{"id":21074,"date":"2021-06-15T22:40:18","date_gmt":"2021-06-16T01:40:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=21074"},"modified":"2021-06-15T22:40:18","modified_gmt":"2021-06-16T01:40:18","slug":"brasileiro-esta-mais-pobre-triste-e-estressado-segundo-estudo-da-fgv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/06\/15\/brasileiro-esta-mais-pobre-triste-e-estressado-segundo-estudo-da-fgv\/","title":{"rendered":"Brasileiro est\u00e1 mais pobre, triste e estressado, segundo estudo da FGV"},"content":{"rendered":"<p><strong>De acordo com estudo do do Centro de Pol\u00edticas Sociais da funda\u00e7\u00e3o, a Covid-19 deixou o Brasil mais desigual e pobre. E \u00edndice de satisfa\u00e7\u00e3o do brasileiro registrou o menor \u00edndice da s\u00e9rie hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p>A crise e econ\u00f4mica, agravada pela pandemia do novo coronav\u00edrus, que deixou milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e informais sem renda, aliada a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas e propostas concretas para aquecer a economia e gerar emprego, aumentou a desigualdade de renda, derrubou o rendimento m\u00e9dio do trabalho e deixou os brasileiros mais infelizes.<\/p>\n<p>Estudo de Marcelo Neri, do Centro de Pol\u00edticas Sociais da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (<strong>FGV Social<\/strong>), publicado no jornal\u00a0<a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2021\/06\/15\/covid-deixa-brasil-mais-desigual-pobre-e-infeliz.ghtml\">Valor Econ\u00f4mico<\/a>, comprova que\u00a0<strong>os brasileiros est\u00e3o mais tristes, estressados e com mais ra\u00edva.<\/strong><\/p>\n<p>Uma medida geral de felicidade obtida a partir do levantamento da Gallup World Poll mostra que, numa escala de 0 a 10, a satisfa\u00e7\u00e3o do brasileiro ficou em 6,1 no ano passado, uma queda de 0,4 ponto percentual ante 2019, atingindo o menor ponto da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia de 40 pa\u00edses aponta que a percep\u00e7\u00e3o de felicidade ficou estagnada de 2019 a 2020: de 6,02 para 6,04. A pesquisa inclui na\u00e7\u00f5es como \u00c1ustria, China e Zimb\u00e1bue.<\/p>\n<p><strong>Os mais infelizes<\/strong>, claro, s\u00e3o os mais pobres que mais est\u00e3o sofrendo as consequ\u00eancias do agravamento da crise econ\u00f4mica e da falta de pol\u00edticas efetivas do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) para ajudar os mais vulner\u00e1veis, gerar emprego e renda, vacinas toda popula\u00e7\u00e3o para a economia voltar a crescer.\u00a0E para piorar, em setembro do ano passado, Bolsonaro reduziu o valor do aux\u00edlio emerencial aprovado pelo Congresso Nacional de R$ 600 para 300. Este ano, depois de tr\u00eas meses sem pagar o benef\u00edcio, reduziu mais ainda e passou a pagar entrre R$ 150 e R$ 375 reais e ainda para apenas metade as pessoas que receberam em 2020.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, o estudo \u00a0da FGV mostra que a queda geral da satisfa\u00e7\u00e3o foi puxada pelos 40% mais pobres e o grupo intermedi\u00e1rio, entre os 40% a 60% mais pobres. J\u00e1 nas duas camadas acima, a avalia\u00e7\u00e3o ficou praticamente igual de um ano a outro.<\/p>\n<p>\u201cA nota m\u00e9dia de felicidade dos 40% mais pobres fica em outro patamar (5,5) em rela\u00e7\u00e3o aos grupos de renda mais alta, todos acima de 6, chegando a 6,9 nos 20% mais ricos. A diferen\u00e7a entre os extremos era de 7,9% em 2019 e sobe para 25,5% na pandemia\u201d, disse Neri ao jornal, destacando que o dado \u00e9 consistente com a disparidade no mercado de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Brasileiros est\u00e3o mais preocupados, com mais raiva, estresse e tristeza<\/strong><\/p>\n<p>O agravamento da crise gerou ainda uma onda de emo\u00e7\u00f5es negativas entre os brasileiros, relatava a reporetagem. Tamb\u00e9m de 2019 a 2020, aumentou de 56% para 62% a fatia de brasileiros que disseram estar preocupados, enquanto a m\u00e9dia de 40 pa\u00edses aumentou s\u00f3 2,4 ponto, de 38,5% para 40,9%.<\/p>\n<p>Os brasileiros disseram ter sentido mais raiva (24%), estresse (47%) e tristeza (31%).<\/p>\n<p><strong>Desigualdade<\/strong><\/p>\n<p>Ainda segundo a reportagem, a renda m\u00e9dia per capita recuou pela primeira vez abaixo de R$ 1 mil mensais, para R$ 995 no primeiro trimestre de 2021, ainda segundo o estudo. O dado caiu 11,3% ante um ano antes, quando estava em R$ 1.122, o maior n\u00edvel da s\u00e9rie iniciada em 2012.<\/p>\n<p>O estudo da FGV Social considera a renda efetivamente recebida do trabalho dividida pelos integrantes da fam\u00edlia, e usa os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>J\u00e1 a renda do trabalho na popula\u00e7\u00e3o em idade ativa, considerando os desocupados, caiu 10,89% entre os primeiros trimestres do ano passado e deste ano. Entre a fatia dos 50% mais pobres, o recuo foi o dobro, de 20,81%. Para a popula\u00e7\u00e3o em geral, a queda na taxa de participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho respondeu por mais de 80% do recuo na renda. J\u00e1 entre os mais pobres, o aumento da taxa de desemprego teve peso maior.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com estudo do do Centro de Pol\u00edticas Sociais da funda\u00e7\u00e3o, a Covid-19 deixou o Brasil mais desigual e pobre. 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