{"id":21527,"date":"2021-07-19T12:27:58","date_gmt":"2021-07-19T15:27:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=21527"},"modified":"2021-07-19T12:27:58","modified_gmt":"2021-07-19T15:27:58","slug":"situacao-economica-dos-brasileiros-piorou-na-pandemia-confirma-datafolha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/07\/19\/situacao-economica-dos-brasileiros-piorou-na-pandemia-confirma-datafolha\/","title":{"rendered":"Situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos brasileiros piorou na pandemia, confirma Datafolha"},"content":{"rendered":"<p><strong>A crise sanit\u00e1ria, o aumento do desemprego e a infla\u00e7\u00e3o contribu\u00edram para que\u00a0 45,6% sentissem que sua situa\u00e7\u00e3o financeira piorou. Pobres e nordestinos s\u00e3o os mais atingidos, mostra Datafolha<\/strong><\/p>\n<p>Quase a metade dos brasileiros sentiu que a vida piorou na pandemia. Para 45,6% da popula\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o financeira ficou mais dif\u00edcil; outros 41,7% mantiveram o mesmo padr\u00e3o e apenas 12,6% afirmam que houve uma melhora em seus rendimentos. Os dados s\u00e3o da pesquisa Datafolha, realizada nos dias 7 e 8 de julho.<\/p>\n<p>Para analistas, a crise sanit\u00e1ria, a redu\u00e7\u00e3o para menos da metade do aux\u00edlio emergencial durante a pandemia do novo coronav\u00edrus, a diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de pessoas atingidas pelo programa, a infla\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos alimentos, das tarifas de energia e dos combust\u00edveis, al\u00e9m do \u00edndice de desemprego que atingiu 14,7% da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o os principais motivos que levaram os brasileiros a ter a vida financeira deteriorada sob o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL).<\/p>\n<p>O Datafolha mostra ainda que a piora na vida tem cor e estrato social. Os n\u00e3o brancos tiveram maiores perdas financeiras, assim como os mais pobres. A crise atingiu em maior escala os brasileiros de cor amarela (56%), preta (51%) e parda (46%) do que branca (42%).<\/p>\n<p>Entre os que t\u00eam renda familiar de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos (R$ 2.200), 54% afirmam que a situa\u00e7\u00e3o financeira piorou. Esta percep\u00e7\u00e3o diminui para 37%, dos que ganham de dois a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos (R$ 5.500). Para os que ganham at\u00e9 10 dez sal\u00e1rios m\u00ednimos (R$ 11.000), a vida ficou mais dif\u00edcil para 25%. J\u00e1 os que t\u00eam renda acima de 10 dez sal\u00e1rios m\u00ednimos, 22% dizem que sua situa\u00e7\u00e3o piorou.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o se abateu na crise foram os mais ricos. Para 59% deles nada mudou, mas para outros 19% a situa\u00e7\u00e3o financeira at\u00e9 melhorou, o que confirma outras pesquisas que mostram que a desigualdade social cresceu na pandemia com o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/bilionarios-somam-us-176-bi-enquanto-metade-da-populacao-ganha-r-554-00-ao-mes-6725\"><strong>aumento da concentra\u00e7\u00e3o de renda<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p><strong>Nordeste \u00e9 a regi\u00e3o mais atingida pela crise<\/strong><\/p>\n<p>Por regi\u00f5es do pa\u00eds, os nordestinos foram os mais atingidos negativamente pela crise. A piora na situa\u00e7\u00e3o financeira foi sentida por 49% dos moradores,\u00a0 seguido pela popula\u00e7\u00e3o do Sudeste (46%) e da regi\u00e3o Sul (45%). Nas regi\u00f5es Centro-Oeste e Norte, predominam os entrevistados que dizem n\u00e3o ter sentido mudan\u00e7as (46%).<\/p>\n<p><strong>Desempregados e com pouco estudo, os mais atingidos<\/strong><\/p>\n<p>Sete em cada 10 brasileiros desempregados afirmam que a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais dif\u00edcil do que antes da pandemia. Para quem tem pouco estudo se a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava dif\u00edcil, com a crise da covid, piorou.<\/p>\n<p>Dos que t\u00eam estudo at\u00e9 o fundamental, 51% sentem que a situa\u00e7\u00e3o financeira\u00a0 se agravou. Entre os que t\u00eam ensino superior isto \u00e9 percebido por 40% dos pesquisados.<\/p>\n<p>Mesmo para quem n\u00e3o est\u00e1 desempregado a sensa\u00e7\u00e3o de piora na vida \u00e9 alta. Ela \u00e9 sentida por 51% dos aut\u00f4nomos e donas de casa ; 46% dos estudantes e por 44% de quem desistiu de buscar emprego.<\/p>\n<p><strong>Aux\u00edlio emergencial<\/strong><\/p>\n<p>Entre os 2.074 brasileiros pesquisados pelo Datafolha, 39% disseram ter recebido o aux\u00edlio emergencial no ano passado. Mas neste ano, apenas 58% dos que foram contemplados em 2020 continuaram a receber o benef\u00edcio, com valor reduzido.<\/p>\n<p>A pesquisa Datafolha tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise sanit\u00e1ria, o aumento do desemprego e a infla\u00e7\u00e3o contribu\u00edram para que\u00a0 45,6% sentissem que sua situa\u00e7\u00e3o financeira piorou. Pobres e nordestinos s\u00e3o os mais atingidos, mostra Datafolha Quase a metade dos brasileiros sentiu que a vida piorou na pandemia. 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