{"id":23433,"date":"2021-11-05T11:23:34","date_gmt":"2021-11-05T14:23:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=23433"},"modified":"2021-11-05T11:25:31","modified_gmt":"2021-11-05T14:25:31","slug":"alta-da-inflacao-e-economia-estagnada-prejudicam-geracao-de-emprego-decente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/11\/05\/alta-da-inflacao-e-economia-estagnada-prejudicam-geracao-de-emprego-decente\/","title":{"rendered":"Alta da infla\u00e7\u00e3o e economia estagnada prejudicam gera\u00e7\u00e3o de emprego decente"},"content":{"rendered":"<p><strong>Enquanto o mercado aposta em mais infla\u00e7\u00e3o, mais juros e queda do PIB, emprego informal, sem direitos, segue batendo recordes sem perspectivas de melhora<\/strong><\/p>\n<p>A disparada da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/combustiveis-e-energia-pressionam-inflacao-e-previa-de-outubro-e-a-maior-em-26-a-55da\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">infla\u00e7\u00e3o<\/a>, que cria entraves ao crescimento da economia e, consequentemente, derruba a gera\u00e7\u00e3o de empregos, \u00e9 uma p\u00e9ssima not\u00edcia para os milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e os que foram obrigados a aceitar\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/brasil-tem-13-7-milhoes-de-desempregados-e-73-2-milhoes-com-trabalho-precario-be0a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">empregos prec\u00e1rios<\/a>\u00a0para sobreviver com um m\u00ednimo de dignidade.<\/p>\n<p>Enquanto o mercado aposta em mais infla\u00e7\u00e3o, mais juros e queda do Produto Interno Bruto (PIB), o emprego informal, sem direitos, segue batendo recordes sem perspectivas de melhora.<\/p>\n<p>\u201cEstamos no pior dos mundos\u201d, afirma a t\u00e9cnica da subse\u00e7\u00e3o do Dieese da CUT nacional, Adriana Marcolino.<\/p>\n<p>\u201cUm grande contingente de desempregados pressiona para o rebaixamento das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Desse modo, quem consegue um emprego ocupa uma vaga prec\u00e1ria ou informal, que n\u00e3o garante a seguran\u00e7a necess\u00e1ria para trabalhadores, trabalhadoras e suas fam\u00edlias\u201d, explica Adriana.<\/p>\n<p>E o futuro n\u00e3o \u00e9 nada animador.\u00a0Segundo o Boletim Focus do Banco Central (BC), com proje\u00e7\u00f5es de mais de cem institui\u00e7\u00f5es financeiras, empresas e consultorias do pa\u00eds, a infla\u00e7\u00e3o do Brasil neste ano ser\u00e1 a maior desde 2015, mas deve desacelerar para a metade disso em 2022, mas muitos economistas duvidam que o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da infla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, caia no ano que vem.<\/p>\n<p>A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que tem dados concretos e n\u00e3o estimativas do mercado, revelou que quase 70% do aumento da popula\u00e7\u00e3o ocupada no trimestre m\u00f3vel encerrado em agosto, frente ao trimestre anterior, veio de trabalhos informais, sem direitos garantidos pela Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), como 13\u00ba sal\u00e1rio, f\u00e9rias, descanso semanal remunerado entre outros.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, a popula\u00e7\u00e3o ocupada avan\u00e7ou em 3,480 milh\u00f5es de trabalhadores no per\u00edodo, mas do total, 2,387 milh\u00f5es (68,5%) tiveram de recorrer ao trabalho informal para sobreviver.<\/p>\n<p>\u00c9 o trabalho informal que tem contribu\u00eddo para a redu\u00e7\u00e3o do desemprego no pa\u00eds, reconheceu a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, em entrevista ao jornal Valor Econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 n\u00edtido que o que contribui para aumento da ocupa\u00e7\u00e3o s\u00e3o os trabalhadores informais. A maior parte vem dos trabalhadores sem carteira assinada, com 987 mil, seguida pelos conta pr\u00f3pria sem CNPJ, que avan\u00e7aram 843 mil. Com isso, se chega \u00e0 taxa de informalidade de 41,1%\u201d, afirmou Beringuy \u00e0 reportagem.<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, entre o trimestre encerrado em maio e o encerrado em agosto, a\u00a0<strong>popula\u00e7\u00e3o ocupada total<\/strong>\u00a0aumentou de 86,708 milh\u00f5es de trabalhadores para 90,188 milh\u00f5es \u2013 alta de 4%.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, a\u00a0<strong>popula\u00e7\u00e3o ocupada informal<\/strong>\u00a0subiu de 34,712 milh\u00f5es para 37,099 milh\u00f5es &#8211; alta de 6,9%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a\u00a0<strong>popula\u00e7\u00e3o ocupada formal<\/strong>\u00a0passou de 51,996 milh\u00f5es para 53,089 milh\u00f5es \u2013 alta de 2,1%.<\/p>\n<p>O n\u00famero de\u00a0<strong>trabalhadores por conta pr\u00f3pria<\/strong>\u00a0atingiu novo recorde e chegou a 25,409 milh\u00f5es de pessoas, o que representa uma alta de 4,3% (mais 1,0 milh\u00e3o de pessoas) frente ao trimestre m\u00f3vel anterior, encerrado em maio.<\/p>\n<p>Esse grupo \u00e9 formado por trabalhadores sem v\u00ednculos empregat\u00edcios e, em m\u00e9dia, t\u00eam\u00a0<strong>renda inferior \u00e0 dos demais trabalhadores<\/strong>, assim como os informais.<\/p>\n<p>\u201cA queda dos rendimentos do trabalho \u00e9 resultado deste cen\u00e1rio de alta do desemprego e a consequente precariza\u00e7\u00e3o, em um contexto de alta inflacion\u00e1ria que corr\u00f3i o poder de compra da classe trabalhadora\u201d, explica Adriana Marcolino.<\/p>\n<p>\u201cE diante de tudo isso, n\u00e3o temos uma pol\u00edtica consistente de retomada da economia que inclua todos e todas\u201d, acrescenta a t\u00e9cnica do Dieese se referindo \u00e0 falta de propostas efetivas de gera\u00e7\u00e3o de emprego por parte do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que at\u00e9 agora n\u00e3o apresentou sequer uma medica neste sentido.<\/p>\n<p><strong>Entenda os termos usados pelo IBGE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pessoas ocupadas<\/strong><\/p>\n<p>N\u00famero de pessoas trabalhando mesmo que seja apenas fazendo bicos de pedreiros e eletricistas ou vendendo qualquer coisa n os far\u00f3is.<\/p>\n<p><strong>Pessoas desocupadas<\/strong><\/p>\n<p>Desempregados que continuam procurando empregos e n\u00e3o viraram informais nem por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 trabalho informal<\/strong><\/p>\n<p>Pessoas empregadas no setor privado sem carteira assinada, pessoas que ajudam parentes,\u00a0trabalhadores\u00a0dom\u00e9sticos sem carteira assinada e\u00a0trabalhadores por conta pr\u00f3pria\u00a0sem CNPJ (isto \u00e9, sem empresa constitu\u00edda), camel\u00f4s etc.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 trabalho por conta pr\u00f3pria<\/strong><\/p>\n<p>Trabalhadores que constituiram empresas, t\u00eam\u00a0 CNPJ, s\u00e3o conhecidos como aut\u00f4nomos, que prestam servi\u00e7os e emitem notas fiscais.<\/p>\n<p><strong>Taxa de desemprego<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a parcela das pessoas que est\u00e3o na for\u00e7a de trabalho, dispon\u00edveis para trabalhar e que tentam encontrar emprego, mas n\u00e3o conseguem.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 for\u00e7a de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>For\u00e7a de trabalho \u00e9 a soma das pessoas dispon\u00edveis para trabalhar com aquelas que est\u00e3o trabalhando, que o IBGE define como ocupadas.<\/p>\n<p>www.cut.org.br\/ Marize Muniz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o mercado aposta em mais infla\u00e7\u00e3o, mais juros e queda do PIB, emprego informal, sem direitos, segue batendo recordes sem perspectivas de melhora A disparada da\u00a0infla\u00e7\u00e3o, que cria entraves ao crescimento da economia e, consequentemente, derruba a gera\u00e7\u00e3o de empregos, \u00e9 uma p\u00e9ssima not\u00edcia para os milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e os 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