{"id":23437,"date":"2021-11-05T11:39:03","date_gmt":"2021-11-05T14:39:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=23437"},"modified":"2021-11-05T11:39:03","modified_gmt":"2021-11-05T14:39:03","slug":"favelas-brasileiras-cresceram-o-equivalente-a-95-mil-campos-de-futebol-nos-ultimos-36-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/11\/05\/favelas-brasileiras-cresceram-o-equivalente-a-95-mil-campos-de-futebol-nos-ultimos-36-anos\/","title":{"rendered":"Favelas brasileiras cresceram o equivalente a 95 mil campos de futebol nos \u00faltimos 36 anos"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\"><strong>Levantamento do MapBiomas mostra que a urbaniza\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou principalmente sobre os biomas Amaz\u00f4nia, Caatinga e Cerrado<\/strong><\/p>\n<p>Tr\u00eas vezes a \u00e1rea de Salvador (BA), 11 vezes a \u00e1rea de Lisboa, capital de Portugal, ou 95 mil campos de futebol. Esse foi o crescimento da \u00e1rea das favelas brasileiras nos \u00faltimos 36\u00a0anos, conforme levantamento divulgado esta semana pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/mapbiomas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">projeto MapBiomas Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>O mapeamento, que compreende dados de 1985 a 2020, mostra ainda que as \u00e1reas urbanas dobraram: de 2,1 milh\u00f5es de hectares para 4,1 milh\u00f5es. O ritmo de crescimento anual (1,95%) \u00e9 superior ao da popula\u00e7\u00e3o brasileira (1,45%).<\/p>\n<p>Doutor em Geografia Humana pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)\u00a0e um dos coordenadores do mapeamento, Julio Cesar Pedrassoli explica que os dados sobre o crescimento das favelas foram obtidos a partir do cruzamento de\u00a0imagens de sat\u00e9lites com informa\u00e7\u00f5es divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A urbaniza\u00e7\u00e3o avan\u00e7a principalmente sobre os biomas Amaz\u00f4nia (2,55% ao ano), Caatinga (2,53%) e Cerrado (2,08%). A Mata Atl\u00e2ntica registrou\u00a0crescimento menor (1,65%), mas continua liderando em n\u00fameros absolutos, com 33 das 50 maiores \u00e1reas urbanizadas do pa\u00eds.\u00a0A m\u00e9dia nacional foi de 1,95% ao ano.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 1980, esse ritmo chegou\u00a0a quase 4% ao ano, e hoje \u00e9 inferior a 1%.<\/p>\n<p>&#8220;Essa m\u00e9dia de crescimento vai se estabilizando, mas em alguns lugares ainda \u00e9 acelerado. Por exemplo, no Norte e no Nordeste, que t\u00eam ritmo de urbaniza\u00e7\u00e3o maior do que as \u00e1reas mais consolidadas do Sul e do Sudeste&#8221;, explica Pedrassoli, em entrevista ao\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;No caso das capitais, onde est\u00e3o as cidades maiores, o crescimento da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 maior que o da \u00e1rea urbana. Ou seja, existe uma densifica\u00e7\u00e3o, uma expans\u00e3o mais verticalizada, com satura\u00e7\u00e3o de \u00e1rea. Cidades m\u00e9dias e cidades pequenas se expandiram horizontalmente&#8221;, acrescenta, tra\u00e7ando uma hip\u00f3tese a partir do dado levantado.<\/p>\n<p>Os dados ser\u00e3o apresentados nesta sexta-feira (5), \u00e0s 10h30, no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/mapbiomasbrasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">canal do MapBiomas no Youtube<\/a>. Em seguida, haver\u00e1 um debate com tr\u00eas pesquisadores sobre o tema.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Em detalhe<\/strong><\/p>\n<p>Das \u00e1reas urbanizadas em 2020, cerca de um ter\u00e7o (34%) eram \u00e1reas de pastagens e \u00e1reas de uso misto de agricultura e pastagem em 1985.\u00a0Na regi\u00e3o Norte, no entanto, 32% do avan\u00e7o se deu sobre vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u2013 quase tr\u00eas vezes a m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>O Cerrado, que det\u00e9m um quinto das \u00e1reas urbanizadas do pa\u00eds, foi o bioma que mais\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/02\/08\/cerrado-perde-metade-da-vegetacao-nativa-agronegocio-acelera-o-processo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">perdeu vegeta\u00e7\u00e3o nativa<\/a>\u00a0para a expans\u00e3o urbana nos \u00faltimos 36\u00a0anos: cerca de 127 mil hectares, de um total de\u00a0388 mil hectares perdidos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Na regi\u00e3o Centro-Oeste, pastagem e agropecu\u00e1ria tomaram conta. O crescimento urbano nessas \u00e1reas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o expressivo&#8221;, observa Pedrassoli.<\/p>\n<p>&#8220;As \u00e1reas urbanizadas do Brasil s\u00e3o 0,5% do territ\u00f3rio brasileiro. Parece pouco, mas o Brasil \u00e9 que \u00e9 muito grande. E o uso agr\u00edcola \u00e9 gigantesco.&#8221;<\/p>\n<p>Quase 4,7% da expans\u00e3o de \u00e1reas urbanizadas no per\u00edodo analisado tem caracter\u00edsticas de informalidade, que crescem em per\u00edodos de retra\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB), segundo os pesquisadores.<\/p>\n<p>Nos estados da Amaz\u00f4nia, a propor\u00e7\u00e3o m\u00e1xima \u00e9 quase dez\u00a0vezes maior: 45% do crescimento urbano no Amazonas foi em \u00e1reas informais.<\/p>\n<p>Manaus (AM),\u00a0Bel\u00e9m (PA) e Salvador (BA) lideram o ranking de crescimento informal entre as capitais.<\/p>\n<p>www.brasildefato.com.br \/ Daniel Giovanaz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento do MapBiomas mostra que a urbaniza\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou principalmente sobre os biomas Amaz\u00f4nia, Caatinga e Cerrado Tr\u00eas vezes a \u00e1rea de Salvador (BA), 11 vezes a \u00e1rea de Lisboa, capital de Portugal, ou 95 mil campos de futebol. 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