{"id":20364,"date":"2021-05-05T14:01:59","date_gmt":"2021-05-05T17:01:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=20364"},"modified":"2021-05-05T14:01:59","modified_gmt":"2021-05-05T17:01:59","slug":"artigo-pelo-fim-da-politica-de-paridade-com-os-precos-de-importacao-de-combustiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/05\/05\/artigo-pelo-fim-da-politica-de-paridade-com-os-precos-de-importacao-de-combustiveis\/","title":{"rendered":"Artigo | Pelo fim da pol\u00edtica de paridade com os pre\u00e7os de importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\"><strong>Brasil adota flutua\u00e7\u00f5es do pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo como fator de reajuste dos combust\u00edveis e paga por isso<\/strong><\/p>\n<p>A pol\u00edtica foi iniciada, em 2016 por Pedro Parente, ex-presidente da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/02\/28\/petrobras-endividada-e-as-falacias-do-discurso-que-prega-a-venda-da-estatal\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Petrobras<\/a>, praticando pre\u00e7os de paridade internacional. Mantida por Parente, Ivan Monteiro e Castello Branco, evoluiu para Pre\u00e7os de Paridade de Importa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m chamados de PPI.<\/p>\n<p>A paridade de importa\u00e7\u00e3o \u00e9, ainda, mais nociva, pois inclui os custos de sa\u00edda do mercado norte-americano, at\u00e9 um Porto, carregamento dos navios, taxas portu\u00e1rias, frete, seguro, descarga e taxas portu\u00e1rias no Brasil.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/10\/03\/petrobras-completa-67-anos-entenda-os-riscos-da-privatizacao-da-empresa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Custo de interna\u00e7\u00e3o no Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>Esta pol\u00edtica faz os pre\u00e7os praticados pela Petrobras dependerem, fundamentalmente, dos pre\u00e7os do \u00f3leo, dos derivados e da taxa de c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>O mercado do petr\u00f3leo \u00e9, sabidamente, imperfeito. Os 13\/14 pa\u00edses componentes da Opep\u00a0(Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo) mais a R\u00fassia, a eles associada, produzem cerca de 40% do petr\u00f3leo mundial.<\/p>\n<p>Periodicamente esses pa\u00edses se re\u00fanem na Sede da OPEP (Viena) combinando restringir cotas de produ\u00e7\u00e3o, para gerar escassez artificial, elevando os pre\u00e7os. O Brasil nada pode fazer, pois n\u00e3o integra a OPEP.<\/p>\n<p>O mercado do petr\u00f3leo e, obviamente, o dos derivados, tamb\u00e9m sofre influ\u00eancias de fatores geopol\u00edticos e clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Os furac\u00f5es, tuf\u00f5es, tsunamis e as nevascas com baix\u00edssimas temperaturas, comuns no Golfo do M\u00e9xico e nos Estados Unidos, paralisando plataformas e refinarias elevam os pre\u00e7os. O mesmo ocorre com os pre\u00e7os do g\u00e1s e derivados utilizados para aquecimento residencial. No Brasil, praticamente, n\u00e3o temos estes transtornos.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o do Golfo P\u00e9rsico e o Estreito de Ormuz, por onde passam milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo diariamente, \u00e9 caracterizada por conflitos permanentes envolvendo Ir\u00e3, Israel, Ar\u00e1bia Saudita, etc. Outros conflitos na S\u00edria, na Ucr\u00e2nia, desentendimentos com a China, Cor\u00e9ia do Norte, tudo contribui para a instabilidade nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a taxa de c\u00e2mbio sofre a influ\u00eancia de fatores m\u00faltiplos. Tudo isto gera uma enorme volatilidade \/ instabilidade \/ varia\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e dos derivados.<\/p>\n<p>N\u00f3s, brasileiros, milh\u00f5es de consumidores, n\u00e3o temos qualquer controle ou influ\u00eancia sobre esses fatores de instabilidade. Cabe a pergunta:\u00a0por que pre\u00e7os internacionais se n\u00e3o temos renda per capita, PIB per capita,\u00a0IDH, internacionais?<\/p>\n<p>Dessa pol\u00edtica de pre\u00e7os de importa\u00e7\u00e3o, se prevalece a Abicom\u00a0&#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Importadores de Combust\u00edveis &#8211; somente fundada em 2016 ap\u00f3s\u00a0ado\u00e7\u00e3o desta pol\u00edtica de pre\u00e7os para acusar a Petrobras de praticar &#8220;pre\u00e7os predat\u00f3rios&#8221;, quando inferiores aos de importa\u00e7\u00e3o. Ou seja, a Abicom exige pre\u00e7os da Petrobras mais elevados para que as sete ou oito empresas que a integram\u00a0 possam importar derivados&#8230;<\/p>\n<p>Veja o leitor, a prop\u00f3sito, o artigo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.aepet.org.br\/w3\/index.php\/conteudo-geral\/item\/2170-vender-mais-barato-e-crime\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Vender mais barato \u00e9 crime<\/strong><\/a>, do ex-presidente da AEPET\u00a0engenheiro Diomedes Ces\u00e1rio da Silva.\u00a0Registre-se aqui a pouca representatividade da Abicom, com menos de dez associadas,\u00a0quando h\u00e1 centenas de importadores de combust\u00edveis registrados na ANP.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de pre\u00e7os elevados s\u00f3 favorece aos importadores e \u00e0s refinarias estrangeiras, sobretudo as norte-americanas.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Resumindo<\/strong><\/p>\n<p>A pol\u00edtica de paridade com os valores de importa\u00e7\u00e3o t\u00eam muitos inconvenientes. Os consumidores brasileiros pagam mais caro. Energia cara provoca infla\u00e7\u00e3o e faz a economia nacional perder\u00a0a competitividade. Com pre\u00e7os elevados, a Petrobras perde mercado, suas refinarias ficam ociosas. Empresarialmente \u00e9 melhor vender mais a pre\u00e7os m\u00f3dicos. Ali\u00e1s, a modicidade dos pre\u00e7os \u00e9 um dos princ\u00edpios\u00a0legais da pol\u00edtica energ\u00e9tica brasileira.<\/p>\n<p>Os caminhoneiros, desesperados com os elevados pre\u00e7os e constantes reajustes do diesel (na gest\u00e3o PARENTE, mais de cem em um ano), fizeram greve que, embora justa, com apoio popular, paralisou o pa\u00eds. Milh\u00f5es de donas de casa, sobretudo as mais humildes, n\u00e3o podendo pagar pre\u00e7os exorbitantes pelos botij\u00f5es de GLP, s\u00e3o obrigadas a usar lenha e carv\u00e3o, com preju\u00edzos para o meio ambiente e queimaduras.<\/p>\n<p>O AGRONEG\u00d3CIO perde competitividade, pois o pre\u00e7o do diesel eleva os fretes em um pa\u00eds onde o escoamento das safras \u00e9 feito em grande parte pelo transporte rodovi\u00e1rio.<\/p>\n<p>O pa\u00eds importa derivados de petr\u00f3leo desnecessariamente, enquanto seu Parque de Refino fica subutilizado. A ociosidade das refinarias aumenta o custo unit\u00e1rio dos derivados.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo n\u00e3o refinado \u00e9 exportado, sem agregar valor e importamos\u00a0derivados mais caros.<\/p>\n<p>Esta pol\u00edtica nefanda e entreguista\u00a0<a href=\"http:\/\/www.aepet.org.br\/w3\/images\/2021\/05\/PANORAMA%20DO%20REFINO%20NO%20BRASIL.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">desconsidera a vantagem competitiva da PETROBR\u00c1S<\/a>, grande produtora, de cru, com um dos maiores Parques de Refino do mundo, moderno e com custos de processamento inferiores aos das refinarias americanas.<\/p>\n<p>Diante de tantos malef\u00edcios, por que a insist\u00eancia na manuten\u00e7\u00e3o desta pol\u00edtica? Sua continuidade \u00e9 necess\u00e1ria para viabilizar a venda das refinarias da PETROBR\u00c1S.\u00a0Esta opera\u00e7\u00e3o, que se pretende efetivar a pre\u00e7os vis, como no caso escandaloso da RLAM, ensejar\u00e1 o surgimento de MONOP\u00d3LIOS PRIVADOS ESTRANGEIROS, como indicados em estudos recentes do Departamento de Engenharia Industrial da PUC-RJ\u00a0e do CBIE ADVISORY\u00a0&#8211;<a href=\"http:\/\/www.aepet.org.br\/w3\/images\/2021\/05\/CBIE_Advisory_Estudo_Sobre_a_Industria_Brasileira_de_Combustiveis_2020_FINAL.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0Estudo sobre a Ind\u00fastria Brasileira de Combust\u00edveis<\/a>.<\/p>\n<p>O Estado Brasileiro ficar\u00e1 inerme, sem condi\u00e7\u00f5es de influir nos pre\u00e7os dos derivados e os consumidores indefesos.<\/p>\n<p>www.brasildefato.com.br \/Ricardo Maranh\u00e3o, engenheiro, \u00e9 Conselheiro Vital\u00edcio do Clube de Engenharia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil adota flutua\u00e7\u00f5es do pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo como fator de reajuste dos combust\u00edveis e paga por isso A pol\u00edtica foi iniciada, em 2016 por Pedro Parente, ex-presidente da\u00a0Petrobras, praticando pre\u00e7os de paridade internacional. 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