{"id":2199,"date":"2018-08-02T00:53:21","date_gmt":"2018-08-02T03:53:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=2199"},"modified":"2018-08-02T00:53:21","modified_gmt":"2018-08-02T03:53:21","slug":"o-golpe-65-milhoes-estao-fora-do-mercado-de-trabalho-e-40-dos-empregos-sao-precarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2018\/08\/02\/o-golpe-65-milhoes-estao-fora-do-mercado-de-trabalho-e-40-dos-empregos-sao-precarios\/","title":{"rendered":"O golpe: 65 milh\u00f5es est\u00e3o fora do mercado de trabalho e 40% dos empregos s\u00e3o prec\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-2200\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/images_cms-image-000599817-300x107.jpg\" alt=\"\" width=\"376\" height=\"133\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/images_cms-image-000599817-300x107.jpg 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/images_cms-image-000599817-768x274.jpg 768w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/images_cms-image-000599817.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 376px) 100vw, 376px\" \/>No Brasil p\u00f3s-golpe, nunca houve tantas pessoas em condi\u00e7\u00e3o que o IBGE qualifica de &#8220;desalento&#8221;: n\u00e3o trabalham e desistiram de procurar emprego. S\u00e3o 65,6 milh\u00f5es de brasileiros e brasileiras nesta situa\u00e7\u00e3o, um n\u00famero nunca visto; mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso: nada menos que 40% dos trabalhadores do pa\u00eds (37 milh\u00f5es) est\u00e3o no mercado informal com empregos prec\u00e1rios e, ao contr\u00e1rio do anunciado pelo governo Temer na aprova\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista, recebem menos da metade dos trabalhadores com carteira assinada<\/p>\n<p>247 &#8211; No Brasil p\u00f3s-golpe, nunca houve tantas pessoas em condi\u00e7\u00e3o que o IBGE qualifica de &#8220;desalento&#8221;: n\u00e3o trabalham e desistiram de procurar emprego. S\u00e3o 65,6 milh\u00f5es de brasileiros e brasileiras nesta situa\u00e7\u00e3o, um n\u00famero nunca visto. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso: nada menos que 40% dos trabalhadores do pa\u00eds (37 milh\u00f5es) est\u00e3o no mercado informal com empregos prec\u00e1rios e, ao contr\u00e1rio do anunciado pelo governo Temer na aprova\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista, recebem menos da metade dos trabalhadores com carteira assinada.<\/p>\n<p>Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, divulgada nesta ter\u00e7a (31) pelo IBGE, mostram os efeitos perversos da reforma trabalhista de Temer s\u00e3o dram\u00e1ticos: nada mesmo que 40% dos trabalhadores do pa\u00eds (37 milh\u00f5es) est\u00e3o no mercado informal, em posi\u00e7\u00f5es como trabalho no setor privado sem carteira assinada, trabalhador dom\u00e9stico sem carteira, empregador sem CNPJ e trabalhador por conta pr\u00f3pria sem CNPJ. Ao contr\u00e1rio do anunciado na aprova\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista, de que sem o peso dos encargos trabalhistas, os trabalhadores teriam remunera\u00e7\u00e3o mais elevada, o informal ganha menos da metade do trabalhador com carteira assinada. No setor privado, por exemplo, o trabalhador sem carteira recebeu no trimestre encerrado em junho R$ 1.313, ou 62% dos R$ 2.099 daquele com carteira. No segmento dom\u00e9stico, a diferen\u00e7a \u00e9 parecida, os R$ 730 recebidos por quem n\u00e3o \u00e9 registrado (abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo, de R$ 954 mensais) equivale a 60% dos R$ 1.212 do formalizado.<\/p>\n<p>Somente entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano 774 mil trabalhadores ingressaram no n\u00famero do &#8220;desalento&#8221;, uma alta de 1,2% no per\u00edodo e de 1,9% na compara\u00e7\u00e3o anual. O contingente de trabalhadores informais chegou a 37,1 milh\u00f5es de pessoas de abril a junho e n\u00e3o para de aumentar: o crescimento foi de 2,3% sobre o mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>Ainda segundo o IBGE, entre abril e junho deste ano o n\u00famero de assalariados com carteira assinada teve uma queda de 1,5%, chegando a 32,8 milh\u00f5es de trabalhadores, menor contingente registrado pela Pnad Cont\u00ednua desde 2012. A pesquisa aponta, tamb\u00e9m, que a redu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho levou muitos brasileiros a trabalharem por conta pr\u00f3pria, sem a devida formaliza\u00e7\u00e3o. Na compara\u00e7\u00e3o anual, o n\u00famero de ocupados nesta situa\u00e7\u00e3o, com CNPJ pr\u00f3prio, subiu 7,5%, bem abaixo do contingente que n\u00e3o possui cadastro, que alcan\u00e7a mais de 80% deste grupo.<\/p>\n<p>Mais dados sobre a renda dos informais: entre os trabalhadores dom\u00e9sticos, 60% receberam R$ 730 (abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 954), em m\u00e9dia, contra R$ 1.212 dos que possuem carteira assinada. A dist\u00e2ncia \u00e9 ainda maior para os que trabalham por conta pr\u00f3pria. Os que n\u00e3o possuem CNPJ receberam, em m\u00e9dia R$ 1.264, o que corresponde a 41% dos R$ 3.060 auferidos pelos que possuem CNPJ.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2F&amp;h=AT20ZpY8Je6txMLoL_K4LWTHN_R1OTsvlyPfLErOK2iW0uofe4WOB7A1sJlcP01Z18fPBz4YPN4oW4bSAAD_UduodzSZr5s82AgdJLz1ZoeL7SpGfMZR-os9m7L3Pc-3yIcVlescJzxFRpVAv3W4o2eyB_9KC6HgVc5mnw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\" data-ft=\"{&quot;tn&quot;:&quot;-U&quot;}\" data-lynx-mode=\"asynclazy\">www.brasil247.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil p\u00f3s-golpe, nunca houve tantas pessoas em condi\u00e7\u00e3o que o IBGE qualifica de &#8220;desalento&#8221;: n\u00e3o trabalham e desistiram de procurar emprego. 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