{"id":1995,"date":"2018-07-23T19:03:30","date_gmt":"2018-07-23T22:03:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=1995"},"modified":"2018-07-23T19:49:55","modified_gmt":"2018-07-23T22:49:55","slug":"taxa-rosa-produtos-destinados-a-mulheres-sao-ate-123-mais-caros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2018\/07\/23\/taxa-rosa-produtos-destinados-a-mulheres-sao-ate-123-mais-caros\/","title":{"rendered":"Taxa Rosa: produtos destinados a mulheres s\u00e3o at\u00e9 12,3% mais caros"},"content":{"rendered":"<div id=\"js_b\" class=\"_5pbx userContent _3576\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-1996\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/internas_taxarosa1-oficial1-300x283.png\" alt=\"\" width=\"414\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/internas_taxarosa1-oficial1-300x283.png 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/internas_taxarosa1-oficial1.png 511w\" sizes=\"auto, (max-width: 414px) 100vw, 414px\" \/>DISPARIDADE COME\u00c7A NA INF\u00c2NCIA<\/p>\n<p>Mahila Ames de Lara\/\/Poder 360<\/p>\n<p>O pre\u00e7o dos produtos nas prateleiras dos supermercados variam de acordo com diversos fatores: diferentes marcas, modelos, datas de lan\u00e7amento e funcionalidades. Mas alguns deles t\u00eam todos esses atributos equivalentes e ainda assim s\u00e3o at\u00e9 12% mais caros. A \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 que s\u00e3o voltados para o p\u00fablico feminino.<\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada neste ano pela ESPM verificou que produtos destinados \u00e0s mulheres s\u00e3o at\u00e9 12,3% mais caros que os indicados para homens. A chamada \u201ctaxa rosa\u201d corresponde ao valor que a mulher paga a mais por 1 produto s\u00f3 pelo fato dele ser destinado a ela.<\/p>\n<p>A pesquisa da ESPM mostra que a discrep\u00e2ncia no custo de vida come\u00e7a na 1\u00aa inf\u00e2ncia, quando a roupa de beb\u00ea feminina \u00e9 cerca de 23% mais cara, e vai at\u00e9 a vida adulta, quando as mulheres n\u00e3o apenas pagam mais por alguns produtos, como tamb\u00e9m ganham menos que os homens.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), elas ganham, em m\u00e9dia, 76,5% do rendimento dos homens.<\/p>\n<p>Foram verificadas varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o em in\u00fameros setores, entre eles vestu\u00e1rio, higiene pessoal, servi\u00e7os, alimenta\u00e7\u00e3o e brinquedos.<\/p>\n<p>O levantamento da ESPM buscou identificar quais s\u00e3o as categorias mais marcantes, quais as raz\u00f5es e de quanto \u00e9 essa diferen\u00e7a. O m\u00e9todo utilizado foi o pricing, que consiste na verifica\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o entre os produtos que est\u00e3o destinados \u00e0s mulheres, aos homens e a ambos os g\u00eaneros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da verifica\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, a pesquisa tamb\u00e9m realizou uma sondagem com 480 mulheres, entre 20 e 55 anos, das classes A, B e C, de 3 diferentes capitais do pa\u00eds. Constatou-se que 89% das entrevistadas acham normal o pre\u00e7o dos produtos femininos serem mais elevados.<\/p>\n<p>Para elas, isso se d\u00e1 porque as mulheres s\u00e3o mais consumistas, ou seja, seriam o p\u00fablico-alvo do mercado e, por isso, os produtos seriam mais caros para elas.<\/p>\n<p>O professor F\u00e1bio Mariano, que conduziu o levantamento, acredita que este argumento n\u00e3o \u00e9 condizente. Para ele, se as mulheres fossem de fato consumistas, esse deveria ser 1 motivo para o pre\u00e7o ser menor.<\/p>\n<p>\u201cSe uma m\u00e1quina emite 1 volume de produtos muito maior para mulheres do que para homens, o custo est\u00e1 otimizado onde o volume \u00e9 maior, tanto que todo mundo sabe: comprar no atacado \u00e9 mais barato\u201d, disse.<\/p>\n<p>Como forma de mudar essa realidade, Mariano aconselha que as pessoas se questionem at\u00e9 que ponto vale a pena consumir 1 produto apenas por ele ser destinado a certo g\u00eanero, sendo que ele n\u00e3o atinge nenhuma outra finalidade. \u201cA partir da conscientiza\u00e7\u00e3o, as empresas podem rever as suas a\u00e7\u00f5es para n\u00e3o se expor. Cabe tamb\u00e9m ao consumidor questionar\u201d, disse.<\/p>\n<p>Outro ponto relevante apontado pelo professor \u00e9 o papel dos pais na conscientiza\u00e7\u00e3o do consumo por parte das crian\u00e7as. Segundo ele, a oferta de produtos unissex tem impactado o cen\u00e1rio e algumas empresas recentemente j\u00e1 optaram por n\u00e3o diferenciar os seus produtos por g\u00eanero.<\/p>\n<p>C\u00d3DIGO DO CONSUMIDOR<br \/>\nSegundo o advogado especialista em direito do consumidor Vin\u00edcius Fonseca, o C\u00f3digo de Defesa Consumidor do Brasil n\u00e3o traz nenhuma puni\u00e7\u00e3o para as empresas privadas que diferenciam seus pre\u00e7os de acordo com o g\u00eanero.<\/p>\n<p>Para ele, a marca tem liberdade de variar o pre\u00e7o de acordo com o que lhe for pertinente. \u201cN\u00e3o existe nada na lei que comprove que a pr\u00e1tica seja abusiva. Se o empres\u00e1rio quiser cobrar mais por 1 produto ele tem o direito\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"_3x-2\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;H&quot;}\">\n<div data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;H&quot;}\">\n<div class=\"mtm\">\n<div class=\"_2a2q _65sr\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DISPARIDADE COME\u00c7A NA INF\u00c2NCIA Mahila Ames de Lara\/\/Poder 360 O pre\u00e7o dos produtos nas prateleiras dos supermercados variam de acordo com diversos fatores: diferentes marcas, modelos, datas de lan\u00e7amento e funcionalidades. Mas alguns deles t\u00eam todos esses atributos equivalentes e ainda assim s\u00e3o at\u00e9 12% mais caros. A \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 que s\u00e3o voltados para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1996,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-1995","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1995"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1995\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1997,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1995\/revisions\/1997"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}