{"id":23233,"date":"2021-10-21T10:54:27","date_gmt":"2021-10-21T13:54:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=23233"},"modified":"2021-10-21T10:54:27","modified_gmt":"2021-10-21T13:54:27","slug":"racismo-loja-da-zara-em-shopping-no-ceara-tinha-codigo-para-discriminar-clientes-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/10\/21\/racismo-loja-da-zara-em-shopping-no-ceara-tinha-codigo-para-discriminar-clientes-negros\/","title":{"rendered":"Racismo &#8211; Loja da Zara em shopping no Cear\u00e1 tinha c\u00f3digo para discriminar clientes negros"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u201cZara Zerou\u201d era o aviso emitido pelo sistema de som da loja para que funcion\u00e1rios ficassem atentos a pessoas negras ou com roupas simples<\/strong><\/p>\n<p>A grife Zara, que j\u00e1 foi denunciada por trabalho escravo, em 2017, volta a ocupar o notici\u00e1rio por pr\u00e1tica antissocial. Desta vez, acusada de discriminar pessoas negras ou com roupas simples que entram em suas unidades. Foi o que constatou a Pol\u00edcia Civil do Cear\u00e1 em loja da Zara do Shopping Iguatemi, em Fortaleza. A unidade teria criado um c\u00f3digo secreto para funcion\u00e1rios ficarem atentos e acompanharem negros e pessoas com estere\u00f3tipo \u201cfora do padr\u00e3o\u201d do estabelecimento. Segundo reportagem do UOL, o \u201calerta\u201d era dado pelo sistema de som por meio do c\u00f3digo \u201cZara Zerou\u201d.<\/p>\n<p>A Zara nega que utilize c\u00f3digos para discriminar clientes, mas testemunhas que j\u00e1 trabalharam para a empresa relatam que recebiam orienta\u00e7\u00e3o para identificar essas pessoas. Assim, esses clientes eram tratados como nocivos e acompanhados de perto, conta o delegado-geral da Pol\u00edcia Civil do Cear\u00e1, S\u00e9rgio Pereira, que considerou o procedimento \u201cabsurdo\u201d e \u201cinaceit\u00e1vel\u201d. O delegado afirma que esse tipo de tratamento da Zara j\u00e1 foi registrado diversas vezes. \u201cN\u00e3o s\u00f3 aqui no Brasil, inclusive fora do pa\u00eds, com pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>Delegada foi discriminada<\/strong><\/p>\n<p>Detalhes da discrimina\u00e7\u00e3o a determinados clientes teriam sido foram descobertos durante investiga\u00e7\u00e3o de caso envolvendo a delegada Ana Paula Barroso. Isso porque ela foi proibida de entrar na loja na noite do dia 14 de setembro e registrou boletim de ocorr\u00eancia por racismo. Ana Paula, que \u00e9 negra, foi expulsa pelo gerente da loja em Fortaleza, Bruno Felipe Sim\u00f5es. Segundo ele, o veto era uma \u201cquest\u00e3o de seguran\u00e7a\u201d do shopping pelo fato de Ana Paula estar com a m\u00e1scara abaixada, embora estivesse tomando um sorvete quando entrava na loja.<\/p>\n<p>Mas imagens do circuito interno de seguran\u00e7a do mesmo dia, coletadas pela pol\u00edcia, mostram outras clientes brancas circulando normalmente pela loja. Inclusive sem m\u00e1scaras, ou ent\u00e3o usando o equipamento de seguran\u00e7a de forma errada. Elas foram atendidas pelo gerente que expulsou a delegada. Bruno Sim\u00f5es foi indiciado pelo crime de racismo.<\/p>\n<p>\u201cO inqu\u00e9rito finalizado foi enviado \u00e0 Justi\u00e7a. Entidades do movimento negro ingressaram na Justi\u00e7a do Cear\u00e1 contra a rede de lojas Zara, pedindo R$ 40 milh\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo\u201d, relata o\u00a0<em>UOL<\/em>. \u201cUma segunda investiga\u00e7\u00e3o sobre outro caso de racismo foi aberta ap\u00f3s uma den\u00fancia semelhante de outra cliente da Zara. O fato ainda est\u00e1 em fase de apura\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cZara Zerou\u201d era o aviso emitido pelo sistema de som da loja para que funcion\u00e1rios ficassem atentos a pessoas negras ou com roupas simples A grife Zara, que j\u00e1 foi denunciada por trabalho escravo, em 2017, volta a ocupar o notici\u00e1rio por pr\u00e1tica antissocial. 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