{"id":23642,"date":"2021-11-15T13:11:42","date_gmt":"2021-11-15T16:11:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=23642"},"modified":"2021-11-15T13:11:42","modified_gmt":"2021-11-15T16:11:42","slug":"fiscalizacao-resgata-76-trabalhadores-escravizados-em-fazenda-de-alho-em-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/11\/15\/fiscalizacao-resgata-76-trabalhadores-escravizados-em-fazenda-de-alho-em-mg\/","title":{"rendered":"Fiscaliza\u00e7\u00e3o resgata 76 trabalhadores escravizados em fazenda de alho em MG"},"content":{"rendered":"<p><strong>Empregados faziam as necessidades no mato, por falta de banheiros, e as jornadas passavam das 70 horas semanais<\/strong><\/p>\n<p>Uma a\u00e7\u00e3o conduzida pelo grupo\u00a0m\u00f3vel de fiscaliza\u00e7\u00e3o e combate ao trabalho escravo da Superintend\u00eancia Regional do Trabalho (SRTb\/MG) resgatou, esta semana, 76\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/10\/07\/leonardo-sakamoto-resgates-de-escravizados-ja-batem-os-de-2020-e-ganham-a-cara-da-pandemia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o<\/a>\u00a0em uma fazenda de alho em\u00a0Tapira (MG), que fica\u00a0400 km a oeste de Belo Horizonte (MG).<\/p>\n<p>Os auditores-fiscais, que atuaram em conjunto com\u00a0o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) e a Pol\u00edcia Militar de Minas Gerais,\u00a0constataram condi\u00e7\u00f5es degradantes de trabalho e jornadas exaustivas.<\/p>\n<p>Os empregados n\u00e3o tinham remunera\u00e7\u00e3o fixa: recebiam conforme a produ\u00e7\u00e3o. Os alojamentos eram prec\u00e1rios e apertados, com dez em cada quarto.<\/p>\n<p>Eram apenas quatro banheiros\u00a0para quase 80 trabalhadores. Sem op\u00e7\u00e3o, muitos deles faziam as necessidades no mato, a c\u00e9u aberto.<\/p>\n<p>Segundo as informa\u00e7\u00f5es levantadas at\u00e9 o momento, os trabalhadores eram aliciados de forma irregular no norte de Minas Gerais. O nome da fazenda ou do empregador ainda n\u00e3o foi divulgado.<\/p>\n<p>O trabalho na propriedade\u00a0era realizado de domingo a domingo, em jornadas superiores a 70 horas semanais.<\/p>\n<p>Os empregados tinham que pagar pelas ferramentas de trabalho, e nem todos dispunham de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi verificada nenhuma medida de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 covid-19, e os empregados tinham que compartilhar as garrafas t\u00e9rmicas porque n\u00e3o havia reposi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua durante a jornada.<\/p>\n<p>Trabalhadores que tiveram que se deslocar para tomar vacina contra o novo coronav\u00edrus tiveram as horas de trabalho descontadas, segundo informa\u00e7\u00f5es apuradas no local.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a a\u00e7\u00e3o, o empregador foi notificado e cada trabalhador da fazenda recebeu uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 4,5 mil por danos morais, al\u00e9m das verbas rescis\u00f3rias e guias que d\u00e3o direito a tr\u00eas parcelas de seguro-desemprego.<\/p>\n<p>Todos os resgatados voltaram a suas cidades de origem.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Brasil de Fato\u00a0<\/strong>aguarda retorno do coordenador da Divis\u00e3o de Fiscaliza\u00e7\u00e3o para Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo (Detrae), respons\u00e1vel pelo resgate, para mais informa\u00e7\u00f5es. A mat\u00e9ria pode ser atualizada em breve.<\/p>\n<p>www.cut.org.br\/ Pedro Stropasolas e Daniel Giovanaz, BdF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empregados faziam as necessidades no mato, por falta de banheiros, e as jornadas passavam das 70 horas semanais Uma a\u00e7\u00e3o conduzida pelo grupo\u00a0m\u00f3vel de fiscaliza\u00e7\u00e3o e combate ao trabalho escravo da Superintend\u00eancia Regional do Trabalho (SRTb\/MG) resgatou, esta semana, 76\u00a0trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o\u00a0em uma fazenda de alho em\u00a0Tapira (MG), que fica\u00a0400 km a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23643,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[214],"class_list":["post-23642","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-contra-o-trabalho-escravo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23642","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23642"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23642\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23644,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23642\/revisions\/23644"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23642"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23642"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23642"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}