{"id":22598,"date":"2021-09-17T15:33:51","date_gmt":"2021-09-17T18:33:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=22598"},"modified":"2021-09-17T15:33:51","modified_gmt":"2021-09-17T18:33:51","slug":"familias-de-renda-muito-baixa-sentem-disparada-maior-nos-precos-indica-instituto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/09\/17\/familias-de-renda-muito-baixa-sentem-disparada-maior-nos-precos-indica-instituto\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlias de renda muito baixa sentem disparada maior nos pre\u00e7os, indica instituto"},"content":{"rendered":"<p><strong>A infla\u00e7\u00e3o desacelerou em agosto para as fam\u00edlias de renda mais baixa, mas os brasileiros mais pobres ainda sentem um impacto superior da disparada de pre\u00e7os. \u00c9 o que indica um estudo mensal divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada).<\/strong><\/p>\n<p>Cinco dos seis grupos de rendimento analisados pelo levantamento viram a infla\u00e7\u00e3o perder f\u00f4lego de julho para agosto.<\/p>\n<p>Entre as fam\u00edlias de renda considerada muito baixa, a varia\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os passou de 1,12% para 0,91%. Mesmo com a desacelera\u00e7\u00e3o, a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses at\u00e9 agosto alcan\u00e7ou 10,63% nesse grupo \u2014estava em 10,05% at\u00e9 julho.<\/p>\n<p>Tanto o avan\u00e7o de 0,91% quanto o de 10,63% s\u00e3o os maiores da pesquisa. Segundo o Ipea, as fam\u00edlias de renda muito baixa s\u00e3o aquelas com rendimento domiciliar inferior a R$ 1.808,79 por m\u00eas.<\/p>\n<p>Em 12 meses, o bolso dos brasileiros mais pobres foi pressionado especialmente pelos avan\u00e7os de 16,6% nos alimentos no domic\u00edlio, de 21,1% na energia el\u00e9trica, de 31,7% no g\u00e1s de botij\u00e3o e de 5,6% nos medicamentos.<\/p>\n<p>O estudo ressalta que, no acumulado, a infla\u00e7\u00e3o dos mais pobres segue \u201csignificativamente acima\u201d da registrada pela classe de renda alta.<\/p>\n<p>Entre os mais ricos, o avan\u00e7o nos pre\u00e7os foi de 8,04% no acumulado at\u00e9 o m\u00eas passado. \u00c9 a menor marca da pesquisa. O grupo de renda alta \u00e9 formado por fam\u00edlias com rendimento domiciliar superior a R$ 17.764,49 por m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cTempos atr\u00e1s, a gente imaginava que a diferen\u00e7a entre a infla\u00e7\u00e3o acumulada dos mais pobres e a dos mais ricos se estreitaria mais a partir de junho, julho. Ainda n\u00e3o \u00e9 isso que estamos vendo\u201d, sublinha Maria Andreia Parente Lameiras, t\u00e9cnica de planejamento e pesquisa do Ipea.<\/p>\n<p>\u201cOs alimentos, ao contr\u00e1rio do que era esperado, voltaram a impactar a infla\u00e7\u00e3o, principalmente a dos mais pobres, e n\u00e3o era imaginado um quadro t\u00e3o ruim para a energia el\u00e9trica\u201d, acrescenta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Conforme o Ipea, o acumulado dos mais ricos reflete em grande parte os reajustes de 41,3% nos combust\u00edveis, de 30,2% nas passagens a\u00e9reas e de 12,4% nos aparelhos eletroeletr\u00f4nicos, al\u00e9m da recente recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos servi\u00e7os de recrea\u00e7\u00e3o, cuja alta em 12 meses passou de 0,07% em janeiro para 5,3% em agosto.<\/p>\n<p>No recorte mensal, de julho para agosto, a infla\u00e7\u00e3o da faixa de renda alta desacelerou de 0,88% para 0,78%, a menor do levantamento.<\/p>\n<p>A exemplo das fam\u00edlias de rendimento muito baixo, o segmento de renda considerada baixa (entre R$ 1.808,79 e R$ 2.702,88) tamb\u00e9m registrou varia\u00e7\u00e3o de 0,91% em agosto, a maior do recorte mensal. Em julho, o resultado desse grupo havia sido de 1,07%.<\/p>\n<p>Na renda m\u00e9dia-baixa, a infla\u00e7\u00e3o foi de 0,90% em agosto, ap\u00f3s a marca de 1,01% em julho. Essa faixa tem rendimento domiciliar entre R$ 2.702,88 e R$ 4.506,47 por m\u00eas.<\/p>\n<p>Segundo o Ipea, o grupo de alimenta\u00e7\u00e3o foi o que mais contribuiu para a infla\u00e7\u00e3o entre as fam\u00edlias dos tr\u00eas segmentos de renda inferior em agosto. Nas faixas com ganhos superiores, o maior impacto veio do grupo de transportes.<\/p>\n<p>Em agosto, o \u00fanico dos seis grupos pesquisados que viu a infla\u00e7\u00e3o acelerar foi o de renda m\u00e9dia-alta. Na compara\u00e7\u00e3o com julho, a varia\u00e7\u00e3o desse segmento passou de 0,78% para 0,85%. A renda m\u00e9dia-alta \u00e9 formada por fam\u00edlias com rendimento domiciliar entre R$ 8.956,26 e R$ 17.764,49 por m\u00eas.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Maria Andreia, a infla\u00e7\u00e3o para os mais pobres tende a apresentar algum al\u00edvio at\u00e9 o final do ano no acumulado de 12 meses. A perda de f\u00f4lego, ressalta a pesquisadora, \u201cn\u00e3o deve ser muito grande\u201d. A perspectiva de desacelera\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada, em parte, a um efeito estat\u00edstico. \u00c9 que, na reta final de 2020, os pre\u00e7os de alimentos tiveram um forte aumento.<\/p>\n<p>J\u00e1 para os mais ricos, diz Maria Andreia, a infla\u00e7\u00e3o no acumulado pode ganhar for\u00e7a nos pr\u00f3ximos meses. A proje\u00e7\u00e3o est\u00e1 ancorada na retomada do setor de servi\u00e7os, que tem um peso maior no consumo entre as fam\u00edlias com rendimento superior.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um quadro de press\u00e3o inflacion\u00e1ria, que ainda est\u00e1 maior para a faixa de renda mais baixa, e as perspectivas n\u00e3o s\u00e3o muito animadoras para o final do ano\u201d, aponta a t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br\/ Leonardo Vieceli, na\u00a0FSP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o desacelerou em agosto para as fam\u00edlias de renda mais baixa, mas os brasileiros mais pobres ainda sentem um impacto superior da disparada de pre\u00e7os. \u00c9 o que indica um estudo mensal divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada). 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