{"id":25877,"date":"2022-04-01T10:53:43","date_gmt":"2022-04-01T13:53:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=25877"},"modified":"2022-04-01T10:53:43","modified_gmt":"2022-04-01T13:53:43","slug":"trabalho-precario-cresce-com-mais-brasileiros-vivendo-de-bico-e-sem-carteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/04\/01\/trabalho-precario-cresce-com-mais-brasileiros-vivendo-de-bico-e-sem-carteira\/","title":{"rendered":"Trabalho prec\u00e1rio cresce com mais brasileiros vivendo de \u201cbico\u201d e sem carteira"},"content":{"rendered":"<h4><strong>Renda desabou 8,8% em um ano e mais de 40% dos que trabalham est\u00e3o na informalidade no trimestre encerrado em fevereiro, segundo IBGE<\/strong><\/h4>\n<p>A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre m\u00f3vel de dezembro a fevereiro, com a falta de trabalho atingindo 12 milh\u00f5es de brasileiros. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), divulgada nesta quinta-feira (31) pelo IBGE.<\/p>\n<p>Em uma economia estagnada \u2013 cujo as expectativas do mercado apontam para um crescimento nulo, ou negativo este ano \u2013 puxada pela alta dos juros, infla\u00e7\u00e3o e queda dos investimentos -, a maioria dos brasileiros que conseguem retornar aos postos de trabalho ocupam atividades de baixa qualidade, sem carteira assinada, vivem de \u201cbicos\u201d, com sal\u00e1rios menores do que recebiam quando ocupavam a mesma fun\u00e7\u00e3o no emprego anterior.<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, a taxa de informalidade, que inclui os populares bicos, ficou em 40,2%, chegando a 38,3 milh\u00f5es de trabalhadores informais, no trimestre m\u00f3vel de dezembro a fevereiro. No mesmo trimestre do ano anterior, a taxa foi de 39,1%.<\/p>\n<p>S\u00e3o mais 2 milh\u00f5es de pessoas trabalhando por conta pr\u00f3pria, um aumento de 8,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, um total de 25,4 milh\u00f5es de brasileiros se virando para enfrentar a carestia de Bolsonaro com a disparada nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, dos alimentos, da energia el\u00e9trica, do g\u00e1s de cozinha, no aluguel e no pre\u00e7o dos rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, somando desempregados (12 milh\u00f5es), subocupados por insufici\u00eancia de horas \u2013 os que trabalham menos horas do que precisam (6,6 milh\u00f5es), as pessoas que n\u00e3o est\u00e3o em busca de emprego, mas que estariam dispon\u00edveis para trabalhar por diversos motivos apontado no momento da pesquisa (3,8 milh\u00f5es), ou as que desistiram de procuram emprego, est\u00e3o no desalento (4,7 milh\u00f5es), s\u00e3o cerca de 27,3 milh\u00f5es de pessoas \u201csubutilizadas\u201d no trimestre de dezembro a fevereiro de 2022.<\/p>\n<p>O n\u00famero de<strong>\u00a0empregados sem carteira\u00a0assinada no setor privado (12,3 milh\u00f5es de pessoas)<\/strong>\u00a0apresentou estabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior e teve alta 18,5% (1,9 milh\u00e3o de pessoas) no ano.<\/p>\n<p>O n\u00famero de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado apresentou uma varia\u00e7\u00e3o de 1,1% (371 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 9,4% (mais 3 milh\u00f5es de pessoas) na compara\u00e7\u00e3o anual, totalizando 34,6 milh\u00f5es de pessoas num cen\u00e1rio estimado em aproximadamente 95,2 milh\u00f5es de trabalhadores no pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>RENDA M\u00c9DIA DESABA 8,8%<\/strong><\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real habitual recebido de todos os trabalhos, por m\u00eas, pelos trabalhadores continua em queda, um<strong>\u00a0recuo de 8,8%\u00a0<\/strong>na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre do ano passado quando estava em R$ 2.752. Caiu para R$ 2.511. O menor valor j\u00e1 registrado para o mesmo per\u00edodo analisado desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, iniciada em 2012.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>massa de rendimento real habitual<\/strong>\u00a0<strong>(R$ 234,1 bilh\u00f5es)\u00a0<\/strong>\u2013 a soma dos rendimentos brutos habitualmente recebidos de<br \/>\n<strong>todas as pessoas ocupadas em todos os trabalhos<\/strong>\u00a0\u2013 ficou \u201cest\u00e1vel\u201d em ambas as compara\u00e7\u00f5es, segundo o IBGE. O que s\u00f3 confirma o arrocho que os brasileiros est\u00e3o passando, sem reajuste salarial, aceitando sal\u00e1rios mais baixos ou fazendo \u201cbico\u201d para completar o or\u00e7amento das fam\u00edlias. No in\u00edcio da pandemia, a massa de rendimento real estava em R$ 254 bilh\u00f5es, uma queda de R$ 20 bilh\u00f5es no desgoverno Bolsonaro.<\/p>\n<p>Com os juros nas alturas, o desemprego na casa dos dois d\u00edgitos, e a infla\u00e7\u00e3o em escalada, a economia brasileira que iniciou o ano com queda na produ\u00e7\u00e3o industrial (-2,4%), no com\u00e9rcio varejista ampliado (-0,3%) e no setor de servi\u00e7os (-0,1%) caminha para mais um ano de economia estagnada.<\/p>\n<p>Segundo o Boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (28), na mediana das proje\u00e7\u00f5es, o \u201cmercado\u201d financeiro apontou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 de 0,5% \u2013 ou seja, metade dos consultados acreditam que esse resultado vai ser muito pior do que isto \u2013 recess\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo com essa trag\u00e9dia anunciada,\u00a0os economistas das institui\u00e7\u00f5es financeiras projetam que o Banco Central ir\u00e1 elevar\u00a0a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) a 12,25% a.a at\u00e9 o fim de 2022.<\/p>\n<p>www.horadopovo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renda desabou 8,8% em um ano e mais de 40% dos que trabalham est\u00e3o na informalidade no trimestre encerrado em fevereiro, segundo IBGE A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre m\u00f3vel de dezembro a fevereiro, com a falta de trabalho atingindo 12 milh\u00f5es de brasileiros. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25878,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[150],"class_list":["post-25877","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-trabalho-precario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25877"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25877\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25879,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25877\/revisions\/25879"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}