{"id":22084,"date":"2021-08-23T11:43:08","date_gmt":"2021-08-23T14:43:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=22084"},"modified":"2021-08-23T11:43:08","modified_gmt":"2021-08-23T14:43:08","slug":"a-luta-conta-a-violencia-de-genero-nao-cessa-enquanto-a-igualdade-nao-chegar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/08\/23\/a-luta-conta-a-violencia-de-genero-nao-cessa-enquanto-a-igualdade-nao-chegar\/","title":{"rendered":"A luta conta a viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o cessa enquanto a igualdade n\u00e3o chegar"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_22085\" aria-describedby=\"caption-attachment-22085\" style=\"width: 219px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-22085 size-full\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Heloisa-apeoesp.jpg\" alt=\"\" width=\"219\" height=\"253\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22085\" class=\"wp-caption-text\">Helo\u00edsa Gon\u00e7alves de Santana<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Igualdade de g\u00eanero no Afeganist\u00e3o e no Brasil &#8211; A mulher continua sendo o negro do mundo, como disse John Lennon (1940-1980) para denunciar a opress\u00e3o sofrida pelos negros e \u00e0s mulheres em todo o mundo, nos anos 1970. Ent\u00e3o o nosso problema maior n\u00e3o \u00e9 o talib\u00e3. O nosso real grande problema est\u00e1 aqui e mora dentro de casa, muitas vezes.<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00eddia causa intenso terrorismo por causa da vit\u00f3ria do talib\u00e3 sobre os Estados Unidos, depois de 20 anos com o Afeganist\u00e3o ocupado pelas for\u00e7as da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan). Os talib\u00e3s voltam ao poder com o seu fundamentalismo e assombram.<\/p>\n<p>Falam muto sobre as quest\u00f5es da mulher. N\u00e3o permitir\u00e3o que estudem, que trabalhem, que saiam de casa somente acompanhadas de algum homem, seja marido, pai, irm\u00e3o e ainda vestidas sem deixar \u00e0 mostra nenhuma parte do seu corpo.<\/p>\n<p>Especialistas garantem que desta vez ser\u00e1 muito diferente porque os talib\u00e3s necessitam de apoio internacional para se manterem no poder e conseguirem reconhecimento da comunidade internacional. A conferir.<\/p>\n<p>Afinal, a mulher continua sendo o negro do mundo, como disse John Lennon (1940-1980) para denunciar a opress\u00e3o sofrida pelos negros e \u00e0s mulheres em todo o mundo, nos anos 1970. Ent\u00e3o o nosso problema maior n\u00e3o \u00e9 o talib\u00e3. O nosso real grande problema est\u00e1 aqui e mora dentro de casa, muitas vezes.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9, de acordo com pesquisas, o quinto pa\u00eds do mundo mais violento contra as mulheres e o campe\u00e3o de viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Mulheres e meninas sofrem viol\u00eancia todos os dias no pa\u00eds. Milhares s\u00e3o estupradas todos os anos e a maioria dentro de casa e t\u00eam at\u00e9 13 anos somente. A viol\u00eancia dom\u00e9stica cresce assustadoramente. Ent\u00e3o n\u00e3o temos nenhuma moral para falar dos talib\u00e3s ou de quem quer que seja. Precisamos resolver o nosso problema aqui e com urg\u00eancia.<\/p>\n<p>E n\u00e3o se trata de defender os talib\u00e3s e o fundamentalismo religioso, mas precisamos prestar aten\u00e7\u00e3o ao que diz a m\u00eddia, que se baseia nas ag\u00eancias de informa\u00e7\u00e3o estadunidenses. As brasileiras devem permanecer engajadas cotidianamente na luta por igualdade de direitos. Ao mesmo tempo prestar solidariedade \u00e0s mulheres de todo o mundo contra a opress\u00e3o patriarcal. E seguir lutando.<\/p>\n<p>No Brasil, o fundamentalismo religioso age para retrocedermos d\u00e9cadas nas nossas conquistas dos \u00faltimos anos. Inclusive o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Milton Ribeiro afirmou recentemente que mulher deve estudar somente at\u00e9 o ensino m\u00e9dio e que universidade \u00e9 para poucos, certamente homens brancos e ricos.<\/p>\n<p>A ministra da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos, Damares Alves atua contra o movimento feminista. O desgoverno Bolsonaro extinguiu ou dificultou o atendimento a todas as mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, o governador Jo\u00e3o Doria tamb\u00e9m extinguiu v\u00e1rias pol\u00edticas de atendimento \u00e0s meninas e mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia. N\u00e3o faz nada para impedir os espancamentos e assassinatos da comunidade LGBTQIA+. A juventude negra, da periferia, continua morrendo e n\u00e3o se faz nada.<\/p>\n<p>N\u00e3o querem o debate das quest\u00f5es de g\u00eanero nas escolas. Mesmo sabendo que \u00e9 esse debate e uma educa\u00e7\u00e3o sexual (que leve em conta a faixa et\u00e1ria das crian\u00e7as e jovens) com didatismo e transpar\u00eancia para envolver toda a comunidade escolar nesse debate e com isso orientar as crian\u00e7as e jovens a saber identificar onde termina o carinho e come\u00e7a o abuso.<\/p>\n<p>O corpo de toda crian\u00e7a \u00e9 inviol\u00e1vel. Somente com informa\u00e7\u00e3o de qualidade e bem planejada \u00e9 que podemos combater toda viol\u00eancia contra as meninas e meninos. O Brasil precisa debater as quest\u00f5es de g\u00eanero e enfrentar de vez o fantasma da pedofilia e da viol\u00eancia contra as meninas e as mulheres.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que 20 anos depois, o mesmo grupo que tentou matar a ativista e Nobel da Paz, Malala, em 2012, que tinha apenas 15 anos, continuar\u00e1 da mesma forma?<\/p>\n<p>N\u00e3o sabemos ainda. O que temos certeza \u00e9 de que as mulheres continuar\u00e3o lutando por seus direitos seja no Afeganist\u00e3o, nos Estados Unidos, na Europa ou no Brasil.<\/p>\n<p>Helo\u00edsa Gon\u00e7alves de Santana \u00e9 professora aposentada, secret\u00e1ria da Mulher da CTB-SP, Conselheira Regional de Representantes da Subsede Mar\u00edlia da Apeoesp e integra o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Mar\u00edlia (SP) .<\/p>\n<p>www.ctb.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Igualdade de g\u00eanero no Afeganist\u00e3o e no Brasil &#8211; A mulher continua sendo o negro do mundo, como disse John Lennon (1940-1980) para denunciar a opress\u00e3o sofrida pelos negros e \u00e0s mulheres em todo o mundo, nos anos 1970. Ent\u00e3o o nosso problema maior n\u00e3o \u00e9 o talib\u00e3. 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