{"id":23928,"date":"2021-11-29T10:59:05","date_gmt":"2021-11-29T13:59:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=23928"},"modified":"2021-11-29T11:40:37","modified_gmt":"2021-11-29T14:40:37","slug":"dolarizacao-dos-precos-dos-combustiveis-faz-inflacao-disparar-novamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2021\/11\/29\/dolarizacao-dos-precos-dos-combustiveis-faz-inflacao-disparar-novamente\/","title":{"rendered":"Dolariza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis faz infla\u00e7\u00e3o disparar novamente"},"content":{"rendered":"<p><strong>Combust\u00edveis puxam a pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o para o maior \u00edndice em 20 anos. Al\u00e9m do impacto direto sobre o indicador, ainda h\u00e1 o indireto, sobre os custos da cadeia produtiva<\/strong><\/p>\n<p>A desordem econ\u00f4mica promovida pelo desgoverno Bolsonaro faz o pa\u00eds retroceder d\u00e9cadas no combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. Divulgado nesta quinta-feira (25), o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 1,17% em novembro.\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.org.br\/inflacao-criada-por-bolsonaro-e-guedes-e-ainda-pior-para-os-mais-pobres\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Essa varia\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior para o m\u00eas desde 2002, quando FHC perdeu o controle sobre a carestia e o \u00edndice chegou a 2,08%.<\/a>\u00a0O indicador \u00e9 considerado a pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora o n\u00famero seja 0,03 ponto percentual (pp) abaixo da taxa registrada em outubro (1,20%), o acumulado no ano (9,57%) chegou \u00e0 fronteira dos dois d\u00edgitos, marca j\u00e1 batida no acumulado em 12 meses \u2013 10,73%, acima dos 10,34% registrados no per\u00edodo anterior. Em novembro de 2020, a taxa havia sido de 0,81%.<\/p>\n<p>Todos os nove grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados tiveram alta em novembro,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.org.br\/gasolina-sobe-pela-5a-semana-e-litro-chega-a-r-800\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mas a dolariza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os administrados pela Petrobras, mais uma vez, foi o principal \u201ccombust\u00edvel\u201d da carestia<\/a>. Al\u00e9m dos impactos diretos dos reajustes nas refinarias, ainda h\u00e1 os indiretos sobre os custos de toda a cadeia produtiva nacional.<\/p>\n<p>A maior varia\u00e7\u00e3o (2,89%) e o maior impacto (0,61 pp) sobre o IPCA-15 vieram dos Transportes. Em seguida, vieram Habita\u00e7\u00e3o (1,06%) e Sa\u00fade e cuidados pessoais (0,80%), com impactos de 0,17 pp e 0,10 pp. Juntos, os tr\u00eas grupos contribu\u00edram com 0,88 pp no \u00edndice de novembro, o equivalente a cerca de 75% do total.<\/p>\n<p>O resultado dos Transportes (2,89%) foi influenciado, principalmente, pela alta nos pre\u00e7os da gasolina (6,62%), o maior impacto individual do m\u00eas (0,40 pp). No ano, o combust\u00edvel acumula alta de 44,83% e, em 12 meses, de 48,00%. Tamb\u00e9m houve altas nos pre\u00e7os do \u00f3leo diesel (8,23%), do etanol (7,08%) e do g\u00e1s veicular (2,59%).<\/p>\n<p>Ainda em Transportes, os pre\u00e7os dos autom\u00f3veis novos (1,92%) e usados (1,91%) seguem em alta, assim como os das motocicletas (1,26%). Outro destaque foi transportes por aplicativo (16,23%), v\u00edtimas diretas da dolariza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os da Petrobras, que j\u00e1 haviam subido 11,60% em outubro.<\/p>\n<p>Sintomaticamente, no grupo Habita\u00e7\u00e3o (1,06%), a maior contribui\u00e7\u00e3o foi do g\u00e1s de botij\u00e3o (4,34%), cujos pre\u00e7os subiram pelo 18\u00b0 m\u00eas consecutivo, acumulando 51,05% de alta no per\u00edodo iniciado em junho de 2020. Tamb\u00e9m em Habita\u00e7\u00e3o, a alta do g\u00e1s encanado (0,88%) \u00e9 consequ\u00eancia do reajuste de 6,90% nas tarifas no Rio de Janeiro (2,78%).<\/p>\n<p>A energia el\u00e9trica (0,93%) teve varia\u00e7\u00e3o menor que a de outubro (3,91%) e contribuiu com 0,05 pp no \u00edndice do m\u00eas. Desde setembro, est\u00e1 em vigor a bandeira tarif\u00e1ria Escassez H\u00eddrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.<\/p>\n<p>Todas as \u00e1reas pesquisadas apresentaram alta em novembro. A maior varia\u00e7\u00e3o foi a de Goi\u00e2nia (1,86%), com resultado puxado pela energia el\u00e9trica (10,93%) e pela gasolina (5,87%). O menor resultado ocorreu na regi\u00e3o metropolitana de Bel\u00e9m (0,76%), onde houve queda nos pre\u00e7os da energia el\u00e9trica (-2,05%) e do a\u00e7a\u00ed (-9,30%).<\/p>\n<p><strong>Problema mundial, infla\u00e7\u00e3o \u00e9 pior na Am\u00e9rica Latina e, particularmente, no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Ag\u00eancia de not\u00edcias norte-americana destinada ao mercado financeiro,\u00a0<a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/mundo\/noticia\/2021\/11\/24\/inflacao-e-problema-global-mas-america-latina-sofre-mais.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a Bloomberg emitiu esta semana um relat\u00f3rio sobre \u201ca infla\u00e7\u00e3o mais alta do mundo\u201d: a latino-americana<\/a>. \u201cEnquanto a regi\u00e3o emerge da pior crise econ\u00f4mica em dois s\u00e9culos, tamb\u00e9m enfrenta um cen\u00e1rio de baixo crescimento e infla\u00e7\u00e3o acelerada\u201d, diz a mat\u00e9ria,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.org.br\/inflacao-do-brasil-neste-ano-sera-maior-que-a-de-83-dos-paises\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apontando a infla\u00e7\u00e3o anual do Brasil (10,7%) como a segunda mais alta da regi\u00e3o.<\/a><\/p>\n<p>Conforme a reportagem, grandes bancos de Wall Street projetam que o custo m\u00e9dio de vida na Am\u00e9rica Latina encerre o ano acima de 10%, o maior \u00edndice global. Tamb\u00e9m preveem que a press\u00e3o sobre os pre\u00e7os ao consumidor se estender\u00e1 ao longo de 2022.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o do Citigroup para a regi\u00e3o (10,6%) \u00e9 acompanhada pelo Morgan Stanley, que v\u00ea infla\u00e7\u00e3o acima de 10%. A mediana das proje\u00e7\u00f5es de economistas consultados pela Bloomberg aponta para uma infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 11,9% e 10,4% neste ano e no pr\u00f3ximo na Am\u00e9rica Latina, de longe o ritmo mais r\u00e1pido do mundo.<\/p>\n<p>O ciclo de arrocho monet\u00e1rio em que a maioria dos bancos centrais da Am\u00e9rica Latina, inclusive o do Brasil, embarcaram teve pouco efeito sobre as crescentes expectativas de pre\u00e7os, no entanto. Al\u00e9m dos gargalos no transporte mar\u00edtimo global e custos mais altos das commodities, diz a mat\u00e9ria, outra quest\u00e3o espec\u00edfica para a regi\u00e3o \u00e9 a profecia autorrealiz\u00e1vel das expectativas de que as coisas s\u00f3 v\u00e3o piorar.<\/p>\n<p>\u201cChoques de oferta n\u00e3o s\u00e3o realmente algo que seja poss\u00edvel combater com pol\u00edtica monet\u00e1ria\u201d, explicou Andr\u00e9 Loes, economista-chefe para a Am\u00e9rica Latina do Morgan Stanley. \u201cA Am\u00e9rica Latina tem um hist\u00f3rico de infla\u00e7\u00e3o mais longo do que a maioria, e isso causa um impacto relevante nas expectativas. As pessoas ainda lembram daqueles anos.\u201d No Brasil de Jair Bolsonaro, \u201caqueles anos\u201d foram h\u00e1 duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>www.brasilpopular.com\/do PT Brasil , com informa\u00e7\u00f5es de Imprensa IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Combust\u00edveis puxam a pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o para o maior \u00edndice em 20 anos. Al\u00e9m do impacto direto sobre o indicador, ainda h\u00e1 o indireto, sobre os custos da cadeia produtiva A desordem econ\u00f4mica promovida pelo desgoverno Bolsonaro faz o pa\u00eds retroceder d\u00e9cadas no combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. 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