{"id":20937,"date":"2021-06-08T21:03:10","date_gmt":"2021-06-09T00:03:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=20937"},"modified":"2021-06-08T21:03:10","modified_gmt":"2021-06-09T00:03:10","slug":"pesquisa-revela-que-17-milhoes-de-mulheres-foram-agredidas-nos-ultimos-12-meses-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/06\/08\/pesquisa-revela-que-17-milhoes-de-mulheres-foram-agredidas-nos-ultimos-12-meses-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisa revela que 17 milh\u00f5es de mulheres foram agredidas nos \u00faltimos 12 meses no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>O levantamento feito pelo Datafolha para o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica \u2013\u00a0<em>Vis\u00edvel e Invis\u00edvel: A Vitimiza\u00e7\u00e3o de Mulheres no Brasil \u2013\u00a0<\/em>denuncia o crescimento da j\u00e1 grande viol\u00eancia que acomete as mulheres no quinto pa\u00eds com maior viol\u00eancia de g\u00eanero no mundo.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, 1 em cada 4 mulheres, acima de 16 anos, disseram ter sofrido algum tipo de viol\u00eancia nos \u00faltimos 12 meses, 17 milh\u00f5es de meninas e mulheres relataram terem sido agredidas durante a pandemia.<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00fameros refor\u00e7am o discurso do movimento feminista e da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) sobre a necessidade da retomada com avan\u00e7os das pol\u00edticas p\u00fablicas de combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero no pa\u00eds\u201d, diz Celina Ar\u00eaas, secret\u00e1ria da Mulher Trabalhadora da CTB.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Veja a pesquisa completa\u00a0<a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/relatorio-visivel-e-invisivel-3ed-2021-v3.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"aqui (abre numa nova aba)\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Celina alega tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de um trabalho envolvendo toda a sociedade para uma importante discuss\u00e3o das quest\u00f5es de g\u00eanero, \u201cem defesa da cultura da paz, do respeito ao diferente e da vida\u201d. Para ela, esse trabalho \u201ccome\u00e7a pela escola, como\u00a0local de um amplo e destemido debate que leve conhecimento e a import\u00e2ncia de respeitar a dignidade e a vontade das mulheres\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra ainda que 8 mulheres s\u00e3o agredidas por minuto no Brasil. Assim, 25,4% denunciaram terem sido agredidas pelo companheiro ou namorado, 18,1% pelo ex-companheiro ou ex-namorado e 11,2% relataram agress\u00e3o do pai ou da m\u00e3e.<\/p>\n<p>As meninas e mulheres de 16 a 24 anos s\u00e3o as maiores v\u00edtimas com 35,2% das ocorr\u00eancias e as de 25 a 34 anos representam 28,6% das v\u00edtimas. As mulheres negras s\u00e3o maioria com 28,3% das viola\u00e7\u00f5es dos direitos de uma vida baseada nos direitos humanos.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o de vida das mulheres e meninas j\u00e1 vinha se deteriorando desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016\u201d, argumenta K\u00e1tia Branco, secret\u00e1ria da Mulher da CTB-RJ, mas \u201ccom as pol\u00edticas do atual governo contra o debate das quest\u00f5es de g\u00eanero, a viol\u00eancia vem crescendo e a pandemia s\u00f3 agravou mais a situa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Celina denuncia a atrocidade contra Manuela D\u2019\u00c1vila e a sua filha, de apenas 5 anos, v\u00edtimas do \u00f3dio ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o de uma foto em que ela estava com a crian\u00e7a aguardando a entrada na sua escola.<\/p>\n<p>\u201cA rea\u00e7\u00e3o de todas as pessoas que acreditam na civiliza\u00e7\u00e3o e numa sociedade baseada no respeito e na dignidade foi imediata\u201d, diz Celina. Por isso, ela pede para todo mundo assinar uma peti\u00e7\u00e3o em apoio \u00e0 Manuela, exigindo r\u00e1pida apura\u00e7\u00e3o dos fatos e puni\u00e7\u00e3o dos criminosos.<\/p>\n<p>A pandemia revelou que nem dentro de casa, as mulheres est\u00e3o seguras. Quase a metade, 48,8% sofreram viol\u00eancia dentro de casa, 31,9% assediadas com coment\u00e1rios maldosos nas ruas, 12,8% no ambiente de trabalho e 7,9% no transporte p\u00fablico, mostra a pesquisa.<\/p>\n<p>Apesar disso, somente 12% recorreram a uma Delegacia da Mulher. Sendo que 32,8% disseram ter resolvido sozinhas. \u201cIsso revela a pouca confian\u00e7a que as mulheres est\u00e3o tendo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s institui\u00e7\u00f5es com as dificuldades criadas pelo atual governo, principalmente na pandemia\u201d, refor\u00e7a Heloisa Gon\u00e7alves de Santana, secret\u00e1ria da Mulher da CTB-SP.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/infografico-visivel-e-invisivel-3ed-2021-v3-3.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Acompanhe o infogr\u00e1fico da pesquisa (abre numa nova aba)\"><strong>Acompanhe o infogr\u00e1fico da pesquisa<\/strong><\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Mais de 25% das pesquisadas acreditam que a autonomia financeira \u00e9 essencial para a melhoria de vida das mulheres. E, durante a pandemia, 61,8% relataram ter a renda familiar diminu\u00edda e 46,7% disseram ter ficado desempregadas.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres trabalhadoras lutam h\u00e1 d\u00e9cadas pela autonomia financeira e pela igualdade de sal\u00e1rios em fun\u00e7\u00f5es iguais\u201d, relata Celina. \u201cAt\u00e9 porque as agress\u00f5es n\u00e3o se restringem \u00e0 viol\u00eancia f\u00edsica\u201d, acentua.<\/p>\n<p>\u201cParece repetitivo, mas persistiremos at\u00e9 o dia em que nenhuma mulher tiver medo de andar sozinha na rua ou, pior ainda, medo de denunciar o agressor, seja quem for\u201d.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br \/ Marcos Aur\u00e9lio Ruy<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O levantamento feito pelo Datafolha para o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica \u2013\u00a0Vis\u00edvel e Invis\u00edvel: A Vitimiza\u00e7\u00e3o de Mulheres no Brasil \u2013\u00a0denuncia o crescimento da j\u00e1 grande viol\u00eancia que acomete as mulheres no quinto pa\u00eds com maior viol\u00eancia de g\u00eanero no mundo. 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