{"id":20168,"date":"2021-04-26T17:10:48","date_gmt":"2021-04-26T20:10:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=20168"},"modified":"2021-04-26T17:10:48","modified_gmt":"2021-04-26T20:10:48","slug":"pobreza-e-extrema-pobreza-atingem-611-milhoes-de-brasileiros-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/04\/26\/pobreza-e-extrema-pobreza-atingem-611-milhoes-de-brasileiros-em-2021\/","title":{"rendered":"Pobreza e extrema pobreza atingem 61,1 milh\u00f5es de brasileiros em 2021"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em dois anos, o n\u00famero de pobres e extremamente pobres subiu 14,5 milh\u00f5es e a classe m\u00e9dia diminuiu em 4%. Para economista, efeitos negativos v\u00e3o durar gera\u00e7\u00f5es se pa\u00eds n\u00e3o reiniciar pol\u00edticas sociais<\/strong><\/p>\n<p>O aumento da mis\u00e9ria brasileira tem dois nomes e sobrenomes: Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. O presidente da Rep\u00fablica e o ministro da Economia s\u00e3o respons\u00e1veis diretamente pelo aumento da pobreza e mis\u00e9ria da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Este \u00e9 o\u00a0resultado do negacionismo de Bolsonaro, cujo governo nunca fez uma campanha decente de conscientiza\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Covid-19 que explicasse a import\u00e2ncia de medidas sanit\u00e1rias e do isolamento social para evitar a propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, e de n\u00e3o ter comprado vacinas suficientes, entre outras medidas protetivas para os brasileiros.<\/p>\n<p>Se eles se importassem mais com o combate \u00e0 fome, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de empregos, a manuten\u00e7\u00e3o de direitos dos trabalhadores,\u00a0 em vez de continuar fazendo o pa\u00eds\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/juros-extorsivos-da-divida-publica-impedem-retomada-da-economia-diz-ex-ministro-ec47\">pagar juros da d\u00edvida p\u00fablica<\/a>,\u00a0<\/strong>e<strong>\u00a0<\/strong>manter o teto de gastos p\u00fablicos, muito provavelmente, o n\u00famero de brasileiros vivendo na pobreza e na extrema pobreza, n\u00e3o teria dado um salto gigantesco, nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>O saldo negativo desde que Jair Bolsonaro assumiu a presid\u00eancia da Rep\u00fablica, h\u00e1 dois anos, \u00e9 de 9,1 milh\u00f5es de pessoas a mais na pobreza e 5,4 milh\u00f5es a mais na extrema pobreza. Ou seja, em seu governo 14,5 milh\u00f5es de brasileiros foram empurrados para classes econ\u00f4micas mais baixas. Hoje o pa\u00eds tem\u00a061,1 milh\u00f5es de pobres e de extremamente pobres.<\/p>\n<p>Diversas pesquisas\u00a0<em>(veja abaixo<\/em>) mostram que a desigualdade social se tornou ainda maior desde o in\u00edcio da pandemia. S\u00e3o os pobres, de baixa escolaridade e as mulheres negras os mais atingidos tanto pela falta de emprego, pela fome, como tamb\u00e9m os que mais morrem de Covid-19, por que s\u00e3o essas pessoas que precisam trabalhar presencialmente, e as que, impossibilitadas de ter um emprego decente, se arriscam a ir para as ruas procurar um trabalho ou bico para se alimentar suas fam\u00edlias, se expondo \u00e0 doen\u00e7a nos transportes p\u00fablicos lotados, como os de S\u00e3o Paulo e outras cidades populosas.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo a classe m\u00e9dia \u00e9 afetada. De cada 10 pessoas neste estrato da popula\u00e7\u00e3o, seis perderam renda na pandemia. O n\u00famero de pessoas de classe m\u00e9dia que era de 51% da popula\u00e7\u00e3o, em 2020, cai este ano para 47% e empata agora com a classe \u201cbaixa\u201d, com o mesmo \u00edndice de 47%.<\/p>\n<p>A economista e professora do programa de mestrado em \u201cEstado, Governo e Pol\u00edticas P\u00fablicas\u201d da Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais (FLACSO \/Brasil), Ana Luiza Matos de Oliveira, \u00e9 uma das autoras, junto com as pesquisadoras Luiza Nassif-Pires, Lu\u00edsa Cardoso,\u00a0da\u00a0<a href=\"https:\/\/madeusp.com.br\/publicacoes\/artigos\/genero-e-raca-em-evidencia-durante-a-pandemia-no-brasil-o-impacto-do-auxilio-emergencial-na-pobreza-e-extrema-pobreza\/\"><strong>pesquisa publicada pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de S\u00e3o Paulo (Made-USP)<\/strong><\/a>, que mostra o aumento da pobreza e mis\u00e9ria no pa\u00eds. Para ela, \u00e9 preciso dar condi\u00e7\u00f5es financeiras para que a popula\u00e7\u00e3o permane\u00e7a em casa e a economia n\u00e3o sofra tanto os efeitos negativos da pandemia.<\/p>\n<p>&#8221; Um aux\u00edlio emergencial decente, de R$ 600 at\u00e9 o fim da pandemia, daria um ganho imenso na renda dessas fam\u00edlias que poderiam se manter dentro de casa, impedindo a propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a que j\u00e1 matou quase 400 mil brasileiros&#8221;, diz Ana Luiza.<\/p>\n<p>Um valor maior do que o oferecido por Bolsonaro, de apenas\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/novo-auxilio-sera-pago-a-menos-trabalhadores-e-valor-pode-variar-de-r-150-a-r-37-56d2\">quatro parcelas de R$ 150, R$ 250 e R$ 375<\/a>,\u00a0<\/strong>\u00e9 o que tamb\u00e9m defende a CUT, que incluiu um aux\u00edlio decente como uma das prioridades na pauta de reivindica\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora neste\u00a0\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/1-de-maio-da-cut-e-centrais-reivindica-respeito-a-vida-e-emprego-decente-b57a\">1\u00ba de Maio, que inclui democracia, emprego e vacina para todos.<\/a><\/strong><\/p>\n<p>\u201c O aux\u00edlio emergencial do ano passado, de R$ 600 e de R$ 1.200 para as m\u00e3es chefes de fam\u00edlia, minimizou os impactos da pandemia nos segmentos mais vulner\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o. A ajuda a 70 milh\u00f5es de invis\u00edveis para o governo Bolsonaro, desnudou a crise econ\u00f4mica brasileira\u201d, diz o secret\u00e1rio de Assuntos Jur\u00eddicos da CUT, Valeir Ertle.<\/p>\n<p>O dirigente da CUT ressalta ainda que o governo Bolsonaro n\u00e3o se importa com os trabalhadores, nem com os pequenos e micro empres\u00e1rios, que vem sofrendo para manter seus neg\u00f3cios. Para Valeir, o fato do governo n\u00e3o ter renovado o\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/com-atraso-governo-deve-retomar-medidas-de-protecao-a-trabalhadores-e-empresas-9617\">Programa de Manuten\u00e7\u00e3o de Emprego e Renda (BEm)<\/a><\/strong>, de redu\u00e7\u00e3o de jornada e sal\u00e1rios, respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o de 10 milh\u00f5es de empregos, segundo o pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Economia, demonstra o quanto a dupla Bolsonaro\/Guedes, pouco se importa com a sa\u00fade e a vida das pessoas.<\/p>\n<p>\u201cNo ano passado, o que ainda segurou um pouco o \u00edndice de desemprego foi o BEm, mas o governo vem desde janeiro ensaiando a sua renova\u00e7\u00e3o. A \u00fanica possibilidade de isolamento social que tenha resultado efetivo \u00e9 garantir empregos e reduzir a carga hor\u00e1ria. O mesmo vale para os empres\u00e1rios, principalmente os pequenos que tem alto grau de empregabilidade, mas que n\u00e3o conseguem bancar os sal\u00e1rios sem benef\u00edcio fiscal. Mas, este governo s\u00f3 pensa em pagar os bancos\u201d, critica Valeir.<\/p>\n<p><strong>Crise sanit\u00e1ria compromete futuro de gera\u00e7\u00f5es\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A economista Ana Luiza alerta que a forma como o governo vem enfrentando a pandemia, levando ao aumento da vulnerabilidade e da desigualdade social, ter\u00e1 um impacto imenso na trajet\u00f3ria da vida dessas pessoas.<\/p>\n<p>\u201cImagine o futuro de quem hoje tem 15 anos e vai ficar dois anos sem estudar; o jovem que saiu recentemente da universidade, mas n\u00e3o encontra oportunidades de emprego?\u201d, questiona, e complementa: \u201c sem apoio aos vulner\u00e1veis, sem investir em educa\u00e7\u00e3o, o Brasil vai demorar muito mais tempo para se recuperar, e os impactos negativos para as futuras gera\u00e7\u00f5es ser\u00e3o imensos\u201d, afirma Ana Luiza, que \u00e9 doutora em Desenvolvimento Econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Para ela, a distribui\u00e7\u00e3o de computadores e acesso \u00e0 internet para os estudantes pobres, que Bolsonaro vetou, daria um ganho imenso na renda dessas fam\u00edlias. Em meados deste m\u00eas de abril, o presidente vetou integralmente o Projeto de Lei (PL) n\u00ba 3.477\/20, aprovado pela C\u00e2mara Federal, que destinada verbas para escolas p\u00fablicas comprarem tablets para os alunos e ter acesso a internet.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 a distribui\u00e7\u00e3o de tablets e o acesso \u00e0 internet, ajudariam, e muito, as mulheres, especialmente as negras, as mais atingidas pela vulnerabilidade social\u201d, afirma Ana Luiza, cujo estudo faz uma estratifica\u00e7\u00e3o por g\u00eanero e ra\u00e7a.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>O mais triste de tudo isso \u00e9 que temos instrumentos de combate \u00e0 pobreza, mas este governo est\u00e1 engessado pelas regras fiscais e, por interesse ideol\u00f3gico, de achar que a extrema pobreza vai incentivar as pessoas serem empreendedoras, n\u00e3o p\u00f5e em pr\u00e1tica o que sabemos fazer, que \u00e9 pol\u00edtica p\u00fablica social<\/p>\n<footer>&#8211; Ana Luiza Matos de Oliveira<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Pol\u00edticas P\u00fablicas nos governos do PT diminu\u00edram a pobreza<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 2014, a pobreza diminuiu durante anos no Brasil, gra\u00e7as ao avan\u00e7o de pol\u00edticas sociais como o Bolsa Fam\u00edlia, os ganhos reais do sal\u00e1rio m\u00ednimo, implantado durante o governo Lula, e a amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estudo do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) baseado em dados de 2001 a 2017 mostrou que, no decorrer de 15 anos, o programa Bolsa Fam\u00edlia reduziu a pobreza em 15% e a extrema pobreza em 25%.<\/p>\n<p>O atual governo sabe o quanto o aux\u00edlio emergencial de R$ 600 ajudou no combate \u00e0 pobreza. Antes da pandemia, em 2019, as taxas de extrema pobreza e de pobreza eram de 6,6% e 24,8% respectivamente. Em julho de 2020 com o auge do benef\u00edcio do aux\u00edlio emergencial, a taxa de extrema pobreza do pa\u00eds foi reduzida a 2,4% e a de pobreza a 20,3%. A estimativa \u00e9 das pesquisadoras do Made-USP, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad Cont\u00ednua ) e da Pnad Covid-19 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>\u201cO que d\u00f3i \u00e9 saber que em anos anteriores t\u00ednhamos avan\u00e7ado em muito nas pol\u00edticas sociais. O Brasil havia sa\u00eddo do mapa da fome em 2014 [governo Dilma] \u00a0e este atual governo sabe o que tem de ser feito, mas nada faz\u201d, diz Ana Luiza.<\/p>\n<p><strong>Pesquisas mostram o impacto da Covid entre os pobres e a classe m\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<p>Abaixo resumimos o que mostram as mais recentes pesquisas sobre as mortes dos mais pobres pela Covid;\u00a0 a falta de oportunidades de trabalho e do uso do home office pelos pobres e de baixa escolaridade, e os impactos da pandemia na classe m\u00e9dia brasileira.<\/p>\n<p><strong>Mortes por Covid-19 na popula\u00e7\u00e3o mais pobre<\/strong><\/p>\n<p>Em 2021, s\u00e3o consideradas pobres as pessoas que vivem com uma renda mensal per capita (por pessoa) inferior a R$ 469 por m\u00eas, ou US$ 5,50 por dia, conforme crit\u00e9rio adotado pelo Banco Mundial. J\u00e1 os extremamente pobres s\u00e3o aqueles que vivem com menos de R$ 162 mensais, ou US$ 1,90 por dia.<\/p>\n<p>Estudos apontam que \u00e1reas pobres no pa\u00eds e bairros da periferia de S\u00e3o Paulo\u00a0 morreram tr\u00eas vezes mais pessoas por Covid-19 do que outras regi\u00f5es. Os dados s\u00e3o com base em 19,5 mil \u00f3bitos.<\/p>\n<p>&#8211; Morreram 70% mais pessoas de Covid-19 nos locais em que mais de 10% da popula\u00e7\u00e3o tem renda per capita menor que R$ 275,00.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c1reas com maior percentual de\u00a0moradias prec\u00e1rias tiveram 53% mais \u00f3bitos;<\/p>\n<p>&#8211; Casas com mais de tr\u00eas pessoas por c\u00f4modo, a taxa de mortalidade foi mais que o dobro na compara\u00e7\u00e3o com domic\u00edlios menos densos;<\/p>\n<p>&#8211; 79,6% dos \u00f3bitos registrados na cidade do Rio de Janeiro ocorreram nas \u00e1reas mais pobres;<\/p>\n<p><strong>Fontes:<\/strong>\u00a0Estudo \u201cDesigualdade Social e a mortalidade pela Covid-19 na cidade de S\u00e3o Paulo\u201d. \u00a0O dado sobre o Rio de Janeiro \u00e9 do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea).<\/p>\n<p><strong>Desemprego afeta mais os pobres<\/strong><\/p>\n<p>Em 2020, na m\u00e9dia, a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds caiu 9,5%, mas oito estados tiveram \u00edndices acima: Rio de Janeiro (14,2%); Cear\u00e1 (13,8%); Pernambuco (11,7%); S\u00e3o Paulo (11,3%) , Bahia (11,0%) ; Sergipe (10,3%), Goi\u00e1s (10,2%) e Minas Negrais (9,7%).<\/p>\n<p>Entre os 50% mais pobres em S\u00e3o Paulo, a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o despencou 22%, o dobro da m\u00e9dia do estado.<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>: FGV Social, a partir dos microdados da Pnad Covid, com dados do 4\u00ba trimestre de 2019 ao 4\u00ba trimestre de 2020<\/p>\n<p><strong>Classe m\u00e9dia perde renda<\/strong><\/p>\n<p>O tamanho da classe m\u00e9dia brasileira (renda familiar de R$ 2.971,37 a R$ 7.202,57) ficou no menor patamar em mais de 10 anos em rela\u00e7\u00e3o ao total da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Em 2021, 47% de brasileiros eram de classe m\u00e9dia. Em 2020 eram 51%, e em 2011 eram 54% da popula\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a classe baixa subiu de 38%, em 2010, para 43% em 2020, chegando aos atuais 47%.<\/p>\n<p>&#8211; O n\u00famero de pessoas de classe m\u00e9dia caiu de 105 milh\u00f5es, em mar\u00e7o de 2020 para 100,1 milh\u00f5es, em mar\u00e7o de 2021 \u2013 o que representa um aumento de 4,9 milh\u00f5es de brasileiros na classe baixa;<\/p>\n<p>&#8211; De cada 10 brasileiros de classe m\u00e9dia, seis afirmam ter tido perda de renda no \u00faltimo ano. Destes, 19% atualmente sobrevivem com metade ou menos;<\/p>\n<p>&#8211; 71% dos brasileiros adultos da classe m\u00e9dia est\u00e3o com pelo menos uma conta em atraso, ou seja, mais de 54 milh\u00f5es de consumidores.<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>: Instituto Locomotiva, com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua),\u00a0 POF (Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p><strong>Trabalho em Home Office<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; 28% das classes A\/B (renda domiciliar superior a R$ 8.303),puderam trabalhar em casa;<\/p>\n<p>&#8211; 10,3% na classe C (renda entre R$ 1.926 e R$ 8.303), mudaram para o home office;<\/p>\n<p>&#8211; apenas 7,5% das classes D\/E (renda at\u00e9 R$ 1.926), tiveram essa op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Home Office por escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>O grau de escolaridade beneficiou os que tiveram oportunidade de estudar.<\/p>\n<p>&#8211; 34% de quem tem ensino superior puderam trabalhar em casa;<\/p>\n<p>&#8211; 8% de quem tem ensino m\u00e9dio completo puderam trabalhar em casa;<\/p>\n<p>&#8211; 6,6% de quem tem apenas o fundamental tiveram essa oportunidade.<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Pnad Covid-19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio) elaborados pela FGV Social<\/p>\n<p>www.cut.org.br \/ Rosely Rocha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dois anos, o n\u00famero de pobres e extremamente pobres subiu 14,5 milh\u00f5es e a classe m\u00e9dia diminuiu em 4%. 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