{"id":2535,"date":"2018-08-30T16:21:42","date_gmt":"2018-08-30T19:21:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=2535"},"modified":"2018-08-30T16:45:42","modified_gmt":"2018-08-30T19:45:42","slug":"stf-acata-argumentos-e-interesses-patronais-e-libera-terceirizacao-irrestrita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2018\/08\/30\/stf-acata-argumentos-e-interesses-patronais-e-libera-terceirizacao-irrestrita\/","title":{"rendered":"STF acata argumentos e interesses patronais e libera terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita"},"content":{"rendered":"<div class=\"nitfSubtitle\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2536\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Carteira-de-trabalho-justi\u00e7a-trt-julgamento-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"383\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Carteira-de-trabalho-justi\u00e7a-trt-julgamento-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Carteira-de-trabalho-justi\u00e7a-trt-julgamento.jpg 534w\" sizes=\"auto, (max-width: 383px) 100vw, 383px\" \/><strong>Voto decisivo foi dado nesta quinta-feira pelo decano, Celso de Mello, que se alinhou aos ministros que defenderam a livre iniciativa e n\u00e3o viram preju\u00edzo ao trabalhador<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>por\u00a0Reda\u00e7\u00e3o RBA<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>S\u00e3o Paulo \u2013 Na quinta e \u00faltima sess\u00e3o para discutir o tema, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu liberar a terceiriza\u00e7\u00e3o, independentemente de setor ou atividade, como pediam representantes patronais. Por 7 votos a 4, a Corte acolheu a Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 324, ajuizada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio, e o Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 958.252, da empresa Cenibra, de Minas Gerais.<\/div>\n<div>\n<p>O voto decisivo, o sexto, foi dado na tarde desta quinta-feira (30) pelo decano do STF, ministro Celso de Mello. Em meia hora de exposi\u00e7\u00e3o, o decano se alinhou \u00e0queles que defendem a liberdade de contrata\u00e7\u00e3o por parte das empresas. &#8220;\u00c9 certo que a liberdade de iniciativa n\u00e3o tem car\u00e1ter absoluto&#8221;, afirmou Mello, para quem h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es &#8220;que o Estado pode legitimamente impor&#8221;, com base no artigo 170 da Constitui\u00e7\u00e3o, que fala em ordem econ\u00f4mica &#8220;fundada na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano e na livre iniciativa&#8221;. A maioria desconsiderou a S\u00famula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que vedava a terceiriza\u00e7\u00e3o em atividades-fim.<\/p>\n<p>Votaram pela\u00a0<a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/blogs\/blog-na-rede\/2018\/08\/trabalho-precario-e-o-sobrenome-da-terceirizacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">terceiriza\u00e7\u00e3o irrrestrita<\/a>\u00a0os ministros Lu\u00eds Roberto Barroso, Luiz Fux (relatores), Alexandre de Moraes, Dias Toffoli (futuro presidente do STF), Gilmar Mendes, Celso de Mello e C\u00e1rmen L\u00facia. Posicionaram-se contra Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aur\u00e9lio Mello. Com o resultado j\u00e1 definido, a presidenta da Corte, C\u00e1rmen L\u00facia, fez um voto r\u00e1pido, em poucos minutos, acompanhando a maioria.<\/p>\n<p>Para o ministro Celso de Mello, eventuais abusos na pr\u00e1tica da terceiriza\u00e7\u00e3o devem ser &#8220;reprimidos pontualmente&#8221;. Mas a &#8220;constru\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos gen\u00e9ricos&#8221; \u00e9 inadmiss\u00edvel, acrescentou, falando em perda de efici\u00eancia produtiva. Sem citar a fonte, o decano disse ainda que h\u00e1 &#8220;dados estat\u00edsticos&#8221; comprovando rela\u00e7\u00e3o entre crescimento de emprego formal e terceiriza\u00e7\u00e3o. Ele tamb\u00e9m n\u00e3o viu sinais de precariza\u00e7\u00e3o e preju\u00edzo ao trabalhador com a ado\u00e7\u00e3o dessa pr\u00e1tica. Pelo contr\u00e1rio, disse: ele seria prejudicado com a proibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo ele, na terceiriza\u00e7\u00e3o as empresas contratadas devem adotar as mesmas regras das tomadoras de servi\u00e7os. &#8220;As regras trabalhistas se mant\u00eam preservadas e perfeitamente aplicadas&#8221;, afirmou o decano. N\u00e3o se pode proibir totalmente, acrescentou, apenas porque &#8220;algumas empresas pretendem burlar as regras trabalhistas&#8221;.<\/p>\n<p>Para C\u00e1rmen L\u00facia, a preocupa\u00e7\u00e3o no debate \u00e9 saber qual a forma mais &#8220;progressista&#8221; de se assegurar empregos, direitos econ\u00f4micos e, principalmente, o direito do trabalhador. Ele discordou dos ministros que associavam a terceiriza\u00e7\u00e3o a uma precariza\u00e7\u00e3o ou &#8220;degrada\u00e7\u00e3o&#8221; do trabalho.<\/p>\n<p>Na semana passada, os dois relatores, Barroso e Fux, concordaram com o ponto de vista empresarial, considerando a pr\u00e1tica l\u00edcita em todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o.\u00a0Moraes, Toffoli, Gilmar e Mello acompanharam o voto, enquanto Fachin, Rosa, Lewandowski e Marco Aur\u00e9lio divergiram. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal tamb\u00e9m se manifestou contra a terceiriza\u00e7\u00e3o ilimitada, afirmando que trabalho n\u00e3o \u00e9 &#8220;mercadoria&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voto decisivo foi dado nesta quinta-feira pelo decano, Celso de Mello, que se alinhou aos ministros que defenderam a livre iniciativa e n\u00e3o viram preju\u00edzo ao trabalhador por\u00a0Reda\u00e7\u00e3o RBA S\u00e3o Paulo \u2013 Na quinta e \u00faltima sess\u00e3o para discutir o tema, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu liberar a terceiriza\u00e7\u00e3o, independentemente de setor ou atividade, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2537,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[56],"class_list":["post-2535","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-terceirizacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2535"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2535\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2539,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2535\/revisions\/2539"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2537"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}