{"id":25518,"date":"2022-03-11T10:13:28","date_gmt":"2022-03-11T13:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=25518"},"modified":"2022-03-11T10:22:26","modified_gmt":"2022-03-11T13:22:26","slug":"pesquisa-mostra-que-mortalidade-em-acidentes-de-trabalho-e-maior-entre-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/03\/11\/pesquisa-mostra-que-mortalidade-em-acidentes-de-trabalho-e-maior-entre-negros\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostra que mortalidade em acidentes de trabalho \u00e9 maior entre negros"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/rbso\/a\/yqfTRqkFcND3MdkqgNPV5pw\/?lang=pt\">Estudo publicado na Revista Brasileira de Sa\u00fade Ocupacional<\/a>, da Fundacentro, \u00f3rg\u00e3o governamental de pesquisa em sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho, revela que a mortalidade por acidentes de trabalho no Brasil atinge mais homens, negros, \u00edndios e pessoas com baixa escolaridade.<\/p>\n<p>Outro dado apontado pelo estudo \u00e9 que a incid\u00eancia das mortes por acidente de trabalho \u00e9 maior nas regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>A pesquisa, que tem como base o per\u00edodo de 10 anos (de 2006 a 2015) a partir de dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade) e do IBGE, analisou trabalhadores formais e informais, e alerta ser poss\u00edvel que os acidentes de trabalho relacionados aos trabalhadores informais ainda sejam subnotificados, revelando uma realidade ainda mais brutal no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, a mortalidade de trabalhadores com menos de oito anos de estudo foi 15 vezes superior \u00e0 daqueles com 12 anos de estudo ou mais.<\/p>\n<p>Entre de 2006 a 2015, morreram oficialmente 33.480 pessoas por acidente de trabalho. E mais, 95% dos \u00f3bitos foram de homens, 44% n\u00e3o tinham instru\u00e7\u00e3o formal ou ensino fundamental incompleto e 23% com fundamental completo ou m\u00e9dio incompleto.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/sintaemasp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/acidente-trabaho-mortes-e1646832813211.png\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-41570\" src=\"https:\/\/sintaemasp.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/acidente-trabaho-mortes-e1646832813211.png\" alt=\"\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cDe acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), 60% dos trabalhadores que est\u00e3o no mercado de trabalho informal t\u00eam baixo n\u00edvel de escolaridade (sem instru\u00e7\u00e3o e fundamental incompleto), ou seja, mais anos de estudo podem significar uma melhor inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho\u201d, indicou a pesquisa.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m lembraram que a \u201cpopula\u00e7\u00e3o de trabalhadores que est\u00e1 no mercado informal \u00e9 marcada pela precariedade das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida, a nega\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios de cidadania, a perp\u00e9tua reprodu\u00e7\u00e3o da pobreza e das desigualdades sociais\u201d.<\/p>\n<p><strong>Mulheres<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa ainda sinaliza que alguns grupos e regi\u00f5es mostraram tend\u00eancia de crescimento, inclusive entre as mulheres. Os dados revelaram alta entre mulheres acima dos 60 anos na regi\u00e3o Centro-Oeste em todas as regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo mostra que pa\u00edses com maior taxa de igualdade de g\u00eanero computam menos mortes. Na Noruega, s\u00e3o 3,2 \u00f3bitos a cada 100 mil trabalhadores entre os homens e 1 entre as mulheres. Na Su\u00e9cia, 2,1 e 0,3, respectivamente. No Brasil, essas taxas s\u00e3o de 11,9 (homens) e 1,2 (mulheres). Na Argentina, 11,4 e 0,6.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio mundial<\/strong><\/p>\n<p>No mundo, um trabalhador morre por acidente de trabalho ou doen\u00e7a laboral a cada 15 segundos. De 2012 a 2020,\u00a021.467 desses profissionais eram brasileiros\u00a0\u2014 o que representa uma taxa de 6 \u00f3bitos a cada 100 mil empregos formais nesse per\u00edodo, aponta o Observat\u00f3rio de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho, elaborado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT).<\/p>\n<p>Entre os pa\u00edses do G20, o Brasil ocupa a segunda coloca\u00e7\u00e3o em mortalidade no trabalho,\u00a0apenas atr\u00e1s do M\u00e9xico (primeiro colocado), com 8 \u00f3bitos a cada 100 mil v\u00ednculos de emprego entre 2002 e 2020.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br\/ fonte: Sintaema<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo publicado na Revista Brasileira de Sa\u00fade Ocupacional, da Fundacentro, \u00f3rg\u00e3o governamental de pesquisa em sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho, revela que a mortalidade por acidentes de trabalho no Brasil atinge mais homens, negros, \u00edndios e pessoas com baixa escolaridade. 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