{"id":22522,"date":"2021-09-13T11:58:36","date_gmt":"2021-09-13T14:58:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=22522"},"modified":"2021-09-13T11:58:36","modified_gmt":"2021-09-13T14:58:36","slug":"fgv-277-milhoes-de-brasileiros-estao-na-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/09\/13\/fgv-277-milhoes-de-brasileiros-estao-na-pobreza\/","title":{"rendered":"FGV: 27,7 milh\u00f5es de brasileiros est\u00e3o na pobreza"},"content":{"rendered":"<p><strong>A\u00a0<a href=\"https:\/\/wscom.com.br\/leis-de-combate-a-pobreza-menstrual-e-auxilio-aos-orfaos-da-covid-sao-aprovadas-pela-assembleia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pobreza\u00a0<\/a>j\u00e1 atinge 27,7 milh\u00f5es de brasileiros, o que \u00e9 equivalente a 13% da popula\u00e7\u00e3o. Os dados s\u00e3o de estudo da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) que foi publicado neste domingo, 12, a pouco mais de um m\u00eas para o fim do aux\u00edlio emergencial.<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa intitulada \u201c<a href=\"https:\/\/cps.fgv.br\/DesigualdadePandemia\">Desigualdade de Impactos Trabalhistas na Pandemia<\/a>\u201d foi coordenada pelo diretor da FGV Social, Marcelo Neri. Segundo o levantamento, a press\u00e3o maior ficou para os mais pobres.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1421191&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1421191&amp;o=node\" \/>\u00a0Ainda segundo a mesma metodologia, em 2017, a pobreza atingia 11,2% da popula\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O estudo indica que as dificuldades de acesso ao Bolsa Fam\u00edlia e ao INSS agravam a vulnerabilidade das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>\u201cEm agosto, o Bolsa Fam\u00edlia foi pago a 14,6 milh\u00f5es de fam\u00edlias. De acordo com dados do Minist\u00e9rio da Cidadania, havia outras 1.186.755 pessoas que atendem aos crit\u00e9rios do programa no Cadastro \u00danico, mas n\u00e3o foram inclu\u00eddas por falta de recursos\u201d, escreve o jornal O Globo.<\/p>\n<p>Levantamento da Ag\u00eancia Brasil indica que \u201ca inten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores foi mostrar \u201cuma vis\u00e3o ampla e atual da desigualdade de impactos trabalhistas da pandemia no Brasil\u201d. O estudo divulgado hoje (9), indicou, que na m\u00e9dia de 2019 a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com renda abaixo da linha de pobreza era de 10,97%, antes da pandemia, o que representa cerca de 23,1 milh\u00f5es de pessoas na pobreza\u201d.<\/p>\n<p>Na mat\u00e9ria sobre o estudo, a FGV Social informa que a pandemia da Covid-19 constitui um choque de grandes propor\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 pela sua intensidade como pela sua abrang\u00eancia global. Agora, diferentes pessoas s\u00e3o impactadas de maneira diferenciada em diferentes estratos sociais, localidades e aspectos de suas vidas. Nosso objetivo com a pesquisa \u00e9 fornecer uma vis\u00e3o ampla e atual da desigualdade de impactos trabalhistas da pandemia no Brasil.<\/p>\n<section class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-above titulo-accordion view-mode-full\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Frustra\u00e7\u00e3o trabalhista \u2013\u00a0<\/strong>A renda individual m\u00e9dia do brasileiro incluindo informais, desempregados e inativos se encontra hoje -9,4% abaixo do n\u00edvel do final de 2019. Na metade mais pobre esta perda de renda \u00e9 de -21,5%, configurando aumento da desigualdade entre a base e a totalidade da distribui\u00e7\u00e3o. Neste interim pand\u00eamico, a queda de renda entre os 10% mais ricos foi de -7,16%, menos de 1\/3 da queda de renda observada na metade mais pobre. O grupo do meio entre os 50% menos e os 10%, uma esp\u00e9cie de classe m\u00e9dia no sentido estat\u00edstico, teve queda de renda de 8,96%, cerca de 2,8 pontos de porcentagem de perda acima do extremo superior.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Causas \u2013<\/strong>\u00a0Pouco mais da metade da queda de renda de -21,5% dos mais pobres, -11,5% foi devido ao aumento de desemprego. Al\u00e9m disso, ainda pelo canal da ocupa\u00e7\u00e3o contingente expressivo de trabalhadores se retirou do mercado sem perspectiva de encontrar ou exercer trabalho durante a pandemia. O efeito-desalento explicou queda de renda 8,2 pontos de porcentagem na metade mais pobre contra perda de 4,7 pontos na m\u00e9dia geral sendo a segunda causa mais importante para a deteriora\u00e7\u00e3o do bin\u00f4mio m\u00e9dia e desigualdade trabalhista. Outros canais de impacto da maior queda de renda na metade mais pobre foi a redu\u00e7\u00e3o de renda dos ocupados por hora fruto da acelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o e do pr\u00f3prio desemprego e a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Quem perdeu mais? \u2013<\/strong>\u00a0Os principais perdedores foram os moradores da regi\u00e3o Nordeste (-11,4% de perda de renda contra -8,86% do Sul, por exemplo); as mulheres que tiveram jornada dupla de cuidado das crian\u00e7as em casa (-10,35% de perda contra -8,4% dos homens), os idosos com 60 anos ou mais tamb\u00e9m perderam especialmente por terem de se retirar do mercado de trabalho fun\u00e7\u00e3o da maior fragilidade em rela\u00e7\u00e3o ao Covid-19 (-14,2% de perda).<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Perda na base \u2013<\/strong>\u00a0A pesquisa apresenta um gr\u00e1fico que ilustra a trajet\u00f3ria da renda m\u00e9dia a pre\u00e7os constantes da metade mais pobre. A renda que j\u00e1 tinha ca\u00eddo 14,1% do \u00e1pice de R$ 255 no quarto trimestre de 2014 (2014.04) para R$ 219 no quarto trimestre de 2019 (2019.04). Deste ponto at\u00e9 o segundo trimestre de 2021 (2021.02) cai 21,5% chegando a R$ 172.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Desigualdade em alta\u00a0<\/strong>\u2013 O \u00edndice de Gini que j\u00e1 havia aumentado de 0,6003 para 0,6279 entre os quartos trimestres de 2014 e 2019 (201404 a 201904) saltou na pandemia atingindo 0,640 no segundo trimestre de 2021 (202102) acima de toda s\u00e9rie hist\u00f3rica pr\u00e9-pandemia (a pesquisa possui gr\u00e1fico com a s\u00e9rie hist\u00f3rica da desigualdade de 2012 at\u00e9 2021).<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Pobreza\u00a0<\/strong>\u2013 A propor\u00e7\u00e3o de pessoas com renda abaixo da linha de pobreza era na m\u00e9dia de 2019, antes da pandemia, 10,97%, cerca de 23,1 milh\u00f5es de pessoas na pobreza, A pobreza passa em setembro 2020 o melhor ponto da s\u00e9rie fun\u00e7\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o do Aux\u00edlio Emergencial pleno para 4,63%, 9,8 milh\u00f5es de brasileiros. No primeiro trimestre de 2021 tirando todo Aux\u00edlio Emergencial suspenso, mas devolvendo Bolsa Fam\u00edlia atinge 16,1% da popula\u00e7\u00e3o. 34,3 milh\u00f5es de pobres. Os dados mostram um cen\u00e1rio desolador no in\u00edcio de 2021 quando em seis meses o n\u00famero de pobres e multiplicado por 3,5 vezes, correspondendo a 25 milh\u00f5es de novos pobres em rela\u00e7\u00e3o aos seis meses antes. Finalmente com a ado\u00e7\u00e3o do novo auxilio em escala reduzida com dura\u00e7\u00e3o limitada\u00a0<strong>a partir de abril de 2021 com alguma retomada 12,98%, 27,7 milh\u00f5es de pobres pior do que antes da pandemia do Covid<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Estagfla\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u2013 A recente acelera\u00e7\u00e3o das taxas de desemprego e de infla\u00e7\u00e3o teve consequ\u00eancias distributivas. \u00a0Nos 12 meses terminados em julho de 2021 a infla\u00e7\u00e3o dos pobres foi 10,05%, 3 pontos de percentagem maior que a infla\u00e7\u00e3o da alta renda, segundo estimativas do Ipea. Nos nossos c\u00e1lculos a taxa de desemprego da metade mais pobre subiu na pandemia de 26,55% para 35,98%. J\u00e1 entre os 10% mais ricos a mesma foi de 2,6% para 2,87%. Isto significa que o chamado \u00edndice de desconforto proposto por Arthur Okun, composto pela soma simples das taxas de desemprego e de infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 subiu, como subiu muito mais entre os mais pobres.<\/p>\n<p>www.brasilpopular.com \/ texto \u2013 Sum\u00e1rio Executivo<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0pobreza\u00a0j\u00e1 atinge 27,7 milh\u00f5es de brasileiros, o que \u00e9 equivalente a 13% da popula\u00e7\u00e3o. Os dados s\u00e3o de estudo da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) que foi publicado neste domingo, 12, a pouco mais de um m\u00eas para o fim do aux\u00edlio emergencial. 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