{"id":25580,"date":"2022-03-16T13:09:57","date_gmt":"2022-03-16T16:09:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=25580"},"modified":"2022-03-16T13:09:57","modified_gmt":"2022-03-16T16:09:57","slug":"inflacao-de-bolsonaro-agrava-o-arrocho-salarial-dos-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/03\/16\/inflacao-de-bolsonaro-agrava-o-arrocho-salarial-dos-trabalhadores\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o de Bolsonaro agrava o arrocho salarial dos trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p><strong>Com a elevada infla\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds sob o governo Jair Bolsonaro, os sal\u00e1rios dos trabalhadores brasileiros continuam a sofrer arrocho. \u00c9 o que aponta o novo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos), com base em campanhas salariais com data-base em janeiro de 2022 e monitoradas pelo Mediador do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/strong><\/p>\n<p>Ao todo, o Dieese analisou 324 reajustes de sal\u00e1rios, sendo 195 de conven\u00e7\u00f5es coletivas e 129 de acordos coletivos: \u201cConforme o levantamento, em 42% desses reajustes, o aumento ficou abaixo da infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo \u2013 ou seja, houve arrocho salarial. Outros 23% tiveram a reposi\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o. Apenas 35% dos reajustes tiveram aumentos reais, com ganhos acima da infla\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Para fazer as compara\u00e7\u00f5es entre aumentos salariais e a infla\u00e7\u00e3o, o Dieese usou como refer\u00eancia o INPC (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Em rela\u00e7\u00e3o aos resultados de dezembro de 2021, a pesquisa indicou um crescimento de 3,2 pontos percentuais no \u00edndice de reajustes abaixo da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que, gra\u00e7as \u00e0 resist\u00eancia dos sindicatos, o percentual de reajustes parcelados caiu sensivelmente. Em novembro passado, 28,8% dos reajustes aprovados seriam pagos em duas ou mais parcelas. Em dezembro, o \u00edndice caiu para 21,9%. Por fim, em janeiro, foi a 3,7%.<\/p>\n<p>O recorte de reajustes por setor econ\u00f4mico revela poucas discrep\u00e2ncias. \u201cNa ind\u00fastria, cerca de 45% dos acordos e conven\u00e7\u00f5es coletivas de trabalho com cl\u00e1usulas de reajustes, analisados na \u00faltima data-base, apresentaram ganhos reais de sal\u00e1rios. O percentual de resultados em valor igual \u00e0 infla\u00e7\u00e3o no setor, sempre de acordo com o INPC, foi de 17,6%; e abaixo desse \u00edndice, de 37,8%\u201d, informa o Diesse.<\/p>\n<p>\u201cNo com\u00e9rcio, 45,8% dos reajustes foram iguais \u00e0 infla\u00e7\u00e3o; 25% ficaram acima do \u00edndice inflacion\u00e1rio; e 29,2%, abaixo\u201d, agrega a pesquisa. \u201cNos servi\u00e7os, os resultados abaixo da infla\u00e7\u00e3o representaram 45,3%; acima do INPC chegaram a 32,3%; e iguais a esse \u00edndice corresponderam a 22,4%.\u201d<\/p>\n<p>www.ctb.org.br \/ Andr\u00e9 Cintra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a elevada infla\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds sob o governo Jair Bolsonaro, os sal\u00e1rios dos trabalhadores brasileiros continuam a sofrer arrocho. \u00c9 o que aponta o novo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos), com base em campanhas salariais com data-base em janeiro de 2022 e monitoradas pelo Mediador do Minist\u00e9rio do Trabalho. 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