{"id":2336,"date":"2018-08-13T21:16:08","date_gmt":"2018-08-14T00:16:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=2336"},"modified":"2018-08-13T21:20:43","modified_gmt":"2018-08-14T00:20:43","slug":"ha-35-anos-de-seu-assassinato-grito-de-margarida-alves-ecoa-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2018\/08\/13\/ha-35-anos-de-seu-assassinato-grito-de-margarida-alves-ecoa-no-pais\/","title":{"rendered":"H\u00e1 35 anos de seu assassinato, grito de Margarida Alves ecoa no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2337\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/esta-300x158.jpg\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/esta-300x158.jpg 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/esta.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><strong>Aos 35 anos de seu assassinato, o grito de Margarida Alves ecoa em todos os cantos do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>O dia 12 de agosto entrou para a hist\u00f3ria do Brasil como um importante marco da resist\u00eancia feminina no movimento sindical. Nesse dia, em 1983, era assassinada Maria Margarida Alves, ent\u00e3o presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, Para\u00edba.<\/p>\n<p>\u201cEsse crime pol\u00edtico abalou o movimento sindical , principalmente as mulheres, mas a for\u00e7a de Margarida tomou conta de todas n\u00f3s e por ela foi criada a Marcha das Margaridas para elevar a voz das trabalhadoras rurais contra a injusti\u00e7a e a viol\u00eancia \u00e0s mulheres\u201d, diz Celina Ar\u00eaas, secret\u00e1ria da Mulher Trabalhadora da CTB.<\/p>\n<p>O motivo do assassinato \u00e9 evidenciado pela postura da l\u00edder sindical em defesa dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores. \u00c0 frente do sindicato, Margarida moveu mais de 70 a\u00e7\u00f5es, por desrespeito \u00e0s leis trabalhistas, contra as usinas de cana de a\u00e7\u00facar da regi\u00e3o. Um de seus principais lemas era: \u201c\u00c9 melhor morrer na luta do que morrer de fome\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs latifundi\u00e1rios j\u00e1 desrespeitam dirigentes sindicais homens, imagine ent\u00e3o uma mulher corajosa, que foi morta aos 50 anos na sua cidade natal, Alagoa Grande?\u201d, questiona Aires Nascimento, secret\u00e1ria adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB.<\/p>\n<p>O propriet\u00e1rio da Usina Tanques, na regi\u00e3o do sindicato presidido por ela, era o l\u00edder do chamado Grupo da V\u00e1rzea, que vivia em conflito com os sindicalistaas. O seu genro, ent\u00e3o gerente da usina, foi acusado de ser o mandante do crime.<\/p>\n<p>A Marcha das Margaridas foi criada em 2000 em homenagem a ela, que se transformou num s\u00edmbolo da luta por direitos iguais \u00e0s mulheres do campo. Em 2019, acontece a 6\u00aa Marcha das Margaridas, contra a viol\u00eancia e o desrespeito \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>\u201cAgosto \u00e9 um m\u00eas simb\u00f3lico, de afirma\u00e7\u00e3o da nossa luta inspirada na vida militante de Margarida Alves. O caminhar de Margarida nos impulsiona a continuarmos mobilizadas, em resist\u00eancia e com muita for\u00e7a para construirmos nossa 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Marcha\u201d, afirma Maz\u00e9 Morais, secret\u00e1ria de Mulheres da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o da Marcha das Margaridas.<\/p>\n<p>&#8220;Tiraram sua vida, mas deixaram espalhadas sementes de Margaridas pelo Brasil que t\u00eam certeza que vale a pena lutar pelos direitos dos povos do meio rural\u201d, complementa Maz\u00e9. Inclusive a Contag produziu o document\u00e1rio &#8220;Nos caminhos de Margarida&#8221; para registrar a hist\u00f3ria de resist\u00eancia das mulheres do campo.<\/p>\n<p><strong>Assista &#8220;Nos caminhos de Margarida&#8221;, da Contag<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sjxruyZt-eM?rel=0&amp;showinfo=0\" width=\"672\" height=\"378\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o tem como esquecer (&#8230;) \u00c9 uma data dolorosa, lembro da amiga, da l\u00edder sindical, da mulher que lutou em prol dos direitos das trabalhadoras(es) rurais\u201d, diz \u00e0 Contag, Maria da Soledade, sindicalista rural e amiga de Margarida.<\/p>\n<p>Para Aires, \u201csomos milhares de Margaridas marcando presen\u00e7a na luta por um mundo mais justo e igual. Que as mulheres possam viver sem medo e sejam respeitadas como sujeitas das nossas vidas. Liberdade, respeito e direitos iguais, s\u00e3o nossas bandeiras \u201d.<\/p>\n<p><strong>Marcos Aur\u00e9lio Ruy \u2013 Portal CTB com informa\u00e7\u00f5es da Contag<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 35 anos de seu assassinato, o grito de Margarida Alves ecoa em todos os cantos do pa\u00eds O dia 12 de agosto entrou para a hist\u00f3ria do Brasil como um importante marco da resist\u00eancia feminina no movimento sindical. 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