{"id":23332,"date":"2021-10-29T09:50:08","date_gmt":"2021-10-29T12:50:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=23332"},"modified":"2021-10-29T11:14:07","modified_gmt":"2021-10-29T14:14:07","slug":"politica-de-precos-da-petrobras-completa-5-anos-acumulando-alta-real-nos-combustiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/10\/29\/politica-de-precos-da-petrobras-completa-5-anos-acumulando-alta-real-nos-combustiveis\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica de pre\u00e7os da Petrobr\u00e1s completa 5 anos, acumulando alta real nos combust\u00edveis"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText yjk2_intro\">\n<p><strong>Nos postos de revenda, aumento acima da infla\u00e7\u00e3o foi de 38,8% na gasolina, de 34,1% no diesel e de 46,9% no g\u00e1s de cozinha<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText yjk2_intro\">\n<p>Implementada em outubro de 2016 pelo ent\u00e3o presidente Michel Temer, e mantida pelo governo de Jair Bolsonaro, a pol\u00edtica de pre\u00e7o de paridade de importa\u00e7\u00e3o (PPI) faz cinco anos acumulando alta dos combust\u00edveis muito acima da infla\u00e7\u00e3o, em todas e quaisquer compara\u00e7\u00f5es, desde a sua implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p>No dia do anivers\u00e1rio do PPI, neste 25 de outubro, a empresa fez mais um an\u00fancio de aumento nos pre\u00e7os da gasolina e do diesel. Com isso, somente neste ano, j\u00e1 s\u00e3o, nas refinarias, 12 aumentos na gasolina, 13 no diesel e oito no GLP. A disparada no pre\u00e7o dos combust\u00edveis \u00e9 um dos fatores que mais pesam na infla\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 passou de 10,2% nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos cinco anos \u2013 de outubro de 2016 a outubro de 2021 \u2013 as altas, nas refinarias, foram de 107,7% para a gasolina, de 92,1%, para o diesel, e de impressionantes 287,9% para o g\u00e1s de cozinha. Neste mesmo per\u00edodo, a infla\u00e7\u00e3o foi de 25,4%, medida pelo IPCA\/IBGE. Enquanto isso, o sal\u00e1rio-m\u00ednimo n\u00e3o teve ganho real. Ao contr\u00e1rio, variou 25%, abaixo da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mesmo comportamento \u00e9 verificado nos pre\u00e7os nos postos de revenda: Na gasolina, a alta acumulada em cinco anos \u00e9 de 74,1%; no diesel, de 68,2%; e no g\u00e1s de cozinha, de 84,2%.<\/p>\n<p>Isso significa que em outubro de 2016, com valores corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o (IPCA\/IBGE), o botij\u00e3o de 13kg de g\u00e1s de cozinha custava, em m\u00e9dia, R$ 69,21 no Brasil. O litro da gasolina era vendido a R$ 4,58 e o do diesel, a R$ 3,76. Na semana passada, a m\u00e9dia de revenda do botij\u00e3o foi para R$ 101,96 (subiu 47% em cinco anos), o litro da gasolina alcan\u00e7ou R$ 6,36 (alta de 39%) e o do diesel R$ 4,98 (alta de 32%).<\/p>\n<p>Os dados foram elaborados pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese\/subse\u00e7\u00e3o FUP), com base nas estat\u00edsticas oficiais da Petrobr\u00e1s (refinarias) e da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo, Biocombust\u00edveis e G\u00e1s Natural (postos).<\/p>\n<p>\u201cEmbora com frequ\u00eancia menor, os reajustes est\u00e3o mais intensos com Bolsonaro do que com Temer, por conta das varia\u00e7\u00f5es mais acentuadas do pre\u00e7o do barril e do c\u00e2mbio\u201d, explica o economista do Dieese\/FUP Cloviomar Cararine.<\/p>\n<p>Num recorte de janeiro de 2019 a outubro de 2021, ou seja, per\u00edodo Bolsonaro, observa-se a mesma trajet\u00f3ria de aumentos reais nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis: Nas refinarias, as altas foram de 106,6% na gasolina, de 81,4% no diesel, e de 100,5% no g\u00e1s de cozinha. Nos postos de revenda, a situa\u00e7\u00e3o se repete: alta de 46,4% na gasolina; de 46,3%, no diesel; e de 47,3%, no g\u00e1s de cozinha. Nesse per\u00edodo, a infla\u00e7\u00e3o foi de 16,5% e o sal\u00e1rio-m\u00ednimo variou apenas 10,2%, perdendo ainda mais seu poder de compra.<\/p>\n<p>\u201cEmbora autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, o Brasil est\u00e1 ref\u00e9m do equivocado PPI, que calcula os pre\u00e7os dos combust\u00edveis com base no mercado internacional do petr\u00f3leo, na varia\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e dos custos de importa\u00e7\u00e3o\u201d, destaca o coordenador-geral da Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nos dez primeiros meses deste ano, os aumentos nos combust\u00edveis superam de longe a infla\u00e7\u00e3o, de 6,9%. Nas refinarias, as altas foram de 67,2% na gasolina; de 64,7%, no diesel; e de 48%, no g\u00e1s de cozinha. Nos postos, os aumentos s\u00e3o de, respectivamente, 41,5%, 39,1% e de 35,8%.<\/p>\n<p>\u201cEsses reajustes que a gest\u00e3o da Petrobr\u00e1s, com o aval de Bolsonaro, vem aplicando no g\u00e1s de cozinha, no diesel e na gasolina podem ser evitados. Basta a empresa parar de usar somente a cota\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo e do d\u00f3lar e os custos de importa\u00e7\u00e3o e considerar tamb\u00e9m os custos nacionais de produ\u00e7\u00e3o. Afinal, a empresa utiliza majoritariamente petr\u00f3leo nacional que ela mesma produz\u201d, ressalta Bacelar.<\/p>\n<p>Para ele, o PPI tem fun\u00e7\u00e3o de garantir lucro recorde da Petrobr\u00e1s e perdas para a popula\u00e7\u00e3o, sobretudo para os mais pobres\u201d, afirma o dirigente da FUP, referindo-se ao lucro l\u00edquido recorde da empresa, de R$ 42,85 bilh\u00f5es, no segundo trimestre deste ano, e a antecipa\u00e7\u00e3o de R$ 31,6 bilh\u00f5es em dividendos para seus acionistas.<\/p>\n<p>www.brasilpopular.com \/fonte: FUP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos postos de revenda, aumento acima da infla\u00e7\u00e3o foi de 38,8% na gasolina, de 34,1% no diesel e de 46,9% no g\u00e1s de cozinha Implementada em outubro de 2016 pelo ent\u00e3o presidente Michel Temer, e mantida pelo governo de Jair Bolsonaro, a pol\u00edtica de pre\u00e7o de paridade de importa\u00e7\u00e3o (PPI) faz cinco anos acumulando alta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23333,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[73,329],"class_list":["post-23332","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-inflacao","tag-politica-de-combustiveis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23332"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23354,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23332\/revisions\/23354"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23333"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}