{"id":25675,"date":"2022-03-21T12:37:56","date_gmt":"2022-03-21T15:37:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=25675"},"modified":"2022-03-21T12:37:56","modified_gmt":"2022-03-21T15:37:56","slug":"e-precoce-desobrigar-uso-de-mascaras-diz-pesquisadora-da-fiocruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/03\/21\/e-precoce-desobrigar-uso-de-mascaras-diz-pesquisadora-da-fiocruz\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 precoce desobrigar uso de m\u00e1scaras&#8221;, diz pesquisadora da Fiocruz"},"content":{"rendered":"<p><strong>Margareth Dalcolmo desaprova as flexibiliza\u00e7\u00f5es feitas no pa\u00eds e critica a falta de incorpora\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios contra covid-19 no SUS<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Ainda que, em diversos momentos da pandemia da covid-19, os discursos governamentais, considerados nocivos por especialistas, tenham manchado a imagem do Brasil no cen\u00e1rio internacional, o comportamento do pa\u00eds no combate ao novo coronav\u00edrus \u00e9 considerado razo\u00e1vel diante dos altos e baixos vividos nestes dois anos de pandemia. A opini\u00e3o \u00e9 da pneumologista Margareth Dalcolmo, um dos nomes de destaque do Brasil no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cidades-df\/2022\/03\/4992286-e-muito-importante-continuar-utilizando-as-mascaras-diz-pesquisadora.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">enfrentamento \u00e0 covid-19<\/a>.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em contato com pesquisadores do mundo inteiro, a pesquisadora da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica (ENSP) da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) avalia que o Brasil viveu dois extremos nos momentos de enfrentamento ao v\u00edrus SARS-CoV-2. \u201cEu acho que o Brasil teve imagens boas e ruins. Vivemos essa dualidade o tempo todo. N\u00f3s enfrentamos a contradi\u00e7\u00e3o de termos feito estudos extraordin\u00e1rios de fase tr\u00eas de vacinas contra covid-19 e n\u00e3o termos feito as encomendas no tempo certo, por exemplo\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em Bras\u00edlia para lan\u00e7ar o livro <em>Um tempo para n\u00e3o esquecer \u2014 A vis\u00e3o da ci\u00eancia no enfrentamento da pandemia do coronav\u00edrus e o futuro da sa\u00fade<\/em>, que re\u00fane artigos da pesquisadora que documentam o transcorrer da pandemia, Dalcolmo conversou com o\u00a0<strong>Correio<\/strong>\u00a0sobre as flexibiliza\u00e7\u00f5es feitas atualmente no pa\u00eds e sobre o futuro da pandemia no Brasil e criticou a falta de incorpora\u00e7\u00e3o de um rem\u00e9dio para tratamento da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cidades-df\/2022\/03\/4992257-fecomercio-lojistas-nao-vao-exigir-mascaras-de-clientes-e-funcionarios.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">covid-19<\/a>\u00a0no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p class=\"texto\">Para ela, o Brasil precisa pensar em nacionalizar os medicamentos j\u00e1 aprovados e recomendados para o tratamento da doen\u00e7a para impedir que os pre\u00e7os das medica\u00e7\u00f5es se tornem proibitivos para o pa\u00eds. Al\u00e9m disso, a pesquisadora acredita que a quarta dose da vacina, hoje recomendada somente para grupos espec\u00edficos, deve ser estendida \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral nos pr\u00f3ximos meses, mas acha pouco prov\u00e1vel ser necess\u00e1rio fazer campanhas de vacina\u00e7\u00e3o anuais como se faz para o v\u00edrus influenza, por exemplo.<\/p>\n<h3>Confira a entrevista:<\/h3>\n<p class=\"texto\"><strong>Como a senhora avalia o momento atual da pandemia no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>A pandemia da covid-19 guarda uma din\u00e2mica muito pr\u00f3pria. Ela tem as caracter\u00edsticas de uma virose aguda de transmiss\u00e3o respirat\u00f3ria com pat\u00f3geno novo, com uma cepa original muito transmiss\u00edvel, com alta letalidade e alta morbidade. Outras variantes seguiram causando grande poder de dissemina\u00e7\u00e3o at\u00e9 a presente situa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um momento em que se somam fatores como uma variante nova, menos agressiva, de maior taxa de transmissibilidade, contra uma taxa de vacina\u00e7\u00e3o, no Brasil, razoavelmente alcan\u00e7ada. Hoje, n\u00f3s temos situa\u00e7\u00e3o com 80% praticamente da popula\u00e7\u00e3o vacinada, ainda faltando alguns milh\u00f5es de pessoas a serem resgatadas para a terceira dose e at\u00e9 para a segunda dose. A nossa expectativa \u00e9 de que, como todas as viroses de transmiss\u00e3o respirat\u00f3ria aguda, neste momento, somados esses fatores, a covid-19 comece a ir diminuindo. Mas n\u00f3s ainda n\u00e3o temos uma situa\u00e7\u00e3o que, a meu ju\u00edzo, permita, por exemplo, as medidas tomadas recentemente, como a libera\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras nos ambientes fechados.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Mas essa flexibiliza\u00e7\u00e3o do uso de m\u00e1scaras em ambientes abertos \u00e9 uma quest\u00e3o pacificada na comunidade cient\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Sim, n\u00f3s j\u00e1 estamos dizendo isso desde o fim de novembro. Desde antes do aparecimento da cepa \u00f4micron. N\u00f3s j\u00e1 estamos falando que poder\u00edamos, dada \u00e0 taxa de vacina\u00e7\u00e3o alta alcan\u00e7ada, dispensar o uso de m\u00e1scaras em atividades isoladas. Voc\u00ea precisa ter um certo bom senso. Uma festa ou um luau com 2 mil pessoas, com tudo agarradinho, n\u00e3o \u00e9 exatamente estar ao ar livre. Agora, caminhar, ir em parques, praias, tudo isso pode ser sem m\u00e1scaras.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>A senhora acredita que desobrigar o uso de m\u00e1scaras em ambientes fechados \u00e9 precoce?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Eu, particularmente, acho que \u00e9 precoce, sim. Acho que n\u00f3s n\u00e3o podemos ainda falar em controle total porque n\u00f3s ainda temos um n\u00famero de mortes atribu\u00eddas \u00e0 doen\u00e7a bastante consider\u00e1vel. Embora a taxa de hospitaliza\u00e7\u00e3o tenha realmente diminu\u00eddo, ela n\u00e3o \u00e9 zero.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>E qual \u00e9, agora, a prioridade no combate \u00e0 pandemia no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Vacinar as crian\u00e7as, completar a vacina\u00e7\u00e3o de quem ainda n\u00e3o o fez e fazer vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica. Porque se voc\u00ea me perguntar: \u2018N\u00e3o vai ter outra variante?\u2019 N\u00e3o sei dizer. N\u00f3s n\u00e3o sabemos. O n\u00famero de suscet\u00edveis precisa diminuir mais, n\u00f3s ainda temos muitos circulando por a\u00ed que podem ajudar a disseminar o v\u00edrus em um eventual aparecimento de uma nova cepa variante.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>E a quarta dose da vacina? A senhora acredita que ela ser\u00e1 estendida? Ou teremos uma vacina\u00e7\u00e3o anual como acontece com a vacina da gripe?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Acho que a quarta dose dever\u00e1 ser estendida a todo mundo a partir dos 18 anos de idade nos pr\u00f3ximos meses. Essa \u00e9 a minha expectativa. Neste momento, n\u00f3s estamos vacinando vulner\u00e1veis, pessoas idosas ou com doen\u00e7as de imunossupress\u00e3o, mas a minha expectativa \u00e9 de que n\u00f3s vacinemos todos, a partir dos 18 anos, com uma quarta dose, nos pr\u00f3ximos meses. Haver\u00e1 seguramente uma segunda gera\u00e7\u00e3o de vacinas, j\u00e1 estabelecidas com cepas novas. H\u00e1 estudos sendo feitos nesse sentido, mas eu n\u00e3o creio, n\u00e3o tenho a expectativa e acho pouco prov\u00e1vel que n\u00f3s precisemos fazer vacina\u00e7\u00f5es anuais como se faz para o v\u00edrus influenza.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Agora, com autonomia da produ\u00e7\u00e3o do imunizante, o olhar se volta para os medicamentos contra a covid-19. J\u00e1 existem alguns aprovados pela Anvisa, mas nenhum incorporado ao SUS. Qual \u00e9 o impacto disso?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>\u00c9 uma pena. De novo, n\u00f3s estamos atrasados. N\u00f3s deixamos de utiliz\u00e1-los durante o aparecimento da cepa \u00f4micron, n\u00e3o pudemos, foi uma pena porque deixamos de tratar milhares de pessoas. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos nacionalizar esses produtos para que, inclusive, os pre\u00e7os deles, que s\u00e3o proibitivos para o Brasil, baixem. N\u00f3s j\u00e1 estamos em negocia\u00e7\u00e3o para a fabrica\u00e7\u00e3o do monulpiravir por Farmanguinhos, por meio da Fiocruz no Brasil.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>O governo federal j\u00e1 fala em uma poss\u00edvel reclassifica\u00e7\u00e3o da pandemia para endemia. Isso \u00e9 poss\u00edvel?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Isso n\u00e3o existe. Isso \u00e9 uma ret\u00f3rica completamente equivocada. Quem vai dizer se a pandemia est\u00e1 controlada \u00e9 a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). N\u00e3o \u00e9 um t\u00edtulo honor\u00edfico dizer que hoje n\u00e3o \u00e9 mais pandemia porque eu quero que n\u00e3o seja. Para isso ser considerado de maneira correta do ponto de vista epidemiol\u00f3gico ser\u00e1 necess\u00e1rio reduzir, para muito perto de zero, o n\u00famero de hospitaliza\u00e7\u00e3o e de morte pela doen\u00e7a. Ent\u00e3o, eu consideraria isso um exerc\u00edcio ret\u00f3rico.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Ainda falando sobre o Brasil, qual \u00e9 a imagem que o pa\u00eds passa no cen\u00e1rio internacional em meio \u00e0 pandemia?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Eu acho que o Brasil teve imagens, digamos, boas e ruins. Tivemos tudo. Primeiro, n\u00e3o nos preparamos adequadamente para receber uma epidemia desse porte. Embora o SUS fosse desde o in\u00edcio, sabidamente, a arma mais poderosa para enfrentar a pandemia, o SUS entrou em condi\u00e7\u00f5es bastante desfavor\u00e1veis em um certo sentido. Ent\u00e3o, tem sempre uma coisa boa e uma coisa ruim, n\u00e9? A coisa boa \u00e9 que o Brasil foi um belo local, um celeiro, de produ\u00e7\u00e3o de grandes estudos de fase tr\u00eas para vacina. Mas a\u00ed, o Brasil conseguiu n\u00e3o seguir o seu exemplo tradicional de ades\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, que \u00e9 muito caracter\u00edstico da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Infelizmente, o Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI) entrou sem uma coordena\u00e7\u00e3o, como tinha sido em epidemias anteriores. Ent\u00e3o, tudo isso fez com que o Brasil, que vinha de uma tradi\u00e7\u00e3o extremamente positiva, tenha entrado numa pandemia desta magnitude em condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>E quanto ao lado positivo?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>A comunidade cient\u00edfica e acad\u00eamica brasileira mostrou uma capacidade de trabalho extraordin\u00e1ria. O Brasil \u00e9, hoje, o d\u00e9cimo pa\u00eds em publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre a covid-19, o que n\u00e3o \u00e9 pouca coisa. \u00c9 muito se compararmos com pa\u00edses onde o investimento em pesquisa \u00e9 t\u00e3o maior do que no Brasil. E n\u00f3s estamos sofrendo cortes, um atr\u00e1s do outro. Depois, outra coisa positiva, \u00e9 que a comunidade cient\u00edfica brasileira, e vale dizer feminina, porque ela foi totalmente de mulheres, foi muito \u00e1gil e muito r\u00e1pida no sequenciamento do genoma. Em quatro dias no Brasil, foi identificado o genoma por um grupo de cientistas brasileiras, mulheres, como a Ester Sabino, a Jaqueline Goes. Soma-se ainda aos fatores positivos a capacidade de institui\u00e7\u00f5es brasileiras p\u00fablicas, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, terem tido, no caso da Fiocruz, a iniciativa de fazer a encomenda tecnol\u00f3gica de nacionaliza\u00e7\u00e3o de uma vacina. O resultado disso hoje, em uma fase de mais ou menos controle pand\u00eamico, \u00e9 de autonomia. O Brasil, hoje, assegurou a autonomia na produ\u00e7\u00e3o de vacinas para covid-19.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>\u00c9 preciso falar tamb\u00e9m sobre a politiza\u00e7\u00e3o da pandemia, certo?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Exceto essa enorme politiza\u00e7\u00e3o da pandemia feita pelo discurso governamental, que, a meu ju\u00edzo, foi profundamente nocivo ao pa\u00eds, eu acho que nesse balan\u00e7o, de altos e baixos, o Brasil teve um comportamento bastante razo\u00e1vel no combate ao novo coronav\u00edrus. Vivemos essa dualidade o tempo todo. N\u00e3o precis\u00e1vamos ter vivido trag\u00e9dias paralelas \u00e0 epidemia. N\u00f3s n\u00e3o precis\u00e1vamos ter vivido a trag\u00e9dia de Manaus. Manaus foi o primeiro local que teve pico epid\u00eamico em abril de 2020 e n\u00f3s sab\u00edamos que a imunidade conferida pela doen\u00e7a era ef\u00eamera. Ent\u00e3o, Manaus poderia ter se preparado para um eventual aparecimento de uma nova cepa. N\u00e3o precisar\u00edamos ter vivido a trag\u00e9dia de oxig\u00eanio no norte do pa\u00eds. N\u00e3o precisar\u00edamos ter vivido o esc\u00e2ndalo que foram os hospitais de campanha no Rio de Janeiro, o atraso no processo de vacina\u00e7\u00e3o. N\u00f3s vivemos a contradi\u00e7\u00e3o de termos feito estudos extraordin\u00e1rios de fase tr\u00eas e n\u00e3o termos feito as encomendas no tempo certo.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Passados esses dois anos de pandemia, como a senhora avalia que o Brasil vai sair desse momento em termos cient\u00edficos?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Acho que dois produtos positivos sa\u00edram dessa trag\u00e9dia que se abateu sobre n\u00f3s. Primeiro, a grande capacidade de produ\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica e o reconhecimento por parte da sociedade civil brasileira, que n\u00e3o nos conhecia, que n\u00e3o sabia que existia uma ci\u00eancia nacional. Muitos de n\u00f3s sa\u00edmos dos nossos casulos, laborat\u00f3rios, consult\u00f3rios e viemos a p\u00fablico. A sociedade quando nos reconhece, confia em n\u00f3s. Ent\u00e3o, a sociedade brasileira hoje sabe que existe uma ci\u00eancia genuinamente nacional, que trabalha e est\u00e1 comprometida com ela. O segundo produto que eu considero extremamente positivo \u00e9 que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds que nos constrange tanto pela sua enorme desigualdade, e, na verdade, a iniciativa privada, pela primeira vez de maneira robusta, mostrou um comparecimento muito impressionante.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Como assim?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Na primeira entrevista p\u00fablica que eu dei sobre a pandemia da covid-19, eu disse que a iniciativa privada teria que comparecer pesadamente ou a trag\u00e9dia seria maior. E n\u00f3s tivemos muitas doa\u00e7\u00f5es. O que n\u00f3s precisamos agora \u00e9 criar no Brasil uma cultura de um novo voluntariado ou o que eu chamo de um voluntariado de nova qualidade. Instituir isso e incorporar a nossa cultura. \u00c9 preciso diminuir essa dist\u00e2ncia t\u00e3o grande entre quem tem e quem n\u00e3o tem. Lembrando que milhares de pessoas entraram na linha de pobreza durante esses dois anos de pandemia. E um terceiro produto, e n\u00e3o menos importante, obviamente, foi que, a despeito de todas as dificuldades, o SUS respondeu.<\/em><\/p>\n<p>www.correiobraziliense.com.br \/Maria Eduarda Cardim<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Margareth Dalcolmo desaprova as flexibiliza\u00e7\u00f5es feitas no pa\u00eds e critica a falta de incorpora\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios contra covid-19 no SUS Ainda que, em diversos momentos da pandemia da covid-19, os discursos governamentais, considerados nocivos por especialistas, tenham manchado a imagem do Brasil no cen\u00e1rio internacional, o comportamento do pa\u00eds no combate ao novo coronav\u00edrus \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25676,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[843],"class_list":["post-25675","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-pandemia-mascaras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25675"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25675\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25677,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25675\/revisions\/25677"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25676"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}