{"id":19429,"date":"2021-03-15T16:25:49","date_gmt":"2021-03-15T19:25:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=19429"},"modified":"2021-03-15T16:25:49","modified_gmt":"2021-03-15T19:25:49","slug":"petroleiros-completam-11-dias-de-greve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/03\/15\/petroleiros-completam-11-dias-de-greve\/","title":{"rendered":"Petroleiros completam 11 dias de greve"},"content":{"rendered":"<p><strong>Na Bahia, a greve conta com a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores dos campos de produ\u00e7\u00e3o terrestre e do Terminal de Madre de deus (Temadre), cujos trabalhadores tamb\u00e9m foram impactados pelas vendas de ativos.<\/strong><\/p>\n<p>Os petroleiros da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) entram nesta segunda-feira, 15, no 11\u00ba dia de greve, cobrando condi\u00e7\u00f5es seguras de trabalho, manuten\u00e7\u00e3o dos empregos e dos direitos que est\u00e3o amea\u00e7ados pela venda da unidade para o fundo de investimentos \u00e1rabe Mubadala. Al\u00e9m da Rlam, outras bases da FUP est\u00e3o mobilizadas, denunciando os impactos das privatiza\u00e7\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e seguran\u00e7a. S\u00e3o elas a Refinaria de Manaus (Reman), as unidades da Petrobr\u00e1s no Esp\u00edrito Santo e as bases operacionais representadas pelo Sindipetro Unificado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Na Bahia, a greve conta com a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores dos campos de produ\u00e7\u00e3o terrestre e do Terminal de Madre de deus (Temadre), cujos trabalhadores tamb\u00e9m foram impactados pelas vendas de ativos e pelo desmonte da Petrobr\u00e1s no estado. Na manh\u00e3 desta segunda-feira, 15, houve mobiliza\u00e7\u00e3o nas bases de produ\u00e7\u00e3o de Candeias (OP-CAN\/EVF\/UPGN), no Temadre e na Rlam.<\/p>\n<p>Outras bases da FUP que aprovaram a greve devem fortalecer o movimento nos pr\u00f3ximos dias. Est\u00e3o sendo feitos atrasos desde a semana passada nos turnos da Regap, em Minas Gerais, da Refinaria Abreu e Lima e do Terminal Aquavi\u00e1rio de Suape, em Pernambuco. No Paran\u00e1, a greve tamb\u00e9m foi aprovada na Usina de Xisto (SIX),\u00a0onde os trabalhadores est\u00e3o se\u00a0organizando para somarem-se \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A\u00a0defesa da vida \u00e9 um dos principais eixos da greve. Em meio ao maior desmonte da hist\u00f3ria do Sistema Petrobr\u00e1s, com diversas unidades j\u00e1 privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho, al\u00e9m da inseguran\u00e7a causada pela pandemia. V\u00e1rios trabalhadores est\u00e3o esgotados, f\u00edsica e psicologicamente. Sem di\u00e1logo com os sindicatos, as ger\u00eancias submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifun\u00e7\u00f5es, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente \u00e0s transfer\u00eancias compuls\u00f3rias e ao descumprimento do Acordo Coletivo.<\/p>\n<p>Assim como o governo Bolsonaro, a gest\u00e3o Castello Branco vem negando recomenda\u00e7\u00f5es, normas e protocolos de seguran\u00e7a dos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade e de fiscaliza\u00e7\u00e3o para prevenir de forma eficaz o avan\u00e7o da pandemia da Covid-19 na Petrobras. Mais de\u00a011% dos\u00a0trabalhadores da Petrobr\u00e1s j\u00e1 se contaminaram. Isso equivale\u00a0ao\u00a0dobro da m\u00e9dia nacional. A cada semana, s\u00e3o mais de 400 trabalhadores infectados e uma m\u00e9dia de 20 hospitalizados. Esses n\u00fameros, apesar de altos, s\u00e3o subnotificados, pois a Petrobr\u00e1s insiste em n\u00e3o divulgar os dados dos trabalhadores terceirizados. Em meio \u00e0s privatiza\u00e7\u00f5es, a categoria petroleira ainda \u00e9 obrigada a conviver com o pavor de ser contaminada pelos surtos semanais que est\u00e3o ocorrendo nas plataformas, refinarias e terminais. Informa\u00e7\u00f5es obtidas pela FUP revelam que mais de 60 trabalhadores pr\u00f3prios e terceirizados j\u00e1 perderam a vida em consequ\u00eancia da Covid.<\/p>\n<p><strong>Pandemia de absurdos<\/strong><br \/>\nNo\u00a0domingo, uma semana ap\u00f3s a morte do operador da Rlam,\u00a0Carlo Alberto, por complica\u00e7\u00f5es geradas pela Covid, mais um trabalhador da refinaria faleceu ap\u00f3s ser infectado.\u00a0Wagner Plech,\u00a0de 52 anos, era t\u00e9cnico de opera\u00e7\u00e3o\u00a0e coordenador de turno, com\u00a035 anos de trabalho na Petrobr\u00e1s, dois filhos e esposa.\u00a0&#8220;Essas mortes s\u00e3o fruto da incompet\u00eancia administrativa e gerencial da Petrobr\u00e1s na Rlam, que n\u00e3o tem adotado as medidas necess\u00e1rias para preservar a vida dos trabalhadores pr\u00f3prios e terceirizados, apesar de toda cobran\u00e7a que vem sendo feita pela dire\u00e7\u00e3o do sindicato&#8221;, afirma\u00a0Radiovaldo Costa, diretor Sindipetro Bahia, informando que a entidade ir\u00e1 processar o Gerente Geral da Rlam\u00a0para que seja responsabilizado civil e criminalmente por expor a vida dos trabalhadores em risco.<\/p>\n<p>A Rlam \u00e9 uma das unidades do Sistema Petrobr\u00e1s que vem sendo afetada pela neglig\u00eancia da dire\u00e7\u00e3o da empresa no combate \u00e0 pandemia.\u00a0Nas \u00faltimas semanas, foram relatados\u00a0surtos de Covid com mais de 80 trabalhadores contaminados\u00a0na refinaria. Ainda assim, a ger\u00eancia\u00a0chegou a insistir em manter as paradas de manuten\u00e7\u00e3o que colocariam em risco mais de 2 mil trabalhadores aglomerados na unidade. S\u00f3 ap\u00f3s o in\u00edcio da greve, \u00e9 que a a gest\u00e3o da Petrobr\u00e1s resolveu\u00a0suspender o in\u00edcio das paradas\u00a0na Rlam.<\/p>\n<p>Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, o Sindipetro tamb\u00e9m denunciou a ocorr\u00eancia de surtos de Covid entre os trabalhadores. &#8220;Um dos setores atingidos \u00e9 o DH com oito casos confirmados. Outro setor sob aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o Coque, com sete casos. A\u00a0situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante, uma vez que este cen\u00e1rio deve se agravar nos setores que est\u00e3o em parada de manuten\u00e7\u00e3o, como o Coque. Al\u00e9m disso, vale lembrar que os trabalhadores da parada e os da refinaria est\u00e3o compartilhando o mesmo transporte, o que pode favorecer o cont\u00e1gio. Para piorar a situa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 gerentes setoriais que n\u00e3o direcionam os trabalhadores com suspeita para avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, autorizando pessoas que podem estar com Covid-19 a trabalhar sem a devida triagem&#8221;,\u00a0alerta o Sindipetro-MG.<\/p>\n<p>Apesar da gravidade do problema, a\u00a0gest\u00e3o da Regap se nega a atender as reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores, que aprovaram greve por tempo indeterminado e amea\u00e7am parar as atividades se a Petrobr\u00e1s n\u00e3o garantir o atendimento da pauta da categoria.\u00a0\u201cCobramos respostas imediatas da empresa sobre outros temas importantes para a categoria, como a falta de efetivo, a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero m\u00ednimo e, principalmente, a falta de condi\u00e7\u00f5es seguras para a realiza\u00e7\u00e3o da Parada de Manuten\u00e7\u00e3o no pior momento da pandemia no Brasil. J\u00e1 s\u00e3o 15 casos confirmados na opera\u00e7\u00e3o em 2 semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeit\u00f3rio. J\u00e1 temos casos de companheiros contaminados que n\u00e3o conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. N\u00e3o iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria\u201d, afirma Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro-MG.<\/p>\n<p>www.cut.org.br \/ FUP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Bahia, a greve conta com a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores dos campos de produ\u00e7\u00e3o terrestre e do Terminal de Madre de deus (Temadre), cujos trabalhadores tamb\u00e9m foram impactados pelas vendas de ativos. 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