{"id":25480,"date":"2022-03-09T16:19:42","date_gmt":"2022-03-09T19:19:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=25480"},"modified":"2022-03-09T16:19:42","modified_gmt":"2022-03-09T19:19:42","slug":"mulheres-sofreram-mais-os-efeitos-da-pandemia-no-mercado-de-trabalho-principalmente-as-negras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/03\/09\/mulheres-sofreram-mais-os-efeitos-da-pandemia-no-mercado-de-trabalho-principalmente-as-negras\/","title":{"rendered":"Mulheres sofreram mais os efeitos da pandemia no mercado de trabalho, principalmente as negras"},"content":{"rendered":"<p><strong>Elas foram mais atingidas pelo desemprego e t\u00eam maior dificuldade de se recolocar. Al\u00e9m de continuar ganhando menos do que os homens, mesmo quando t\u00eam mais escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Na \u201csitua\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica\u201d do mercado de trabalho brasileiro, com desemprego, informalidade, precariza\u00e7\u00e3o e corte de direitos, aliada \u00e0 pandemia, as mulheres foram \u201cduramente atingidas\u201d, destaca o Dieese. Em boletim divulgado para marcar o Dia Internacional da Mulher, o instituto lembra que elas historicamente j\u00e1 ocupam as posi\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis no mercado. S\u00e3o mais atingidas pelo desemprego e maior dificuldade de reinser\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de receber menos do que os homens, mesmo tendo maior grau de escolaridade.<\/p>\n<p>No terceiro trimestre do ano passado, havia 1,106 milh\u00e3o de mulheres a menos na for\u00e7a de trabalho em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2019, chegando a um total de 46,398 milh\u00f5es. Os dados s\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/ces.ibge.gov.br\/base-de-dados\/lacunas-de-informacao\/200-comite-de-estatisticas-sociais\/base-de-dados\/1152-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios<\/a>\u00a0(Pnad) Cont\u00ednua, do IBGE. Isso significa, aponta o Dieese, \u201cque parcela expressiva de trabalhadoras saiu do mercado de trabalho durante a pandemia e ainda n\u00e3o havia retornado em 2021\u201d. Daquela redu\u00e7\u00e3o, 925 mil eram trabalhadoras negras.<\/p>\n<div class=\"widget-area-inside-single-content\">\n<div class=\"textwidget\"><strong>Desemprego e recoloca\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p>J\u00e1 entre as ocupadas, no ano passado havia aproximadamente 1,670 milh\u00e3o a menos, sendo 1,211 milh\u00e3o negras. E as desempregadas aumentaram em 564 mil, com 285 mil negras e 277 mil n\u00e3o negras.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a se observa tamb\u00e9m na taxa de desemprego, que no caso das mulheres subiu de 14,3%, em 2019, para 15,9% em 2021. J\u00e1 a dos homens permaneceu est\u00e1vel: de 10% para 10,1%. As n\u00e3o negras t\u00eam taxa de desemprego de 12,5%, enquanto a das negras sobe para 18,9%.<\/p>\n<div class=\"widget-area-inside-single-content\">\n<div class=\"textwidget\">Nos dois casos, as mulheres enfrentam dificuldade para retornar ao mercado. Praticamente metade das negras (49,9%) e das n\u00e3o negras (47,6%) desempregadas procuravam nova coloca\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de um ano. \u201cEsse quadro \u00e9 reflexo da crise sanit\u00e1ria e da desestrutura\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho pr\u00e9-pandemia, uma vez que, no terceiro trimestre de 2019, as propor\u00e7\u00f5es de mulheres negras (37,5%) e n\u00e3o negras (35,2%) j\u00e1 eram altas\u201d diz o Dieese. Tamb\u00e9m em 2021, a propor\u00e7\u00e3o de homens em busca de trabalho h\u00e1 mais de um ano era de 36,1% para os negros e de 41,7% para os n\u00e3o negros.<\/div>\n<\/div>\n<h3>Efeitos da \u201creforma\u201d<\/h3>\n<p>As subutilizadas (que queriam trabalhar mais, por\u00e9m n\u00e3o conseguiram) eram 33,3% das ocupadas no terceiro trimestre de 2021. Entre os homens, 20,9%. A propor\u00e7\u00e3o ca\u00ed para 26,2% para trabalhadoras n\u00e3o negras e subia a 39,1% para negras. \u201cVale destacar que a pandemia e a pol\u00edtica econ\u00f4mica p\u00edfia do governo elevaram a subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho feminina.\u201d<\/p>\n<p>Segundo o Dieese, a pandemia agravou um quadro que j\u00e1 era ruim, por causa da \u201creforma\u201d trabalhista de 2017. \u201cVerificou-se o crescimento do n\u00famero de mulheres trabalhadoras por conta pr\u00f3pria, as chamadas empreendedoras, que, na verdade, s\u00e3o pessoas que lutam para sobreviver diante de uma realidade de precariza\u00e7\u00e3o e incertezas.\u201d De 2019 para 2021, s\u00f3 houve crescimento da ocupa\u00e7\u00e3o entre trabalhadoras por conta pr\u00f3pria: 9,4% para n\u00e3o negras e 2,9% para negras.<\/p>\n<p>E os rendimentos das mulheres continuam menores que os dos homens. No terceiro trimestre de 2021, elas recebiam em m\u00e9dia R$ 2.078, enquanto eles ganhavam R$ 2.599. Assim, as mulheres ganham o equivalente a 80% dos homens, mesmo com mais escolaridade. A propor\u00e7\u00e3o subiu ligeiramente em rela\u00e7\u00e3o a 2019 (78%). Por hora, as mulheres negras recebiam R$ 10,83 e as n\u00e3o negras, R$ 17,13 (37% a menos).<\/p>\n<p>www.redebrasilatual.com.br\/Vitor Nuzzi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elas foram mais atingidas pelo desemprego e t\u00eam maior dificuldade de se recolocar. 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