{"id":25404,"date":"2022-03-04T11:08:28","date_gmt":"2022-03-04T14:08:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=25404"},"modified":"2022-03-04T11:08:28","modified_gmt":"2022-03-04T14:08:28","slug":"mes-da-mulher-um-terco-dos-paulistanos-conhecem-pelo-menos-uma-vitima-de-violencia-domestica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/03\/04\/mes-da-mulher-um-terco-dos-paulistanos-conhecem-pelo-menos-uma-vitima-de-violencia-domestica\/","title":{"rendered":"M\u00eas da Mulher: um ter\u00e7o dos paulistanos conhecem pelo menos uma v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\"><strong>Nova pesquisa da Rede Nossa S\u00e3o Paulo aponta aumento na percep\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher na capital paulista<\/strong><\/p>\n<p>Levantamento sobre o que pensam os paulistanos e paulistanas com rela\u00e7\u00e3o ao viver das mulheres na cidade de S\u00e3o Paulo indica que cerca de um em cada tr\u00eas moradores da capital tem alguma amiga ou conhecida que sofreu viol\u00eancia dom\u00e9stica entre 2020 e 2021. A nova edi\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.nossasaopaulo.org.br\/pesquisas\/mulher\/?fbclid=IwAR0-ma3lptSqkuXAmWgvJI0uDrRbFMiDbILdZFgpTUVE_Lb6F8wMOO36XsU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Viver em S\u00e3o Paulo: Mulher 2022<\/a><\/em>, pesquisa da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/tag\/rede-nossa-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rede Nossa S\u00e3o Paulo<\/a>\u00a0em parceria com o Intelig\u00eancia de Pesquisa e Consultoria (Ipec), divulgada nesta quinta-feira (3), revela que 34% da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 presenciou ou soube de agress\u00f5es do tipo no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Mesma propor\u00e7\u00e3o de paulistanos declarou ter presenciado ou ouvido falar de casos de viol\u00eancia de g\u00eanero pr\u00f3ximo de onde moram. E um total de 18% tamb\u00e9m afirmam ter conhecimento de casos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/tag\/violencia-contra-a-mulher\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/a>\u00a0e familiar contra mulheres cometidos por parente pr\u00f3ximo ou que convive.<\/p>\n<p>As perguntas sobre a percep\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher foram aplicadas em agosto de 2021. Ao todo, foram entrevistados 800 moradores da cidade, de todas as regi\u00f5es e diferentes classes sociais, com 16 anos ou mais. A maioria das pessoas ouvidas (55%) foi de mulheres. A margem de erro do levantamento \u00e9 de tr\u00eas pontos percentuais.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Ass\u00e9dio no transporte p\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p>Quase a totalidade dos entrevistados apontou para um aumento da agress\u00e3o de g\u00eanero nos 12 meses anteriores \u00e0 agosto do ano passado. Com destaque para a zona Norte, onde 89% da amostra disse observar um crescimento nos casos de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Pelo quarto ano consecutivo, a pesquisa da Rede Nossa S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m mostra que o transporte p\u00fablico continua sendo o local em que a maioria das mulheres se sente mais amedrontadas e acreditam que correm maior risco de sofrerem algum tipo de ass\u00e9dio. Pelo menos 52% delas indicaram se sentir inseguras nesses espa\u00e7os. Sem qualquer mudan\u00e7a significativa com rela\u00e7\u00e3o ao patamar de men\u00e7\u00f5es na s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2019.<\/p>\n<p>O transporte p\u00fablico \u00e9 disparado o local de perigo em potencial para as mulheres, em rela\u00e7\u00e3o a outros sete pesquisados. A rua vem em segundo lugar (17%), seguida de bares e casas noturnas (9%), pontos de \u00f4nibus (8%), transporte particular \u2013 uber, t\u00e1xi \u2013 (3%), trabalho (2%) e ambiente familiar (1%).<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/5e94a90ae4659e379e2ebf7e8e56336f.jpeg\" \/><br \/>\nTransporte p\u00fablico segue sendo local onde as mulheres paulistanas acreditam correr mais risco de ass\u00e9dio \/ Ipec<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de que o transporte p\u00fablico \u00e9 o lugar onde h\u00e1 maior risco de ass\u00e9dio \u00e9 principalmente mais acentuado entre as paulistanas de 45 a 59 anos e com ensino m\u00e9dio. Seis em cada 10 mulheres com esse perfil declaram que o transporte p\u00fablico \u00e9 o mais inseguro.<\/p>\n<p>Diretora de Intelig\u00eancia e Insights da \u00c1rea de opini\u00e3o p\u00fablica e pol\u00edtica do Ipec,\u00a0Patr\u00edcia Pavanelli, ressalta que a refer\u00eancia ao transporte coletivo est\u00e1 diretamente ligada aos \u00f4nibus. \u201cO transporte p\u00fablico \u00e9 utilizado pela maioria da popula\u00e7\u00e3o sendo o \u00f4nibus municipal o usado com mais frequ\u00eancia na cidade\u201d, comenta.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>O poder p\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p>A vereadora Erika Hilton (Psol), presidenta da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo, afirmou ser \u201cchocante as mulheres se sentirem mais vulner\u00e1veis em um espa\u00e7o p\u00fablico, diante dos olhos da sociedade\u201d. A parlamentar participou do evento de lan\u00e7amento da pesquisa, realizado na manh\u00e3 desta quinta, e avaliou que os n\u00fameros da viol\u00eancia e do ass\u00e9dio contra a mulher dizem \u201cmuito sobre a sociedade que estamos vivendo e como esta trata e se apropria do corpo das mulheres\u201d.<\/p>\n<p>Para Erika Hilton, \u00e9 preciso, entre outras medidas, que os futuros profissionais, ainda nos cursos universit\u00e1rios, sejam conscientizados sobre a pauta de enfrentamento da viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, de acordo com a vereadora, as redes de preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o dentro dos territ\u00f3rios precisam ser fortalecidas pela prefeitura para que sejam espa\u00e7os de escuta e atendimento. \u201cEssa mulher precisa se sentir segura fazendo essa den\u00fancia. Ela deve ser acolhida e receber acompanhamento psicol\u00f3gico que possa tamb\u00e9m ajud\u00e1-la a superar essa viol\u00eancia. Porque a viol\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 traum\u00e1tica. Se essa intersec\u00e7\u00e3o de redes se fortalece e apoia essas mulheres n\u00f3s vamos tamb\u00e9m ir remediando por esse caminho\u201d, sugere.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Divis\u00e3o dos afazeres dom\u00e9sticos<\/strong><\/p>\n<p>Pelo terceiro ano seguido, a pesquisa da Rede Nossa S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m dedicou um cap\u00edtulo \u00e0 igualdade de g\u00eanero, buscando mapear a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2020\/03\/divisao-do-trabalho-domestico-cresce-mas-paulistanas-mostram-que-machismo-permanece\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">divis\u00e3o dos afazeres dom\u00e9sticos<\/a>\u00a0entre as mulheres e os homens. E, segundo o levantamento, depois de completar dois anos de pandemia de covid-19, houve uma queda significativa do n\u00famero de pessoas dizendo que os afazeres dom\u00e9sticos s\u00e3o divididos igualmente entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>Entre 2020 e 2021, eram quase cinco em cada 10 paulistanos dizendo que dividiam as tarefas de casa igualmente. Atualmente, s\u00e3o pouco mais de um ter\u00e7o \u2013 37%. Numa propor\u00e7\u00e3o similar ao n\u00famero de homens que dizem que a responsabilidade deve ser tanto deles quanto delas. Mas ainda assim s\u00e3o as mulheres que acabam fazendo a maior parte do trabalho (41%).<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/0adcf6b56aa8482f835cbd8405eccfe1.jpeg\" \/><br \/>\nDivis\u00e3o das tarefas dom\u00e9sticas entre mulheres e homens nos lares paulistanos \/ Ipec<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/03\/02\/90-anos-do-voto-feminino-precisamos-de-mais-mulheres-na-politica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>:: Coluna |\u00a090 anos do voto feminino: precisamos de mais mulheres na pol\u00edtica ::<\/strong><\/a><\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Caminhos para a igualdade<\/strong><\/p>\n<p>Coordenador geral do Instituto Cidades Sustent\u00e1veis e da Rede Nossa Paulo, Jorge Abrah\u00e3o explica que tanto os dados sobre a viol\u00eancia dom\u00e9stica, quanto a sobrecarga de trabalho, evidenciam o quanto a mulher \u00e9 \u201cdesvalorizada\u201d na sociedade. O que vai agravando outros processos de viol\u00eancia. De acordo com ele, essas agress\u00f5es contra a mulher colocam tamb\u00e9m o pa\u00eds, como um todo, em um ambiente de guerra.<\/p>\n<p>A aposta do especialista \u00e9 que os dados sobre essa realidade desigual e machista possam provocar o poder p\u00fablico de S\u00e3o Paulo a buscar transforma\u00e7\u00f5es que s\u00e3o poss\u00edveis, conforme destaca. \u201cNo Brasil, em 2020, ocorreram 1.350 feminic\u00eddios. Um n\u00famero muito grande que acontece, \u00e0s vezes, em guerras. O feminic\u00eddio \u00e9 uma escala da viol\u00eancia que vemos nessa pesquisa. (\u2026) Estamos vivendo um momento super dif\u00edcil no mundo e em uma guerra, de alguma maneira, as cidades n\u00e3o t\u00eam como atuar em rela\u00e7\u00e3o a esse tema. Elas s\u00e3o subordinadas \u00e0s decis\u00f5es geopol\u00edticas, de poder e ficam reativas a isso, lamentavelmente, e n\u00f3s estamos vendo isso pelo que acontece hoje na Ucr\u00e2nia. Mas uma cidade pode atuar em outras viol\u00eancias\u201d, defende.<\/p>\n<p>\u201cA representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 uma coisa muito importante. Na cidade de S\u00e3o Paulo, 24% da C\u00e2mara dos Vereadores \u00e9 composta por mulheres. Mas as mulheres representam 52% da (popula\u00e7\u00e3o na) cidade. Se quisermos ter uma equidade, esse n\u00famero precisa dobrar. (\u2026) As empresas tamb\u00e9m t\u00eam um desafio. E, por fim, as cidades podem avan\u00e7ar de uma forma geral propondo programas. N\u00f3s temos que espa\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o e de apoio maiores numa cidade como S\u00e3o Paulo que possam apoiar e receber den\u00fancias\u201d, completa Jorge Abrah\u00e3o.<\/p>\n<p>www.brasildefato.com.br \/Clara Assun\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova pesquisa da Rede Nossa S\u00e3o Paulo aponta aumento na percep\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher na capital paulista Levantamento sobre o que pensam os paulistanos e paulistanas com rela\u00e7\u00e3o ao viver das mulheres na cidade de S\u00e3o Paulo indica que cerca de um em cada tr\u00eas moradores da capital tem alguma amiga ou conhecida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25405,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[243],"class_list":["post-25404","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-violencia-contra-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25404"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25406,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25404\/revisions\/25406"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}