{"id":18114,"date":"2020-12-24T19:24:05","date_gmt":"2020-12-24T19:24:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=18114"},"modified":"2020-12-24T19:24:05","modified_gmt":"2020-12-24T19:24:05","slug":"luta-intensa-em-2020-que-venha-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2020\/12\/24\/luta-intensa-em-2020-que-venha-2021\/","title":{"rendered":"Luta intensa em 2020. Que venha 2021!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em janeiro, j\u00e1 olh\u00e1vamos para 2020 com a certeza de que seria um ano dif\u00edcil, porque o desemprego j\u00e1 era alto e diminu\u00eda lentamente com a gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho prec\u00e1rios. Mas foi pior: A economia rastejou frente \u00e0 aus\u00eancia de uma estrat\u00e9gia de retomada do crescimento. Pobreza, mis\u00e9ria, desigualdade e viol\u00eancia cresceram no pa\u00eds. Cen\u00e1rio que resultou em inseguran\u00e7a e precariza\u00e7\u00e3o para os trabalhadores e as trabalhadoras e ataque \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o sindical.<\/strong><\/p>\n<p>2020 chega ao fim<s>,<\/s>\u00a0com a crise sanit\u00e1ria trazendo a toda essa adversidade contornos dram\u00e1ticos, ampliados pelas absurdas pr\u00e1ticas do governo Bolsonaro, que, primeiramente, negou e, depois, minimizou a gravidade do Covid-19; ridicularizou gestores p\u00fablicos que lutavam para combater o v\u00edrus; fragilizou e impediu a coordena\u00e7\u00e3o nacional das pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o e de enfrentamento; criou obst\u00e1culos \u00e0s medidas de prote\u00e7\u00e3o de renda e dos empregos; atuou contra os protocolos de distanciamento e isolamento social, ao uso de m\u00e1scara e \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de testes. Diante da crise, e apesar desse governo, os movimentos sindical, sociais e pol\u00edtico atuaram e resistiram.<\/p>\n<p>Em fevereiro, quando foi confirmada a pandemia do novo Coronav\u00edrus, as Centrais Sindicais avan\u00e7aram nas articula\u00e7\u00f5es para enfrentar a crise sanit\u00e1ria. Em 18 de mar\u00e7o, Dia Nacional de Lutas, lan\u00e7amos o documento \u201cMedidas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, ao emprego e \u00e0 renda dos trabalhadores e trabalhadoras\u201d, no qual apresentamos 38 propostas para enfrentar as m\u00faltiplas dimens\u00f5es da crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>As Centrais propuseram aos presidentes da C\u00e2mara dos Deputados e do Senado a cria\u00e7\u00e3o de um or\u00e7amento especial para enfrentar a retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica decorrente da necessidade do isolamento social e de um Abono Emergencial, correspondente ao valor da cesta b\u00e1sica calculada polo Dieese (1\/2 sal\u00e1rio m\u00ednimo), para todos os trabalhadores e trabalhadoras que n\u00e3o tivessem a prote\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios e do seguro-desemprego. A mobiliza\u00e7\u00e3o do movimento sindical, do movimento popular e da sociedade, somada \u00e0 atua\u00e7\u00e3o dos parlamentares e governantes locais, criou um campo pol\u00edtico que viabilizou a aprova\u00e7\u00e3o de um Aux\u00edlio Emergencial de R$ 600,00, que protegeu cerca de 67 milh\u00f5es de pessoas. Propusemos regras para a extens\u00e3o e atuamos para efetivar a prorroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m por meio de nossa luta que conseguimos viabilizar o bloqueio da Medida Provis\u00f3ria encaminhada pelo presidente Bolsonaro que suspendia os contratos de trabalho sem o pagamento dos sal\u00e1rios. Propusemos o aporte de recursos do Tesouro para pagar os sal\u00e1rios dos trabalhadores que fossem obrigados a ficar em isolamento ou que tivessem a atividade produtiva suspensa ou reduzida. Quase 10 milh\u00f5es foram beneficiados.<\/p>\n<p>Mobilizamos debates e iniciativas pol\u00edticas, buscamos promover o di\u00e1logo social, investimos na unidade e na articula\u00e7\u00e3o institucional. Um exemplo disso foi a realiza\u00e7\u00e3o de um in\u00e9dito, ousado e unit\u00e1rio ato virtual de 1\u00ba de Maio, com ampla participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e presen\u00e7a de ex-presidentes da Rep\u00fablica, al\u00e9m de lideran\u00e7as partid\u00e1rias e de movimentos e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade, com visualiza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o popular na casa dos milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em negocia\u00e7\u00f5es coletivas em diversos setores, com propostas e press\u00e3o sobre os governos, o movimento sindical lutou e atuou de maneira unit\u00e1ria para enfrentar essa grav\u00edssima crise que j\u00e1 coloca mais de 30 milh\u00f5es (quase 1\/3 da PE) no desemprego, no desalento ou na inatividade.<\/p>\n<p>Diante desse quadro de desgoverno central, o movimento sindical colocou a sua estrutura \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos governantes e gestores p\u00fablicos para ajudar no combate \u00e0 pandemia, assim como fez, junto \u00e0s bases sindicais, campanhas de solidariedade e de apoio aos mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>Buscamos governadores, prefeitos, independentemente das cores partid\u00e1rias, e empres\u00e1rios para criar e implementar as medidas de distanciamento e isolamento social, os protocolos de seguran\u00e7a no trabalho, de deslocamento no transporte p\u00fablico, com especial aten\u00e7\u00e3o aos profissionais da sa\u00fade e no apoio ao SUS.<\/p>\n<p>Criamos com duas centenas de entidades a Campanha #BrasilPelaDemocraciaePelaVida, defendendo o Estado Democr\u00e1tico de Direito, o respeito Constitui\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es dos constantes amea\u00e7as e ataques do governo Bolsonaro.<\/p>\n<p>As Centrais Sindicais apoiam a Frente pela Vida, a Campanha pela Renda B\u00e1sica, estamos juntos na Campanha em defesa do SUS e em outras in\u00fameras inciativas para combater a discrimina\u00e7\u00e3o racial, de g\u00eanero, sexual, religiosa.<\/p>\n<p>Mesmo diante da grave crise e inseguran\u00e7a econ\u00f4mica, os sindicatos atuaram de maneira vigorosa, e dentro dos protocolos sanit\u00e1rios, para realizar as campanhas salariais, renovar os acordos e conven\u00e7\u00f5es coletivas, proteger os empregos, os sal\u00e1rios e os direitos, conforme indicam os dados do Balan\u00e7o das Negocia\u00e7\u00f5es produzido pelo DIEESE. Envidaram esfor\u00e7os para apoiar as empresas a resistir diante da paralisa\u00e7\u00e3o da atividade produtiva e apoiaram medidas governamentais de subs\u00eddio e de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>O movimento sindical lutar\u00e1 para que o Aux\u00edlio Emergencial seja prorrogado enquanto perdurar a pandemia. Propor\u00e1 que o Congresso Nacional amplie e fortale\u00e7a a articula\u00e7\u00e3o dos programas de prote\u00e7\u00e3o social, inclusive de renda, como j\u00e1 fizemos ao longo de 2020. Isso deve ser feito para enfrentar a inseguran\u00e7a alimentar diante da falta de renda e do aumento do custo de vida, situa\u00e7\u00e3o que se agravar\u00e1 nos pr\u00f3ximos meses com a alta dos pre\u00e7os dos alimentos e da energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Desde j\u00e1, exigimos que o pa\u00eds tenha um plano nacional de vacina\u00e7\u00e3o, com a m\u00e1xima celeridade e dispon\u00edvel para todos, gratuitamente, pelo SUS, al\u00e9m de incentivar e refor\u00e7ar todos os cuidados para reduzir o aumento do cont\u00e1gio e das mortes.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 fundamental lutar para que o pa\u00eds tenha uma estrat\u00e9gia consistente para a retomada do crescimento econ\u00f4mico que combata todas as formas de desigualdade social, gere bons empregos, valorize os sal\u00e1rios, mantenha e amplie os direitos trabalhistas. O desafio ser\u00e1 combinar as pol\u00edticas sociais com a recupera\u00e7\u00e3o inovadora da capacidade de investimento p\u00fablico e privado em infraestrutura social e econ\u00f4mica, valorizando e fortalecendo o papel do Estado, as empresas e o servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Seguiremos atuando para que o sindicalismo seja capaz de se renovar e de responder \u00e0s mudan\u00e7as no mundo do trabalho, com representatividade, valoriza\u00e7\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o coletiva e solu\u00e7\u00f5es \u00e1geis dos conflitos. Um sindicalismo de luta, com propostas e muita disposi\u00e7\u00e3o para negociar, desde o local de trabalho, em todos os setores e categorias, assim como com os governos e parlamentos, em especial com os prefeitos e prefeitas eleitos.<\/p>\n<p>A na\u00e7\u00e3o tem o desafio de articular as for\u00e7as sociais do sistema produtivo \u2013 trabalhadores e empregadores -, do campo pol\u00edtico \u2013 l\u00edderes partid\u00e1rios, parlamentares e governantes -, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais e movimentos sociais para construir um projeto nacional de desenvolvimento. Declarar nesse projeto, para onde a na\u00e7\u00e3o quer ir (objetivos, metas e estrat\u00e9gias) e mobilizar o esfor\u00e7o coletivo necess\u00e1rio para constru\u00ed-lo, apontando o que faremos desde agora para que este pa\u00eds seja soberano na sua integra\u00e7\u00e3o com o mundo, justo na distribui\u00e7\u00e3o da renda e da riqueza, inovador e virtuoso no incremento da produtividade e sustent\u00e1vel ambientalmente.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas preocupa\u00e7\u00f5es e, diante delas, a certeza de que teremos que lutar muito, unidos, para tomar o destino da na\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os. Mobilizar, propor e negociar com o prop\u00f3sito de defender os interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras, mediados pelo interesse coletivo da na\u00e7\u00e3o e com o objetivo de construir um pa\u00eds justo, solid\u00e1rio, igualit\u00e1rio e soberano. Que venha 2021. Estamos prontos para a luta!<\/p>\n<p><strong>S\u00e9rgio Nobre, presidente da CUT<\/strong><\/p>\n<p><strong>Miguel Torres, presidente da For\u00e7a Sindical<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Patah, presidente da UGT<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adilson Ara\u00fajo, presidente da CTB<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Calixto Ramos, presidente da NCST<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f4nio Neto, presidente da CSB<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Pe\u00e3o Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em janeiro, j\u00e1 olh\u00e1vamos para 2020 com a certeza de que seria um ano dif\u00edcil, porque o desemprego j\u00e1 era alto e diminu\u00eda lentamente com a gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho prec\u00e1rios. Mas foi pior: A economia rastejou frente \u00e0 aus\u00eancia de uma estrat\u00e9gia de retomada do crescimento. 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