de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e at\u00e9 de rela\u00e7\u00f5es sociais que, igualmente, se deterioram.<\/p>\n<p>\u201cApesar do cunho racista, o assassinato no Carrefour em Porto Alegra \u00e9 um reflexo da falta de preparo de trabalhadores terceirizados, que n\u00e3o recebem treinamento adequado para lidar com o p\u00fablico\u201d, exemplifica Vagner Freitas.<\/p>\n<p>O assassinato de Jo\u00e3o Alberto pelos funcion\u00e1rios de uma empresa de seguran\u00e7a terceirizada pelo Carrefour em 19 de novembro de 2020 \u00e9 a \u201ccara da den\u00fancia que a CUT fez sobre o que aconteceria num futuro pr\u00f3ximo, com a aprova\u00e7\u00e3o da reforma Trabalhista: Colocaria em risco a vida das pessoas e a reputa\u00e7\u00e3o das empresas\u201d, diz Vagner.<\/p>\n<p>www.cut.org.br \/ Andre Accarini<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como os patr\u00f5es s\u00f3 se interessam pelo lucro, ao gerar de empregos de qualidade, aproveitam a reforma de 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