{"id":26504,"date":"2022-05-09T14:27:33","date_gmt":"2022-05-09T17:27:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=26504"},"modified":"2022-05-09T14:27:33","modified_gmt":"2022-05-09T17:27:33","slug":"apos-privatizacao-da-rlam-diesel-teve-alta-de-ate-5811-na-bahia-em-cinco-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/05\/09\/apos-privatizacao-da-rlam-diesel-teve-alta-de-ate-5811-na-bahia-em-cinco-meses\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s privatiza\u00e7\u00e3o da RLAM, diesel teve alta de at\u00e9 58,11% na Bahia, em cinco meses"},"content":{"rendered":"<div class=\"wrapper\"><main class=\"main_sidebar clear\" role=\"main\"><\/p>\n<section class=\"section_sidebar\">\n<article id=\"post-17728\" class=\"post-17728 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-noticia\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-26505 alignright\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-768x768.jpeg 768w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-540x540.jpeg 540w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Acelen j\u00e1 praticou 10 reajustes deste combust\u00edvel e economistas alertam para efeito cascata<\/strong><\/p>\n<p>Os brasileiros, e particularmente os baianos, devem se preparar para pagar ainda mais caro pela carne, batata, cenoura, caf\u00e9 ou qualquer outro g\u00eanero aliment\u00edcio. Isto porque o efeito cascata do aumento do pre\u00e7o do diesel pode afetar profundamente a economia, tornando insustent\u00e1vel a sobreviv\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, a maioria dos alimentos, vestu\u00e1rios e bens de consumo dur\u00e1veis s\u00e3o transportados atrav\u00e9s das rodovias pelos caminhoneiros que abastecem seus caminh\u00f5es com o diesel. Se o valor do diesel for alto o pre\u00e7o do frete aumenta. Para pagar o frete, os empres\u00e1rios e agricultores elevam os pre\u00e7os dos seus produtos e no final a conta vai ser paga pelo consumidor.<\/p>\n<p>Por isso, os baianos \u2013 e n\u00e3o s\u00f3 a popula\u00e7\u00e3o em geral como tamb\u00e9m os empres\u00e1rios, particularmente os donos de postos de combust\u00edveis e de empresas de transporte p\u00fablico \u2013 est\u00e3o com a m\u00e3o na cabe\u00e7a, preocupados com o que est\u00e1 por vir, pois na Bahia, a empresa Acelen, que administra a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), ap\u00f3s sua privatiza\u00e7\u00e3o, reajustou 10 vezes o pre\u00e7o do diesel, 8 vezes o da gasolina e 3 vezes o do g\u00e1s de cozinha, no per\u00edodo de 01\/12\/2021 a 01\/05\/2022.<\/p>\n<p>De acordo com estudos realizados pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (DIEESE), tomando como base a distribuidora de S\u00e3o Francisco do Conde e o per\u00edodo de 01\/12\/2021 a 01\/05\/2022, o Diesel S10 sofreu um reajuste de 58,11% e a gasolina A de 29,96%. J\u00e1 o GLP (g\u00e1s de cozinha) teve reajuste de 17,02%.<\/p>\n<h2><strong>Impacto danoso<\/strong><\/h2>\n<p>O alto valor do diesel vem impactando tamb\u00e9m o setor de transporte p\u00fablico. Os empres\u00e1rios do ramo alertam para uma poss\u00edvel falta ou dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de transporte para a popula\u00e7\u00e3o. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Transportes Urbano devido \u00e0 alta do diesel as operadoras ser\u00e3o obrigadas a racionar o combust\u00edvel e oferecer apenas viagens nos hor\u00e1rios de pico, deixando o restante da frota de \u00f4nibus parada na garagem.<\/p>\n<p>A economista e Supervisora T\u00e9cnica do DIEESE, Ana Georgina Dias, ressalta, que al\u00e9m da alta no valor do frete e do impacto no transporte p\u00fablico, a pre\u00e7o do diesel tem repercutido no pre\u00e7o da energia el\u00e9trica, uma vez que grande parte das usinas termel\u00e9tricas do estado da Bahia s\u00e3o abastecidas por este combust\u00edvel. \u201cApesar de estarmos neste momento com a bandeira verde, o que significa que as termel\u00e9tricas n\u00e3o est\u00e3o sendo t\u00e3o utilizadas para gera\u00e7\u00e3o de energia, significa que todas as atividades que t\u00eam a energia gerada a partir das termel\u00e9tricas, e isto acontece sobretudo no Polo Petroqu\u00edmico de Cama\u00e7ari, acabam sofrendo um aumento nos pre\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>A economista alerta que esta alta nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis como um todo, mas principalmente no diesel, acaba tendo um efeito de espalhar a infla\u00e7\u00e3o para outros produtos da economia. \u201c\u00c9 um impacto bastante danoso sobretudo para o bolso do consumidor\u201d<\/p>\n<p>Para o Diretor de Comunica\u00e7\u00e3o do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, \u201co que est\u00e1 acontecendo na Bahia \u00e9 caso de interven\u00e7\u00e3o para estancar os preju\u00edzos que o estado est\u00e1 sofrendo\u201d. O sindicalista revela que \u201cdiferente de outros estados, hoje, na Bahia, o diesel est\u00e1 com valores similares e at\u00e9 mais alto do que o da gasolina na maioria dos postos. Isto \u00e9 in\u00e9dito e precisa ser esclarecido pela Acelen. N\u00e3o que a gasolina esteja barata, ela tamb\u00e9m est\u00e1 muito cara\u201d, afirma o sindicalista lembrando que este \u201c\u00e9 o resultado da privatiza\u00e7\u00e3o da RLAM feita de forma irrespons\u00e1vel pelo governo Bolsonaro, o que levou ao monop\u00f3lio privado de petr\u00f3leo no nosso estado, onde um conglomerado \u00e1rabe, sem concorr\u00eancia, dita os pre\u00e7os dos combust\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>O \u00faltimo aumento, anunciado no dia 02\/05 pela Acelen foi de 11,3% nos pre\u00e7os do diesel S10, de 11,4% no do diesel S500 e de 6,7% na gasolina.\u00a0 Em rela\u00e7\u00e3o ao diesel, a Petrobr\u00e1s anunciou um aumento de 8,87%, que vale a partir da ter\u00e7a-feira (10).\u00a0 O Sindicato dos Revendedores de Combust\u00edveis do Estado da Bahia (Sindicombust\u00edveis Bahia), tamb\u00e9m tem mostrado preocupa\u00e7\u00e3o com os aumentos constantes dos pre\u00e7os. Em v\u00e1rias entrevistas para a imprensa, o sindicato patronal vem alertando sobre o impacto da competitividade de quem comercializa combust\u00edvel no estado, apontando queda de mais de 50% nos postos de rodovias.<\/p>\n<p>Para Radiovaldo, esta preocupa\u00e7\u00e3o do Sindicombust\u00edvel \u00e9 legitima. \u201cQuem pode enche o tanque no estado vizinho, em Pernambuco, por exemplo, onde a refinaria pertence \u00e0 Petrobr\u00e1s, e mesmo com os pre\u00e7os altos devido \u00e0 dolariza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, adotada pela estatal no governo Bolsonaro, ainda s\u00e3o mais baixos do que os aplicados na Bahia pela Acelen\u201d, relata. Para ilustrar, o sindicalista conta que um dono de posto de combust\u00edvel confidenciou a ele que n\u00e3o vai mais comprar diesel na Bahia. \u201cEle est\u00e1 mandando buscar 44 mil litros de diesel em Pernambuco, vai gastar R$ 10 mil de frete, mas disse que o valor compensa. Vai sair mais barato do que se comprasse aqui\u201d.<\/p>\n<p>http:\/\/www.sindipetroba.org.br\/fonte- Comunica\u00e7\u00e3o do Sindipetro Bahia<\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n<p><\/main><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acelen j\u00e1 praticou 10 reajustes deste combust\u00edvel e economistas alertam para efeito cascata Os brasileiros, e particularmente os baianos, devem se preparar para pagar ainda mais caro pela carne, batata, cenoura, caf\u00e9 ou qualquer outro g\u00eanero aliment\u00edcio. Isto porque o efeito cascata do aumento do pre\u00e7o do diesel pode afetar profundamente a economia, tornando insustent\u00e1vel [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26505,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[329],"class_list":["post-26504","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-politica-de-combustiveis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26504"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26506,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26504\/revisions\/26506"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26505"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}