{"id":24769,"date":"2022-01-21T11:34:03","date_gmt":"2022-01-21T14:34:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=24769"},"modified":"2022-01-21T11:34:03","modified_gmt":"2022-01-21T14:34:03","slug":"intolerancia-religiosa-brasil-vive-negacao-de-direitos-afirma-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/01\/21\/intolerancia-religiosa-brasil-vive-negacao-de-direitos-afirma-especialista\/","title":{"rendered":"Intoler\u00e2ncia religiosa: &#8220;Brasil vive nega\u00e7\u00e3o de direitos&#8221;, afirma especialista"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\"><strong>21 de janeiro &#8211; Dia de combate \u00e0 intoler\u00e2ncia Religiosa. Viol\u00eancia aumentou nos \u00faltimos anos e pol\u00edticas de combate foram enfraquecidas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a o \u00e1udio:<\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-24769-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/20-01-22-INTOLERANCIA-RELIGIOSA-NARA-LACERDA.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/20-01-22-INTOLERANCIA-RELIGIOSA-NARA-LACERDA.mp3\">https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/20-01-22-INTOLERANCIA-RELIGIOSA-NARA-LACERDA.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Em 21 de janeiro de 2000, a ialorix\u00e1 Gildasia dos Santos morreu\u00a0ap\u00f3s sofrer uma ataque dentro do Il\u00ea Ax\u00e9 Abass\u00e1 de Ogum, terreiro de candombl\u00e9 fundado por ela na d\u00e9cada de 1980, em Itapu\u00e3 (BA). M\u00e3e Gilda, como era chamada, vinha sendo alvo de ass\u00e9dio e intimida\u00e7\u00e3o por membros da Igreja Universal do Reino de Deus.<\/p>\n<p>No m\u00eas do outubro do ano anterior, o jornal\u00a0<em>Folha Universal<\/em>\u00a0publicou uma foto de M\u00e3e Gilda em uma reportagem que trazia violentas e falsas acusa\u00e7\u00f5es contra as religi\u00f5es de matriz africana. A ialorix\u00e1 teve a casa\u00a0invadida por pessoas que destru\u00edram o terreiro e agrediram o marido dela.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o crime, a sa\u00fade da\u00a0religiosa se deteriorou e ela faleceu, v\u00edtima de um infarto. Al\u00e9m de l\u00edder espiritual, ela exerceu papel importante como ativista social. Anos mais tarde, em 2007, a data da morte de M\u00e3e Gilda foi fixada como\u00a0Dia Nacional de Combate \u00e0 Intoler\u00e2ncia Religiosa.<\/p>\n<p>Nos quinze anos de cria\u00e7\u00e3o da efem\u00e9ride, pouco mudou e os per\u00edodos mais recentes representaram retrocesso de parte do que foi alcan\u00e7ado, relata Ana Gualberto,\u00a0ao\u00a0<strong>Brasil de Fato.<\/strong>\u00a0&#8220;Eu gostaria muito de estar aqui celebrando, dizendo que a gente tem n\u00fameros negativos. Mas infelizmente, nos \u00faltimos quatro anos, o que a gente tem percebido \u00e9 um acirramento dos conflitos&#8221; relata\u00a0 a historiadora.<\/p>\n<p>Ela \u00e9\u00a0coordenadora de a\u00e7\u00f5es com comunidades negras tradicionais da\u00a0<a href=\"https:\/\/kn.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">organiza\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica Koinonia<\/a>. Desde a d\u00e9cada de 1990, o movimento se dedica a promover a\u00e7\u00f5es educativas e debater a\u00e7\u00f5es pela toler\u00e2ncia religiosa com a sociedade e o poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>Em entrevista, a historiadora\u00a0fala sobre o cen\u00e1rio atual e alerta que para retomar os avan\u00e7os pelo fim desse tipo de viol\u00eancia ser\u00e1 preciso &#8220;refazer o pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Brasil de Fato: A lei que criou o Dia Nacional de Combate \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa completa quinze anos em 2022. \u00c9 um marco, mas \u00e9 poss\u00edvel dizer que houve avan\u00e7o nesse per\u00edodo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ana Gualberto:<\/strong>\u00a0\u00c9 importante a gente lembrar que a lei vai fazer 15 anos, mas neste dia 21, completam-se tamb\u00e9m 22 anos que M\u00e3e Gilda, do Abass\u00e1 de Ogum, morre, v\u00edtima da intoler\u00e2ncia religiosa. Essa data \u00e9 institu\u00edda em um marco de morte. \u00c9 a morte de M\u00e3e Gilda que ilumina essa pauta para a sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Desde a morte de M\u00e3e Gilda, foram sete anos de luta em que o processo que \u00e9 movido contra a Igreja Universal vai at\u00e9 a \u00faltima inst\u00e2ncia para ser julgado em Bras\u00edlia. Mas ele \u00e9 uma marco porque \u00e9 a primeira vez que a gente tem uma institui\u00e7\u00e3o sendo condenada por intoler\u00e2ncia religiosa. \u00c9 a comprova\u00e7\u00e3o de que a lei pode ser cumprida. Pode e deve.<\/p>\n<p>Eu gostaria muito de estar aqui celebrando, dizendo que a gente tem n\u00fameros negativos. Mas infelizmente, nos \u00faltimos quatro anos, o que a gente tem percebido \u00e9 um acirramento dos conflitos. Os conflitos que t\u00eam como pano de fundo a intoler\u00e2ncia, o \u00f3dio religioso e o racismo e chegam \u00e0 pr\u00e1tica de terrorismo religioso, s\u00f3 tem crescido no Brasil.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel conectar esse aumento ao momento pol\u00edtico e social do pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tem como\u00a0deslocar esse crescimento desses casos das pr\u00e1ticas extremamente conservadoras que a gente tem vivido no nosso pa\u00eds. O que temos vivido no Brasil \u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o do direito do outro. Temos um estado teocr\u00e1tico,\u00a0um estado crist\u00e3o e fundamentalista.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica desse estado nessa constru\u00e7\u00e3o faz com que as pessoas se sintam \u00e0 vontade para praticar seu \u00f3dio, se sintam \u00e0 vontade para praticar atos il\u00edcitos e que n\u00e3o s\u00e3o qualificados como crime. A maioria das pessoas que chegam \u00e0\u00a0delegacia para fazer uma den\u00fancia de intoler\u00e2ncia religiosa, n\u00e3o tem sua den\u00fancia acolhida.<\/p>\n<p>Somos\u00a0um pa\u00eds que tem uma lei contra o racismo, que \u00e9 um crime inafian\u00e7\u00e1vel, e\u00a0n\u00e3o temos uma\u00a0pessoa presa por racismo. \u00c9 esse o cen\u00e1rio em que vivemos.<\/p>\n<p>No ano passado, em plena pandemia, o busto de M\u00e3e Gilda foi depredado,\u00a0na Lagoa do Abaet\u00e9. O homem que estava depredando o busto foi preso na hora, conduzido \u00e0 delegacia, inclusive as pessoas do terreiro foram juntos. N\u00e3o se conseguiu realizar a queixa por intoler\u00e2ncia religiosa.<\/p>\n<p>A delegada colocou nos autos que o homem teve um surto psic\u00f3tico, ela n\u00e3o tipifica o crime.\u00a0Quando\u00a0n\u00e3o tipificamos o crime, n\u00e3o conseguimos culpabilizar as pessoas. Nesses quinze anos, se criou inst\u00e2ncias de den\u00fancias, onde as pessoas se sentem seguras para trazer esses casos. Mas infelizmente esses processos n\u00e3o andam. Eles n\u00e3o trazem a culpabiliza\u00e7\u00e3o dos seus personagens.<\/p>\n<p>Para as religi\u00f5es\u00a0de matriz\u00a0africana, coloca as pessoas em um lugar de dizer, &#8220;essa justi\u00e7a, de verdade, ela n\u00e3o \u00e9 para a gente\u201d. Embora a intoler\u00e2ncia religiosa possa ser praticada por qualquer outra f\u00e9, no nosso pa\u00eds mais de 75% dos casos s\u00e3o contra pessoas de religi\u00e3o de matriz africana.<\/p>\n<p>Isso mostra\u00a0que o racismo continua sendo a grande base da desigualdade e do processo de vilipendiar outras pessoas de seus direitos. Precisamos\u00a0combater o racismo em sua estrutura social, que coloca a religi\u00e3o de matriz africana ainda demonizada, que coloca a nossa hist\u00f3ria, a nossa identidade como uma quest\u00e3o negativa para essa sociedade brasileira.<\/p>\n<p>O fundo dessa discuss\u00e3o \u00e9 racial. Para a gente superar a intoler\u00e2ncia religiosa, a gente precisa confrontar o racismo.<\/p>\n<p><strong>No artigo,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ineac.uff.br\/images\/artigos\/intolerancia_religiosa.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Intoler\u00e2ncia Religiosa &#8211; a constru\u00e7\u00e3o de um problema p\u00fablico<\/a>, as pesquisadoras brasileiras\u00a0Ana Paula Mendes de Miranda, Roberta de Mello Corr\u00eaa e Rosiane Rodrigues de Almeida citam a necessidade de que esse tipo de viol\u00eancia deixe de ser encarado como um conflito de valores,\u00a0cren\u00e7as e\u00a0costumes e seja inserido no debate nacional como um problema p\u00fablico. Esse \u00e9 um desafio?<\/strong><\/p>\n<p>O problema \u00e9 p\u00fablico, estrutural e estruturante. Ele acaba estruturando as nossas rela\u00e7\u00f5es.\u00a0Por que a nossa f\u00e9 incomoda? Porque toda a nossa hist\u00f3ria \u00e9 negada. Porque desde a constru\u00e7\u00e3o desse pa\u00eds n\u00f3s fomos vistos como m\u00e3o de obra em massa e continuamos sendo vistos dessa forma.<\/p>\n<p>Continuamos sendo a pedra a ser lapidada,\u00a0as pessoas que precisam melhorar. E o que \u00e9 melhorar na vis\u00e3o intolerante? \u00c9 abandonar essas identidades. Tudo o que nos traz a nossa raiz\u00a0 afrobrasileira e afroind\u00edgena.\u00a0\u00c9 importante pontuar a quantidade de casas de rezas ind\u00edgenas que tem sido queimadas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>As pessoas se sentem \u00e0\u00a0vontade para invadir um terreiro e tocar fogo, para chegar numa casa de reza e tocar fogo. Muitas vezes, h\u00e1 a\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio estado de desrespeito desses espa\u00e7os religiosos. H\u00e1 diversas narrativas e processos em que a pol\u00edcia militar adentrou espa\u00e7os de religi\u00e3o de matriz africana de forma totalmente arbitr\u00e1ria.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o acontece numa igreja dentro de uma comunidade, porque aquele espa\u00e7o \u00e9 reconhecido socialmente como espa\u00e7o religioso, enquanto outros n\u00e3o s\u00e3o. Isso estrutura a forma como as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o vividas dentro do nosso pa\u00eds. Como isso \u00e9 constru\u00e7\u00e3o social, podemos\u00a0construir de outra forma.<\/p>\n<p>Podemos\u00a0desconstruir e construir outras rela\u00e7\u00f5es e, a partir disso, pensar os espa\u00e7os da educa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o como espa\u00e7os onde vamos prop\u00f4r\u00a0novos debates, ouvir outros atores.\u00a0Simplesmente entender que vivemos em uma sociedade diversa e m\u00faltipla, onde todas as pessoas, segundo a nossa constitui\u00e7\u00e3o, deveriam ter seus direitos garantidos.<\/p>\n<p>O processo democr\u00e1tico, essa democracia que n\u00f3s defendemos, nunca chegou de forma real e concreta para a popula\u00e7\u00e3o\u00a0negra e ela continua sendo negada.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel vislumbrar alguma possibilidade de resgate do que foi perdido em anos mais recentes?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o sei se vamos conseguir resgatar. Acho que vamos voltar para um est\u00e1gio no Brasil muito parecido com o que vivemos no processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o. Na verdade, vamos\u00a0refazer um pa\u00eds. Vamos tentar recuperar bases, compromissos, contratos sociais que ach\u00e1vamos que\u00a0estavam t\u00e1citos nas nossas rela\u00e7\u00f5es. Eles n\u00e3o est\u00e3o ou est\u00e1vamos sendo\u00a0muito ing\u00eanuos em achar que algumas coisas estavam resolvidas e pactuadas.<\/p>\n<p>Pensando principalmente no governo federal, que vai precisar ser totalmente reestruturado, vamos\u00a0precisar ter pessoas t\u00e9cnicas de novo que entendam dos temas, que possam dialogar com a sociedade de forma ampla, que ou\u00e7am a sociedade e que ou\u00e7am a diversidade da sociedade. Para que a gente possa, de novo, come\u00e7ar uma caminhada.<\/p>\n<p>Anos atr\u00e1s, havia espa\u00e7os\u00a0de di\u00e1logo propostos pelo governo federal. Por que havia\u00a0isso? N\u00e3o era porque essa pauta era inventada, \u00e9 porque o pa\u00eds \u00e9 m\u00faltiplo e essas pessoas tem seus direitos, que precisam ser garantidos, precisam ser reconhecidos pelo Estado.<\/p>\n<p>Vamos precisar fazer de novo esses compromissos, construir nossos pactos. Para isso vai ser fundamental o compromisso de uma gest\u00e3o para todos os brasileiros e brasileiras, n\u00e3o apenas para um grupo.<\/p>\n<p>Isso vai demorar, vai levar um tempo, mas a gente tamb\u00e9m entende\u00a0que o nosso processo de viol\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 muito longo e a gente est\u00e1 acostumado a resistir. Claro que enxerg\u00e1vamos vit\u00f3rias \u00e0 frente que n\u00e3o aconteceram. Mas veja, estamos\u00a0falando de uma popula\u00e7\u00e3o que por muito tempo n\u00e3o tinha coragem de fazer uma den\u00fancia.<\/p>\n<p>Hoje, temos coragem de fazer uma den\u00fancia e colocar essas pautas nas redes sociais\u00a0na internet, nas redes, em ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o. Temos conseguido, de alguma forma, que a nossa voz ecoe em alguns lugares.<\/p>\n<p>Precisamos que ecoe mais ainda, porque essas vozes n\u00e3o s\u00e3o solit\u00e1rias. Precisamos\u00a0unir essas vozes para que elas consigam chegar ao pa\u00eds como um todo. Vai ser fundamental o compromisso de gest\u00e3o que seja do Brasil de verdade, o pa\u00eds de todas as pessoas.<\/p>\n<p>\u00c9 esse Brasil que precisamos retomar. O pa\u00eds que est\u00e1 em voga hoje \u00e9 um pa\u00eds\u00a0branco, heteronormativo, crist\u00e3o e que n\u00e3o v\u00ea o que n\u00e3o \u00e9 igual a ele. O que desejamos de verdade \u00e9 que possamos retomar essa constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade para todas as pessoas.<\/p>\n<p>www.brasildefato.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21 de janeiro &#8211; Dia de combate \u00e0 intoler\u00e2ncia Religiosa. 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